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	<title>Caribé no Cultura</title>
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	<description>Reunindo reflexões culturais</description>
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		<title>ACTA, ou como os 1% querem subjugar os 99%</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 04:01:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[ciberativismo]]></category>
		<category><![CDATA[acta]]></category>
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		<description><![CDATA[Legendei este interessante e didático vídeo produzido pelo La Quadrature du Net sobre o ACTA para o Mega Não. O video mostra em poucos minutos alguns dos problemas do ACTA, mas não todos. O ACTA é a tentativa dos grupos econômicos de colocar uma camada fortissima de controle não só na Internet como em toda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Legendei este interessante e didático vídeo produzido pelo <a href="http://www.laquadrature.net/en/ACTA">La Quadrature du Net</a> sobre o ACTA para o <a href="http://meganao.wordpress.com/2011/10/30/acta-nao/">Mega Não</a>.  O video mostra em poucos minutos alguns dos problemas do ACTA, mas não  todos. O ACTA é a tentativa dos grupos econômicos de colocar uma camada  fortissima de controle não só na Internet como em toda sociedade. Dentre  os problemas não citados no vídeo temos a inversão do onus da culpa, ou  seja seremos culpados até provar inocência. Temos também a concessão de  super poderes à agentes da alfândega que poderão apreender e escanear  seus dispositivos eletrônicos sem sua autorização, e por ai vai. É  importante que você assista este video, e o compartilhe. No Brasil, o <a href="http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=517255">Marco Civil da Internet</a> é considerado pela <a href="https://www.eff.org/deeplinks/2011/10/acta-signed-8-members-are-we-doomed-yet">EFF</a> como um projeto de lei Anti-ACTA, mas o ideal mesmo é que o ACTA seja  banido para sempre e sua derrota seja conhecida como mais uma vitória  dos 99% contra os interesses de 1% da população.</p>
<p>Assista e indigne-se!!!</p>
<p>[There is a video that cannot be displayed in this feed. <a href="http://www.culturadigital.br/caribe/2011/11/05/acta-ou-como-os-1-querem-subjugar-os-99/">Visit the blog entry to see the video.]</a></p>
<h3>Transcrição</h3>
<blockquote><p>Você consegue imaginar seu provedor de Internet policiando tudo que você faz online?<br />
Você consegue imaginar medicamentos genéricos que poderiam salvar vidas serem banidos?<br />
Você consegue imaginar sementes que podem alimentar milhares sendo controladas e retidas em nome de patentes?<br />
Isto será realidade com o ACTA.</p>
<p>ACTA &#8211; o Acordo Comercial Anticontrafação.<br />
Disfarçado de acordo comercial, ACTA vai mais, muito além disto.<br />
Ao longo dos últimos 3 anos, ACTA foi secretamente negociada por 39 países.<br />
Mas os negociadores não foram representantes democraticamente eleitos.<br />
Eles não nos representam, mas decidiram leis pelas nossas costas, ignorando processos democráticos.<br />
Eles impuseram novas leis criminais para parar o compartilhamento de arquivos on-line.</p>
<p>ACTA visa tornar os serviços de internet e provedores de acesso legalmente responsáveis pelo que os usuários fazem on-line.<br />
Transformando-os em policiais e juízes privados do copyright, censurando suas redes.</p>
<p>O efeito inibidor sobre a liberdade de expressão será devastador.</p>
<p>Em  nome das patentes, ACTA dará às grandes corporações o poder de barrar  medicamentos genéricos, antes deles chegarem às pessoas que os  necessitam<br />
E impedir o uso de certas sementes para cultivo.</p>
<p>O Parlamento Europeu irá votar o ACTA em breve.<br />
Esta votação será a ocasião para dizer não, de uma vez por todas, para este acordo perigoso.</p>
<p>Como cidadãos, devemos pressionar nossos representantes para rejeitar o ACTA.</p></blockquote>
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		<title>Ajude o Mega Não a conquistar o Prêmio Frida</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 14:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[ciberativismo]]></category>
		<category><![CDATA[igf]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste ano o Prêmio FRIDA pretende reconhecer projetos e iniciativas que colaborem de forma significativa com o uso da Internet como catalisador para a mudança na América Latina e o Caribe. O movimento &#8220;Mega Não&#8221; tem participado intensamente na construção do processo democrático no Brasil através da luta pela liberdade na rede. O &#8220;Mega Não&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste ano o <a href="http://premiofrida.org/por/projects/view/2136">Prêmio FRIDA</a> pretende reconhecer projetos e iniciativas que colaborem de forma  significativa com o uso da Internet como catalisador para a mudança na  América Latina e o Caribe. O movimento &#8220;<a href="http://meganao.wordpress.com">Mega Não</a>&#8221; tem participado  intensamente na construção do processo democrático no Brasil através da  luta pela liberdade na rede. O &#8220;Mega Não&#8221; como um meta manifesto atende e  suporta esta luta e tem atuado fortemente através de estratégias de  comunicação, suportes e subsídios e vem atuando junto ao Poder  Legislativo e demais instituições e Empresas na busca dos ideais de  liberdade.</p>
<p>É muito importante lembrarmos sempre, que esta luta e  as vitórias que temos obtido são frutos de um intenso trabalho das  multidões e das redes de suporte com o &#8220;Mega Não&#8221; sendo a principal  delas. Conquistar o <a href="http://premiofrida.org/por/projects/view/2136">Prêmio FRIDA</a> será um grande passo para a nossa causa, ganharemos mais visibilidade e  abrimos as portas para uma nova fase integrando a América Latina, para  atuarmos em conjunto com outras redes na luta pela democracia e  liberdade na rede.</p>
<p>Contamos com seu voto, e é muito simples votar,  basta acessar nossa página no Prêmio FRIDA e clicar no botão votar logo  abaixo da foto, como ilustrado a seguir. Não é necessário fazer nenhum  cadastro.</p>
<p><a href="http://meganao.files.wordpress.com/2011/08/votofrida.jpg"><img src="http://meganao.files.wordpress.com/2011/08/votofrida.jpg" alt="" width="592" height="576" /></a></p>
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		<title>Nova campanha do Mega Não será lançada em ato em Brasilia</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 21:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[ciberativismo]]></category>
		<category><![CDATA[ai5digital]]></category>
		<category><![CDATA[azeredo]]></category>
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		<category><![CDATA[pl84/99]]></category>

