Arquivo da categoria: Cineclubismo

Notícias sobre cineclubismo no Brasil e no mundo.

FePeC: “Triunfos” cineclubistas e saudades

João Baptista Pimentel Neto*

Palmas. Nasce a Fepec. Triunfo
Palmas. Nasce a Fepec.
Triunfo

Cineclubista, participei intensamente  do processo de rearticulação do movimento iniciado em 2003. E foram mais de dez anos dedicados a reconstrução do CNC – Conselho Nacional de Cineclubes e ao resgate da relevância do movimento cineclubista brasileiro no processo de fortalecimento do cinema nacional, dos direitos culturais e dos direitos do Público.

Carla Francine, Cyntia Falcão e Pimentel. I Festival de Cinema de Triunfo.
Carla Francine, Cyntia Falcão e Pimentel. I Festival de Cinema de Triunfo.

Foram anos e anos percorrendo todo o país. Fomentando e estimulando a criação de novos cineclubes, articulando o ressurgimento de entidades estaduais e o fortalecimento do CNC, nacional e internacionalmente.

Foram anos bons, estes. E sinto até um certo “orgulho” dos resultados destas minhas andanças. E, quase sempre, uma baita saudades dos amigos e companheiros que encontrei durante a jornada.

Simples assim. Senti orgulho e saudades ao ler a mensagem sobre as comemorações do sexto aniversário da Fepec – Federação Pernambucana de Cineclubes. Depois passei o dia feliz. Feliz e saudoso dos amig@s pernambucanos. De Triunfo e seu Festival. Triunfo e Minha história de amor. Dos inesquecíveis dias vividos em Moreno. De Recife e Porto de Galinhas!

Ao anoitecer a saudades se transformou em palavras e escrevi estas mal traçadas e revirei meu b@ú de imagens e saudades.

Triunfo, Uma História de Amor. Nascida da chicotada que quase senti….Por pessoas que se escondiam por detrás daquelas máscaras…

Ah! Triunfo.

E nem éramos tantos. Todos porém acreditavam e concordavam. Foi tão fácil. Sem dor. Sem disputa. Muitas bandeiras para poucas mãos. E foi assim…

Na Terra de Lampião, cinema, cineclubismo, novos amigos e a Fepec.

Na noite de despedida, quando subimos ao palco  – Gê Carvalho, Fred Cardoso e Eu – estávamos felizes como as crianças que lotavam pequeno teatro nas sessões do Festival. Teatro lotado e o “Guve” Eduardo Campos. Sentadinho ali na fila gargareiro. De repente uma chicotada…Ah, Cara amiga Carla FranCine. Nunca esquecerei…

Cine Guarani TriunfoDepois.Passado o susto.Um microfone. Uma fala. Uma fala cineclubista. E eu sabia muito bem o que tinha ido fazer e tinha feito nas terras de Lampião. E lembrei-me da frase de Glauber…

¨Se entrega Corisco. Eu não me entrego não!”

Era noite de lua cheia. Eu estava muito feliz.

Hoje posso dar vivas aos 6 anos da Fepec e ao Dia do Cineclubismo. E sentir saudades dos amigos…

Alô, Alô mana caetana Carla Fran Cine, GêCarvalho e Cia, beijos Prá Milena, prá Amanda e prá Rutinha, xeros Prá Catinha, prá Aninha e prá Syara. Um Axé manas Cyntia Falcão, Messel, Alice Gouveia, Isabela Cribari, Tarciana Portela. De repente passo por aí a caminho de Noronha. Que como ceis sabem ainda vou conhecer..

Sei que não conseguirei lembrar de todos. Mas do Fred não poderia esquecer. Pro cumpa carioca mando forte abraço, querendo agendar uma cachaça prum dia destes. De repente ele acaba  tal documentário que ele começou…

Vida longa a Fepec e ao cinema pernambucano.

João Baptista Pimentel Neto
cineclubista

 

1ª Semana Cineclubista Capixaba no Cine Metrópolis

Lívia Corbellari*

Semana Cineclubista Capixaba faceO cineclubismo em Vitória começou na década de 80 dentro da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Uma das grandes conquistas do movimento foi a construção do Cine Metrópolis, em 1992, que se tonou um importante instrumento de valorização da cultura cinematográfica e videográfica destinadas à comunidade universitária e externa. De volta às origens, o movimento cineclubista realiza a 1ª Semana Cineclubista Capixaba, que começou nesta segunda (12) e segue até sexta-feira (16) no Cine Metrópolis.

