quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Categoria » Ação Regional

Visualizando a rede de Pontos de Cultura da região metropolitana de Belo Horizonte

Fonte: Adriana Veloso de Blog Ação Cultura Digital em Minas Gerais

Neste trabalho, iniciamos uma análise sobre forma com que os Pontos de Cultura da Região Metropolitana de Belo Horizonte se relacionam. Primeiramente problematizamos a natureza das relações estabelecidas entre estas entidades, se são diretas ou indiretas, bem como os tipos de engajamento presentes e suas conexões. Na visualização também indicamos tipos de referências que cada uma possui dentro da rede, com vistas a subsidiar indicações de centralidade. No último grafo observamos suas áreas de atuação e somando as informações já levantadas analisamos os papéis desempenhados por estes atores as sub redes presentes. Diante destes elementos verificamos o uso das tecnologias da informação e comunicação e os locais da centralidade da informação. Para este estudo, não aprofundamos no fluxo dos laços que se enfraquecem e fortalecem ao longo do tempo, optando por destacar as permanências qualificadas e representá-las graficamente. (OBS: Para ver os grafos abaixo dar duplo clique para ampliar)

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ONG Iphanaq lança Ponto de Cultura sábado em Quixeramobim

Fonte: admin de Blog Ação Cultura Digital no Nordeste

Fonte: Uirá Porã de Rede de Pontos de Cultura do Ceará

O Instituto do Patrimônio Histórico, Natural e Artístico de Quixeramobim (ONG Iphanaq) lança sábado, 9h, no Liceu de Quixeramobim, o Projeto Patrimônio Vivo, um dos Pontos de Cultura selecionados pela em 2009 no Ceará pela Secult. O técnico da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), Franze Silva, estará presente abordando as “Políticas Públicas para a Cultura e Plano Nacional de Cultura”. O presidente do Iphanaq e Coordenador do Projeto, historiador Francisco Neto Camorim, apresenta ações da ONG no município e fala sobre “A cultura como processo educativo”.Na ocasião serão exibidas imagens de ações como as do Cineclube Cinemavida, que exibe filmes na sede e zona urbana realizando debates sobre o cotidiano das comunidades. Também foram convidados para o lançamento a Prefeitura de Quixeramobim e a 4ª Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que atualmente realiza ações em Quixeramobim. O lançamento se encerra com exibição de curtas para os presentes.

Além da Secult, os recursos do Projeto “Patrimônio Vivo” são financiados pelo Governo Federal. A ONG Iphanaq foi selecionada em edital público após apresentar projeto por escrito. O Projeto Patrimônio Vivo trabalhará com oficinas divididas em módulos: Educação Patrimonial, Gestão da Cultura, Arquivo e Documentação, Fotografia e Vídeo, além das orientações específicas em software livre, conforme orientação do Ponto de Cultura a todos os projetos. Os módulos serão desenvolvidos em oficinas que se realizam aos finais de semana, nos dois turnos de sábado e nas manhãs de domingo, no Liceu. Nos dias oito e nove será realizada a primeira das quatro oficinas de Educação Patrimonial, referentes ao primeiro módulo.

Participantes – Após divulgação no município – nas rádios, escolas e pela internet –, uma comissão do Iphanaq selecionou os 30 participantes para o primeiro ano de oficinas, incluindo integrantes da zona rural e da periferia da cidade. O mesmo número ficou na lista de suplentes e será chamado com eventuais saídas dos selecionados no primeiro momento, seja por desistência, seja pela ausência de pelo menos dois finais de semana, conforme estabelecido no edital elaborado pela entidade. Os primeiros selecionados participam do primeiro ano do Projeto, que tem duração de três anos e passa por nova seleção ao fim de cada ano.

As oficinas ocorrem no Liceu, que apóia o Projeto através da Direção e de funcionários da escola. Além do pagamento aos oficineiros, o Projeto prevê a compra de materiais como os de vídeo e fotografia, utilizados nas oficinas e de uso e responsabilidade do Iphanaq. Reunião de Planejamento para o Projeto foi realizada na Biblioteca Pública no final de junho. Os recursos já foram depositados em conta específica. A Coordenação Geral é do historiador Neto Camorim e a Coordenação técnica de Weynes Matos.

