13º FIKE – Festival Internacional de Curtas Metragens

fike2Quarenta e oito filmes de 17 países estarão em competição na13º edição do FIKE – Festival Internacional de Curtas Metragens, que decorrerá entre os dias de 9 e 13 de junho nas cidades de Évora, Beja e Portalegre.

Segundo a organização, as curtas-metragens que disputam a competição internacional nas categorias de Ficção, Documentário e Animação, são provenientes da Argentina, Israel, Austrália, Tunísia, Vietnam, Camboja, Rússia, Polónia, Eslováquia, Alemanha, Bélgica, França, Suécia, Suíça, Itália, Espanha e Portugal, que conta este ano com onze curtas (5 filmes de animação, 1 documentário e 5 obras de animação) a disputar os troféus do festival.

O FIKE 2015 conta com cerca de 40 estreias internacionais. Ao todo, estarão em exibição mais de 100 filmes, em competição e nas mostras paralelas. As sessões decorrerão no Auditório da Universidade de Évora, no Teatro Pax Julia, em Beja, e no Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre.

O Júri Oficial do festival integra este ano a actriz portuguesa Adelaide Teixeira, o italiano Carlo Dessi, director artístico do SFF – Sardinia Film Festival, e o músico norte-americano e compositor de bandas sonoras Nik Phelps.

O FIKE tem como director João Paulo Macedo e é promovido pela SOIR – Sociedade de Instrução e Recreio Joaquim António de Aguiar, Associação “Lua aos Quadradinhos”, pelo Cine Clube da Universidade de Évora em parceria com a Estação Imagem e associação cultural bejense Lêndias d’Encantar.

“Fitas” públicas no cinema comercial

No final do mês em curso, a cidade ficou a saber que o cinema comercial pode estar de regresso. A Câmara Municipal de Évora aprovou (votos favoráveis da CDU e do PSD e abstenção do PS) duas propostas que, segundo a autarquia, permitem o retorno do cinema comercial à cidade. A primeira diz respeito à constituição de lote para instalação de um cinema em terrenos anexos ao Terminal Rodoviário e a segunda incide na atribuição desse lote à firma Algarcine – Empresa de Cinemas.

Diz a CME que “por forma a agilizar prazos para a fruição do equipamento pela população e atendendo à necessidade de ser garantida uma solução urbanística e arquitetónica de qualidade, tendo em conta a localização do terreno, irão os serviços municipais a elaborar o Projeto Base de Arquitetura (Ante Projeto) do edifício, naturalmente dando resposta aos requisitos técnicos e layout a definir pelo futuro adquirente”. A cedência do lote é exclusivamente destinada à construção de cinema, sob pena de reverter para a Câmara caso a finalidade seja alterada.

“Esta é a forma da autarquia procurar responder a um problema da cidade, uma vez que não dispõe de verba para recuperação ou construção de tal equipamento, prevendo o promotor que a breve prazo o cinema, constituído por três salas, entre em funcionamento”, pode ler-se num comunicado da CME.

A Algarcine possui quatro cinemas no Algarve e dois no Alentejo. Évora viu encerrar, em 2009, as únicas duas salas de cinema em funcionamento na cidade

A abstenção socialista teve direito a declaração de voto: «Abstivemo-nos nesta proposta de atribuição de um lote à empresa Algarcine para a construção de um cinema em Évora, partindo do princípio até de que se trata de cinema dito comercial que à data não existe em Évora, porque não queremos inviabilizar a possibilidade de os Eborenses usufruírem desta actividade de lazer. Esta proposta vem, aliás, comprovar que, ao contrário do que muito se quis fazer crer aos Eborenses, actualmente o cinema comercial só se pode constituir como uma actividade regular e consistente pela iniciativa privada. No entanto, a proposta enferma de algumas zonas menos claras e não suficientemente esclarecidas (…) Tratando-se de uma iniciativa privada, poderíamos enquanto responsáveis pela gestão pública de bens públicos não nos meter nesse assunto e deixar a preocupação com o futuro do negócio a quem vai fazer esse negócio. Ainda assim, a proposta pressupõe um apoio público que, se agora se constitui como apoio à iniciativa, importa equacionar no que pode acontecer no caso da iniciativa, privada, se gorar no futuro.”

