quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Categoria » Brasil Central

Roda de Conversa na Chapada dos Veadeiros

Fonte: Caetano Ruas de Blog Ação Cultura Digital no Brasil Central


No dia 03/04, estivemos com o Ponto de Cultura Cavaleiro de Jorge, em São Jorge – GO. Estavam presentes Josiane Ribeiro e Caetano Ruas da Cultura Digital e Juliano do Ponto de Cultura Cavaleiros de Jorge.

img_4683 Juliano criticou a ineficiência da SPPC que não consegue agilizar o trâmite dos processo jurídico-financeiro. Diz que o Ponto de Cultura no início foi algo bom para a auto-estima local, mas que agora virou um peso e um problema que se arrasta e tira muita energia da instituição, estão há aproximadamente 1 ano e 6 meses sem receber recursos do MinC . O que mantêm a instituição é o patrocínio da Petrobras com o projeto “Turma que faz” que consiste na implementação de atividades educativas, artísticas, culturais, esportivas e ambientais para 120 crianças na faixa etária de 7 a 17 anos e adolescentes entre 12 a 19 anos de idade na Vila de São Jorge e na cidade de Alto Paraíso na região da Chapada dos Veadeiros. O Ponto de Cultura tem um telecentro em linux e a conexão é via GESAC. Estão com problemas na conexão que só tem chegado a 100kpbs. Juliano também denunciou que estão construindo uma usina hidrelétrica dentro do território dos Kalungas – maior comunidade quilombola do Brasil.

Diz que praticamente toda a comunidade jovem de São Jorge passou pelo processo de inclusão digital. Tem dificuldades em achar pessoal qualificado para dar as oficinas em linux. O Irmão de Juliano produziu uma antena para distribuir internet para toda a comunidade – projeto São Jorge Digital que consiste em 2 caixas herméticas para transmissão wireless mais 2 antenas repetidoras. A conexão que estão usando atualmente é Brasil Telecom de velocidade 1,5 mega no máximo.
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No dia seguinte participamos da reunião dos representantes da região da Chapada dos Veadeiros. Estão construindo um projeto articulado para pleitear 2 dos 3 Pontos destinados a região no edital dos Pontos de Cultura de Goiás. Levantamos a importância da Cultura Digital neste processo. Estavam presentes: José Nilo de Colinas do Sul- GO – Representante da festa Caçada da Rainha; Arlethe Kalunga – Gerente de Cultura de Alto Paraíso; Samala – Griô Aprendiz; Fabrício Leonardo – Alto Paraíso; Fátima Chaves – Coordenadora da Catira; Doutorando Piau – Doutorado voltado aos Pontos de Cultura (tateiota.blogspot.com); Juliano – Ponto de Cultura Cavaleiro de Jorge; Jussara – Ponto de Cultura Cavaleiro de Jorge; Josiane Ribeiro – Cultura Digital; Caetano Ruas – Cultura Digital.

Os trabalhos e relatórios das visitas e atividades não foram sistematizados e organizados no ambiente digital.cultura, porque a plataforma está instável.

Encaminhamentos:

Entre as propostas de como conduzir as articulações para avaliação e proposição de políticas de inclusão digital e cultura digital, surgiram as propostas de realizar novos encontros e identificar técnicos para dar oficinas de formação continuada. Realizar uma rede para disseminar a idéia. Por exemplo, com pessoas que já tramitam na rede, como é o caso do Cidão ( Daniel – do Pontão de Cultura República do Cerrado e ex-integrante do CENFI), Cristiano de Jesus e identificar outras pessoas dentro dessa rede dos Pontos. Articular visitas e e trabalhos com os Pontos. Formar pessoas que já estão trabalhando no Ponto para na prática atuarem trabalhando com o software livre.

Com o cavaleiro de Jorge, iremos auxiliar no Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros. Na reunião com os povos da Chapada ficamos de auxiliar nas idéias para uso de equipamentos e debates sobre Cultura Digital.


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Visita ao Ponto de Cultura Invenção Brasileira

Fonte: Caetano Ruas de Blog Ação Cultura Digital no Brasil Central

Visita ao Invenção Brasileira e conversa com o Chico Simões

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Taguatinga – 26/03/2009

O Ponto de Cultura Invenção Brasileira  tem sido protagonista na formação da redes de pontos do DF desde o inicio o programa cultura viva, além de ser a muito tempo referência nacional no teatro de bonecos.

Quando chegamos em Taguatinga, Chico estava lá arrumando o espaço sozinho, era um dia de chuva e ele estava lá naquele universo que é os 25mts quadrados da nova lojinha do invenção, é uma lojinha não comercial, na verdade é uma garagem.