Entre os 100 projetos selecionados no Ceará, sendo 80 no interior, também foi selecionado, em Quixeramobim, pelo mesmo edital, o Projeto da Banda de Lata do Assentamento Recreio, que trabalha com crianças e adolescentes.

Mais informações:

Francisco Neto Camorim: (88) 9926-1048, Coordenador Geral e presidente da ONG Iphanaq. Weynes Matos: (85) 8842-4528, Coordenador Técnico.

(Foto: Ricardo – http://www.flickr.com/photos/ricardosab/2201776592/)


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Centro de Convergência de Novas Mídias

Últimas do CCNM: http://www.livestream.com/tvle


O Centro de Convergência de Novas Mídias (CCNM) é um grupo de pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que atua também na extensão e ensino. O grupo foi selecionado no primeiro edital com o projeto Rede de Inclusão e Letramento Digital – Rede.Lê, que já estava em andamento desde 2002 devido a uma parceria coma Secretaria Municipal de Educação de BH.

Em 2005 o grupo também aprovou o Pontão de Cultura da UFMG, cujo objetivo era o de criar ambientes virtuais “que auxiliassem os diversos grupos sociais a trocarem experiências entre si” (site CCNM). Sua área de atuação é ampla e por conjugar pesquisa e extensão o grupo destaca-se na produção de metodologias aplicadas. Atualmente, o CCNM é o Ponto representante de Minas Gerais na Comissão Nacional dos Pontos de Cultura. A seguir contamos um pouco do histórico do projeto e seus atuais trabalhos.
Quando a sede do projeto ainda era o Centro Cultural da UFMG o grupo foi procurado para colaborar no projeto das Bases de Apoio a Cultura (BACs), que reformulado tornou-se o Cultura Viva. O Centro de Cultural era referência na época, pois contava com um telecentro metareciclado, aberto ao público diverso do centro da cidade, abrigava projetos de dança afro e shows de artistas locais nas sextas a noite, além de ter um cineclube ativo com mostras semanais. Nesta época a Prof. Regina Helena era diretora do Centro Cultural da UFMG e por lá também começou a desenvolver a Rede de Inclusão e Letramento Digital – (Rede.Lê). Leia mais »


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II Encontro de Casas Brasil da Região Metropolitana de Belo Horizonte

Fonte: Adriana Veloso de Blog Ação Cultura Digital em Minas Gerais

II Encontro Metropolitano Casas Brasil

II Encontro Metropolitano Casas Brasil

Na segunda 30/03, vistamos a Casa Brasil Obra Kolping com o TIC Pedro Otoni, localizada na região noroeste da cidade, próxima aos bairros Coqueiros e São Salvador, divisa com o município de Contagem. Estavam presentes os bolsistas Juliana, da coordenação geral da Casa, Cleiton, do Metarec, Polly, do multimídia e Elias e Daniel, ambos do telecentro e o objetivo da conversa era sinergizar os projetos em um II Encontro da Região Metropolitana. A idéia é convidar também os Pontos de Cultura para participarem das atividades, que vão incluir oficinas multimídia, entre outras. De início foram apresentados ambos os projetos – Casa Brasil e Pontos de Cultura – além da proposta de integração de ambos.

A Casa Brasil tem ampla participação da comunidade do entorno, seja nos cursos oferecidos pela instituição Kolping, seja pela Casa Brasil. No momento, acabaram de adquiri os equipamentos multimídia e já deram início a algumas atividades de áudio e de gráfico. O espaço é amplo e conta com um auditório. Os bolsistas estão insitgados para dar início às atividades multimídia e ampliar o contato com os Pontos de Cultura, principalmente os da Fundação Municipal de Cultura, que tem o pontinho do Centro Cultural Pampulha, próximo à região.