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		<description><![CDATA[Quanto todos pensávamos que o AI5 Digital (PL 84/99) estava morto e só faltava enterrar, eis que seu padrasto enterno, o atual Deputado Eduardo Azeredo lhe deu mais um sopro de vida. O movimento começou um pouco antes da atual legislatura quando o projeto recebeu parecer de algumas comissões, fato inesperado que pegou a militância [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://meganao.files.wordpress.com/2011/07/campanha.jpg"><img class="aligncenter" src="http://meganao.files.wordpress.com/2011/07/campanha.jpg" alt="" width="490" height="490" /></a></p>
<p>Quanto  todos pensávamos que o AI5 Digital (PL 84/99) estava morto e só faltava  enterrar, eis que seu padrasto enterno, o atual Deputado Eduardo  Azeredo lhe deu mais um sopro de vida. O movimento começou um pouco  antes da atual legislatura quando o projeto recebeu parecer de algumas  comissões, fato inesperado que pegou a militância de surpresa.</p>
<p>Os ataques &#8220;hackers&#8221; (Crackers pô!) fabricados desde 20 dias antes do <a href="http://www.eg8forum.com/en/">E-G8 Fórum</a>,  foram &#8220;importados&#8221; para o Brasil por sua conveniência e oportunismo. No  Brasil liderado por um mercenário digital, os ataques lammers de DDoS  foram amplamente reverberados pelo UOL / Folha, e em seguida pelos  demais membros do PIG. O lammer que &#8220;atacou&#8221; os sites do Governo, sob  diversas &#8220;motivações&#8221; tentou com auxilio do PIG colar nos movimentos  legítimos como o nosso, para desqualifica-los.  Por fim Azeredo usou o  clima criado pelo PIG em cima destes &#8220;ataques&#8221; para forçar a votação do  AI5 Digital na CCTIC da Câmara no último dia 26/06. A sociedade  conectada se mobilizou, os parlamentares afetos à liberdade na rede  idem, e conseguiram não só parar a votação como agendar uma <a href="http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/CIENCIA-E-TECNOLOGIA/199848-AUDIENCIA-DISCUTE-PROJETO-SOBRE-CRIMES-NA-INTERNET;-PARTICIPE.html">audiência pública que vai acontecer no próximo dia 13</a>.</p>
<p>Como  forma de resposta à esta articulação eu João Carlos Caribé,  Publicitário e Ciberativista decidi no sábado produzir uma nova campanha  do Mega Não contra o AI5 Digital, a campanha conta com cartazes e  videos e em breve deve seguir com outras novidades. Os detalhes da  campanha bem como o exclusivo making off de nosso ator mirim Bernardo  Silva Santos serão apresentados no evento <a href="http://meganao.wordpress.com/2011/07/08/mega-nao-brasilia-2011-firmes-contra-o-ai-5-digital">Mega Não no Balaio Café em Brasília amanhã dia 12 às 20h</a>.</p>
<p>Enquanto isto acesse a <a href="http://meganao.wordpress.com/campanha/">página da campanha</a>, imprima os cartazes e leve para o Mega Não e para a Audiência pública, este momento é importantissimo.</p>
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		<title>Não alimente os trolls&#8230;</title>
		<link>http://www.culturadigital.br/caribe/2011/04/26/nao-alimente-os-trolls/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 21:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Trolls são velhos conhecidos desde antes do advento da Internet, já existiam nos tempos do BBS, ou melhor sempre existiu na história da humanidade alguem à debochar das pessoas e provoca-las. A trollagem é uma característica inata da raça humana, tem gente dizendo até que o Inri Cristo é um excentrico que leva a vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trolls são velhos conhecidos desde antes do advento da Internet, já  existiam nos tempos do BBS, ou melhor sempre existiu na história da  humanidade alguem à debochar das pessoas e provoca-las. A trollagem é  uma característica inata da raça humana, tem gente dizendo até que o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inri_Cristo">Inri Cristo</a> é um excentrico que leva a vida em trollar a humanidade, vai saber né?</p>
<blockquote><p>Um troll, na gíria da internet, designa uma pessoa cujo  comportamento tende sistematicamente a desestabilizar uma discussão,  provocar e enfurecer as pessoas envolvidas nelas. O termo surgiu na  Usenet, derivado da expressão trolling for suckers (lançando a isca para  os trouxas), identificado e atribuído ao(s) causador(es) das  sistemáticas flamewars e não os trolls, criaturas tidas como monstruosas  no folclore escandinavo.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Troll_%28internet%29">Wikipedia</a></p></blockquote>
<p><a href="http://www.culturadigital.br/caribe/files/2011/04/troll.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-43" style="margin: 5px" src="http://www.culturadigital.br/caribe/files/2011/04/troll-290x300.jpg" alt="" width="290" height="300" /></a>Estamos  sempre sujeitos à interferência dos trolls, a melhor forma de lidar com  eles sempre foi a de não &#8220;alimenta-los&#8221;, sem &#8220;alimento&#8221; eles não  proliferam e acabam indo buscar atenção em outra freguesia. Nos anos 90  eram comuns as trollagens nas listas de discussão que provocavam muitas  vezes guerras inflamadas (flamewars) e era um &#8220;Deus nos acuda&#8221;,  perdia-se o foco do debate e muitas vezes até amigos. No verbete sobre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Troll_%28internet%29">Trolls na Wikipedia</a> você vai encontrar as principais técnicas que eles utilizam, e vai ver  também que muitas vezes eles atacam em grupos e que os grupos podem ser  compostos por vários avatares controlados por uma única pessoa ou grupo  de pessoas.  As motivações que levam à trolagem são em geral:  auto-afirmação, ideologia, fanatismo, sacanagem, simplesmente  ociosidade. Muitos trolls buscam apenas diversão para combater o tédio,  mas a maioria deles também porta alguma característica mal-resolvida de  personalidade, como trauma, fracasso financeiro e amoroso e até  patologias psicológicas.</p>
<p>Os antigos  trolls de lista migraram para as redes sociais, em especial o Orkut e o  Twitter, sendo este último uma rede social com grande aderência à lógica  da rede. O Twitter hoje é a ferramenta mais eficiente para  articulações, em pouco tempo é possivel disseminar uma informação para  milhares de pessoas.</p>
<p>Não podemos deixar de registrar aqui os <strong>trolls políticos</strong>, que prefiro chamar de <strong>trolls profissionais</strong>,  consolidados em abundância nas eleições de 2010. Estes trolls  habilmente disseminavam inverdades, derrubavam trending topics, e  provocavam a militância oposta com o intuito de desarticula-la. Como  eles surgiram, e principalmente para onde foram são ainda perguntas sem  respostas, será que foram para algum lugar ou ainda estão ai &#8220;vivinhos&#8221;  da Silva? Uma coisa é certa, esta campanha teve uma participação  fundamental da sociedade conectada, estrategistas éticos usavam as boas  práticas da <a href="http://womma.org/main/">WOMMA</a>,  outros abusavam de scripts e subterfúgios condenáveis para atingir seus  objetivos. O trabalho das multidões serviu à uma fantástica onda de  desconstrução de factoides, foi uma campanha bem interessante, digna de  ser documentada e registrada nos anais da história do país.</p>