O invenção tem passado por diversas mudanças , as frentes de ação cultural cresceram e buscam autonomia em relação ao ponto de cultura, ocupando novos espaços no velho mercado sul e em outras comunidades. Outro fator de reformulação da ação do Ponto foi a mobilização necessária para produção da TEIA BRASÍLIA 2008 que tirou do mercado a secretaria e boa parte dos integrantes do ponto, que só agora passado vários meses é que estão aos poucos retomando as atividades com a comunidade no ponto de cultura.

A enorme demanda de trabalho de produção em função da TEIA levou o Invençao a abrir um escritório no setor comercial sul, que  ainda se mantém como um escritório de produção da instituição.

O Invenção , por sua grande capacidade de encantamento e mobilização, a sua vocação para promover a grande prosa na rede, abriu  diversas frentes de trabalho apartir dos recursos recebidos pelo programa cultura viva. Chico esclarece que os recursos serviram para ampliar o diálogo e a integração com a comunidade e não para buscar a sustentabilidade na relação com o mercado, deixando bem claro que acredita mesmo ser de responsabilidade do estado o fomento das ações culturais que visam a inclusão social de setores marginalizados da sociedade como é o caso do trabalho que os pontos de cultura realizam.

Com o fim do convenio do ponto as frentes de trabalhos: cultura digital, cineclube motiró,  e produção de vídeo e foto , estão buscando autonomia em relação ao ponto , espaços vizinhos foram alugados e formando novas associações e coletivos compostos também por membros do Invenção Brasileira, defindo novas identidades culturais e estabelecendo uma relação de colaboração independente entre estes atores na comunidade. Alguns equipamentos do Ponto de Cultura, como partes do kit multimidia, se encontram distribuídos entres estes coletivos e até já viajaram para outros pontos para somarem esforços no fortalecimento da rede.

Chico explica como o kit multimidia, à medida que se torna obsoleto, vira um problema para o ponto que o recebeu pois a burocracia não permite a doação para outras entidades nem a devolução dos equipamentos para o estado, e o concerto de peças é mais caro do que a aquisição de novas obrigando o ponto manter a sucata para não ser responsabilizado por extravio.

Chico explica que o processo do pontão escola viva também esta parado por problemas de interpretação inconclusa por parte do Ministério da Cultura sobre a utilização ou não de recursos do plano de trabalho (aprovado pelo MinC) para viagens para realização de oficinas e divulgação do edital do premio Escola Viva e outras questões de menor monta mais que vai transformando o projeto em um processo kafkaniano, chegando ao absurdo da gestora responsável pelo projeto no MinC exigir que o ponto conseguisse de três imobiliárias avaliações do valor do imóvel e logo em seguida (40 dias depois) mais três avaliações do valor do aluguel do imóvel. Sem considerar que as imobiliárias cobram até R$ 100 (cem reais) por cada declaração e que nem sempre vão ao local para realmente avaliar o imóvel.

Como exemplo do que funciona e deu certo no programa, Chico cita a Rede mocambos como uma rede altamente consistente , inclusive na vanguarda e protagonismos no uso de softwares livres.

Acredita que as redes de pontos de cultura popular e comunidades tradicionais, assim como as culturas  indígenas, são o que há de essencial no programa cultura viva e é por ai que quer aproximar cada vez mais o seu trabalho, além, é claro, da sua própria comunidade em Taguatinga.

Chico, por ser de Brasília e a muitos anos militante do movimento cultural, fala com muita propriedade dos processos burocráticos e políticos dentro do programa cultura viva e do ministério da cultura, é mais um assunto que ele domina muito bem.

Apesar de fazer parte, admirar e apoiar diversas ações do MinC, 26032009490lamenta que o procedimento adotado tenha mudado em relação a prestação de contas do pontos de cultura. Se antes se falava em inovação, protagonismo e gestão compartilhada agora com a instalação da CPI das ONGs e a proximidade do ano eleitoral – gato escaldado tem medo de água fria – a prática tem sido de imputar aos pontos a responsabilidade e consequentemente a obrigação de ajustar o plano de trabalho (aprovado pelo MinC) e consequentemente a prestação de contas as novas exigências das novas comissões de análise de prestação de contas e as supostas novas interpretações (as vezes técnicas as vezes políticas) da corregedoria ou do tribunal de contas.


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Relatório de visita ao Pontão Mundo, Olhares e Saberes no Paranoá – DF

Fonte: Caetano Ruas de Blog Ação Cultura Digital no Brasil Central

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25 de Março de 2009,

Estavam presentes:
Pontão Mundo, Olhares e Saberes : Willian
Cultura Digital: Caetano e Josi.