Oficinas multimídia no II Encontro das Casas Brasil

Oficinas multimídia no II Encontro das Casas Brasil

A conversa girou em torno dos preparativos para o segundo encontro das Casas Brasil, ocorrido nos dias 07 e 08 de maio, englobando módulos de capacitação em Comunicação Comunitária, ProgramaçãoWeb, Acessibilidade para deficientes Físicos, Economia Popular Solidária, Restauração de Livros e multimídia. Na abertura do II Encontro, o TIC Pedro Ottoni ressaltou a necessidade de convergirmos as experiências dos Pontos de Cultura com a área cutural e de produção multimidia, e a das Casas Brasil com experiência em conselhos gestores e articulação com as comunidades. Foi apresentado por Denísia Martins, representante de Minas Gerais na Comissão Nacional de Pontos de Cultura, a atual situação da comissão e dos Pontos de Cultura, além da atuação da Rede.Lê no estado. Além dessas apresentações, foram dadas as boas vindas pela Julinana, Coordenadora da Unidade, e a apresentação da Obra Kolping pelo Gerson, Coordenador da Obra Kolping no estado. Seguida essas etapas foi feita, dentro de uma dinâmica, a apresentação de todos os participantes, totalizando 35 pessoas, a maioria pertencentes às 04 Unidades Casa Brasil e 05 Pontos de Cultura presentes.

Os articuladores Adriana Veloso e José Paulo Neto promoveram, junto ao Fábio Belotte do Pontão de Cultura CCNM, a oficina de multimídia apresentando softwares de modelagem 3D, edição de vídeo e imagens. Além do pessoal do CCNM, estiveram presentes os pontos Ti Vi no Morro, de Sabará, Casa da Juventude de Congonhas, Associação Imagem Comunitária (AIC) e o Grupo Negros da Unidade Consciente (NUC).

Ao fim do Encontro foi feita sua avaliação e a confirmação do próximo encontro, com data proposta para dias 06 e 07 de Agosto na Unidade Casa Brasil Nova Contagem. O encontro pretende envolver mais Pontos de Cultura, e para a escolha do local, foi levado em conta o início das atividades dos 09 Pontos de Cultura da Rede de Pontos de Cultura que deve se iniciar neste ano. Também foi intencionados a construção de um projeto de Economia Popular Solidária na ocnstrução de uma Incubadora Tecnológica e o envolvimento das casas Brasil no Programa “A tela e o texto”.


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Grupo de Discussão da Rede dos Pontos de Cultura Cearenses

Fonte: admin de Blog Ação Cultura Digital no Nordeste

Fonte: Uirá Porã de Rede de Pontos de Cultura do Ceará

discussaoEstamos convidando os agentes dos Pontos de Cultura e Casas Brasil, parceiros e interessados a participarem do nosso recem criado grupo de discussões.

Para participar do grupo preencha o campo abaixo com o seu e-mail e clique no botão “Inscrever”.

Visitar este grupo

Você verá uma página de confirmação de inscrição e receberá uma mensagem em sua caixa postal, com instruções para confirmação da sua inscrição.

O Objetivo do grupo é articular a rede cearense de pontos de cultura,  e divulgar as ações e eventos envolvendo os pontos de cultura na região e em todo o Brasil.

Para mais informações sobre o Grupo, acesse:
http://groups.google.com.br/group/pontoscearenses


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Roda de Conversa na Chapada dos Veadeiros

Fonte: Caetano Ruas de Blog Ação Cultura Digital no Brasil Central


No dia 03/04, estivemos com o Ponto de Cultura Cavaleiro de Jorge, em São Jorge – GO. Estavam presentes Josiane Ribeiro e Caetano Ruas da Cultura Digital e Juliano do Ponto de Cultura Cavaleiros de Jorge.

img_4683 Juliano criticou a ineficiência da SPPC que não consegue agilizar o trâmite dos processo jurídico-financeiro. Diz que o Ponto de Cultura no início foi algo bom para a auto-estima local, mas que agora virou um peso e um problema que se arrasta e tira muita energia da instituição, estão há aproximadamente 1 ano e 6 meses sem receber recursos do MinC . O que mantêm a instituição é o patrocínio da Petrobras com o projeto “Turma que faz” que consiste na implementação de atividades educativas, artísticas, culturais, esportivas e ambientais para 120 crianças na faixa etária de 7 a 17 anos e adolescentes entre 12 a 19 anos de idade na Vila de São Jorge e na cidade de Alto Paraíso na região da Chapada dos Veadeiros. O Ponto de Cultura tem um telecentro em linux e a conexão é via GESAC. Estão com problemas na conexão que só tem chegado a 100kpbs. Juliano também denunciou que estão construindo uma usina hidrelétrica dentro do território dos Kalungas – maior comunidade quilombola do Brasil.

Diz que praticamente toda a comunidade jovem de São Jorge passou pelo processo de inclusão digital. Tem dificuldades em achar pessoal qualificado para dar as oficinas em linux. O Irmão de Juliano produziu uma antena para distribuir internet para toda a comunidade – projeto São Jorge Digital que consiste em 2 caixas herméticas para transmissão wireless mais 2 antenas repetidoras. A conexão que estão usando atualmente é Brasil Telecom de velocidade 1,5 mega no máximo.
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No dia seguinte participamos da reunião dos representantes da região da Chapada dos Veadeiros. Estão construindo um projeto articulado para pleitear 2 dos 3 Pontos destinados a região no edital dos Pontos de Cultura de Goiás. Levantamos a importância da Cultura Digital neste processo. Estavam presentes: José Nilo de Colinas do Sul- GO – Representante da festa Caçada da Rainha; Arlethe Kalunga – Gerente de Cultura de Alto Paraíso; Samala – Griô Aprendiz; Fabrício Leonardo – Alto Paraíso; Fátima Chaves – Coordenadora da Catira; Doutorando Piau – Doutorado voltado aos Pontos de Cultura (tateiota.blogspot.com); Juliano – Ponto de Cultura Cavaleiro de Jorge; Jussara – Ponto de Cultura Cavaleiro de Jorge; Josiane Ribeiro – Cultura Digital; Caetano Ruas – Cultura Digital.

Os trabalhos e relatórios das visitas e atividades não foram sistematizados e organizados no ambiente digital.cultura, porque a plataforma está instável.

Encaminhamentos:

Entre as propostas de como conduzir as articulações para avaliação e proposição de políticas de inclusão digital e cultura digital, surgiram as propostas de realizar novos encontros e identificar técnicos para dar oficinas de formação continuada. Realizar uma rede para disseminar a idéia. Por exemplo, com pessoas que já tramitam na rede, como é o caso do Cidão ( Daniel – do Pontão de Cultura República do Cerrado e ex-integrante do CENFI), Cristiano de Jesus e identificar outras pessoas dentro dessa rede dos Pontos. Articular visitas e e trabalhos com os Pontos. Formar pessoas que já estão trabalhando no Ponto para na prática atuarem trabalhando com o software livre.

Com o cavaleiro de Jorge, iremos auxiliar no Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros. Na reunião com os povos da Chapada ficamos de auxiliar nas idéias para uso de equipamentos e debates sobre Cultura Digital.


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Visita ao Ponto de Cultura Invenção Brasileira

Fonte: Caetano Ruas de Blog Ação Cultura Digital no Brasil Central

Visita ao Invenção Brasileira e conversa com o Chico Simões

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Taguatinga – 26/03/2009

O Ponto de Cultura Invenção Brasileira  tem sido protagonista na formação da redes de pontos do DF desde o inicio o programa cultura viva, além de ser a muito tempo referência nacional no teatro de bonecos.

Quando chegamos em Taguatinga, Chico estava lá arrumando o espaço sozinho, era um dia de chuva e ele estava lá naquele universo que é os 25mts quadrados da nova lojinha do invenção, é uma lojinha não comercial, na verdade é uma garagem.

O invenção tem passado por diversas mudanças , as frentes de ação cultural cresceram e buscam autonomia em relação ao ponto de cultura, ocupando novos espaços no velho mercado sul e em outras comunidades. Outro fator de reformulação da ação do Ponto foi a mobilização necessária para produção da TEIA BRASÍLIA 2008 que tirou do mercado a secretaria e boa parte dos integrantes do ponto, que só agora passado vários meses é que estão aos poucos retomando as atividades com a comunidade no ponto de cultura.

A enorme demanda de trabalho de produção em função da TEIA levou o Invençao a abrir um escritório no setor comercial sul, que  ainda se mantém como um escritório de produção da instituição.

O Invenção , por sua grande capacidade de encantamento e mobilização, a sua vocação para promover a grande prosa na rede, abriu  diversas frentes de trabalho apartir dos recursos recebidos pelo programa cultura viva. Chico esclarece que os recursos serviram para ampliar o diálogo e a integração com a comunidade e não para buscar a sustentabilidade na relação com o mercado, deixando bem claro que acredita mesmo ser de responsabilidade do estado o fomento das ações culturais que visam a inclusão social de setores marginalizados da sociedade como é o caso do trabalho que os pontos de cultura realizam.

Com o fim do convenio do ponto as frentes de trabalhos: cultura digital, cineclube motiró,  e produção de vídeo e foto , estão buscando autonomia em relação ao ponto , espaços vizinhos foram alugados e formando novas associações e coletivos compostos também por membros do Invenção Brasileira, defindo novas identidades culturais e estabelecendo uma relação de colaboração independente entre estes atores na comunidade. Alguns equipamentos do Ponto de Cultura, como partes do kit multimidia, se encontram distribuídos entres estes coletivos e até já viajaram para outros pontos para somarem esforços no fortalecimento da rede.

Chico explica como o kit multimidia, à medida que se torna obsoleto, vira um problema para o ponto que o recebeu pois a burocracia não permite a doação para outras entidades nem a devolução dos equipamentos para o estado, e o concerto de peças é mais caro do que a aquisição de novas obrigando o ponto manter a sucata para não ser responsabilizado por extravio.

Chico explica que o processo do pontão escola viva também esta parado por problemas de interpretação inconclusa por parte do Ministério da Cultura sobre a utilização ou não de recursos do plano de trabalho (aprovado pelo MinC) para viagens para realização de oficinas e divulgação do edital do premio Escola Viva e outras questões de menor monta mais que vai transformando o projeto em um processo kafkaniano, chegando ao absurdo da gestora responsável pelo projeto no MinC exigir que o ponto conseguisse de três imobiliárias avaliações do valor do imóvel e logo em seguida (40 dias depois) mais três avaliações do valor do aluguel do imóvel. Sem considerar que as imobiliárias cobram até R$ 100 (cem reais) por cada declaração e que nem sempre vão ao local para realmente avaliar o imóvel.

Como exemplo do que funciona e deu certo no programa, Chico cita a Rede mocambos como uma rede altamente consistente , inclusive na vanguarda e protagonismos no uso de softwares livres.

Acredita que as redes de pontos de cultura popular e comunidades tradicionais, assim como as culturas  indígenas, são o que há de essencial no programa cultura viva e é por ai que quer aproximar cada vez mais o seu trabalho, além, é claro, da sua própria comunidade em Taguatinga.

Chico, por ser de Brasília e a muitos anos militante do movimento cultural, fala com muita propriedade dos processos burocráticos e políticos dentro do programa cultura viva e do ministério da cultura, é mais um assunto que ele domina muito bem.

Apesar de fazer parte, admirar e apoiar diversas ações do MinC, 26032009490lamenta que o procedimento adotado tenha mudado em relação a prestação de contas do pontos de cultura. Se antes se falava em inovação, protagonismo e gestão compartilhada agora com a instalação da CPI das ONGs e a proximidade do ano eleitoral – gato escaldado tem medo de água fria – a prática tem sido de imputar aos pontos a responsabilidade e consequentemente a obrigação de ajustar o plano de trabalho (aprovado pelo MinC) e consequentemente a prestação de contas as novas exigências das novas comissões de análise de prestação de contas e as supostas novas interpretações (as vezes técnicas as vezes políticas) da corregedoria ou do tribunal de contas.


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Relatório de visita ao Pontão Mundo, Olhares e Saberes no Paranoá – DF

Fonte: Caetano Ruas de Blog Ação Cultura Digital no Brasil Central

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25 de Março de 2009,

Estavam presentes:
Pontão Mundo, Olhares e Saberes : Willian
Cultura Digital: Caetano e Josi.

Relatório:

O Pontão Mundo, Olhares e Saberes fica no Centro de Ensino Médio do Paranoá. Trabalham principalmente com a linguagem cinematográfica e não simplesmente com o conceito de audiovisual (embora suas produções sejam mesmo em vídeo digital), pois como diz o gestor Wilian: “O audiovisual ainda é muito novo e ele naturalmente tem que beber na fonte do cinema, não da para falar de audiovisual sem evocar a cinematografia e os seus mestres”. Por isso nas atividades de ‘formação do olhar’ -  conceito que esta sendo revisado, pois o wilian deixou bem claro que não se forma e sim se transformam mutuamente no exercício dialético da construção dos saberes e olhares – visitam os diversos debates estéticos e políticos elaborados profundamente pelos autores e pensadores do cinema. Além disso, o ponto também contempla outras manifestações da cultura popular e dos artistas locais, como o Maracatu e bandas da própria comunidade.

Os dois principais eixos de atuação do pontão são: A Oficina de Documentário, que é uma demanda da comunidade e Cineclubismo que vai acontecer mensalmente na escola aberta à comunidade.

Willian é claramente um apaixonado pelo o que faz, em seu relato ele praticamente revive o que está dizendo. Deu para perceber ele enchergando claramente as situações que foi nos relatando, pulando de um assunto para outro e enrredando tudo magistralmente num dizer totalmente vivo , um balaio de assuntos sobre cultura, pedagogia, técnica , burocracia, política, filosofia e etc, em um esforço artístico para tentar nos transmitir o encanto do processo de trabalho e a sua visão altamente lúcida sobre o contexto e a tragetória de seu trabalho e da própria política do ministério da cultura.

Nessa cadencia, willian nos conduziu desde 2002 relatando a 3ª Oficina de Imagem Popular em…….. (ceilandia?) por 6 anos de trabalhos como ciclos de debates, produção de cadernos e catálogos de cinema e pensamento, bates e diversas empreitadas de cinema comunitário e, como ele diz, “cinema marginal”.

Nos contou sobre o longo processo implementação do ponto, desde a busca por espaços e mudanças e também um processo de crise do coletivo gestor do projeto, muito parecido com crises que ocorreram nos diversos grupos compostos por ativistas da comunicação e das T.I’s que atuaram fortemente na elaboração e execução desde os primeiros anos do Ministério da Cultura do Ministro Gil. Algumas das questões que sugerem estas crises são desde o fato da ação ativista e voluntária desses grupos passar a ser procurada para a formulação de conceitos dos estatutos daquele novo ministério e, com isso, ao ser contemplada com verbas públicas, levou a algumas crises de identidade e também como disse o willian: “a falta do saci pererê pra enfrentar a cuca na floresta” – as pessoas passaram a se ocupar prejudicialmente da burocracia com os diversos problemas de prestação de contas, muitos provocados pelo despreparo do edital dos pontos. Então essa verba, esse financiamento, muitas vezes prejudicou a atividade fim ao inves de fortalecer, entre outros fatores. Assim o coletivo faisca, proponente do primeiro projeto do pontos, se dividiu, com alguns de seus membros indo atuar nos movimentos pela moradia popular em Goiania/GO – do Sonho Real à Real Conquista. Willian desde então vem levando o projeto com sua companheira de trabalho ……(nome companheira de trabalho?) Até chegarem ao Centro de Ensino Médio do Paranoá.

O Ponto inaugurou em Dezembro de 2008 no último dia de aula da escola.  Além das atividades de Oficina de Documentário e Cineclubismo, o ponto visa se transformar em uma cooperativa com gestão dos estudantes e da comunidade escolar. Eles estão com um estúdio de web radio praticamente pronto para operar e querem implemtentar um estúdio de gravação de música e uma web tv.

Willian acha muito positiva parceria do Ponto com a escola, acha que cultura e educação nunca deviam ter se separado e quer trabalhar para contaminar a comunidade escolar com esse entendimento, objetivando como sucesso destruir o muro ao redor da escola substituindo-o  por uma aura sagrada, a escola como um local sagrado. E quer multiplicar esse processo para outras escolas.

Hoje o ponto funciona de dia e abre à noite com a monitoria de 2 estudantes da escola que tb atuam no ponto. A Escola tem um telecentro com 12 computadores rodando software livre e ja tiveram um oficina de iniciação ao linux.

Além de tantas visões interessantes sobre educação, arte e política foi muito interessante quando o willian relatou sua visão de tecnologia falando sobre a MINHOCASA que segundo ele é tecnologia de ponta. Se trata de uma técnica de compostagem de lixo organico com minhocas. Que é uma solução ambiental e economica ao mesmo tempo.

O ponto esta andando na velocidade máxima, ao passo de tartaruga  – como disse o willian. Pois o que importa não é cumprir prazos para o governo e sim a cadência própria, o tempo necessário para o trabalho ser apropriado localmente, para que forte possa seguir sempre em frente.

PONTO FIRMEZA TOTAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


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