<p>Voltando à  questão dos trolls profissionais, eles diferente do tradicional, seguem  em geral uma estratégia e conhecem bem a dinâmica de rede. Para derrubar  um trending topic no Twitter, por exemplo, basta configurar um perfil  bot para retuitar tudo que encontrar em uma determinada hashtag. Com  isto o Twitter percebe que o crescimento de uma hashtag não é orgânico,  ou seja proveniente de vários usuários, e a penaliza retirando dos trend  topics. Isto aconteceu recentemente com a tag <a href="http://search.twitter.com/search?q=%23foraAnadeHollanda">#foraAnaDeHollanda</a>,  para atender à este objetivo basta monitorar determinada tag ou os  trends no Twitter e ativar o bot como e quando for necessário, nada  ético, mas bastante usado.</p>
<h3>A dinâmica da rede</h3>
<p>Para entender  como os trolls profissionais conseguem se disseminar no Twitter, vamos  entender um pouco da dinâmica da rede. Observe a figura abaixo, do lado  esquerdo, em verde, temos um perfil forte. Este perfil em geral é  seguido e segue outros perfis fortes (2º nível) e com eles possui uma  boa interação e atingem facilmente os seguidores de 3º e 4º niveis,  podemos dizer que este perfil é bastante influente e que possui um &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Capital_social">capital social</a>&#8221;  elevado, a construção de sua rede de relacionamento é orgânica e se dá  de forma gradual e sólida com base em uma relação de confiança. Do lado  direito temos um perfil fraco, que possui muitos seguidores de 2º nível,  que em geral foram adicionados por script e não possuem com ele nenhuma  afinidade, estão ali apenas fazendo número. Poucos seguidores interagem  com este perfil, e em geral eles não possuem um alcance significativo,  mal chegam ao 3º nível e possuem um &#8220;capital social&#8221; muito baixo. Isto  demonstra que o número de seguidores não é um indicador seguro de  capital social, é bem possível por exemplo que um perfil com 1000  seguidores seja muito mais influente que um com mais de 100.000,  reforçando a tese de que em mídias sociais a qualidade das relações é  mais importante que a quantidade.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.culturadigital.br/caribe/files/2011/04/grafico01.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-42" style="margin-top: 5px;margin-bottom: 5px" src="http://www.culturadigital.br/caribe/files/2011/04/grafico01.jpg" alt="" width="622" height="280" /></a></p>
<p>Mas então  como os fakes, que em geral são perfis fracos e inócuos fazem para  atingir seus objetivos ? Eles contaminam os perfis fortes trolando-os,  vamos tentar entender como isto funciona.</p>
<p>Cada um de  nos temos em termos de informação um &#8220;Twitter&#8221; diferente, a única forma  de possuirmos a mesma timeline seria seguirmos exatamente as mesmas  pessoas, mas isto não existe. Cada um de nos segue diversas pessoas e  muitos seguem as mesmas pessoas, são estes que conectam os diferentes  &#8220;clusters&#8221; no caso o meu e o seu. Da mesma forma as demais pessoas de  sua timeline seguem pessoas em comum e pessoas diferentes e isto é que é  sensacional, pois permite o transito de informações entre diferentes  clusters. Quando uma mesma informação é comum em diversos clusters ela  em geral tem relevância suficiente para se tornar um trending topic, e  quando ela é repetida freneticamente também consegue aumentar a chance  de ser vista. No Twitter que é baseado em uma timeline, mesmo sendo  assincrono, uma mensagem tuitada há uma hora por alguém que você segue  provavelmente não será mais vista por você, a não ser que ele o cite na  mensagem ou que ela seja repetida pelo mesmo emitente ou retuitada por  outro que você siga. Um tema muito retuitado por muitas pessoas vira um &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Meme">meme</a>&#8221;  e transcende os clusters a ponto de invadir diversos outros, atingindo  um público incomensurável. No Brasil a mídia tem se pautada muito pelo  Twitter, em geral as redações de diversos veículos ficam monitorando os  trending tópics e vão atrás da história para fazer a matéria, neste  ponto o meme já transcendeu a comunicação em rede, e foi arrebatado pelo  mainstream.</p>
<p>O troll  profissional que em geral possui um perfil fraco conhece esta dinâmica e  provoca de forma agressiva, em geral com ofensas e crimes verbais  diversos formadores de opinião que indignam-se e dão inicio ao meme  esperado por ele. Transforma-lo em um meme, seja lá por que razão ou  meio, é em linhas gerais o objetivo do troll, e denuncia-lo  silenciosamente e comunicar aos seus peers de forma discreta é a melhor  estratégia, um troll que não contamina, não se cria. Não alimente os  trolls&#8230;</p>
<p>UPDATE:</p>
<ol>
<li>Aparentemente não ficou claro no texto, então é importante ressaltar que nem todo troll é fake, e nem todo fake é um troll.</li>
<li>Na figura que representa os perfis fracos e fortes, apesar de ser  uma estrutura visivelmente vertical, esta relação se da de forma  horizontal, a perfeita representação gráfica ser daria de forma radial,  só não a fiz assim por falta de tempo e habilidade técnica.</li>
</ol>
<p>Postado originalmente no <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=5740">Trezentos</a> e no <a href="http://entropia.blog.br/2011/04/15/nao-alimente-os-trolls/">Entropia</a>.</p>
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		<item>
		<title>O Minc que queremos</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Apr 2011 15:09:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ronaldo Lemos compartilhou o link de uma sensacional ferramenta, que prima pela simplicidade, facilidade de uso e poder, trata-se do All Our Ideias, um projeto patrocinado por bolsas do Google e do CITP da Universidade de Princeton. Com este projeto é possível criar enquetes comparativas e de forma colaborativa, e assim foi criada uma sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ronaldo Lemos compartilhou o link de uma sensacional ferramenta, que prima pela simplicidade, facilidade de uso e poder, trata-se do <a href="http://www.allourideas.org/">All Our Ideias</a>, um projeto patrocinado por bolsas do Google e do CITP da Universidade de Princeton. Com este projeto é possível criar enquetes comparativas e de forma colaborativa, e assim foi criada uma sobre as <a href="http://www.allourideas.org/pesquisaminc?locale=pt">políticas públicas desejadas para o Minc</a>. Neste projeto as pessoas podem colaborar com novos itens, de forma simples, só esperamos que a turma do <a href="http://consultalda.thacker.com.br/uma-leitura-dos-dados-gerados-pela-consulta-publica-da-nova-lei-de-direitos-autorais/">ECAD &amp; Cia não faça com ela o que fizeram com a consulta da Reforma da LDA</a>, ou seja, que publiquem contribuições de forma intensiva e obviamente fraudulenta.</p>
<p>Fiz um instantâneo dos resultados em 03/04/11 às 11:47, que já contava com 458 votos e 27 idéias, e observe que a maioria quer mesmo é que o Minc dê continuidade às políticas públicas desenvolvidas na última gestão, e a última coisa que desejam é a cabeça da Ministra.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.culturadigital.br/caribe/files/2011/04/Captura-de-tela-2011-04-03-às-11.47.23.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-35" src="http://www.culturadigital.br/caribe/files/2011/04/Captura-de-tela-2011-04-03-às-11.47.23.jpg" alt="" width="680" height="457" /></a></p>
<p>Este post responde à chamada de convocação para <a href="http://megasim.wordpress.com/2011/03/30/blogagem-coletiva-politica-cultural-do-minc/">blogagem coletiva convocada pelo Mega Sim</a></p>
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		<title>Guerra ao crime na sociedade do espetáculo</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Dec 2010 12:57:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ideias e teorias]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu como todo Carioca sou vitima do crime, somos todos prisioneiros numa das mais lindas cidades do Mundo e paradoxalmente uma das mais violentas. Esta violência tem altos e baixos, e por muito anos ela ficou restrita às áreas mais pobres da cidade, mas as áreas pobres não ficaram restritas à periferia da cidade, hoje [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu como todo Carioca sou vitima do crime, somos todos prisioneiros  numa das mais lindas cidades do Mundo e paradoxalmente uma das mais  violentas. Esta violência tem altos e baixos, e por muito anos ela ficou  restrita às áreas mais pobres da cidade, mas as áreas pobres não  ficaram restritas à periferia da cidade, hoje o Rio de Janeiro tem mais  de 1000 favelas, e basicamente não se anda por mais de vinte minutos na  cidade sem avistar uma, a não ser que você vá de metrô, ou esteja  atravessando a ponte Rio Niterói.</p>
<p>Seguindo esta linha de raciocínio é fácil culpar as favelas por tudo isto, o inferno sempre são os outros já dizia <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Paul_Sartre">Sartre</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolau_Maquiavel">Maquiavel</a> no seu estudo &#8220;O Principe&#8221; também ressalta que é sempre bom termos a  mão alguem para colocar a culpa, e desviar a atenção de nos mesmos.  Na  linha de Sartre pensa a sociedade hermética, aquela que vive no mundo  fantástico da &#8220;umbigolândia&#8221;, a mesma que no caso recente da guerra ao  crime no complexo do Alemão torceu por uma chacina, para muitos seria  mais fácil bombardear logo a favela do que perder tempo tentando prender  bandido.</p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/11/alemaotwitt.jpg" alt="" width="600" height="300" /></p>
<p>Este raciocínio imediatista e raso esta repleto de emoção ou de  ignorância, existe dentro de nós uma forte tendência ao revanchismo e à  prática da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Tali%C3%A3o">Lei de Talião</a> do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_de_Hamurabi">Código de Hamurabi</a>:  Olho por olho, dente por dente. A emoção subjuga a razão, e uma  verdadeira caça às bruxas ganha corpo. Com picos de racionalidade muitos  começam a desconstruir o mecanismo da violência e vão encontrando  &#8220;culpados&#8221; por todos os lados, como se neste caso houvesse apenas um  culpado. Depois de atacarem os traficantes varejistas e os pobres  começam a atacar os consumidores das drogas, estão percorrendo o caminho  da descontrução da violência.</p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/11/alemaotwitt2.jpg" alt="" width="600" height="300" /></p>
<p>Pobre sociedade hermética, perdida dentro de seu limitado espaço  ideológico aguardando o parecer do próximo comentarista e especialista  na TV para fazer um &#8220;upgrade&#8221; na sua subjetividade e então repetirem os <a href="http://entropia.blog.br/2009/01/10/mantras-da-irracionalidade/">mantras da irracionalidade</a>.  Seria cretino de minha parte não reconhecer que a sociedade hermética  esta dentro do seu processo cognitivo, mas que este está severamente  contaminado com preconceitos, egoísmo e muita, mas muita ignorância.</p>
<p>Esta é a sociedade que representa o público médio das TVs, uma média  entre a completa estupidez e nivel médio escolar, nada além disto, um  grupo social que não conseguem imaginar sistemas mais complexos do que o  maniqueismo, a luta do bem contra o mau, do pobre contra o rico, dentro  de uma diversidade que não supera um par. É a sociedade do espetáculo,  de que a vida é um consumo, um espetáculo, a sociedade dos zoológicos  humanos nas TVs, da espetacularização da desgraça alheia, da  criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.</p>
<p>É uma sociedade vazia e que no seu espaço ideológico clama por  maniqueismo, aqueles que amam ver a luta do bem contra o mau, e  acreditam que o bem é bem porque é bem e o mau porque é mau, desconhecem  a complexidade dos fatores que construíram estes atores na sociedade.</p>
<p>É uma sociedade dita civilizada, trabalham, consomem, trabalham,  consomem, num ciclo interminável e cada vez mais insano. Não perdem  tempo com a aquisição de novos conhecimentos fora do seu escopo  profissional e muito menos com relações pessoais fora de seu ciclo de  networking. Trabalham não esta vendo? Estão construindo o País! Estão  girando a roda da economia como hamsters na gaiola, estão cada vez mais  egoístas, o consumo os torna assim, nada que não estiver dentro do seu  espaço sócio ideológico tem importância, principalmente aqueles chatos e  teóricos fracassados que pregam um novo paradigma ideológico. Idolatram  grandes empreendedores e ignoram grandes pensadores, sonham com um  futuro farto, onde poderão adquirir todos os seus mimos, e pouca  importância dão a construção do seu eu, afinal o importante é ter, ou  melhor parecer, ser é apenas um detalhe sem valor.</p>
