No dia 03/04, estivemos com o Ponto de Cultura Cavaleiro de Jorge, em São Jorge – GO. Estavam presentes Josiane Ribeiro e Caetano Ruas da Cultura Digital e Juliano do Ponto de Cultura Cavaleiros de Jorge.
Juliano criticou a ineficiência da SPPC que não consegue agilizar o trâmite dos processo jurídico-financeiro. Diz que o Ponto de Cultura no início foi algo bom para a auto-estima local, mas que agora virou um peso e um problema que se arrasta e tira muita energia da instituição, estão há aproximadamente 1 ano e 6 meses sem receber recursos do MinC . O que mantêm a instituição é o patrocínio da Petrobras com o projeto “Turma que faz” que consiste na implementação de atividades educativas, artísticas, culturais, esportivas e ambientais para 120 crianças na faixa etária de 7 a 17 anos e adolescentes entre 12 a 19 anos de idade na Vila de São Jorge e na cidade de Alto Paraíso na região da Chapada dos Veadeiros. O Ponto de Cultura tem um telecentro em linux e a conexão é via GESAC. Estão com problemas na conexão que só tem chegado a 100kpbs. Juliano também denunciou que estão construindo uma usina hidrelétrica dentro do território dos Kalungas – maior comunidade quilombola do Brasil.
Diz que praticamente toda a comunidade jovem de São Jorge passou pelo processo de inclusão digital. Tem dificuldades em achar pessoal qualificado para dar as oficinas em linux. O Irmão de Juliano produziu uma antena para distribuir internet para toda a comunidade – projeto São Jorge Digital que consiste em 2 caixas herméticas para transmissão wireless mais 2 antenas repetidoras. A conexão que estão usando atualmente é Brasil Telecom de velocidade 1,5 mega no máximo.

No dia seguinte participamos da reunião dos representantes da região da Chapada dos Veadeiros. Estão construindo um projeto articulado para pleitear 2 dos 3 Pontos destinados a região no edital dos Pontos de Cultura de Goiás. Levantamos a importância da Cultura Digital neste processo. Estavam presentes: José Nilo de Colinas do Sul- GO – Representante da festa Caçada da Rainha; Arlethe Kalunga – Gerente de Cultura de Alto Paraíso; Samala – Griô Aprendiz; Fabrício Leonardo – Alto Paraíso; Fátima Chaves – Coordenadora da Catira; Doutorando Piau – Doutorado voltado aos Pontos de Cultura (tateiota.blogspot.com); Juliano – Ponto de Cultura Cavaleiro de Jorge; Jussara – Ponto de Cultura Cavaleiro de Jorge; Josiane Ribeiro – Cultura Digital; Caetano Ruas – Cultura Digital.
Os trabalhos e relatórios das visitas e atividades não foram sistematizados e organizados no ambiente digital.cultura, porque a plataforma está instável.
Encaminhamentos:
Entre as propostas de como conduzir as articulações para avaliação e proposição de políticas de inclusão digital e cultura digital, surgiram as propostas de realizar novos encontros e identificar técnicos para dar oficinas de formação continuada. Realizar uma rede para disseminar a idéia. Por exemplo, com pessoas que já tramitam na rede, como é o caso do Cidão ( Daniel – do Pontão de Cultura República do Cerrado e ex-integrante do CENFI), Cristiano de Jesus e identificar outras pessoas dentro dessa rede dos Pontos. Articular visitas e e trabalhos com os Pontos. Formar pessoas que já estão trabalhando no Ponto para na prática atuarem trabalhando com o software livre.
Com o cavaleiro de Jorge, iremos auxiliar no Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros. Na reunião com os povos da Chapada ficamos de auxiliar nas idéias para uso de equipamentos e debates sobre Cultura Digital.


O Ponto de Cultura Criméia Resistência Comunitária fica no bairro Criméia Leste e é uma das primeiras periferias de Goiânia. Segundo o relato no site do ponto ” Talvez por ser um canto na zona norte, cercado de rios, o Criméia tenha resistido ali, durante muito tempo, enquanto Goiânia explodia demograficamente por todos os lados”. O Ponto visa o resgate da memória do Bairro, o acesso a cultura, a mobilização comunitária e a geração de emprego e renda. Entre suas atividades se destacam : O “Canto do Rio Futebol Clube” criado em 1950, extinto em
80 e rearticulado desde 2003; Escolinha de Futebol Canto do Rio, Forró da dona Hilda – festa junina do bairro; Matutina Criméia, jornal impresso da região; Escolinha de música, capoeira, Sarau, teatro, Revista em Quadrinho e Marcenaria e promove as festas e manifestações do dia 1º de Maio.

O Ponto de Cultura trabalha com a cultura Hip-Hop, Rádio Web, Estúdio de Gravação dos grupos locais, possuem apoio do X- do Câmbio Negro. Ganharam 2 prêmios recentemente: pontinhos de leitura e ludicidade. Pretendem atuar com cineclubismo. Apresentaram outras idéias para a formação de redes por encontros mais recreativos e lúdicos como método de fortalecer as relações entre os projetos. Promovem a Ação Minha Atitude é Ser da Paz e por isso participaram do prêmio de Cultura da Paz. Atualmente estão com problemas com Recursos Humanos. Nos trabalhos com rádioweb e gravação de grupos locais, querem auxílio com o uso do Software Livre. Possuem um Arranjo
Produtivo Local – APL para trabalhar para a Cultura Hip-Hop na Ceilândia junto com o Ponto de Cultura Menino da Ceilândia e Azulim- Jovens de Expressão. A APL envolverá 435 jovens com 4 elementos do Hip-Hop: braik, grafite, DJ e MC ou Rap mais 7 elementos desde webdesigner à costura. Compõe a Rede do Projeto Vidas Paralelas no DF.
lamenta que o procedimento adotado tenha mudado em relação a prestação de contas do pontos de cultura. Se antes se falava em inovação, protagonismo e gestão compartilhada agora com a instalação da CPI das ONGs e a proximidade do ano eleitoral – gato escaldado tem medo de água fria – a prática tem sido de imputar aos pontos a responsabilidade e consequentemente a obrigação de ajustar o plano de trabalho (aprovado pelo MinC) e consequentemente a prestação de contas as novas exigências das novas comissões de análise de prestação de contas e as supostas novas interpretações (as vezes técnicas as vezes políticas) da corregedoria ou do tribunal de contas.
Relatório de visita ao Pontão 508 Sul – 24 de Março de 2009