Relatório:

O Pontão Mundo, Olhares e Saberes fica no Centro de Ensino Médio do Paranoá. Trabalham principalmente com a linguagem cinematográfica e não simplesmente com o conceito de audiovisual (embora suas produções sejam mesmo em vídeo digital), pois como diz o gestor Wilian: “O audiovisual ainda é muito novo e ele naturalmente tem que beber na fonte do cinema, não da para falar de audiovisual sem evocar a cinematografia e os seus mestres”. Por isso nas atividades de ‘formação do olhar’ -  conceito que esta sendo revisado, pois o wilian deixou bem claro que não se forma e sim se transformam mutuamente no exercício dialético da construção dos saberes e olhares – visitam os diversos debates estéticos e políticos elaborados profundamente pelos autores e pensadores do cinema. Além disso, o ponto também contempla outras manifestações da cultura popular e dos artistas locais, como o Maracatu e bandas da própria comunidade.

Os dois principais eixos de atuação do pontão são: A Oficina de Documentário, que é uma demanda da comunidade e Cineclubismo que vai acontecer mensalmente na escola aberta à comunidade.

Willian é claramente um apaixonado pelo o que faz, em seu relato ele praticamente revive o que está dizendo. Deu para perceber ele enchergando claramente as situações que foi nos relatando, pulando de um assunto para outro e enrredando tudo magistralmente num dizer totalmente vivo , um balaio de assuntos sobre cultura, pedagogia, técnica , burocracia, política, filosofia e etc, em um esforço artístico para tentar nos transmitir o encanto do processo de trabalho e a sua visão altamente lúcida sobre o contexto e a tragetória de seu trabalho e da própria política do ministério da cultura.

Nessa cadencia, willian nos conduziu desde 2002 relatando a 3ª Oficina de Imagem Popular em…….. (ceilandia?) por 6 anos de trabalhos como ciclos de debates, produção de cadernos e catálogos de cinema e pensamento, bates e diversas empreitadas de cinema comunitário e, como ele diz, “cinema marginal”.

Nos contou sobre o longo processo implementação do ponto, desde a busca por espaços e mudanças e também um processo de crise do coletivo gestor do projeto, muito parecido com crises que ocorreram nos diversos grupos compostos por ativistas da comunicação e das T.I’s que atuaram fortemente na elaboração e execução desde os primeiros anos do Ministério da Cultura do Ministro Gil. Algumas das questões que sugerem estas crises são desde o fato da ação ativista e voluntária desses grupos passar a ser procurada para a formulação de conceitos dos estatutos daquele novo ministério e, com isso, ao ser contemplada com verbas públicas, levou a algumas crises de identidade e também como disse o willian: “a falta do saci pererê pra enfrentar a cuca na floresta” – as pessoas passaram a se ocupar prejudicialmente da burocracia com os diversos problemas de prestação de contas, muitos provocados pelo despreparo do edital dos pontos. Então essa verba, esse financiamento, muitas vezes prejudicou a atividade fim ao inves de fortalecer, entre outros fatores. Assim o coletivo faisca, proponente do primeiro projeto do pontos, se dividiu, com alguns de seus membros indo atuar nos movimentos pela moradia popular em Goiania/GO – do Sonho Real à Real Conquista. Willian desde então vem levando o projeto com sua companheira de trabalho ……(nome companheira de trabalho?) Até chegarem ao Centro de Ensino Médio do Paranoá.

O Ponto inaugurou em Dezembro de 2008 no último dia de aula da escola.  Além das atividades de Oficina de Documentário e Cineclubismo, o ponto visa se transformar em uma cooperativa com gestão dos estudantes e da comunidade escolar. Eles estão com um estúdio de web radio praticamente pronto para operar e querem implemtentar um estúdio de gravação de música e uma web tv.

Willian acha muito positiva parceria do Ponto com a escola, acha que cultura e educação nunca deviam ter se separado e quer trabalhar para contaminar a comunidade escolar com esse entendimento, objetivando como sucesso destruir o muro ao redor da escola substituindo-o  por uma aura sagrada, a escola como um local sagrado. E quer multiplicar esse processo para outras escolas.

Hoje o ponto funciona de dia e abre à noite com a monitoria de 2 estudantes da escola que tb atuam no ponto. A Escola tem um telecentro com 12 computadores rodando software livre e ja tiveram um oficina de iniciação ao linux.

Além de tantas visões interessantes sobre educação, arte e política foi muito interessante quando o willian relatou sua visão de tecnologia falando sobre a MINHOCASA que segundo ele é tecnologia de ponta. Se trata de uma técnica de compostagem de lixo organico com minhocas. Que é uma solução ambiental e economica ao mesmo tempo.

O ponto esta andando na velocidade máxima, ao passo de tartaruga  – como disse o willian. Pois o que importa não é cumprir prazos para o governo e sim a cadência própria, o tempo necessário para o trabalho ser apropriado localmente, para que forte possa seguir sempre em frente.

PONTO FIRMEZA TOTAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


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