<p>Em linhas gerais nossa sociedade esta em um acelerado processo de  imbecilização, quanto menos pensarem e mais consumirem e se consumirem,  melhor para os grandes empreendedores que sabem que estes imbecis nunca  chegarão além do fantasioso mundo do ter, mesmo sonhando em ganhar na  loteria e por epifania atingir a tão almejada posição, quem sabe não  participar do próximo reality show? São escravos dentro do próprio  sistema que ajudam a construir e correm atrás de um futuro artificial e  egoista como o jumento corre atrás da cenoura presa à sua cabeça.</p>
<p>Não é surpreendente agora entender porque queriam ver um espetáculo  na TV, o Tropa de Elite 3 como muitos falaram. Lutas armadas com grandes  baixas nos caras maus, mesmo que alguns inocentes fossem mortos, afinal  eram pobres e não fariam muita falta à roda da economia, assim devem  pensar eles&#8230; Sorte que <a href="http://linhadotempo.culturadigital.org.br/2010/11/28/a-emergencia-do-voz-da-comunidade/">emergiu a Voz da Comunidade</a>,  mostrando à esta gente que na favela tem gente de valor, chegaram como  uma semente de esperança e foram logo acolhidos pela grande mídia, se  tornaram parte do espetáculo, uma parte boa, que trouxe um sopro de  esperança.</p>
<p>Membros da sociedade hermética são incapazes de entender uma  diversidade maior do que dois e jamais entenderiam a complexa ação que  deve ser desenrolada para realmente resolver o problema do crime  organizado, uma ação com diversas forças em diversas camadas que devem  ser coordenadas para um sucesso provável. Não são apenas as forças que  relacionam fornecedores e consumidores, mas também as que facilitam  ambos, as que constroem os atores do bem e do mau, os beneficiados em  todos os níveis, é um trabalho intenso, mas que não dará muito  espetáculo, e principalmente porque poderá mexer no &#8220;establishment&#8221; de  poderes e poderosos que poderão sair prejudicados. Por estas e por  outras, optam pelo espetáculo, pela imbecilização da sociedade, para que  esta não venham clamar por uma solução efetiva para o crime organizado,  que vá além da militarização das favelas pelas chamadas UPPs.</p>
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		<title>Tirem os olhos da Internet!</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 20:02:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[ciberativismo]]></category>
		<category><![CDATA[cibecrimes]]></category>
		<category><![CDATA[mega nao]]></category>

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		<description><![CDATA[Há mais de três anos estamos fazendo um intenso ativismo contra o AI5Digital, ou PL 84/99 e também conhecido por projeto de Cibecrimes. A sociedade organizada gritou, protestou e disse um Mega Não ao AI5Digital, e até mesmo o Presidente Lula chamou o projeto de censura,  e ele ficou paralisado na Câmara dos Deputados desde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/08/avatarolho.jpg"><img title="Mega Não" src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2010/08/avatarolho.jpg" alt="" width="250" height="250" /></a>Há mais de três anos estamos fazendo um intenso <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/o-que-combatemos/">ativismo contra o AI5Digital</a>, ou <a href="http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=15028">PL 84/99</a> e também conhecido por projeto de Cibecrimes. A sociedade organizada  gritou, protestou e disse um Mega Não ao AI5Digital, e até mesmo o <a href="http://xocensura.wordpress.com/2009/06/27/lula-e-contra-o-ai5-digital/">Presidente Lula chamou o projeto de censura</a>,  e ele ficou paralisado na Câmara dos Deputados desde março do ano passado. Conseguimos <a href="http://xocensura.wordpress.com/2009/05/22/a-revolucao-nao-esta-sendo-televisionada/">vencer mais uma batalha</a>,  mas sabíamos que ainda não havíamos vencido a guerra, até porque não é  só o AI5digital que é nocivo à Internet, existem dezenas de outros  projetos com esta mesma ótica vigilantista e controladora tramitando no  Senado e na Câmara. Inclusive um da <a href="http://xocensura.wordpress.com/2009/02/14/mantras-da-irracionalidade-pedofilia-na-internet/">CPI da Pedofilia</a> que é um rival em monstruosidade e ineficiência ao AI5Digital, e por  isto longe de ajudar no combate da monstruosidade que é a Pedofilia.</p>
<p>No <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=3343">lançamento do Marco Civil</a> perguntei ao Deputado Julio Semeghini (PSDB) qual seria o futuro do  PL84/99 e ele falou que se retirassem os artigos críticos, pouca coisa  sobraria para ser votada, e completou dizendo que ele e outros projetos  ligados à Internet só seriam apreciados após a tramitação do Marco  Civil. Entretanto o Marco Civil ainda nem entrou em tramitação e o  &#8220;ilustre&#8221; Deputado Pinto Itamaraty (PSDB) deu parecer favorável  colocando o AI5digital em tramitação depois de quase um ano e meio  paralisado. Não me surpreendi quando seis dias depois uma matéria  publicada no site da Câmara dos Deputados dizia que <a href="http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/150005-DEPUTADOS-BUSCARAO-ACORDO-PARA-VOTAR-LEI-DE-CRIMES-NA-INTERNET.html">Deputados buscarão acordo para votar lei de crimes na Internet</a>. Na minha opinião o único acordo plausivel é enterrar de vez o AI5Digital.</p>
<p>O problema não para ai, <a href="http://meganao.wordpress.com/2010/08/27/blogagem-coletiva-de-repudio-ao-ai5-digital/">a motivação da blogagem coletiva foi a de retornar a militância contra o AI5Digital</a> que já esta claro que será usado como moeda de troca para a votação do <a href="http://culturadigital.br/marcocivil/">Marco Civil</a>, e este tem de ser aprovado tal qual foi consolidado no final da consulta pública, para isto um grupo de ativistas criou o <a href="http://twitter.com/vigiasdomarco">Twitter Vigias do Marco</a>,  que tem por objetivo fiscalizar a tramitação do Marco Civil. Mas tem  cenário pior, depois das eleições uns Deputados continuarão, outros não,  e nada mais perigoso para o processo democrático do que um Deputado  desiludido com os seus eleitores, e neste clima ainda tem um risco do  Ai5Digital entrar em pauta, não gosto nem de pensar&#8230;</p>
<p>Já conhecemos o <a href="http://entropia.blog.br/2010/04/23/acta-e-o-tripe-do-atraso/">tripé do atraso</a>,  que é o responsável pelo atravancamento no progresso do país, a começar  pela Internet. Os grande grupos de intermediação e controle como o PIG,  os Bancos, a Mafia Autoral, e outros não querem de jeito nenhum uma  Internet livre estão se esforçando ao máximo para que a sociedade repita  os seus <a href="http://entropia.blog.br/2009/01/10/mantras-da-irracionalidade/">mantras da irracionalidade</a> e através da técnica do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/FUD">FUD</a> (Fear, Uncertainty and Doubt) querem nos fazer crer que o preço da  segurança é a intensa vigilância. Trata-se de um enorme cinismo,  primeiro porque não existe tamanha insegurança na rede, <a href="http://xocensura.wordpress.com/2008/09/19/cade-os-numeros-relativos-dos-cibercrimes/">os números relativos dos cibercrimes são insignificantes</a>, assim como a <a href="http://cyber.law.harvard.edu/sites/cyber.law.harvard.edu/files/ISTTF_Final_Report.pdf">Pedofilia na Internet praticamente não existe</a>,  o que existe é um grande mito criado. A cultura da vigilância é falha  em todos os aspectos, primeiro por não sabermos quem esta nos vigiando, e  nem o que se passa na cabeça destas pessoas. Crime se resolve com  prevenção e não com vigilância e punição. A politica da bisbilhotice não  para por ai, querem implantar RFID nos carros e até mesmo nas nossas  identidades com o RIC. A tecnologia é ambigua, ao mesmo tempo que serve  para a liberdade serve para a vigilancia, temos de gritar sempre e  repetir o novo mantra: O preço da liberdade é nenhuma vigilância!!!</p>