Marionetas adiadas para 2016

Noutros sectores da actividade cultural em Évora, o destaque pela confirmação recente do adiamento da edição deste ano da Bienal Internacional de Marionetas de Évora (BIME), prevista para Junho. Por de financiamento atempado de fundos comunitários, Centro Dramático de Évora (CENDREV) anunciou que a 13.ª edição será realizada apenas em 2016. “Os Bonecos de Santo Aleixo são os dignos anfitriões da festa das marionetas que a cidade Património Mundial já se habituou a viver, daí que não seria esta a notícia que gostaríamos de dar, mas os caminhos tortuosos porque passa a cultura no nosso país, determinados seguramente pela malfadada crise, empurraram-nos para esta decisão: não haverá BIME este ano, mas queremos anunciar simultaneamente a concretização da sua 13ª edição em 2016, de 31 de Maio a 5 de Junho e o acerto do calendário da BIME com a 14ª edição, de 30 de Maio a 4 de Junho de 2017. Este compromisso é possível devido ao acordo firmado entre o Cendrev, a Câmara Municipal de Évora, a Entidade Regional de Turismo e a Direcção Regional de Cultura do Alentejo”, refere um comunicado da organização da BIME

Filme não exibido é obra morta

André Gatti*

André GattiVou comentar o texto distribuidor Bruno Wainer, que foi criador da Lumière e é proprietário da Downtown, distribuidora exclusiva de filmes brasileiros. O texto intitulado A falsa guerra do cinema brasileiro, publicado na Folha de São Paulo em 26/09/2014.

Ele fala da velha guerra entre o cinema comercial e o não comercial. Ao abrir este texto com este chavão , sou obrigado a divagar um pouco, inclusive fazendo um certo retrospecto histórico dos fatos.

Filmes são feitos para serem vistosO cinema e o filme enquanto objeto apresentam radical caraterísticas, ele é arte e indústria, o filme é produto e artefato cultural/artístico. Isto tem que ser entendido em toda a sua extensão. Esta dualidade, entendo ser esta a riqueza do nosso objeto,

Se o cinema é arte e indústria, a partir desta dualidade temos que enxergar a questão , sob a lógica que são dois pilares quase que antagônicos entre si, mas, é dentro deste antagonismo que tem que se pensar uma política para o setor.

E quando me refiro a isto quero dizer que uma entidade que nem a nossa precisa trabalhar no sentido de harmonizar estes interesses e campos de conflito. Acho que está é uma bandeira que podemos ter como proposta de legitimidade da entidade, fora disto, é jogar a coisa num gueto, onde o estado das coisas beira o insuportável. isto devido a uma esquizofrenia crônica que o conjunto da ópera nos trouxe. ou seja, ao aprestarmos, o Congresso Brasileiro de Cinema (CBC), como representante do cinema cultural….Qual CBC queremos? A esta questão que deveremos discutir no nosso próximo Congresso.

Na realidade, esta guerra que o Bruno Wainer comenta vem de longa data, nem sempre com as mesmas letras que estão hoje apresentadas. O primeiro organismo estatal do setor foi o Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE) com a sua vocação de cinema educativo, ideologicamente amparado em um decreto é uma lei, mas, principalmente no Decreto 21.240/32, que reorganizava o Ministério da Educação e Saúde. Os 13 artigos dedicados ao cinema nesta legislação foram uma conquista da Associação Brasileira de Produtores Cinematográficos (ABPC), que realizou o verdadeiro primeiro Congresso do setor e que foi responsável em pautar o texto do Decreto, junto à burocracia estatal varguista que reorganizava o aparelho estatal brasileiro.

O decreto instituiu a taxa cinematográfica para a educação popular”, primeira taxa cinematográfica para fonte de recursos do INCE e que seria organizado em 1936 e que seria definitivamente implantado somente em1937. Portanto, o INCE é a base sólida do cinema cultural, por excelência, somos uma velha tradição do cinema brasileiro, onde o Estado foi o principal protagonista. Isto precisamos colocar na nossa pauta política. Esta questão não pode ser escamoteada da forma como estão sendo colocada.

O queixume sobre a distribuição apoiada na fala do Klotzel, replicado pelo Bruno Wainer, parece-me totalmente desfocado, quando Klotzel chora a perda do protagonismo para as distribuidoras e Bruno Wainer claramente aposta nisto. Acho que devemos sim criticar os excessos provocados inclusive pelo art. 3 da Lei do Audiovisual. E, que os distribuidores brasileiros conseguiram reverter com os recursos do Funcines/BNDES e do FSA/ANCINE.