A Semana é resultado de um projeto aprovado pelo Edital de Criação e Manutenção da Atividade Cineclubista, da Secretaria de Cultura do Estado, e tem à frente a Organização dos Cineclubes Capixabas (Occa), em parceria com os cineclubes Central, Filmes da Ilha, Fotoclube da Ilha, Cine Via e Cineclube Colorado. “Ao invés de realizarmos sessões espaçadas, decidimos concentrar tudo em uma semana. Cada dia vai abordar uma temática diferente, a fim de estudar o movimento cineclubista capixaba e questões estruturantes da prática cineclubista”, explica Leonardo Almenara, presidente da Occa.

Os temas foram pensados com o objetivo de atualizar o movimento e entender o seu papel diante de questões contemporâneas, como as novas tecnologias, que revolucionaram as formas de produção, exibição e distribuição. “O movimento cineclubista no Espírito Santo viveu um grande momento na década de 80 e começo dos 90 com a Federação Capixaba Cineclubista. Houve um hiato durante os anos 2000, mas as atividades foram retomadas em 2011, com a criação da Occa. Acredito que vivemos um novo momento agora e queremos entender essa nova fase e construir projetos de representação e mobilização”, explica Leonardo.

A escolha do Cine Metrópolis para a realização do evento também foi simbólica. Segundo o presidente da Occa, o ambiente universitário foi fundamental para a articulação do movimento. Leonardo conta que o Cineclube Universitário, que também já foi chamado de Cineclube Claudio Bueno Rocha, começou em um pequeno teatro no Centro de Artes e só depois migrou para o cinema, hoje conhecido como Metrópolis. “Nossa intenção é atualizar esse espaço físico onde o movimento começou e torná-lo novamente um local de referência para o cineclubismo”.

Além de exibições de filmes durante toda a Semana Cineclubista Capixaba, também haverá debates sobre formação de público, agenciamento e mobilização de pessoas em tempos de mergulho das sociedades na internet, acesso a produções audiovisuais e distribuição de acervos, além do resgate da história do movimento.

Na segunda-feira (12), às 19h, haverá a sessão de estreia que vai resgatar a história do movimento cineclubista. Será exibido o filme O Encouraçado Potemkin, de Sergei Eisenstein. O debate será conduzido pelo cineasta Orlando Bonfim e por Claudino de Jesus, presidente da Federação Internacional de Cineclubes. Os dois vão tratar do movimento cineclubista na década de 1980, que ainda vivia os resquícios da ditadura militar e foi marcado pelas lutas por liberdades democráticas e autonomia de expressão.

Na terça-feira (13) haverá a Sessão Tecnologias Digitais, Agenciamento e Mobilização, com o filme Casagrande e as ruas do medo. Para o debate foram convidados representantes do  Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic) e do Coletivo Região Jovem Formate (Viana). Na quarta-feira (14), terá a exibição de Pacific e a discussão será sobre a Organização de Acervo e Distribuição Audiovisual, com Juliana Gama, coordenadora de acervos da Occa;  Luiz Eduardo Neves, do site Panela Audiovisual; e Marcos Valério Guimarães, que participou da extinta Federação Capixaba de Cineclubes na época da distribuição de filmes em película.

Na quinta-feira (14) haverá a sessão de estreia do filme Plano B no Espírito Santo. O filme investiga o desaparecimento do filme Brasília – Contradições de uma Cidade Nova (1967), que revela as desigualdades sociais da cidade. O filme faz parte da Sessão Cineclubismo e Censura. O convidado Tião Xará irá discutir o cineclubismo como enfrentamento da censura e as lutas pela liberdade de expressão e em defesa do Cinema Brasileiro.

Para finalizar a semana, a Sessão Bota Fora e Deixa o Pau Quebrar vai exibir, também pela primeira vez, o documentário Afetos Cineclubistas. Nesse dia também haverá debate e apresentação do resultado das pesquisas. Os pesquisadores Fábio Gama, Leonardo Almenara e Wilberth Silva vão apresentar seus relatórios que abordam a história do movimento, acervo e distribuição e agenciamento e mobilização, respectivamente.

Serviço

A 1ª Semana Cineclubista Capixaba começa nesta segunda-feira (12), às 19h, no Cine Metrópolis.
O evento segue até a sexta-feira (16), sempre no mesmo horário.

Saiba+

Cineclubes de Curitiba

Surya Amitrano*

Surya Amitrano é estudante de Cinema
Surya Amitrano tem 17 anos e mora em Curitiba. É estudante de Cinema

Os cineclubes me fazem lembrar dos grandes nomes da Nouvelle Vague, aquele movimento cinematográfico bonitinho dos anos sessenta. Jean-Luc Godard, François Truffaut, Claude Chabrol e tantos outros costumavam se reunir em cineclubes de Paris para apreciar filmes clássicos e discuti-los.

Para a alegria de nós cinéfilos, este costume ainda existe. Em Curitiba o Cine FAP, o Cineclube SESI e o Cineclube da Cinemateca funcionam a todo vapor. Toda semana há exibição de filmes clássicos e raros, contando com debates ao término de cada sessão.  As portas estão abertas para todos, sejam estudantes de Cinema, cinéfilos ou só alguém que sentiu vontade de assistir alguma coisa diferente. Se você já está meio cansado dos blockbusters dos “cinemas de shopping”, os cineclubes são uma ótima opção!

As sessões que acontecem no Cine FAP são gratuitas, assim como no Cineclube SESI e no Cineclube da Cinemateca (com raras exceções). Muitas das exibições são constituídas por produções paranaenses, incluindo filmes clássicos e contemporâneos, além de produções latino-americanas e  europeias.

Programação

Entre abril e maio, o Cine FAP exibe uma mostra de cinema francês moderno. Acompanhe o restante da programação no blog Cinema em Curitiba.

Já o Cineclube SESI conta exibições das obras do cineasta James Gray, com os filmes “Fuga Para Odessa”, “Caminho Sem Volta”, “Os Donos da Noite” e “Amantes”. Veja a programação completa no site SESI PR.

O Cineclube da Cinemateca exibe filmes de diversos gêneros e estilos, incluindo o documentário paranaense “Um Olhar sobre o Passeio Público”, a biografia do pintor paranaense Miguel Bakun (“Auto Retrato de Bakun”) e ainda o projeto “Animações para Crianças” com a exibição de sete curta-metragens para crianças. Confira o restante da programação na Agenda da Cinemateca.

Informações

Cinemateca de Curitiba
Cinemateca de Curitiba

Cine FAPAuditório Antônio Melilo (R. dos Funcionários, 1.357Cabral). Toda segunda-feira, às 19 horas.

Cineclube SESISala Multiartes do Sistema Fiep (Av. Cândido de Abreu, 200Centro Cívico). Toda quinta-feira, às 19h30. Em maio, haverá o ciclo Cinema Maneirista.

Cineclube da CinematecaCinemateca de Curitiba (R. Pres. Carlos Cavalcanti, 1.174São Francisco).Aos sábados, a cada 15 dias.


Está afim de rever clássicos do cinema, conhecer novas produções e ainda participar de debates sobre tudo isso? Visite um cineclube e conheça um mundo inteiro de cinema!

*Surya Amitrano tem 17 anos e mora em Curitiba. É estudante de Cinema e tem o incrível dom de ser amadora: é atriz amadora, musicista amadora e escritora amadora. Ama todos os tipos de arte e tomate.

O filme além da tela

Denyze Nascimento*

Professora Sandra Godinho. Foto Prefeitura de Macaé
Professora Sandra Godinho. Foto Prefeitura de Macaé

Com mais de 80 anos de história, cineclubes promovem cada vez mais discussões e reflexões sobre cinema

Com mais de 80 anos de história, os cineclubes de todo Brasil continuam com seu grande intuito, levar conhecimento, reflexão e discussão sobre temas atuais por meio da sétima arte. Não importa se o tema é política, meio ambiente, sexualidade, moda ou outros, existe sempre uma produção cinematográfica pertinente para o cidadão fazer seus questionamentos como mostra o artigo.

Um bom exemplo é o projeto “História e Cineclube”, da professora Sandra Godinho. Após assistirem os filmes, os estudantes fazem um parlamento dentro de sala e, baseado nos próprios debates e discussões acerca do que compreenderam dos filmes relacionados à matéria dada, escrevem uma análise crítica.

Esta semana, os alunos do 9º ano, do Colégio Estadual Elisiário Matta, assistiram “ Os Bestializados” e o “Rio de Janeiro e a República que não foi”, ambos tratam da República Velha no Brasil. Para a professora , filmes devem ser bem mais que diversão, afinal, é uma arte.  Ainda de acordo com Sandra, os cineclubes foram muito bem pensados  para que películas pudessem ultrapassar o grau emotivo.

Histórico dos Cineclubes

1929 - Rio de Janeiro - Cineclub Chaplin
1929 – Rio de Janeiro – Cineclub Chaplin

A tradição dos cineclubes surgiu em  1.920, na França. O primeiro estatuto de um cineclube organizado com bases definidas saiu na revista Francesa Ciné Club, organizada pelo diretor cinematográfico Louis Delluc. Em 1.925, ainda na França, nasce a Tribuna Libre do Cinema, inaugurando a tradição de sessões semanais seguidas de debates.