<p>http://entropia.blog.br/2010/08/31/tirem-os-olhos-da-internet/</p>
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		<title>Reunamos, a internet a favor dos portadores de necessidades especiais</title>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 19:33:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[ciberativismo]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
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		<category><![CDATA[discapacidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem não lembra do Jorge Carcavallo Picho, o diretor dos projetos de realidade virtual e inteligência artificial como Webbie Tookay, a primeira modelo virtual do mundo (julho 1999) e Sete Zoom, a ferramenta de inteligência artificial criada em 2001 por Ogilvy para Unilever Brasil. Jorge fechou a Davinci New Media e voltou para Buenos Aires, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem não lembra do Jorge Carcavallo Picho, o diretor dos projetos de realidade virtual e inteligência artificial como Webbie Tookay, a primeira modelo virtual do mundo (julho 1999) e Sete Zoom, a ferramenta de inteligência artificial criada em 2001 por Ogilvy para Unilever Brasil. Jorge fechou a Davinci New Media e voltou para Buenos Aires, e surge agora com um fantástico mega projeto que será realizado simultaneamente em 195 países, para facilitar a vida de portadores de necessidades especiais, trata-se do projeto <a href="http://www.reunamos.com/">Reunamos</a>.</p>
<p><a href="http://blogcidadao.files.wordpress.com/2010/05/logo_reunamos2b-por_250px.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-105" title="Mundial de Oración por la Paz" src="http://blogcidadao.files.wordpress.com/2010/05/logo_reunamos2b-por_250px.jpg" alt="" width="250" height="73" /></a></p>
<p>REUNAMOS é um empreendimento sustentável de comunicação inovadora e interação com fim social. Resultado de uma pesquisa de mais de 6 anos. Tem por objetivo transformar significativamente a dramática e injustificável situação em que se encontram todas as pessoas com discapacidade (portadoras de necessidades especiais), através de inovadoras ferramentas de comunicação e informação desenvolvidas de forma coletiva, utilizando a vanguarda em conceitos e tecnologias. As propostas de interação  buscam integrar plenamente toda a comunidade relacionada com a discapacidade.</p>
<p>REUNAMOS tem por objetivo, por exemplo, que a pessoa que enfrenta uma discapacidade em si mesma ou em alguém próximo, ao colocar somente alguns dados pessoais e o diagnóstico, tenha IMEDIATAMENTE TODAS as informações atualizadas que necessita sobre assistências tecnológicas, temas legais, saúde, trabalho, educação, arquitetura, organizações sociais e voluntários, entretenimento, etc a nível local, nacional e internacional.</p>
<p>Um inovador serviço centrado no usuário e não na informação, onde a pessoa recebe todo o conhecimento disponível e não tem que, em meio ao choque, pesquisar dentre informações dispersas, e muitas vezes em diversos idiomas.</p>
<blockquote><p>“Parece incrível que em 2010, em pleno século 21 e terceiro milênio, todos os días milhões de mães dediquem muitíssimas horas em peregrinações físicas e virtuais buscando alguma informação que as ajude a que seus filhos superem os sofrimentos de suas discapacidades. Assim como eu fiz, muitas chegam a se passar por estudantes de medicina para frequentar bibliotecas especializadas e até conferências internacionais.” Afirma Cris Posada uma das Parceiras Fundadoras de REUNAMOS.</p></blockquote>
<p>O projeto, que utiliza o conceito Rumo ao TriCentenário, está sendo desenvolvido no marco dos Bicentenários da Argentina (2010-2016) e de outros países das Américas; o Decênio das Américas pelos Direitos e Dignidade das Pessoas com Discapacidade (2006-2016) e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Discapacidade das Nações Unidas, entre outros.</p>
<p>Em plena Era da Informação e do Conhecimento, a falta ou dificuldade de acesso ao Conhecimento e aos recursos disponíveis para superar e/ou minimizar suas discapacidades e continuar suas vidas é uma das principais causas porque mais de 80% dos seres humanos com discapacidades ainda CAEM  por debaixo da linha da pobreza e indigência.</p>
<blockquote><p>“Quantos Stephen Hawking a Humanidade está perdendo? As tecnologias solidárias e as assistências tecnológicas serão as grandes contribuições  para o bem da Humanidade no Século 21 e no Terceiro Milênio.” Disse o reconhecido especialista Rafael Kohanoff.</p></blockquote>
<p>O sistema e base de dados serão oferecidos como Patrimônio Mundial da Humanidade, uma vez que serão desenvolvidos por especialistas de 195 países e terão os dados atuais e da evolução de mais de 650.000.000 de seres humanos.</p>
<blockquote><p>“&#8230;Temos os  conhecimentos, existem os recursos, só precisamos de determinação e persistência&#8230;” comenta Jorge Carcavallo Picho, diretor do projeto &#8211; especialista em comunicação inovadora com mais de 30 anos de experiência.</p></blockquote>
<p>Entre 1990-1995 ajudou a criar e desenvolver os mercados HOME-SOHO no Brasil, um dos pilares da internet atual. Até 2001 dirigiu projetos interativos que foram relatados em mais de 700 reportagens em 30 países, incluindo a revista Wired e a The Tech del MIT. Está voltando ao mercado TICs depois de uma investigação de 9 anos no setor social para analisar os principais desafios e potenciais soluções. É membro e fundador de diversas redes de organizações locais, nacionais e internacionais que trabalham em temas relacionados a novas formas de comunicação, meio-ambiente, desenvolvimento sustentável, discapacidade e educação para a cultura de paz.</p>
<p>A tecnologia atual e a que está sendo desenvolvida podem e devem ser usadas prioritariamente para os mais necessitados.<br />
Estima-se que 2 por cento da população mundial sofre de alguma discapacidade devido a lesões produzidas por algum acidente. Só na Argentina, cerca de 15.000 pessoas por ano ficam com alguma discapacidade permanente, como conseqüência de acidentes de trânsito.</p>