O que me constrange no referido texto é que um filme comercial tem que ser distribuído em pelo menos 100 salas, o que me parece que não caracterizaria como comerciais filmes do tipo O som ao redor, Hoje eu quero voltar sozinho, Cine Roliudi, Bezerra de Menezes , onde tem filmes inclusive distribuídos pela Downtown.

Depois, uma distribuidora que ano passado vendeu mais de 17 milhões de ingressos e mais de 50 na sua carreira comercial, em um sistema meritocrático deveria contar com outros esquemas de incentive, como o Prêmio Adicional de Renda.

Numa economia de mercado, a distribuição é um ponto chave que não pode absolutamente ser desprezado. Os realizadores têm que achar novas maneiras de distribuição dos seus filmes. O slogan para este período é: Exiba ou morra. Numa era exponencial para a produção, o filme não exibido, é obra morta.

*André Gatti é professor da FAAP, membro da SOCINE e Conselheiro do CBC.

Projeto de Carta mundial das mídias livres

“Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e de expressão, direito que inclui a liberdade de ter opiniões, de procurar, receber e transmitir informações e ideias por qualquer meio, sem interferência e independentemente de fronteiras.” – Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Carta Mundial das Mídias Livres

unnamedEste texto é o primeiro rascunho da Carta Mundial das Mídias Livres, cuja produção começou na Tunísia no 3º Fórum Mundial de Mídias Livres, em 2013.

O objetivo deste documento é o de reunir princípios e ações estratégicas comuns para a defesa da liberdade de expressão e a promoção de meios de comunicação livres em todos os países, com base numa elaboração coletiva e participativa.

O processo de elaboração articulou-se em torno de quatro seminários internacionais realizados em 2014: em Porto Alegre e na Tunísia, no primeiro semestre, e em Paris e Marrakech, no segundo, para escrever o primeiro rascunho da Carta e definir uma metodologia. Isto levou ao lançamento, em novembro desta plataforma de consulta pública sobre o texto.

Como participar

fmml observaA consulta para a elaboração da Carta Mundial das Midias Livres estará aberta até março de 2015, quando as contribuições serão reunidas e organizadas em grupos de trabalho abertos, antes de serem discutidas e finalizadas no 4º Fórum Mundial das Mídias Livres, que será realizado em 22 e 23 de Março de 2015, em Tunis.

Para participar, entre na plataforma carta.fmml.net, cadastre-se com o seu endereço eletrônico e uma assinatura, selecione a comunidade linguística da sua escolha (as opções são Português, Inglês, francês ou árabe) e escolha a passagem a comentar. Os comentários podem referir-se a parte geral da Carta, que se estende da introdução aos princípios comuns, ou sobre alguma das ações / estratégias específicas listadas. Por último, pode propor adições a esta seção.

Você também pode dar o seu apoio ou fazer uma revisão crítica dos comentários existentes.

Clique aqui para acessar o texto da Carta e colabore!

Equipe de facilitação do FMML
fmml.net

Circuito Tela Verde 2015

Circuito Tela Verde 2015Prazo para envio de vídeos socioambientais da 6ª Mostra encerra neste sábado (31/01)

Cineastas profissionais e amadores interessados em participar da 6ª Mostra Nacional de Produção Audiovisual Independente, do Circuito Tela Verde (CTV), têm até sábado (31/01) para enviarem suas produções.

Os vídeos podem ser documentários, curtas, vinhetas e animações, produzidos a partir de filmadoras, câmeras digitais, celulares ou qualquer outro equipamento que capture imagem e som.

Podem participar escolas, redes de meio ambiente e educação ambiental, estruturas educadoras, entidades da sociedade civil, comunidades e produtores.

Os vídeos enviados, após seleção, farão parte de um kit composto por cartazes e orientações para realização da mostra,
 sinopses dos filmes, cartaz e adesivo para identificação dos espaços exibidores e DVDs, contendo os vídeos. Esse material será distribuído para todos os espaços exibidores cadastrados e espalhados por todo Brasil.

Não haverá premiação, patrocínio ou pagamento para os vídeos produzidos ou selecionados. O objetivo da 
mostra nacional do Tela Verde é divulgar e estimular atividades de educação ambiental, participação e
mobilização social por meio da produção independente audiovisual, e atender a demanda de espaços educadores 
por materiais pedagógicos multimídias.

COMO PARTICIPAR

Os interessados devem entrar na página do Circuito Tela Verde e preencher as fichas de cadastro e dados dos filmes. 
Também deverão assinar um Termo de Cessão de Direitos. Esse termo deve ser enviado, juntamente com o vídeo 
em formato DVD (extensão .VOB), ao Departamento de Educação Ambiental do MMA (Esplanada dos Ministérios, 
Bloco B, 9º andar, sala 953, CEP: 70.068-901, Brasília-DF). Não serão selecionados vídeos que já participaram 
de outras edições. Serão escolhidos, no máximo, dois vídeos por instituição, exceto curtas.

Os critérios de classificação dos filmes incluem:

clareza nas informações sobre o vídeo,
impacto do filme,
abordagem crítica,
qualidade de áudio e vídeo,
potencial do vídeo para ser aproveitado em processos de educação ambiental,
duração de até 30 minutos,
produzido nos últimos dois anos e
apresentar legenda ou outros recursos que contribuam para a inclusão de públicos específicos.

SAIBA MAIS

O Circuito Tela Verde procura atender demandas de inúmeras instituições que buscam, no Ministério do Meio Ambiente, 
materiais que subsidiem suas ações de Educação Ambiental.

É uma iniciativa do Departamento de Educação Ambiental (DEA), da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania 
Ambiental (SAIC) do Ministério do Meio Ambiente (MMA), realizada em parceria com o Ministério da Cultura.
Clique e envie seu vídeo para participar do Circuito Tela Verde, seguindo as instruções na página do MMA.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – Telefone: 61.2028 1227

Nem convidado, nem candidato: Mas tive um sonho…

João Baptista Pimentel Neto*

João Baptista Pimentel Neto. Perfil DiálogosInicio reafirmando o que já disse há muitos amig@s e companheir@s. Não fui convidado, nem tão pouco sou candidato à Secretaria do Audiovisual.  Aliás, por motivos familiares e profissionais, como já informado à quem de direito, neste momento, mesmo que convidado fosse, para este ou qualquer outro cargo no MinC, seria obrigado a agradecer a lembrança, reafirmar meu apoio ao companheiro Juca Ferreira e minha disposição de participar do processo coletivo que estou certo já foi restaurado. 

BastaReafirmo também que sou totalmente contrário a mobilizações com o objetivo de “indicar” nomes para cargos executivos de órgãos governamentais. Acredito que para além desta ser uma prerrogativa daqueles que foram eleitos ou por estes indicados para chefiar tais estruturas administrativas, a nomeação é de RESPONSABILIDADE dos mesmos. Ou trocando em miúdos, acertos e erros, devem ser creditados ou debitados nas contas daqueles que detêm a prerrogativa da escolha e nomeação, cabendo a sociedade um (desejável, mas nem sempre possível) papel participativo na elaboração das políticas públicas e fiscalizatório quanto a execução destas políticas e aplicação dos recursos públicos.

Reafirmo ainda que no que se refere a indicação e nomeação para cargos em Conselhos, Comissões, Grupos de Trabalho, enfim, para estruturas destinadas a garantir a participação popular na gestão pública, continuo sendo totalmente a favor de mobilizações públicas, amplas e democráticas. Mais que isso, acho profundamente lamentável que ainda existam políticos e gestores públicos contrários a existência destes canais de participação. Ou que apesar de admitir a existência destes canais, não acatem as indicações dos representantes indicados pela sociedade.

Feito estes esclarecimentos, informo que decidi escrever esta mensagem pelo desconforto e constrangimento que senti por conta das atuais “mobilizações” que objetivam indicar ao Ministro Juca Ferreira um nome para exercer a chefia da SAv – Secretaria do Audiovisual, um cargo para o qual Juca já teria recebido “367 indicações”, dentre as quais, surgiram como “favoritos” três pessoas pelas quais nutro não só respeito e admiração, mas carinho, amizade e companheirismo. E que portanto considero totalmente aptas e preparadas para exercer a função. Assim, neste contexto, comunico à eles que seja quem for o escolhido, podem desde já contar com meu apoio.

Por outro lado e diante da atual situação da SAv, quero aproveitar a ocasião (e a situação) para tornar público o sonho ao qual me referi no título desta matéria. Um sonho que sinceramente mais do que possível, julgo totalmente viável, bastando para tanto que tod@s nós decidamos seguir o conselho de um outro baiano genial, que para além de ter nascido a mil anos atrás, também há muito tempo já nos informou que “sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha JUNTO É REALIDADE”.

Vai daí que sonhei que (finalmente) tod@s nós, havíamos chegado ao consenso que não basta apenas que o Ministro faça uma boa escolha quanto ao nome do futuro Secretário do Audiovisual para que a SAv consiga minimamente atender a todas as demandas dos setores que lhe são afetos e assim alcançar ao menos algumas das metas fundamentais para que o audiovisual brasileiro venha a consolidar os inegáveis avanços coletivamente até aqui alcançados.

Para tanto – e até acho que sobre isso tod@s nós concordamos – é imperioso que a SAv passe por um processo de total restruturação, ampliação e fortalecimento. Isso porque, mais do que apenas um bom Secretário, será necessário que se monte uma boa equipe, que no meu sonho seria composta não só pelos três nomes acima referidos, mas por muitos outros que penso serem os mais preparados para tirar do papel um sem número de propostas e tornar realidade ações que vem sendo demandas por vários segmentos do audiovisual desde o histórico 8 CBC.

Daí – e sem medo de ser feliz – ouso tornar público alguns dos nomes que estavam no meu sonho, pedindo desde já desculpas a muitos companheir@s que apesar de não terem participado do meu sonho, estou certo estão também totalmente preparados para cumprir as tarefas relacionadas.

Assim é que digo que na equipe dos meus sonhos, as tarefas relacionadas ao intercâmbio internacional – logicamente focado da América Latina e diálogos sul-sul – seriam comandadas pelo mestre Orlando Senna e pelo Guigo Pádua. Já o amigo e companheiro Pola Ribeiro, auxiliado pelos compas Adriano de Angelis e James Gorgen seriam responsáveis pelas questões afetas as Tvs Públicas e Comunitárias e implantação do Canal da Cultura.

Carla Francine, Saskia Sá, Claudino de Jesus, Rodrigo Bouillet e Caio Cesario cumpriam as tarefas afetas a retomada do Programa Cine Mais Cultura, implantação do Projeto Cineclubismo e Educação e consolidação da Programadora Brasil. Para resolver e tirar do papel as propostas relacionadas aos festivais, foram convocados a dupla dinâmica Antonio Leal e Xikino.

Já a Cinemateca Brasileira era comandada pela nossa embaixadora Edina Fujji em parceria com o Carlos Magalhães e o CTAv pelos mestres paraibanos e pernambucanos que hoje representam o que de mais avançado conseguimos (Nós brasileiros) elaborar quanto as novas tecnologias.

Leopoldo Nunes e Cia estavam responsáveis pela retomada do DOC Tv, pela consolidação do Programa Olhar Brasil e pela almejada federalização dos editais de curta metragem. Luciana Druzina, Ale Machado e Cia cuidavam das questões relacionadas à animação, enquanto Newton Canitto e a Aninha tornavam possíveis o atendimento das legitimas e fundamentais demandas desde sempre apresentadas pelos roteiristas.

Fundamental era também a participação do amigo Silvio Da-Rin – que penso ser o melhor nome para coordenar o processo de implantação da tão sonhada Fundação do Cinema Brasileiro, assim como as presenças do Geraldo Moraes e do Jorge Alfredo Guimarães para definitivamente resolver as pendengas relacionadas aos direitos de autor.

Já o fortalecimento do relacionamento da SAv com os movimentos sociais, indígenas, quilombolas, minorias religiosas e com os brasileiros e brasileiros do Norte e do Nordeste estava sendo cuidado com amor e poesia pelos companheiros Rosemberg Cariry e Arthur Leandro, que conhecem como poucos a alma e as necessidades destas gentes. E cuidando da formação e pesquisa, estavam lá trabalhando André Gatti e Cia.

Enfim, neste meu sonho apareceram ainda muitas outras pessoas, mas acredito que já falei – até demais – sobre o tal sonho. E é melhor passar aos “finalmentes…”

Assim, devo confessar que acordei profundamente triste. E, angustiado, tive que encarar a realidade, de que, com ou sem equipe, alguém terá que ser o novo secretário do Audiovisual. E acabei lembrando de que no final do meu sonho, como se fora eu o Ministro havia feito o convite para aquele que julgo talvez fosse o melhor nome para assumir o cargo e coordenar toda esta incrível galera. E que, para minha infelicidade, meu convite, por motivos de força maior, não fora aceito pelo escolhido.

gustavo-dahlE mais uma vez chorei a precoce morte do Gustavo Dahl…

Finalmente quanto a minha participação no processo, sonhei que continuava exercendo o papel de “líder do Povo” – nomeado que fui para este cargo imaginário pelo Manoel Rangel – e desta forma continuar tentando convence-lo (o Manoel) de que para que este meu sonho se torne realidade, bastaria que a ANCINE repassasse à SAv mínimos dez por cento dos valores hoje disponíveis no Fundo Setorial do Audiovisual. E que isso talvez seja o melhor investimento que a ANCINE faria ao longo de toda a sua trajetória.

