Últimos Posts

  • Arte, Tecnologia e Sociedade

    0 comentários

    por: Cicero Inacio da Silva, em arte & tecnologia no dia 25/08/2009

    Reproduzido do Fórum de A & T D (http://www.culturadigital.br/groups/curador-de-arte-digital/forum/topic/82)

    Caros membros do grupo, gostaria de iniciar uma proposta de redação do que podemos elaborar como campo da “arte & tecnologia” no Brasil e começar a pensar juntos qual a importância dessa nova forma de manifestação em termos de inserção social, de interferência no campo do pensamento teórico e na forma de representação da própria arte em seu diálogo com a tradição. Para isso, deixo em aberto algumas questões que penso que devem ser levadas em consideração para que possamos todos ter uma carta de inteções sobre o campo.

    Aí vão os tópicos:

    FOMENTO:
    a) fomento para arte e tecnologia: como fazer? de que forma? porque fazer? onde fazer?

    ARTE E SOCIEDADE
    b) importância do campo para a área cultural: as grandes cidades que atraem os mais criativos profissionais possuem um sistema cultural desenvolvido e geralmente ligado à arte e tecnologia, i.e. os designers, programadores, pensadores da cultura digital são atraídos por grandes centros culturais tecnológicos (Banff, Toronto etc.). Como fazer para elaborar esse mapeamento cultural? Ex.: Recife com o CESAR…

    FORMAÇÃO CULTURAL
    c) as instituições de arte estabelecidas precisam saber mais sobre o campo da arte & tecnologia: como informá-los? como formá-los? como pensar a inserção do campo nas áreas já estabelecidas? d) relação entre cultura e educação no campo tecnológico: de que forma centros de pesquisa e fomento a arte digital podem ser instrumentos e ferramentas de desenvolvimento dessas novas manifestações artistícas?

    ARTE E MERCADO
    e) como promover o encontro dessa arte (nova?) com um público leigo sem cair nas questões mercantilistas ligadas aos produtos em que essas obras estão baseadas?
    Penso que deveríamos partir para uma elaboração pragmática dessas questões, como por exemplo: como formar e estimular a produção artística nesses suportes? Talvez pensar laboratórios de criação em algumas FUNARTES, com suporte básico como acesso livre à internet, quatro computadores (nem precisam ser dos mais potentes), dois projetores multimídia e mesas grandes onde todos possam se sentar e plugar seu micros e trabalhar. Agora vem o mais complicado: como esse artista vai sobreviver? Minha sugestão: uma bolsa fomento para novos experimentos, com 20 bolsas de produção-residência para artistas brasileiros que não tenham terminado a graduação universitária, com duração de no máximo 6 meses e que autorizem a Funarte, por exemplo, a expor as obras e que a Funarte receba créditos sempre que a obra for exibida. O valor da bolsa: 1.200 reais por mês + hospedagem em hotel perto da instituição nas cidades que abrigarem esse projeto. As obras criadas poderiam depois seguir para espaços expositivos, tanto no Brasil quanto no mundo, e esse espaço de criação poderia também receber artistas que queiram vir colaborar com workshops, cursos, oficinas e seminários, e que tenham ajuda de custo de suas próprias instituições estrangeiras, gerando um intercâmbio e uma internacionalização dos espaços. Quanto afinal custaria isso tudo: o espaço físico, não mais de 100.000 reais, e as bolsas, vamos pensar em 10 inicialmente, 15.000 reais por mês durante 3 meses do projeto piloto, ou 45.000 (quarenta a cinco mil reais) para cada cidade.
    Gostaria de deixar claro que isso são idéias em andamento e o resultado de minha própria experiência em vários laboratórios de arte & tecnologia no mundo. Todas sugestões são bem vindas e acho que é hora de pensar nos impactos, relações possíveis com projetos já em andamento (como os Pontos da Cultura), que já oferecem algo relacionado à arte e tecnologia. Enfim, estão lançados os questionamentos….

    Tags:

  • Arte & Tecnologia Digital nas Bienais…

    0 comentários

    por: Cicero Inacio da Silva, em arte & tecnologia no dia 25/08/2009

    Caros, reproduzo aqui uma provocação que inicei no Fórum de A & T D (http://www.culturadigital.br/groups/curador-de-arte-digital/forum/topic/7) para que a gente possa continuar, agora aqui no Blog, essa discussão…

    Caros membros do grupo, gostaria de começar o processo de discussão desse Fórum de Cultura Digital (ou Eletrônica ou Computacional) questionando o papel das bienais de arte, com destaque para a Bienal de São Paulo, em relação às artes mediadas via processos computacionais e digitais. Porque nas duas últimas duas Bienais não tivemos a participação de NENHUMA obra e nem de artistas que utilizam esses suportes? Ah, você vai dizer: mas há o vídeo digital…bem, vídeo…é vídeo…também não vale culpar os curadores, dizer que eles não entendem do assunto, pois sabemos que estão entre os melhores do mundo no que diz respeito à arte contemporânea. Então, a pergunta é: porque no Brasil a arte eletrônica e digital não participa, ou sofre resistência, da arte contemporânea, vamos dizer assim, tradicional? Será que teremos algum artista que pensa os processos e a cultura computacional na próxima Bienal, tanto em Veneza quanto em São Paulo? Porque não ousamos novamente e saímos na frente?

    Tags: