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Roda de Conversa na Chapada dos Veadeiros

sexta-feira, abril 3rd, 2009


No dia 03/04, estivemos com o Ponto de Cultura Cavaleiro de Jorge, em São Jorge – GO. Estavam presentes Josiane Ribeiro e Caetano Ruas da Cultura Digital e Juliano do Ponto de Cultura Cavaleiros de Jorge.

img_4683 Juliano criticou a ineficiência da SPPC que não consegue agilizar o trâmite dos processo jurídico-financeiro. Diz que o Ponto de Cultura no início foi algo bom para a auto-estima local, mas que agora virou um peso e um problema que se arrasta e tira muita energia da instituição, estão há aproximadamente 1 ano e 6 meses sem receber recursos do MinC . O que mantêm a instituição é o patrocínio da Petrobras com o projeto “Turma que faz” que consiste na implementação de atividades educativas, artísticas, culturais, esportivas e ambientais para 120 crianças na faixa etária de 7 a 17 anos e adolescentes entre 12 a 19 anos de idade na Vila de São Jorge e na cidade de Alto Paraíso na região da Chapada dos Veadeiros. O Ponto de Cultura tem um telecentro em linux e a conexão é via GESAC. Estão com problemas na conexão que só tem chegado a 100kpbs. Juliano também denunciou que estão construindo uma usina hidrelétrica dentro do território dos Kalungas – maior comunidade quilombola do Brasil.

Diz que praticamente toda a comunidade jovem de São Jorge passou pelo processo de inclusão digital. Tem dificuldades em achar pessoal qualificado para dar as oficinas em linux. O Irmão de Juliano produziu uma antena para distribuir internet para toda a comunidade – projeto São Jorge Digital que consiste em 2 caixas herméticas para transmissão wireless mais 2 antenas repetidoras. A conexão que estão usando atualmente é Brasil Telecom de velocidade 1,5 mega no máximo.
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No dia seguinte participamos da reunião dos representantes da região da Chapada dos Veadeiros. Estão construindo um projeto articulado para pleitear 2 dos 3 Pontos destinados a região no edital dos Pontos de Cultura de Goiás. Levantamos a importância da Cultura Digital neste processo. Estavam presentes: José Nilo de Colinas do Sul- GO – Representante da festa Caçada da Rainha; Arlethe Kalunga – Gerente de Cultura de Alto Paraíso; Samala – Griô Aprendiz; Fabrício Leonardo – Alto Paraíso; Fátima Chaves – Coordenadora da Catira; Doutorando Piau – Doutorado voltado aos Pontos de Cultura (tateiota.blogspot.com); Juliano – Ponto de Cultura Cavaleiro de Jorge; Jussara – Ponto de Cultura Cavaleiro de Jorge; Josiane Ribeiro – Cultura Digital; Caetano Ruas – Cultura Digital.

Os trabalhos e relatórios das visitas e atividades não foram sistematizados e organizados no ambiente digital.cultura, porque a plataforma está instável.

Encaminhamentos:

Entre as propostas de como conduzir as articulações para avaliação e proposição de políticas de inclusão digital e cultura digital, surgiram as propostas de realizar novos encontros e identificar técnicos para dar oficinas de formação continuada. Realizar uma rede para disseminar a idéia. Por exemplo, com pessoas que já tramitam na rede, como é o caso do Cidão ( Daniel – do Pontão de Cultura República do Cerrado e ex-integrante do CENFI), Cristiano de Jesus e identificar outras pessoas dentro dessa rede dos Pontos. Articular visitas e e trabalhos com os Pontos. Formar pessoas que já estão trabalhando no Ponto para na prática atuarem trabalhando com o software livre.

Com o cavaleiro de Jorge, iremos auxiliar no Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros. Na reunião com os povos da Chapada ficamos de auxiliar nas idéias para uso de equipamentos e debates sobre Cultura Digital.

Conversas com Pontos de Goiania

quinta-feira, abril 2nd, 2009

No dia 02 de Abril de 2008 fomos para Goiânia para reunião com Pontos Estratégicos da cidade. Estavam presentes representantes dos Pontos de Cultura Eldorado dos Carajás, Criméia Resistência Comunitária e República do Cerrado.

fonte:www.eldoradocarajas.org.br/html/fotos_sede.htm

fonte:www.eldoradocarajas.org.br/html/fotos_sede.htm

O Ponto de Cultura Eldorado dos Carajás trabalha com formação sócio-política, cultural, artística e de educação. Realiza sessões gratuitas de cineclube e encontros   de chorinho. Como eles mesmos se definem “são um grupo de militantes que por diferentes caminhos se encontraram e juntaram para formar um centro cultural”. Os principais projetos da instituição são o Ponto de Cultura “Abrindo janelas” – que trabalha a questão do acesso à produção audiovisual e formação de público para a comunidade escolar da rede pública de ensino e principalmente o público do EJA (educação para jovens e adultos) e a promoção da inclusão digital. Pela Lei municipal de Incentivo à cultura, somam o projeto de Capoeira – em parceria com o Horto de plantas medicinais – para o mesmo público das escolas e o projeto Cesta Cultural que visa promover o artesanato com perspectivas de geração de renda. Além do projeto Roda de Saberes que é desenvolvido na Escola Municipal Vale dos Sonhos nos três turnos e visa estudar a nossa matriz africana. É realizado de 15 em 15 dias, através de várias atividades.

img_4617O Ponto de Cultura Criméia Resistência Comunitária fica no bairro Criméia Leste e é uma das primeiras periferias de Goiânia. Segundo o relato no site do ponto ” Talvez por ser um canto na zona norte, cercado de rios, o Criméia tenha resistido ali, durante muito tempo, enquanto Goiânia explodia demograficamente por todos os lados”. O Ponto visa o resgate da memória do Bairro, o acesso a cultura, a mobilização comunitária e a geração de emprego e renda. Entre suas atividades se destacam : O “Canto do Rio Futebol Clube” criado em 1950, extinto em img_462280 e rearticulado desde 2003; Escolinha de Futebol Canto do Rio, Forró da dona Hilda – festa junina do bairro; Matutina Criméia, jornal impresso da região; Escolinha de música, capoeira, Sarau, teatro, Revista em Quadrinho e Marcenaria e promove as festas e manifestações do dia 1º de Maio.

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O Pontão República do Cerrado promove a rede dos pontos de cultura locais, divulgando e ajudando na produção de suas atividades, segundo o próprio Ponto de Cultura, “entre os objetivos do Pontão estão: construção de uma rede integrada a partir da cultura digital e do software livre como instrumento e objeto; ações de qualificação e troca de experiências; convivências presenciais nos espaços de cultura e educação; apoio logístico; oficinas e cursos; parcerias com o poder público, entidades sociais e empresariais; construção de redes de distribuição de produtos; contribuir para uma maior visibilidade das entidades e iniciativas informais; busca conjunta de patrocínios e parcerias.” O República do Cerrado tem estimulado a ocupação produtiva das antigas NACs – Núcleos de Apoio Comunitário – Projeto que estava com as estruturas completamente abandonadas nos bairros onde foram construídas. Assim o Pontão recuperou e esta ocupando um desses núcleos onde já se realizam os ensaios da escola de samba e para onde pretendem mudar em breve.

Roda de Conversa em Goiânia

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A roda começou com Marcos (Eldorado dos Carajás) contando como conheceu a Cultura Digital na oficina de Anápolis em Maio de 2006, porém o Eldorado só recebe a verba para aquisição do kit em novembro de 2008 – final do convênio, o que travou todo o processo de Cultura Digital. Mesmo sem equipamentos, realizaram 2 Encontros no Eldorado dos Carajás: 1 oficina de Cultura Digital para os Pontos de GO e o 2 Encontro dos Pontos de Cultura do Centro-Oeste. Um dos problemas identificados é não ter uma pessoa específica para cuidar de Cultura Digital no Ponto.

Considera que a Cultura Digital avançou mais no sentido de divulgar o pensamento da cultura livre e do software livre do que na apropriação das ferramentas. Acha que as oficinas foram essenciais para conhecer outros pontos e compreender o que propunha a Cultura Digital. No meio das dificuldades para usar o kit multimídia conheceu pela revista “A Rede” o Cristiano de Jesus, que é técnico em Linux, e o levou para dar algumas oficinas no ponto. Marcos acha que faltou acompanhamento continuado para a formação e suporte na usabilidade do Kit multimídia. Marcos usa linux em casa e é defensor do uso dentro da universidade.

A Lara Moreno é filha do Leo Pereira proponente do Criméia Resistência Comunitária e herdou a administração dos problemas de prestação de contas do Ponto. Conheceu a Cultura Digital na Oficina Local no Centro de Formação Integral – CENFI em Aparecida de Goiânia – GO de 28/08/2006 à 01/09/2006 e depois no Encontro de Anápolis de 02 a 07/05/2006. A idéia inicial do Ponto era montar um estúdio de gravação e gravar 4 CDs da comunidade. Atualmente o estúdio está em obras. Lara usa Software Livre(SL) em casa. O SL não foi apropriado no ponto de cultura que hoje tem um telecentro em windows. Falou que a própria comunidade pedia o sistema windows, pois tinham uma perspectiva de inclusão profissional. Teve muita dificuldade com o kit multimídia, pois não conseguiram resolver os problemas de configuração que surgiam e só receberem a verba de aquisição no fim do convênio do ponto.

Os Pontos de Cultura que participaram da reunião já tem longo histórico de convivência e trabalhos em parceria. Marcos disse sentir falta do protagonismo do Pontão na promoção dos encontros da rede.

Observação: Convidamos os articuladores das Casa Brasil locais para realizar conjuntamente esta conversa, porém não deram retorno.

Participamos ainda do Lançamento do I Fórum Goiano de Cultura, promovido pela AGEPEL (Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira) que terá três focos centrais de debates objetivando a democratização da política cultural do Estado: 1 Democratização de Espaços, 2 Formação, Interiorização e Produção de Eventos e 3 Fomento. Após a abertura, fomos na estréia do espetáculo “A História de Goiás no Picadeiro” realizado pelo Ponto de Cultura Circo Lahetô com o apoio da Petrobrás. O espetáculo percorrerá o estado de GO.

Visita ao Ponto de Cultura Atitude Jovem

segunda-feira, março 30th, 2009

Visita ao Ponto de Cultura Atitude Jovem – Ceilândia- DF

30/03/2009

img_4587 O Ponto de Cultura trabalha com a cultura Hip-Hop, Rádio Web, Estúdio de Gravação dos grupos locais, possuem apoio do X- do Câmbio Negro. Ganharam 2 prêmios recentemente: pontinhos de leitura e ludicidade. Pretendem atuar com cineclubismo. Apresentaram outras idéias para a formação de redes por encontros mais recreativos e lúdicos como método de fortalecer as relações entre os projetos. Promovem a Ação Minha Atitude é Ser da Paz e por isso participaram do prêmio de Cultura da Paz. Atualmente estão com problemas com Recursos Humanos. Nos trabalhos com rádioweb e gravação de grupos locais, querem auxílio com o uso do Software Livre. Possuem um Arranjo img_4608Produtivo Local – APL para trabalhar para a Cultura Hip-Hop na Ceilândia junto com o Ponto de Cultura Menino da Ceilândia e Azulim- Jovens de Expressão. A APL envolverá 435 jovens com 4 elementos do Hip-Hop: braik, grafite, DJ e MC ou Rap mais 7 elementos desde webdesigner à costura. Compõe a Rede do Projeto Vidas Paralelas no DF.

Visita ao Ponto de Cultura Invenção Brasileira

quinta-feira, março 26th, 2009

Visita ao Invenção Brasileira e conversa com o Chico Simões

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Taguatinga – 26/03/2009

O Ponto de Cultura Invenção Brasileira  tem sido protagonista na formação da redes de pontos do DF desde o inicio o programa cultura viva, além de ser a muito tempo referência nacional no teatro de bonecos.