E é isso…

Quem sabe, agora com um baiano no comando do MinC, o Manoel entenda o Raul…

Sonho que se sonha junto, é mesmo realidade!

Pelos Direitos do Público!
Filmes São Feitos Para Serem Vistos!
Viva o Cinema e a Cultura Brasileira!

E seja muito bem vindo companheiro Ministro Juca Ferreira!

* João Baptista Pimentel Neto é jornalista, editor da revista Diálogos do Sul, cineclubista e presidente do CreC – Centro Rioclarense de Estudos Cinematográficos. Ex-Presidente e atual conselheiro do CBC – Congresso Brasileiro de Cinema

Laboratórios de Desenvolvimento de Projetos

labANCINE credencia empresas para realização de laboratórios de desenvolvimento de projetos em ficção e animação

Empresas especializadas na prestação de serviço de desenvolvimento de projetos podem se inscrever no Edital de Credenciamento da ANCINE

O Edital de Credenciamento nº 03/2014 da ANCINE, para seleção de empresas especializadas na prestação de serviço de desenvolvimento de projetos, teve primeira demanda das empresas selecionadas já apresentada, com o resultado do PRODAV 04/2013 (http://ancine.gov.br/sala-imprensa/noticias/programa-brasil-de-todas-telas-investe-r-41-milh-es-em-desenvolvimento-de-pro), no último dia 18 de novembro. Essa primeira demanda implica a realização de laboratórios para  projetos de longas-metragens e obras seriadas de ficção e animação. Cada laboratório terá duração máxima de 18 meses, com dinâmica de encontros presenciais e supervisão à distância.

08_Centro de formacao desenvolvimento e inovacao para aplicativos moveis_24Foram selecionados pelo PRODAV 04/2013 44 projetos de seis estados e do Distrito Federal para recebimento de recursos a serem aplicados em sua fase de desenvolvimento. O investimento da linha totaliza R$ 4,01 milhões. As empresas especializadas na prestação de serviço de desenvolvimento de projetos devem atender às condições propostas pelo edital para estar habilitadas a realizar laboratórios dirigidos a projetos contemplados nessa linha e nas demais chamadas públicas do Programa Brasil de Todas as Telas que apresentem essa demanda.

Dentre as condições para a inscrição no Edital de Credenciamento destacam-se a indicação da metodologia, da estruturação dos laboratórios e supervisão a distância, bem como da equipe técnica, e a comprovação da experiência pela empresa proponente e pelo profissional designado como gestor. Estas informações devem guardar coerência com a indicação do perfil de laboratório, dentre as opções ‘obra seriada de ficção’, ‘obra seriada de animação’, ‘obra seriada de documentário’, ‘obra não seriada de ficção’, ‘obra não seriada de animação’ e ‘formato de obra audiovisual’.

As propostas de credenciamento poderão ser encaminhadas durante todo o prazo de vigência do edital, que é de 24 meses, contatos a partir do dia 13 de novembro de 2014. Uma vez credenciadas, as empresas estarão aptas a participar de sorteio que definirá o prestador de serviço selecionado na modalidade específica de desenvolvimento, para a qual houver demanda. As empresas firmarão contrato com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) (http://www.brde.com.br/fsa/). O valor global do contrato será de R$ 400 mil para cada serviço, acrescidos de R$ 10 mil por cada projeto participante, incluídas todas as despesas necessárias para a sua execução integral.

Para mais informações, clique aqui e consulte o Edital de Credenciamento nº 03/2014 e seus anexos.