Brasil,  no final da década de 20, 1.929, o Chaplin Club, no Rio de Janeiro, foi o primeiro cineclube que manteve uma atividade sistemática e um estatuto coerente. O Chaplin Club publicava a Revista O fã, que, junto com a programação do cineclube, promoveu uma grande discussão a respeito do cinema. Na época, o cineclube apresentava inúmeros filmes internacionais, posteriormente esses tiveram um importante papel na produção cinematográfica brasileira.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, os cineclubes se multiplicaram rapidamente por toda a Europa. Durante o Festival de Cannes de 1.947, foi construída a  Federação Internacional de Cineclubes (FICC), com participantes da Argentina, Bélgica, Inglaterra, Itália, França, entre outros. A FICC estabeleceu alguns princípios gerais aos  cineclubes, como seu caráter não comercial e a disposição de criar  uma rede internacional de filmes.

Fonte : FIC

Assistir para refletir

Larissa Leite*

ObervaCine
ObervaCine

Estima-se que Brasília tenha aproximadamente 40 cineclubes em funcionamento. A ideia dos espaços é divulgar a produção audiovisual brasileira e a brasiliense e proporcionar debates sobre os filmes

Sobem os créditos do filme. Ainda está escuro, mas o público se levanta rapidamente. Algumas pessoas checam os celulares, outras arriscam um despretensioso “você gostou?”.

Em meio ao burburinho, as respostas surgem sem esforço. Quantos estarão excitados com o que acabaram de assistir? E quantos outros se aborreceram, discordaram, concordaram, tiveram dúvidas, alimentaram sonhos, assumiram o papel do herói ou o do vilão?

Para um grupo de pessoas, assistir a um filme é apenas o início de uma experiência coletiva. Um pretexto para trocar ideias. Eles são cineclubistas, que ocupam com telas e projetores diferentes espaços da cidade e buscam ir além do entretenimento, ao instigar: reflita em voz alta.

A ideia é fazer com que o indivíduo que assistia ao filme passivamente ocupe um papel de sujeito consciente e participante na experiência audiovisual. A bandeira, vista como romântica e utópica por uns, é adotada com comprometimento por outros. “O cineclubismo é uma poesia que foi engolida pela modernidade, pela tecnologia”, avalia o cineasta Pedro Lacerda, presidente da Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo (ABCV). Para Lacerda, a atual possibilidade de assistir a filmes gratuitos pela internet inibe a evidência dos cineclubes.

O cineasta, professor de cinema e programador do Cine Brasília, Sérgio Moriconi, defende o cineclube como um espaço com potencial de orientar o público. “A internet é um saco sem fundo, o indivíduo pode se mediocrizar. O cineclube serve para você não tatear às cegas. É elaborada uma programação com filmes para provocar o debate, uma compreensão melhor da vida.”

 

#TeiaCineclubista
#TeiaCineclubista

Enquanto se discute sobre o papel dos cineclubes na atualidade, eles seguem se reinventando. Em Brasília e no seu entorno, o programa filme com debate pode ser feito de graça, em projetos que têm como sedes escolas, universidades, associações, instituições públicas, organizações, bistrôs, bares, etc.

Apesar de ainda não ter filiado oficialmente os cineclubes da região, a União de Cineclubes do DF e Entorno (UCDF), criada em 2012, aponta a existência de aproximadamente 40 cineclubes em funcionamento. A maioria implementada a partir de uma política nacional, o Programa Cine Mais Cultura – criado em 2006, interrompido em 2010 e retomado ano passado.

 

De acordo com o Ministério da Cultura, o DF foi beneficiado com a implementação de 84 cineclubes. Os espaços receberam um kit com uma tela de projeção, um aparelho leitor de DVD, uma mesa de som, caixas de som e microfones sem fio.

Ao apoiar a exibição não comercial de filmes, a política nacional visa democratizar o acesso ao cinema nacional. Segundo dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine), as exibições de filmes no país estão cada vez mais concentradas em shopping centers: de 2009 a 2012, o número de salas em shoppings cresceu 27,2%, enquanto os cinemas de rua reduziram em 14,6%.

O Ministério da Cultura pretende, com a retomada do Programa, fortalecer as redes locais, apoiar os cineclubes e a difusão da produção audiovisual brasileira. Atualmente, de acordo com a Secretaria de Educação do DF, de 77 escolas beneficiadas com o kit, apenas 35 oferecem sessões de cineclubes para a comunidade com periodicidade.

 

Cine+Cultura!
Cine+Cultura!