<p>650.000.000 de seres humanos no mundo tem alguma discapacidade, de acordo com dados das Nações Unidas; 80.000.000 deles vivem nas Américas, segundo dados das OEA; Mais de 2.000.000 na Argentina tem alguma discapacidade, habitando 1 entre cada 5 lares.</p>
<p>Isto seriam só estatísticas mundiais, continentais e locais, se não fosse o fato de que mais de 80% de todos eles ainda CAEM por debaixo da linha da pobreza e da indigência. Este sofrimento evitável chega a afetar mais de metade da humanidade, uma vez que dificuldades superáveis alcançam suas famílias, inclusive obrigando-as a mudar de cidade ou país.</p>
<p>Se 1 de cada 10 no mundo tem alguma discapacidade, 9 de cada 10 somos afetados e responsáveis porque eles são nossos familiares, amigos, vizinhos, companheiros de estudos e trabalho. É com este grupo de pessoas que REUNAMOS trabalhará para otimizar ao máximo a qualidade de vida das pessoas com discapacidade.</p>
<p><img src="///Users/joaocarloscaribe/Library/Caches/TemporaryItems/moz-screenshot.png" alt="" /></p>
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		<title>Maslow e as mídias sociais</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 00:59:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
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		<category><![CDATA[marketing]]></category>
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		<description><![CDATA[Há vinte anos, o computador era um totem sagrado, que habitava o hermético e gelado santuário da tecnologia. Mouses ainda caiam em ratoeiras e interface gráfica,&#8230;., hein ? Era necessário aprender complexos comandos para fazer alguma coisa com estes computadores, e padronização era um nome feio, quase utopia. Na esfera da computação pessoal, nem mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há vinte anos, o computador era um totem sagrado, que habitava o  hermético e gelado santuário da tecnologia. Mouses ainda caiam em  ratoeiras e interface gráfica,&#8230;., hein ? Era necessário aprender  complexos comandos para fazer alguma coisa com estes computadores, e  padronização era um nome feio, quase utopia. Na esfera da computação  pessoal, nem mesmo sistema operacional os PCs tinham, ao ligar apenas o  cursor do Basic piscava na tela. Jogos e programas vinham em revistas  como a Microsistemas, mas não eram em CD e nem em disquete, eram códigos  fonte para digitar! Quem entendia de computador eram caras esquisitos,  que falavam coisas esquisitas e em geral eram a antintese do  playboy,  eles eram conhecidos por <a id="eu7v" title="Nerds" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nerd">Nerds</a>,  ou <a id="r3.8" title="Geeks" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Geek">Geeks</a>.</p>
<p>Hoje em dia o computador virou suco, pulverizou-se, tornou-se ubíquo.  Os novos geeks são sociáveis e conectados, usuários compulsivos de  gadgets, e principalmente os que permitem esta conectividade. Como diz  Scott McNealy, Chairman da Sun, &#8220;Era da informação  é coisa do século  XX, coisa do passado, ja estamos na <a id="lzvl" title="Era da participação" href="http://onesearch.sun.com/search/onesearch/index.jsp?qt=participation%20age&amp;charset=UTF-8">Era da participação</a>&#8220;. O novo  geek esta sempre encontrando um bom motivo para uma boa socialização  presencial, os primeiros bons motivos foram os Barcamps, e dai uma  infinidade de &#8220;camps&#8221; surgem a cada dia, &#8220;botecamps&#8221;, &#8220;chopcamp&#8221;, &#8220;o bar  do camp&#8221;,  e por ai vai. Mas o mais interessante é que boa parte dos  novos geeks brasileiros fazem esta interação on e off line, e muitas  vezes viajam de um estado para outro para uma boa confraternização.  Todas as confraternizações são cobertas em tempo real pelos  participantes, e quem esta de longe muitas vezes chega a sentir que esta  na mesa, participando dos papos animados, e desgutando um belo chopp,  ou participando de alguma desconferência.</p>
<p>Os geeks continuam esquisitos, mas agora são uns esquisitos sociáveis  e isto faz a maior diferença, o que aconteceu? Cadê aquele geek  anti-social do século passado? Como explicar o que aconteceu? Alias o  que aconteceu? Aconteceu alguma coisa? O que aconteceu foram mudanças,  evoluções tecnológicas que foram sendo absorvidas e transformadas em  ferramentas sociais.</p>
<p>O visionário digital do século passado era indispensávelmente da area  tecnologia, hoje as características sociais estão tão intrissicamente  ligadas à tecnologia, que os visionários digitais do século XXI  certamente são ligados às areas humanas. Assim como a internet deixou de  ser fim, para ser meio, a sua utilização se da cada vez mais por  pessoas comuns.</p>
<p><img src="http://entropia.blog.br/wp-content/uploads/2008/03/maslowsocial.jpg" alt="Piramide de Maslow das midias sociais" hspace="10" vspace="10" /></p>
<p>Existem algumas teses que possuem ampla gama de aplicações, como a <a id="z4j3" title="regra de Pareto" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pareto_rule">regra de Pareto</a>, a <a id="sfw6" title="curva de sino" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Normal_distribution">curva de sino</a> e porque não a <a id="heya" title="pirâmide de Maslow" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Maslow%27s_hierarchy_of_needs">pirâmide de Maslow</a> para tentar  explicar este fenômeno ?</p>
<p>No conceito original, a pirâmide de Maslow é utilizada de forma  estática, ou seja, escala-se degrau por degrau, ou dinâmica, que  dependendo da situação, pode-se transitar entre os degraus e até mesmo  estacionar entre dois deles. Vamos adotar uma analise estática. Desta  forma é simples, os dois primeiros degraus  representam os patamares  determinantes ao ingresso à midias sociais, e hoje em dia são  rapidamente percorridos:</p>
<ul>
<li><strong>Conhecimento tecnológico</strong> &#8211; Hoje em dia, com interfaces cada  vez mais intuitivas, o conhecimento tecnológico é um degrau irrelevante,  facilmente transposto por qualquer um que tenha o minimo de  conhecimento.</li>
<li><strong>Conexão, acesso</strong> &#8211; Com o advento da inclusão digital e das Lan  houses populares, e da queda nos preços do acesso banda larga, conexão e  acesso estão faceis para muita gente.</li>
<li><strong>Interação, participação</strong> &#8211; É o momento em que o usuário começa  a interagir em midias sociais tais como redes sociais, foruns, listas  de discussão, instant mensagers, e até mesmo comentando e/ou criando  blogs. É o momento em que alguns usuários partem para a interação  física, nos eventos geeks.</li>
<li><strong>Estima, reconhecimento</strong> &#8211; Agora o usuário quer reconhecimento,  inicia um blog, uma comunidade, ou até mesmo torna-se um usuário  extremamente participativo nos foruns e listas de discussão. O usuário  busca reconhecimento e investe pesado nisto.</li>
<li><strong>Auto realização</strong> &#8211; Sua presença no ciberespaço está garantida,  ele já é reconhecido, e tornou-se uma celebridade. É <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Prosumer">prosumer</a>, faz parte  de um ou mais nucleos sociais. Torna-se um compulsivo por mashups e  redes sociais, tem perfis em quase todas, e por incrível que pareça  consegue manter tudo atualizado. Neste momento existe por diversas  razões o trânsito entre o degrau abaixo, é natural, pois manter-se no  topo é infinitamente mais dificil do que chegar lá.</li>
</ul>
<p>Esta é uma hipotese, esta aberto a discussão, vamos iniciar um estudo  antropológico do ciberespaço ?</p>
<p>Publiquei originalmente este post no meu blog <a href="http://entropia.blog.br/2008/03/16/o-novo-geek-e-maslow/">Entropia!</a>, no <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=273">Trezentos</a> e uma versão em Inglês no meu <a href="http://digitalentropy.wordpress.com/2009/02/24/the-hierarchy-of-social-media-needs/">Digital Entropy</a></p>
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		<title>Mantras da irracionalidade</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 16:29:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Carlos Caribé</dc:creator>
				<category><![CDATA[ciberativismo]]></category>
		<category><![CDATA[industria cultural]]></category>
		<category><![CDATA[subjetividade]]></category>

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		<description><![CDATA[A indústria cultural e predatória, apropria-se da cultura popular, a reconfigura e a vende como produto travestido de cultura popular. A sociedade de consumo assimila esta cultura enlatada como se fosse sua, e ainda critica a cultura popular, que deu origem à sua nova &#8220;cultura&#8221;. Com consumidores assim fica fácil, à industria cultural e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A indústria cultural e predatória, apropria-se da cultura popular, a reconfigura e a vende como produto travestido de cultura popular. A sociedade de consumo assimila esta cultura enlatada como se fosse sua, e ainda critica a cultura popular, que deu origem à sua nova &#8220;cultura&#8221;. Com consumidores assim fica fácil, à industria cultural e a mídia, a disseminação de &#8220;trojans intelectuais&#8221;, que mantendo a analogia com a tecnologia, são trojans que se instalam nas mentes das pessoas destituindo-os de seus sensos críticos.</p>
<p style="padding-left: 30px"><em>Dentre as características mais veementes da indústria cultural, destaca-se seu poder em destituir dos indivíduos a autonomia em julgar e decidir. Se a revolução industrial mecanizou a relação entre homem e trabalho, a indústria cultural mecanizou a relação entre o homem e sua própria subjetividade.<br />
<a href="http://www.scribd.com/doc/2383210/A-INDUSTRIA-CULTURAL">Érica Fernandes Silva</a></em></p>
<p>Curioso é ver o quanto irracional nossa sociedade esta ficando, enquanto não estão consumindo a cultura de massa, estão trabalhando para ter recursos para consumi-la, isto no mais irracional dos círculos viciosos. Estupidamente estupendo, mas é a pura verdade, vivemos numa sociedade tão <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hedonismo">hedonicamente</a> consumista, que é mais importante ter o bem do que proriamente usufrui-lo. A dissonância cognitiva pós compra não se da mais sobre o aspecto de que a compra foi ou não bem sucedida, ela vem perdendo sentido, para o consumista irracional, toda compra é bem sucedida, por mais estúpida que possa parecer. A nova dissonância é a depressão pós-compra, onde o vazio de possuir imediatamente inicia um novo ciclo no processo.</p>
<p>A tecnologia trouxe grandes benefícios à sociedade, eu amo a tecnologia, mas nem por isto deixo de ser crítico. Vivemos numa era dinâmica, a espiral evolutiva vem sufocando o nosso tempo, a velocidade das coisas e digo ai todas as coisas tal como a tecnologia, os negócios, a vida, tudo, vem aumentando de forma exponencial, e sem sinal de que isto vai mudar. Mas vai, tudo se da por relações complexas das mais diferentes matizes que nem sempre tendem à uma combinação perfeita, os comportamentos são senoidais (ainda publico aqui esta teoria), é como se sistematicamente entrássemos em uma via sem saída, e tenhamos de retornar e tentar novamente, mas sempre aparece um atalho no meio do caminho&#8230; Isto esta claro na atual conjuntura, onde o consumismo sufocou o capitalismo, num ato auto-imune, pois a relação consumo x capital perdeu a sinergia. Isto foi exatamente o que aconteceu nos Estados Unidos, para aumentar o consumo aumentou-se o crédito, e ai deu no que deu. Agora corre o risco do consumismo consumir o mundo ou a nós mesmos, é viver e assistir.</p>
<p>Em uma sociedade assim é fácil a disseminação do &#8220;trojan intelectual&#8221;, como a Érica citou, a indústria cultural mecanizou a relação entre o homem e sua própria subjetividade, é como se os &#8220;trojans intelectuais&#8221; minassem nosso senso crítico de forma tão sutil que nem nos damos conta disto. Mas existe cura, a cura esta na internet, a internet é a cura, a pluralidade de informações democraticamente disponíveis e díspares  no ciberespaço nos leva a leitura e reflexão, na reconstrução de nosso senso crítico e analítico para que possamos avaliar qual informação é de fato relevante, ou quais partes de cada uma compõe um conjunto sensato.</p>
<p>Muitos críticos irão dizer que a cura para o trojan intelectual esta nos livros e eu digo que não, por uma razão muito simples, os livros fazem parte da indústria cultural, no modelo de publicação atual, com base no copyright, faz do editor uma espécie de filtro de conteúdo, com amplos poderes para decidir o que deve ou não ser publicado. Quando o autor for o legitimo detentor dos direitos sobre sua obra, e quando ele tiver o poder de decidir a publicação, ai sim teremos um quadro onde os livros também farão parte da cura.</p>
<p>Dentro desta visão crítica que estou criando a nova categoria do blog, a que decidi chamar de mantras da irracionalidade, onde farei uma leitura crítica de diversas máximas que muitos usam como verdadeiros mantras emitidos irracionalmente.</p>
<p>Publicando também nos blogs <a href="http://entropia.blog.br/2009/01/10/mantras-da-irracionalidade/">Entropia!</a>, <a href="http://xocensura.wordpress.com/2009/01/10/mantras-da-irracionalidade/">Xô Censura!</a> e <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=80">Trezentos</a></p>
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