O homem de Nazaré

Orlando Senna*

Orlando-Senna.-Perfil-DiálogosNasci em família católica, estudei em colégio Marista, lembro da primeira comunhão e das aulas de Catecismo e da minha fé infantil, uma espécie de busca do êxtase. Um êxtase nada comparável à entrega corporal e espiritual da sensualíssima Santa Teresa da escultura famosa de Bernini ou dos livros da própria Santa Teresa, best-sellers desde a Idade Média. Apenas o embevecimento de uma criança depois de comer uma hóstia, diante do mistério que me assustava ao pensar que a hóstia era “o corpo de Cristo”. Os catequistas diziam para não morder a hóstia, pois ela se desfaria em sangue, “como já aconteceu várias vezes”. O mistério desapareceu, e com ele o susto, quando alguém me explicou o que era uma metáfora.

O homem de NazaréAdolescente, já no colégio Marista, busquei explicações sobre o símbolo mais utilizado pelas religiões cristãs: a cruz, um instrumento de tortura. E a efígie de Cristo mais difundida: sendo torturado na cruz. Esse insight surgiu em um grupo que discutia assuntos polêmicos, do qual fazia parte. Tínhamos entre 13 e 14 anos e fizemos o maior auê no colégio, uma campanha para que a Igreja Católica deixasse de usar a cruz como emblema de fé, esperança e caridade. Chegamos a rascunhar uma carta endereçada ao Papa, façanha que não foi avante porque o diretor do colégio, o Irmão Cirilo (que chamava todo mundo de “meu santo”), nos esclareceu que a cruz representa a dureza da vida, o peso de responsabilidades, dores e culpas que todos temos de carregar durante nossas existências. Era outra metáfora.

Essa minha convivência com Jesus, iniciada praticamente no berço, cresceu em duas direções: minha necessidade de conhecer sua história e minha relação espiritual com seu imenso legado. Historicamente, é a maior personalidade da humanidade, o ser humano que mais impressionou à espécie humana, que mudou a cultura global, inspirou religiões, guerras, expansões e implosões de impérios, colonizações e libertações. Estudei obviamente os quatro Evangelhos canônicos e fui em busca de outros relatos, das cartas e narrativas da época, dos ditos Evangelhos Apócrifos e das pesquisas e conclusões de historiadores.

Jesus sempre deu muito trabalho aos historiadores, que tiveram de garimpar “realidades” em uma teia de lendas, mitos e visões que, naturalmente, envolveram sua figura, espelhando sua seminal importância no imaginário da espécie. Para muitos pesquisadores, além de paupérrimo ele era analfabeto, como mais de 90% de seus contemporâneos judeus, um analfabeto (se é que era) capaz de sintetizar e ressignificar em uma curta frase os dez mandamentos do Judaismo e todos os mandamentos existentes: amar ao outro como a si mesmo. E revelar que não existe uma verdade universal e sim as verdades de cada um: “eu sou a verdade”.

Com relação ao ente místico, ao Deus feito homem, minha relação se desenvolveu de maneira mais complexa e só se estabilizou após estudar religiões orientais e sistemas filosóficos-religiosos africanos. A mim me pareceu, e continua parecendo, que o fato do Deus único e todo poderoso da Bíblia descer à Terra no corpo de uma pessoa teria sido um milagre como outro qualquer, um milagre normal, já que Ele tudo pode. Mas o contrário, um homem que, por sua inteligência, sensibilidade, coragem e bondade se transforma em Deus, se eleva aos olhos e corações de seus semelhantes como alguém superior a todos, com poderes além da imaginação, isso sim é um acontecimento extraordinário, um avanço enorme na evolução espiritual do ser humano. Ao Deus feito Homem das religiões, preferi o Homem que se faz Deus (crença que estendo a todos os grandes avatares, Buda entre eles, que não seriam “encarnações” de divindades e sim humanos com alto grau de conexão com o cosmo, com a totalidade do universo e da vida).

Chegar a esse Jesus Cristo me fez muito bem, me fez confiar na humanidade e em mim mesmo, me fez muito melhor do que eu era. Encontrei uma referência fundamental no jovem nazareno que mudou o mundo, diante das vicissitudes e das glórias da minha existência sempre me pergunto o que aquele cara diria, o que faria. Conversando sobre isso com um amigo, um teólogo, ele disse que a isso se chama Cristo Interior, “que todos deviam ter, religiosos ou não”. Se tenho vontade de rezar, o que acontece às vezes, me volto para dentro, me dirijo a ele, à suprema inteligência humana que ele alcançou. Por isso, nas festas natalinas, celebro seu aniversário com alegria e conforto, pensando que também é meu aniversário, do dia em que renasci ao descobrir que o menino da manjedoura era tão humano como eu, como todos, e portanto temos a possibilidade de tentarmos a divinização. 