Quando chegamos em Taguatinga, Chico estava lá arrumando o espaço sozinho, era um dia de chuva e ele estava lá naquele universo que é os 25mts quadrados da nova lojinha do invenção, é uma lojinha não comercial, na verdade é uma garagem.

O invenção tem passado por diversas mudanças , as frentes de ação cultural cresceram e buscam autonomia em relação ao ponto de cultura, ocupando novos espaços no velho mercado sul e em outras comunidades. Outro fator de reformulação da ação do Ponto foi a mobilização necessária para produção da TEIA BRASÍLIA 2008 que tirou do mercado a secretaria e boa parte dos integrantes do ponto, que só agora passado vários meses é que estão aos poucos retomando as atividades com a comunidade no ponto de cultura.

A enorme demanda de trabalho de produção em função da TEIA levou o Invençao a abrir um escritório no setor comercial sul, que  ainda se mantém como um escritório de produção da instituição.

O Invenção , por sua grande capacidade de encantamento e mobilização, a sua vocação para promover a grande prosa na rede, abriu  diversas frentes de trabalho apartir dos recursos recebidos pelo programa cultura viva. Chico esclarece que os recursos serviram para ampliar o diálogo e a integração com a comunidade e não para buscar a sustentabilidade na relação com o mercado, deixando bem claro que acredita mesmo ser de responsabilidade do estado o fomento das ações culturais que visam a inclusão social de setores marginalizados da sociedade como é o caso do trabalho que os pontos de cultura realizam.

Com o fim do convenio do ponto as frentes de trabalhos: cultura digital, cineclube motiró,  e produção de vídeo e foto , estão buscando autonomia em relação ao ponto , espaços vizinhos foram alugados e formando novas associações e coletivos compostos também por membros do Invenção Brasileira, defindo novas identidades culturais e estabelecendo uma relação de colaboração independente entre estes atores na comunidade. Alguns equipamentos do Ponto de Cultura, como partes do kit multimidia, se encontram distribuídos entres estes coletivos e até já viajaram para outros pontos para somarem esforços no fortalecimento da rede.

Chico explica como o kit multimidia, à medida que se torna obsoleto, vira um problema para o ponto que o recebeu pois a burocracia não permite a doação para outras entidades nem a devolução dos equipamentos para o estado, e o concerto de peças é mais caro do que a aquisição de novas obrigando o ponto manter a sucata para não ser responsabilizado por extravio.

Chico explica que o processo do pontão escola viva também esta parado por problemas de interpretação inconclusa por parte do Ministério da Cultura sobre a utilização ou não de recursos do plano de trabalho (aprovado pelo MinC) para viagens para realização de oficinas e divulgação do edital do premio Escola Viva e outras questões de menor monta mais que vai transformando o projeto em um processo kafkaniano, chegando ao absurdo da gestora responsável pelo projeto no MinC exigir que o ponto conseguisse de três imobiliárias avaliações do valor do imóvel e logo em seguida (40 dias depois) mais três avaliações do valor do aluguel do imóvel. Sem considerar que as imobiliárias cobram até R$ 100 (cem reais) por cada declaração e que nem sempre vão ao local para realmente avaliar o imóvel.

Como exemplo do que funciona e deu certo no programa, Chico cita a Rede mocambos como uma rede altamente consistente , inclusive na vanguarda e protagonismos no uso de softwares livres.

Acredita que as redes de pontos de cultura popular e comunidades tradicionais, assim como as culturas  indígenas, são o que há de essencial no programa cultura viva e é por ai que quer aproximar cada vez mais o seu trabalho, além, é claro, da sua própria comunidade em Taguatinga.

Chico, por ser de Brasília e a muitos anos militante do movimento cultural, fala com muita propriedade dos processos burocráticos e políticos dentro do programa cultura viva e do ministério da cultura, é mais um assunto que ele domina muito bem.

