Arquivo da categoria: Filmes Brasileiros

FUÁ 2013 recebe inscrições até dia 27 de agosto

FuaA Fundação de Cultura do governo do Estado lançou o edital de inscrições para o 7º Festival Universitário Audiovisual de Mato Grosso do Sul (FUA), cuja premiação acontece dia 28 de outubro. A novidade este ano é aumento nos valores dos prêmios. As inscrições vão até o dia 27 de agosto.

O projeto irá premiar 36 obras audiovisuais (primeiros, segundos e terceiros lugares) produzidas por acadêmicos ou recém formados de todo o Brasil. Este ano o FUÁ distribuirá R$ 400, R$ 800 e R$ 1.600 para os três primeiros colocados em cada uma das 12 categorias em disputa.

O FUÁ garantiu espaço nos últimos anos para a produção independente, estimulando a formação de novos artistas do audiovisual. Foi criado com a finalidade promover e incentivar a criação de vídeos e produtos radiofônicos produzidos por estudantes ou recém graduados. Em 2011 chegou a 205 inscrições vindas de todo o País, 80 a mais do que no ano anterior. Em 2012 foram 201 trabalhos inscritos.

“O projeto tem a característica de integrar os universitários e não fica apenas vinculado à premiação. Através do incentivo do FUÁ foram realizadas oficinas e palestras que garantiram o crescimento em quantidade e qualidade de produções audiovisuais no Estado. É muito gratificante”, explica Lidiane Lima, técnica de audiovisual da Fundação de Cultura e organizadora do Festival.

Conheça as categorias em disputa:

Vídeo Ficção: A ficção audiovisual nada mais é do que uma sequência elaborada de imagens e sons reproduzidos tecnicamente (fotografia, gravação magnética, animação e etc.). A forma como estes elementos reproduzidos são organizados leva o espectador à percepção de uma realidade à parte. Esta realidade faz sentido somente dentro do filme, e neste limite exclusivo ela é coesa e coerente. Duração: até 20 minutos.

Vídeo Documentário: É uma corrente cinematográfica que se caracteriza pelo compromisso com a exploração da realidade, mesmo que parcial e subjetiva. John Grierson, criador do termo cinema documentário, assim o define: “É o tratamento criativo da realidade”. Duração: até 20 minutos.

Vídeo Trash: Em grande parte, um vídeo trash demonstra intenção de um discurso fílmico tradicional que não é atingido. São produções que buscam atingir as características de qualidade tradicionais e não conseguem ou que são produzidos para serem especificamente trash em qualquer gênero (drama, comédia, terror). Duração: até 15 minutos.

Vídeo Experimental/Arte: É a aplicação da tecnologia do vídeo em artes visuais. Ou seja, é um meio que serve de veículo para o discurso do artista criador de videoarte. Predominam as seguintes características: não ser realizado no sistema industrial; não ser distribuído nos circuitos comerciais; não visar à distração nem rentabilidade; ser majoritariamente não-narrativo; trabalhar questionando, desconstruindo ou evitando a figuração. Duração: até 10 minutos.

Vídeo Institucional: Material audiovisual voltado aos objetivos de uma instituição, seja ela pública, privada ou ONG. O vídeo institucional deve refletir as idéias, conceitos, práticas e métodos, entre outras características, que demonstrem como atua a instituição a que se refere. Duração: até 5 minutos.

Vídeo Reportagem Jornalística: O vídeo reportagem está inserido no âmbito da produção jornalística e como tal deve atender aos preceitos jornalísticos. Desta forma pode informar, analisar ou discutir ideias, mas elas devem necessariamente referir-se à realidade. Duração: até 5 minutos.

Vídeo Publicitário: O vídeo publicitário é a peça audiovisual de uma campanha publicitária. Esta deve atender às necessidades publicitárias do produto, marca, serviço ou ideologia a que se refere sem a necessidade de peças complementares. Duração: exatamente 15 segundos ou exatamente 30 segundos.

Videoclipe: Os elementos básicos constituintes do videoclipe são a música, a letra e a imagem, que, manipulados, interagem para provocar a produção de sentido. Os aspectos (características) de como estes elementos são construídos incluem a montagem, o ritmo, os efeitos especiais (visuais e sonoros), a iconografia, os grafismos e os movimentos de câmera, entre outros. Para essa categoria será necessário a autorização da banda ou artista para a realização do vídeo. Duração: até 7 minutos.

Animação: Processo em que cada fotograma de um filme é produzido individualmente, podendo ser gerado por computação gráfica ou fotografando uma imagem desenhada ou objeto repetidamente, fazendo apenas pequenas mudanças. Quando os fotogramas são ligados entre si o filme resultante é uma ilusão de movimento contínuo. Duração: até 5 minutos.

Jingle: Um jingle é uma mensagem publicitária musicada e elaborada com um refrão simples e de curta duração, a fim de ser lembrado com facilidade. É uma música feita exclusivamente para um produto ou empresa. É geralmente uma peça de áudio ou vídeo utilizada por emissoras de rádio ou TV para identificação da marca, canal, frequência. Pode ser falada ou cantada. É um slogan memorável, feito com uma melodia cativante, para “prender” na memória das pessoas. Serão aceitas produções em vídeo e áudio. Duração: até 5 minutos.

Documentário Jornalístico ou Educativo para Rádio: Tem como característica uma profundidade na abordagem, mesclando pesquisa documental, medição de fatos, comentários de especialistas e de envolvidos no acontecimento; desenvolvendo uma investigação sobre um fato ou conjunto de fatos reais, oportunos e de interesse atual, de conotação não artística. Duração: até 10 minutos.

Programa Ficcional/Rádionovela: O drama ou o humor são expressões da representação do real e do cotidiano que se caracterizam no rádio através da “radiofonização”, ou seja, da tradução para a linguagem radiofônica de textos originais ou adaptados, inéditos ou publicados de obras literárias, peças de teatro, roteiros de cinema, vídeo e textos escritos especialmente para áudio. Duração: até 10 minutos.

Serviço

O edital do 7º Festival Universitário Audiovisual está disponível no Diário Oficial do Estado ou na página da Fundação de Cultura, no banner Editais. As inscrições vão até o dia 27 de agosto.

Cultne – Lançado o maior acervo digital de Cultura Negra Brasileira

Março/2010 – Com câmeras na mão há 30 anos, um brasileiro e uma inglesa lançam projeto Cultne, o maior acervo digital de cultura negra do País.

O brasileiro Filó Filho (Cor da Pele Produções) e a inglesa Vik Birkbeck (Enúgbarijo Comunicações, que significa “boca coletiva”, em iorubá) vivem com uma câmera na mão e há três décadas estão ligados à cultura negra brasileira.

Com olhares diferentes sobre um mesmo foco, os dois estão digitalizando todo o seu acervo e colocando no site
www.cultne.com.br.

Serão cerca de mil horas de imagens, gravadas originalmente em VHS e disponíveis na Internet para visualização e download.

O site possui uma política de distribuição livre do conteúdo, que pode ser baixado, editado e compartilhado livremente, desde a fonte seja citada.

Leia trecho da capa do site:

Assista, edite, reproduza!

Bem vindo ao CULTNE – Acervo Digital de Cultura Negra Brasileira. Aqui você tem a chance de conhecer novos pontos de vista da história do nosso país, através de materiais inéditos em vídeo, em diversos momentos artísiticos e políticos, registrados ao longo de décadas.

Além de assistir, você pode se cadastrar e baixar todo nosso conteúdo para seu computador, utilizando livremente o material em edições jornalísiticas, projetos estudantis, ou qualquer atividade sem fins lucrativos, desde que citada a fonte. Bom proveito!”.

http://www.recid.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1322&Itemid=2

Governo paulista inicia projeto “Vá ao Cinema”

SÃO PAULO – A  Secretaria  de Estado da Cultura dá início nesta sexta-feira (5) ao  “Vá  ao Cinema“, programa que distribuirá, gratuitamente, 200 mil ingressos válidos para sessões de filmes nacionais, preferencialmente a alunos da rede pública de ensino, em 20 municípios do Estado. Ao longo do ano; 2,4  milhões de vales serão entregues  em, aproximadamente, 115 cidades. A iniciativa tem como objetivos principais resgatar os cinemas ameaçados de fechamento, formar público e promover o acesso da população do interior às produções nacionais lançadas, primeiramente, nas grandes cidades brasileiras.

Monitores, que visitam as escolas e informam os alunos sobre o conteúdo dos filmes e funcionamento do programa, são responsáveis pela distribuição  dos vale-ingressos. No mínino  duas  sessões diárias são exigidas para os exibidores, que devem programar uma para a tarde e uma para a noite. “No  ano  passado  tivemos recorde de público. Mais de 2 milhões de pessoas foram atendidas pelo programa.  A  expectativa é aumentar  ainda  mais  este  número  em  2010,  pois é preciso que o povo conheça o que o próprio país produz”, explica André Sturm, coordenador da  Unidade de Fomento e Difusão de Produção Cultural da Secretaria de Estado da Cultura.

Serão atendidas, entre os dias 5 de março e 1 de abril, as cidades de Andradina, Birigui, Capivari, Espírito Santo do Pinhal, Fernandópolis, Ibiúna, Itapira, Matão, Mogi  das Cruzes,  Osvaldo Cruz, Pederneiras, Piraju, Presidente  Venceslau, Registro, São João da Boa Vista, São Sebastião, Serra Negra, Tatuí, Tupã e Vargem Grande do Sul. Cada cidade tem a liberdade de escolher os filmes nacionais em cartaz nos cinemas e recebem 10 mil vale-ingressos.

4.ª Mostra de Cinema Brasileiro apresenta filmes inéditos – Sapo Mulher

De 5 a 8 de Novembro, no Cinema São Jorge, a Fundação Luso-Brasileira presta homenagem ao realizador Domingos de Oliveira e ao actor Matheus Nachtergaele.

Com o objectivo de apresentar o cinema brasileiro contemporâneo ao público português e à comunidade brasileira residente em Portugal, são exibidos, diariamente, quatro filmes.

O programa inclui filmes realizados por Domingos de Oliveira – responsável, entre outros, pela série televisiva de sucesso Confissões de Adolescentes – e protagonizados por Matheus Nachtergaele, que participou em filmes como Cidade de Deus e Central do Brasil, e nas telenovelas Hilda Furacão e Da Cor do Pecado.

A Mostra tem início no dia 5 de Novembro, com a exibição, reservada a convidados, do drama “Juventude” (2008), dirigido e estrelado por Domingos de Oliveira, com Paulo José, Aderbal Freire Filho e o próprio Domingos de Oliveira no elenco.

No dia 6 de Novembro, os filmes a exibir enquadram-se na Filmografia Contemporânea: “Romance”, “Santiago”, “Chega de Saudade” e “Meu nome não é Johnny”.

O terceiro dia da Mostra é dedicado à filmografia de Domingos de Oliveira, através da exibição de quatro filmes onde é, simultaneamente, realizador e actor: “Feminices”, “Separações”, “Juventude” e “Carreiras”. À excepção do filme “Juventude”, Priscilla Rozenbaum, casada com o realizador, integra o elenco dos filmes.

O último dia da Mostra de Cinema Brasileiro é dedicado ao trabalho de Matheus Nachtergaele. “O Auto da Compadecida”, “Tapete Vermelho”, “A Festa da Menina Morta” e “A Concepção” são os filmes a exibir. “A Festa da Menina Morta” constitui a estreia de Matheus Nachtergaele como realizador.

via4.ª Mostra de Cinema Brasileiro apresenta filmes inéditos – Sapo Mulher.

Documentários ambientais no IV Curta Atibaia

Documentários ambientais sobre a Serra do Itapetinga e Pedra Grande serão exibidos neste domingo.

A cidade de Atibaia está historicamente envolvida com o movimento ambiental e no próximo dia 25 acontecerá a exibição de dois documentários que têm como protagonista a Serra do Itapetininga e seu maior ícone, a Pedra Grande. Os filmes serão exibidos no Centro de Convenções “Victor Brecheret”, a partir das 15 horas, na Mostra “Conservação Ambiental”, dentro da programação do IV Curta Atibaia.

O documentário Pedra Grande.DOC, (foto) de Daniel Choma e Tati Costa, retrata o movimento social ocorrido entre os anos de 1981 e 1983 que culminou com a lei do Tombamento da Pedra Grande. Já o documentário “Serra do Itapetininga, um Monumento Ameaçado”, de Daniel Abicair e Jair Cehs, mostra a condição atual da Serra do Itapetininga, suas belezas e ameaças.

Os documentários se complementam de forma relevante e pretendem mostrar ao público a importância da conservação e preservação deste importante ambiente natural historicamente ameaçado pela ação humana.

Domingo, 25/10 – 15h às16h30
Centro de Convenções Victor Brecheret

O IV Curta Atibaia é promovido pela Secretaria de Cultura e Eventos de Atibaia e conta com o apoio do Difusão Cineclube, da Federação de Cineclubes do Estado de São Paulo e do CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros.

Documentários ambientais no IV Curta Atibaia

Documentários ambientais sobre a Serra do Itapetinga e Pedra Grande serão exibidos neste domingo.

A cidade de Atibaia está historicamente envolvida com o movimento ambiental e no próximo dia 25 acontecerá a exibição de dois documentários que têm como protagonista a Serra do Itapetininga e seu maior ícone, a Pedra Grande. Os filmes serão exibidos no Centro de Convenções “Victor Brecheret”, a partir das 15 horas, na Mostra “Conservação Ambiental”, dentro da programação do IV Curta Atibaia.

O documentário Pedra Grande.DOC, (foto) de Daniel Choma e Tati Costa, retrata o movimento social ocorrido entre os anos de 1981 e 1983 que culminou com a lei do Tombamento da Pedra Grande. Já o documentário “Serra do Itapetininga, um Monumento Ameaçado”, de Daniel Abicair e Jair Cehs, mostra a condição atual da Serra do Itapetininga, suas belezas e ameaças.

Os documentários se complementam de forma relevante e pretendem mostrar ao público a importância da conservação e preservação deste importante ambiente natural historicamente ameaçado pela ação humana.

Domingo, 25/10 – 15h às16h30
Centro de Convenções Victor Brecheret

O IV Curta Atibaia é promovido pela Secretaria de Cultura e Eventos de Atibaia e conta com o apoio do Difusão Cineclube, da Federação de Cineclubes do Estado de São Paulo e do CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros.

Gregório Bezerra encontra Arraes na ficção

Num fim de tarde de 1963, os amigos Miguel Arraes, Gregório Bezerra e Davi Capistrano trocam confidências na varanda do Palácio do Campo das Princesas.

Entre goles de uísque e baforadas de charuto, falam sobre os rumos políticos do país, entre os quais, a sucessão presidencial. Um pouco antes, em reunião com usineiros, camponeses liderados por Bezerra conquistam o direito a salário mínimo. Menos de um ano depois, sob protestos e mortes, os generais tomam conta do país. Enquanto Arraes é preso no palácio, sua voz ecoa, derradeira, em rádios de todo o estado. Enquanto isso, Bezerra foge para Palmares para desmobilizar os camponeses.

Esta série de acontecimentos foram dramatizados neste fim de semana, in loco, durante as filmagens do longa pernambucano História de um valente, de Cláudio Barroso. É a primeira vez que tais episódios são ficcionados para o cinema. Com produção da Camará Filmes, História de um valente conta a vida de Gregório Bezerra entre 1957 e 1964.O elenco conta com 83 atores, entre eles, Francisco Carvalho (Bezerra), Edmilson Barros (Arraes), Jones Melo (Capistrano), Tuca Andrada, Hermila Guedes, Carol Holanda, Magdale Alves, Rui Dias e Sóstenes Vidal.

Segundo Barroso, os “anos de ferro” têm sido abordados por diferentes filmes, mas nenhum se ateve aos fatos que levaram até esse período. “As pessoas precisam saber como foi este país”, diz o diretor. Para abrigar as filmagens, o Palácio das Princesas sofreu poucas alterações -alguns móveis mudaram de posição e objetos atuais foram trocados por antigos. Barroso conta que, a pedido de Dona Madalena Arraes, submeteu o texto ao crivo do cineasta Guel Arraes. “Ele leu, aprovou, e nos ofereceu a íntegra do discurso de despedida”.

Não se sabe se o encontro entre amigos realmente ocorreu após a reunião com os usineiros. No entanto, ela é perfeitamente verossímil. “Eles se encontravam pelo menos uma vez por semana”, justifica Barroso. Outra licença poética adotada pela produção é a cena em que Arraes discursaao povo, enquanto soldados sobem as escadas do palácio para levá-lo à cadeia. Na verdade, o discurso foi distribuído às rádios em fitas cassete.

A partir de hoje, a equipe segue para a região de Catende, onde permanece nos próximos 30 dias. Lá serão rodadas cenas importantes como a transferência simbólica do governo para Palmares e a prisão de Bezerra, que ganhará contornos dramáticos com uma queimada servindo de fundo para a perseguição. Logo após, eles retornam para a capital, onde farão a sequência em que o líder é arrastado por cordas e torturado em praça pública. Barroso diz que violência do episódio será tratada de forma a não parecer gratuita. Enquanto explica, cita a tela Guernica, de Picasso, como possível referência visual. “Meu objetivo não é defender partidos ou ideologias, mas contar essa história de maneira cinematográfica”.

André Dib // andredib.pe@diariosassociados.com.br