Por Orlando Senna

* Link para outros textos de Orlando Senna no Blog Refletor    http://refletor.tal.tv/tag/orlando-senna

ANCine lança editais para Tvs Públicas e Comunitárias

ancine camANCINE anuncia o lançamento das cinco Chamadas Públicas regionais da Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas, do Programa Brasil de Todas as Telas

Investimentos fomentarão a produção de conteúdos, em atendimento à demanda de programação das TVs do Campo Público

A Agência Nacional do Cinema – ANCINE anuncia nesta quarta-feira, 17 de dezembro, o lançamento das cinco Chamadas Públicas regionais da Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas, do Programa Brasil de Todas as Telas. Para esta Linha, serão aportados recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) no montante de R$ 60 milhões, distribuídos pelas cinco regiões do País. Os investimentos fomentarão a produção de 103 obras audiovisuais brasileiras independentes, que corresponderão a 260 horas de programação.

A Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas tem como objetivo a regionalização da produção de conteúdos audiovisuais independentes para destinação inicial ao campo público de televisão (segmentos de TV Universitária, Comunitária e Educativa). A Linha será operada através de parceria entre a ANCINE, a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), contando com o apoio da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM) Associação Brasileira de Emissoras Públicas Educativas e Culturais (ABEPEC).

A primeira licença das obras que compõem a programação será destinada para exibição inicial pelos canais do campo público de televisão (universitários, comunitários e educativos), de forma não onerosa, pelo período de 1 ano no Território Brasileiro, com exclusividade de seis meses. A EBC distribuirá a programação que tem estreia prevista para o segundo semestre de 2016.

Antes do lançamento das Chamadas Públicas da Linha foi realizado um estudo georreferenciado que relacionou grades de programação de 218 emissoras e canais de programação do campo público de televisão com vocações de produção regionais de 1.440 empresas produtoras independentes. Foi realizado ainda um Seminário de Programação, com a participação presencial e remota dessas tvs, que determinou a demanda de programação do campo público de televisão, para os públicos infantil, jovem e adulto, sob forma de 90 obras seriadas (ficção, animação e documentário) e 13 não seriadas (documentário) a serem financiadas pela nova Linha. Essa demanda de programação é agora enunciada pelas cinco Chamadas Públicas regionais.

A linha prevê o financiamento do valor integral da produção das obras na modalidade de investimento (aplicação de recursos com participação do FSA nos resultados comerciais dos projetos) a projetos de empresas produtoras brasileiras independentes registradas na ANCINE que tenham sede na região em que se inscrever, por no mínimo 02 (dois) anos, ou comprovada atuação de sócio nesta região, por igual período. Serão oferecidas oficinas para formatação de projetos em cada uma das regiões, com apoio de tvs educativas e culturais.

As Chamadas públicas regionais poderão ser encontradas a partir de sexta-feira, dia 19 de dezembro, no site fsa.ancine.gov.br.

Pacote do FSA reúne R$ 162 milhões

ancineAlém do resultado final da linha para obras autorais que investirá quase R$ 20 milhões em 17 projetos, o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, em coletiva no Rio, na manhã desta quarta-feira, dia 17, detalhou a divisão dos R$ 162 milhões que a agência disponibilizará em novas chamadas do Programa Brasil de Todas as Telas.

Grande novidade do pacote, a Linha de Produção de Conteúdos Destinados às TVs Públicas abarcará R$ 60 milhões na criação de obras audiovisuais de 33 TVs culturais e educativas e mais de cem canais comunitários e universitários. As demais cinco chamadas são relançamentos de linhas que funcionam sob regime de concurso público.

Com R$ 50 milhões reservados, as chamadas Prodecine 01 e 05 têm como foco a produção de longas-metragens, sendo a segunda para obras de linguagem inovadora. Já as chamadas Prodav 03, 04 e 05, com volume de investimento da ordem de R$ 47 milhões, têm como alvo o desenvolvimento de projetos, seja de longas ou obras seriadas, com núcleos criativos ou laboratórios de capacitação.

Fechando o pacote, Rangel ainda anunciou a chamada Prodav 07/2014, a nova denominação do Programa Ancine de Incentivo à Qualidade (PAQ), com reserva de R$ 5 milhões para filmes com bom desempenho em festivais. As inscrições para esta última chamada estarão abertas a partir do dia 5 de janeiro.

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