O Cineclube Cine-Teatro EIT é um dos espaços na ativa. Vinculado ao Centro de Ensino Médio EIT, em Taguatinga, o espaço é conduzido pela professora de sociologia Flávia Felipe.“A presença de um cineclube vai além de ver filmes. É desenvolver olhar crítico e reflexivo sobre o conteúdo de sala de aula. E é uma superferramenta de diálogo com a comunidade”, diz. O cineclube impulsionou atividades de teatro, dança, produção e edição de vídeos. “As pessoas ficam sabendo que a escola é um espaço que cultiva atividades culturais com os alunos e nos procuram”, conta.

A rede de cineclubes no DF será usada, este mês, na estratégia de exibição do filme Plano B, do diretor Getsemane Silva. O documentário foi uma das três produções do DF selecionadas para a mostra competitiva do 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, de 2013.

Lançado no festival, Plano B conquistou o Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal como melhor longa-metragem. O filme conta a história do documentário Contradições de uma Cidade Nova (1967), censurado pelos próprios patrocinadores por mostrar os contrastes entre os subúrbios de Brasília e o projeto modernista de Lucio Costa. Por 10 dias, a partir de 21 de abril (aniversário de Brasília), o filme será exibido em cineclubes de todo o DF, com a expectativa de atingir um público de 5 mil pessoas.

Filmes são feitos para serem vistos
#FilmesSãoFeitosParaSeremVistos

“Acreditamos que o filme vai ter um alcance muito maior no circuito alternativo do que no comercial”, argumenta a produtora e programadora de mostras de cinema Ana Arruda. Segundo o diretor Getsemane, a obra incita o debate: “Quem assistir pela televisão, pode refletir. Mas, no cineclube, a oportunidade é mais rica. É como se fosse a continuação do filme. Ele não termina no último plano, e sim no diálogo após sessão”.

Um dos principais exemplos recentes de uso de cineclubes em estratégia de lançamento é o documentário Terra Deu, Terra Come, dirigido por Rodrigo Siqueira. O filme entrou em cartaz simultaneamente nos cinemas e no circuito cineclubista do país. No circuito comercial, o filme contabilizou 2.389 espectadores, enquanto os cineclubes registraram um público de 11.727. 
Para o diretor de comunicação da UCDF, Pablo Feitosa, um dos principais desafios do cineclubismo é evidenciar os espaços como grandes pontos de exibição: “Enquanto permanecer o pensamento de levar filme só para as salas comerciais, o cinema da região permanecerá sem a projeção que merece”.

O presidente da ABCV, Pedro Lacerda, afirma que os cineclubes podem ter um importante papel na distribuição de filmes. Mas, para isso, devem estar articulados com o setor produtivo. “O cineasta tem um empenho enorme em produzir um filme. Após esse processo, ele tem de ter um retorno palpável sobre a exibição, como uma estatística de público”, afirma. A Ancine não contabiliza dados de exibições em circuitos alternativos. “À medida que aumentamos oficialmente o público, aumentamos a nossa possibilidade de ter fomento para novas produções”, explica Lacerda.

#PelosDireitosDoPúblico
#PelosDireitosDoPúblico

A multiplicação de público para o audiovisual é um dos principais objetivos dos cineclubes. Mas, não raro, os envolvidos com os constantes debates transformam-se em produtores. É o que vem acontecendo com os integrantes do cineclube Jiló na Guela, há dois anos em atividade no Balaio Café, na 201 norte. Os exibidores filmam depoimentos de cineastas convidados do cineclube para um projeto sobre cineclubismo – entre eles, o documentarista Silvio Tendler – e iniciaram a produção de um documentário sobre o técnico-afinador de pianos Rogério Resende, fundador da Casa do Piano, no Núcleo Bandeirante. “O cineclube é uma escola. Quanto mais você vê os filmes, mais vai buscando conhecimento e fomentando a vontade de tornar o cinema mais do que um hobby. Foi natural começar a querer produzir”, conta Vitor Sarno, um dos seis integrantes do grupo. E, desde a estreia, o cineclube tem o diferencial de exibir apenas documentários. “Sempre achei o formato do documentário uma ferramenta interessante pra qualificar debates”, explica Thomas Patriota, um dos defensores da diretriz do espaço.

O debate aprofundado é buscado pelos integrantes do Cinebeijoca, no auditório do Memorial Darcy Ribeiro, na UnB. O professor de filosofia política e idealizador do cineclube, Alex Calheiros, esclarece que o cineclube foi aprovado como um projeto de extensão do curso universitário. “Além dos filmes, discutimos textos relacionados às obras e editamos uma revista especializada”, conta Alex. