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Pelo menos 43 mil escolas brasileiras não têm equipamentos para exibir filmes

cinema na EscolaO número corresponde às instituições que não têm televisão, de acordo com o Censo Escolar de 2013.

Pelo menos 43 mil escolas brasileiras não estão preparadas para atender à nova lei que determina a exibição mensal de, pelo menos, duas horas de filmes produzidos no Brasil. O número corresponde às instituições que não têm televisão, de acordo com o Censo Escolar de 2013. O número aumenta quando se trata de aparelhos de DVD – do total de 190,7 mil colégios, mais de 48 mil não têm o equipamento. Em relação aos retroprojetores, que também podem ser usados na exibição de filmes, apenas um terço (63 mil) tem o equipamento.

A lei entrou em vigor no final do mês de junho. Pelo texto, a exibição de filmes de produção nacional constituirá componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola. “Infelizmente, a lei ainda vai permanecer como desafio, por mais que tenha a norma, ela não será implementada imediatamente. Somos um país gigante, com muita diversidade. Temos escolas que não dispõem de recursos mínimos como TV e vídeo. Elas terão que ser equipadas”, diz o vice-presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Alessio Costa Lima.

Cine escolasA maior deficiência está entre as escolas públicas, de acordo com a plataforma de dados educacionais QEdu, em que 74% têm TV e 71%, DVD. Entre as particulares as porcentagens aumentam para 90% e 88% respectivamente. As escolas municipais são a maioria no Brasil (119,9 mil) e são também as que apresentam as maiores deficiências. Entre esses centros de ensino, 69% têm TV e 66%, DVD.

Alessio Lima é também secretário de Educação de Tabuleiro do Norte (CE) e diz que no município o desafio de implementar o serviço está praticamente vencido. Das 23 escolas públicas do município, 22 têm TV e aparelho de DVD. “Já temos essa prática nas escolas, de exibir filmes. Mas, agora o incentivo será para planejar a aquisição de um acervo e orientar a prática de forma sistemática”. Uma das possibilidades é que os recursos transferidos para as escolas pelo Programa Dinheiro Direto na Escola sejam usados também para esse fim.

Entre os estados, o Acre é um dos que têm a pior infraestrutura para a exibição dos filmes. No estado, 41% das escolas têm TV e 37% DVD. “Não estamos preparados, não houve planejamento, até porque eles decidiram isso sem o conhecimento das escolas. O Parlamento brasileiro deveria ouvir mais a sociedade”, diz o diretor da Secretaria de Educação do Acre, Hildo Cézar Freire Montysuma. A maior dificuldade está nas escolas da área rural, onde não há equipamentos são muito antigos, conta o professor.

No Amazonas, 35% das escolas públicas têm televisão e 30% DVD. A Secretaria de Educação, por meio da assessoria, diz que está projetando estratégias para inserir a proposta no Plano Político Pedagógico nas escolas. “Por enquanto, as ações ainda estão sendo projetadas para futura execução”, informa o órgão.

O Ministério da Educação informa que desde 1996 tem políticas de disponibilização de conteúdos audiovisuais por meio da TV Escola, do Portal da TV Escola e do Portal do Professor, além da distribuição dos kits de DVDs da TV Escola, que poderão auxiliar as redes e escolas no cumprimento da lei.

Esses conteúdos audiovisuais, com exceção dos kits de DVD da TV Escola – que são enviados somente para as escolas –, estão disponíveis para livre acesso por todos os cidadãos brasileiros que tenham captação de imagem por meio de antena parabólica, TV a cabo e acesso à internet. Além disso, o MEC diz que vem articulando com o Ministério da Cultura mecanismos e orientações para ampliar o acervo de filmes nacionais, conforme as diretrizes curriculares nacionais.

Sobre os equipamentos, a pasta estimula a aquisição do Projetor Interativo Proinfo pelas licitações de registro de preços promovidas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Por se tratar de uma compra nacional, os preços são inferiores aos praticados no mercado e aos obtidos em licitações em um único município ou estado. O projetor pode ser usado na exibição de películas.

Instituto Buriti promove atividades de “alfabetização” audiovisual no MS

Nas atividades, os alunos aprendem conceitos básicos de produção: roteiro, câmera, edição
Nas atividades, os alunos aprendem conceitos básicos de produção: roteiro, câmera, edição

O Instituto Buriti, idealizado por Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi com objetivo de promover a integração entre o audiovisual e a educação, começa as atividades em Campo Grande (MS), na Escola Estadual General Malan, de hoje (12) a quarta-feira  (14), das 18h às 22h.

Nas atividades, os alunos aprendem conceitos básicos de produção (roteiro, câmera, edição, entre outros), além de orientação para dividir grupos e tarefas para criação de curtas-metragens ao longo do ano.

Esse primeiro módulo tem como objetivo apresentar novos formatos de ensino e, ainda, engajar e aproximar alunos e professores para desenvolvimento de filmes de curta duração. A equipe do Instituto vai mostrar pra eles que é possível fazer isso com uma câmera fotográfica com filmadora ou até com telefone celular”, afirma o cineasta Luiz Bolognesi sobre as oficinas presenciais, que serão realizadas durante o primeiro módulo do projeto. 

Após esse período, todo o acompanhamento das atividades será realizado à distância, por meio do Portal Tela Brasil, onde alunos e professores poderão dar continuidade ao aprendizado, além de poder trocar experiências com educadores de outros estados. “O maior desafio do Instituto é manter as atividades e o engajamento dos alunos e professores. Por isso, a web é fundamental”, completa Luiz.

No segundo semestre, de agosto a novembro, as escolas públicas voltam a receber a equipe do Instituto Buriti por mais quatro dias para um novo ciclo de palestras e para finalização dos filmes produzidos nesse período. Para que todos possam conferir o resultado dos meses de trabalho de produção, será organizado um dia para exibição dos curtas-metragens, que será aberto para toda comunidade ao redor da escola.  

Com patrocínio da CCR e Fundação Telefonica Vivo, o programa do Instituto Buriti tem como meta atingir cerca de 250 alunos e professores até o final de dezembro de 2014.

Curso de graduação em audiovisual da UEA pode ser extinto em Manaus

UEACaso a graduação seja extinta, a UEA trabalha com a alternativa de usar os equipamentos e estrutura do curso de audiovisual para a produção das aulas do ensino a distância.

Manaus – A graduação tecnológica em audiovisual da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), oferecida em caráter especial para este ano, pode ser extinta. Segundo o pró-reitor de Ensino de Graduação da UEA, Luciano Balbino, por enquanto não há previsão de uma nova oferta do curso até que a universidade tenha plena condição de ofertá-lo novamente.

“Este curso é de oferta especial e tem características diferentes dos cursos regulares. Para ele, não haverá vestibular este ano, nem ano que vem, até que a UEA tenha fundamentos e convicções de que pode torná-lo regular”, disse Balbino.

Nascido de uma parceria entre a UEA e a Secretaria de Estado da Cultura (SEC), com a qual laboratórios de informática e softwares seriam oferecidos pela Universidade e os equipamentos necessários às produções disponibilizados pela Secretaria, Balbino afirmou que atualmente a UEA tem assumido todas as responsabilidades do curso.

“Tanto a responsabilidade da parte técnica quanto a estrutural, a UEA tem assumido sozinha. Este curso nasceu de um acerto e uma parceria com a SEC e de lá para cá, não sei porque, não tivemos as respostas que esperamos e estamos assumindo”, enfatizou o pró-reitor.

O secretário de Cultura Robério Braga, através de sua assessoria, informou que a SEC criou todas as condições para que o convênio de cooperação com a UEA fosse firmado e, portanto, a infraestrutura de laboratórios existisse. Destacou, entre elas, parcerias com as universidades Uninorte e Martha Falcão e ainda com a Rede Amazônica de Rádio e Televisão. No entanto, não recebeu resposta positiva da UEA.

Segundo o coordenador do curso de audiovisual, Abrahim Baze Júnior, não existem parcerias com as universidades Uninorte e Martha Falcão. Porém, conforme Baze, o curso está em fase de fechamento de parcerias com institutos de cinema para dupla certificação.

“Estamos fechando vínculos, via reitoria, com o Forcine (Forúm Brasileiro de Cinema), ao Socicom (Federação Brasileira das Associações Científicas e Academicas de Comunicação), ao Instituo Darcy Ribeiro de Cinema e a ECA-USP (Escola de Comunicação e Artes – Universidade de São Paulo) visando formação profissionalizante e até uma especialização paralela ao curso”, disse Baze.

Atualmente a UEA destina R$ 1 milhão para aquisição de equipamentos e estruturação dos laboratórios e R$500 mil para pagamento dos professores, que assumem as disciplinas em módulos, conforme Balbino. Porém, segundo ele, os processos estão em trâmite no âmbito da UEA e a previsão é que, até dezembro de 2013, os alunos do curso já tenham condições efetivas para as aulas práticas.

Caso a graduação seja extinta, a UEA trabalha com a alternativa de usar os equipamentos e estrutura do curso de audiovisual para a produção das aulas do ensino a distância. “Até o momento, a UEA não tem domínio pleno do trabalho instrumento que ela utiliza nos cursos via televisão. Então, contratamos uma prestadora de serviço para estas aulas televisionadas acontecerem. Por essa razão, mesmo que o curso de Audiovisual não tenha uma nova turma, os equipamentos jamais serão perdidos”, explicou Balbino.

Segundo Baze, o Plano Pedagógico do Curso (PPC), o Plano de Diretrizes Institucionais (PDI) e um Festival Universitário de Cinema e Fotografia (UniCINE) estão em fase de planejamento.

“Este festival terá a curadoria feita pelo cineasta Willian Honestrosa, que é curador do Festival de Curtas de São Paulo. Fizemos reuniões com o mercado e vamos criar um calendário de oficinas para os alunos e para o mercado. Estamos ainda criando dois projetos do Núcleo de Produção Digital (NPD) e o Núcleo de Pesquisa em Audiovisual (Nupac)”, disse Baze.

Balbino ressaltou ainda que a UEA está buscando formas para que se encontre as “melhores” maneiras para oferecer ao curso. “Nós recentemente transformamos o curso especial em Tecnologia de Construção Naval em um curso regular deengenharia naval. Estudamos e vimos que tinha possibilidade de ser regular. É possível que aconteça com audiovisual, mas não posso firmar esse compromisso agora”, disse.

Para João Pedro Ribeiro, 17 anos, aluno de audiovisual da UEA, há uma expectativa que o curso seja reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) e que haja outras turmas. “É preciso sim que haja outras turmas, pois o Estado precisa de produtores audiovisuais. Seria importante também que o mercado de trabalho em Manaus se expandisse e com o curso pode haver esta contribuição”.

Hoje o curso de audiovisual tem 39 alunos matriculados. A reitoria da UEA, através de sua assessoria, informou ainda que a instituição está estudando a possibilidade de ofertar um curso em nível de especialização Lato Sensu em parceria com outras instituições de ensino.

Em nota, a SEC informa ainda que a secretaria continua à disposição de viabilizar condições para que o curso de audiovisual seja implantado, como também “irá lutar para que isso aconteça”.

12 Set 2013 . 09:29 h . Nathane Dovale . portal@d24am.com

MEC lança site para ensinar francês gratuitamente

FrancoClicParceria entre os governos do Brasil e da França coloca no ar site com o objetivo de ensinar o idioma francês gratuitamente. As aulas podem ser utilizadas por quem nunca teve contato com a língua ou por estudantes iniciados

O MEC – Ministério da Educação lança, em parceria com o governo francês, o site FrancoClic, que tem como objetivo ensinar francês gratuitamente aos estudantes. No portal são oferecidas lições em texto, vídeos didáticos e exercícios, além de informações sobre a cultura francesa.

O site é dividido em cinco módulos voltados para os diferentes tipos de aprendizado. O primeiro módulo, “Reflets-Brésil”, tem como objetivo a autoaprendizagem; o segundo, “Br@nché”, pode ser utilizado em sala de aula; o terceiro, “Agriscola”, tem como tema principal as especialidades agrícolas; e os dois últimos, “Le Monde Francophone d’un Clic” e “Images de France”, têm como objetivo levar o estudante a descobrir a cultura francesa.

No módulo do curso voltado para a autoaprendizagem, o “Reflets-Brésil”, estão disponíveis 24 lições que incluem aulas de gramática e vocabulário. Cada aula apresenta cinco vídeos com situações cotidianas em francês e comentários em português.

O MEC garante que o material pode ser utilizado tanto por quem nunca teve contato com o idioma quanto por estudantes iniciados no francês, independente do nível em que estejam.

Contudo, a assessoria de imprensa do ministério não confirma a parceria entre os governos ou mesmo o lançamento do portal. Segundo o órgão, “nenhuma informação foi divulgada a respeito dessa parceria”.