Apesar de fazer parte, admirar e apoiar diversas ações do MinC, 26032009490lamenta que o procedimento adotado tenha mudado em relação a prestação de contas do pontos de cultura. Se antes se falava em inovação, protagonismo e gestão compartilhada agora com a instalação da CPI das ONGs e a proximidade do ano eleitoral – gato escaldado tem medo de água fria – a prática tem sido de imputar aos pontos a responsabilidade e consequentemente a obrigação de ajustar o plano de trabalho (aprovado pelo MinC) e consequentemente a prestação de contas as novas exigências das novas comissões de análise de prestação de contas e as supostas novas interpretações (as vezes técnicas as vezes políticas) da corregedoria ou do tribunal de contas.

Relatório de visita ao Pontão Mundo, Olhares e Saberes no Paranoá – DF

quarta-feira, março 25th, 2009

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25 de Março de 2009,

Estavam presentes:
Pontão Mundo, Olhares e Saberes : Willian
Cultura Digital: Caetano e Josi.

Relatório:

O Pontão Mundo, Olhares e Saberes fica no Centro de Ensino Médio do Paranoá. Trabalham principalmente com a linguagem cinematográfica e não simplesmente com o conceito de audiovisual (embora suas produções sejam mesmo em vídeo digital), pois como diz o gestor Wilian: “O audiovisual ainda é muito novo e ele naturalmente tem que beber na fonte do cinema, não da para falar de audiovisual sem evocar a cinematografia e os seus mestres”. Por isso nas atividades de ‘formação do olhar’ -  conceito que esta sendo revisado, pois o wilian deixou bem claro que não se forma e sim se transformam mutuamente no exercício dialético da construção dos saberes e olhares – visitam os diversos debates estéticos e políticos elaborados profundamente pelos autores e pensadores do cinema. Além disso, o ponto também contempla outras manifestações da cultura popular e dos artistas locais, como o Maracatu e bandas da própria comunidade.

Os dois principais eixos de atuação do pontão são: A Oficina de Documentário, que é uma demanda da comunidade e Cineclubismo que vai acontecer mensalmente na escola aberta à comunidade.

Willian é claramente um apaixonado pelo o que faz, em seu relato ele praticamente revive o que está dizendo. Deu para perceber ele enchergando claramente as situações que foi nos relatando, pulando de um assunto para outro e enrredando tudo magistralmente num dizer totalmente vivo , um balaio de assuntos sobre cultura, pedagogia, técnica , burocracia, política, filosofia e etc, em um esforço artístico para tentar nos transmitir o encanto do processo de trabalho e a sua visão altamente lúcida sobre o contexto e a tragetória de seu trabalho e da própria política do ministério da cultura.

Nessa cadencia, willian nos conduziu desde 2002 relatando a 3ª Oficina de Imagem Popular em…….. (ceilandia?) por 6 anos de trabalhos como ciclos de debates, produção de cadernos e catálogos de cinema e pensamento, bates e diversas empreitadas de cinema comunitário e, como ele diz, “cinema marginal”.

Nos contou sobre o longo processo implementação do ponto, desde a busca por espaços e mudanças e também um processo de crise do coletivo gestor do projeto, muito parecido com crises que ocorreram nos diversos grupos compostos por ativistas da comunicação e das T.I’s que atuaram fortemente na elaboração e execução desde os primeiros anos do Ministério da Cultura do Ministro Gil. Algumas das questões que sugerem estas crises são desde o fato da ação ativista e voluntária desses grupos passar a ser procurada para a formulação de conceitos dos estatutos daquele novo ministério e, com isso, ao ser contemplada com verbas públicas, levou a algumas crises de identidade e também como disse o willian: “a falta do saci pererê pra enfrentar a cuca na floresta” – as pessoas passaram a se ocupar prejudicialmente da burocracia com os diversos problemas de prestação de contas, muitos provocados pelo despreparo do edital dos pontos. Então essa verba, esse financiamento, muitas vezes prejudicou a atividade fim ao inves de fortalecer, entre outros fatores. Assim o coletivo faisca, proponente do primeiro projeto do pontos, se dividiu, com alguns de seus membros indo atuar nos movimentos pela moradia popular em Goiania/GO – do Sonho Real à Real Conquista. Willian desde então vem levando o projeto com sua companheira de trabalho ……(nome companheira de trabalho?) Até chegarem ao Centro de Ensino Médio do Paranoá.

O Ponto inaugurou em Dezembro de 2008 no último dia de aula da escola.  Além das atividades de Oficina de Documentário e Cineclubismo, o ponto visa se transformar em uma cooperativa com gestão dos estudantes e da comunidade escolar. Eles estão com um estúdio de web radio praticamente pronto para operar e querem implemtentar um estúdio de gravação de música e uma web tv.

Willian acha muito positiva parceria do Ponto com a escola, acha que cultura e educação nunca deviam ter se separado e quer trabalhar para contaminar a comunidade escolar com esse entendimento, objetivando como sucesso destruir o muro ao redor da escola substituindo-o  por uma aura sagrada, a escola como um local sagrado. E quer multiplicar esse processo para outras escolas.

Hoje o ponto funciona de dia e abre à noite com a monitoria de 2 estudantes da escola que tb atuam no ponto. A Escola tem um telecentro com 12 computadores rodando software livre e ja tiveram um oficina de iniciação ao linux.

Além de tantas visões interessantes sobre educação, arte e política foi muito interessante quando o willian relatou sua visão de tecnologia falando sobre a MINHOCASA que segundo ele é tecnologia de ponta. Se trata de uma técnica de compostagem de lixo organico com minhocas. Que é uma solução ambiental e economica ao mesmo tempo.

O ponto esta andando na velocidade máxima, ao passo de tartaruga  – como disse o willian. Pois o que importa não é cumprir prazos para o governo e sim a cadência própria, o tempo necessário para o trabalho ser apropriado localmente, para que forte possa seguir sempre em frente.

PONTO FIRMEZA TOTAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Relatório de visita ao Pontão 508 Sul

terça-feira, março 24th, 2009

508_montagem1Relatório de visita ao Pontão 508 Sul – 24 de Março de 2009


O papo começou com o histórico das articulações realizadas, onde foi contextualizado as ações de rede entre os pontos no Centro_oeste e o cenário atual da Cultura Digital. A equipe do pontão da 508, esclareceu o processo de conveniamento do pontão e de seleção do edital dos pontos do DF. Assim, serão selecionadas 20 entidades por meio do edital + 5 pontos em parceria com o PRONACI – do Ministério da Justiça. Estes 5 pontos serão selecionados nas seguintes regiões administrativas: Itapoã, Estrutural e Arapoanga.

A minuta do edital ainda não foi aprovada pela morosidade no processo de análise jurídica(?). Os responsáveis pelo Ponto não tinham a disposição o projeto de constituição do Pontão da 508 Sul, embora demostraram compreender bem a essência do trabalho de um pontão(Procurar projeto de concepção do Pontão). Entretanto, tivemos acesso ao orçamento onde constavam os números relativos as ações do plano de trabalho.

O ponto ainda tem articulado com o Invenção Brasileira na concepção de idéias de atuação no DF, como por exemplo: festivais, mostras…

Avançamos numa proposta de parceria na construção da Ação da Cultura Digital dentro dos trabalhos do Pontão e consequentemente dos 25 Pontos que integrarão esta rede. Discutimos os seguintes Pontos:

  • Fometo à Cultura Livre;
  • Formação de Redes de articulações;
  • Oficinas Multimídias ( áudio, vídeo e gráfico) + Metareciclagem;
  • Diretrizes da Cultura Digital no Edital de Pontos do DF;
  • Contribuição no detalhamento de Hardware e Software para montagem dos kits Multimídias;
  • Integração de um estúdio compartilhado entre a Rádio Cultura do DF e o Pontão da 508 Sul.
Conhecemos os espaços físicos do pontão. O Pontão possuí ótima estrutura(teatro de bolso, Estúdio tipo aquário para áudio, biblioteca com 1 telecentro com 10 máquinas, gibiteca, 1 teatro, 1 sala de projeção com cabine  e cerca 200 poltronas e 1 sala de ensaio de 20 mts por 20 mts.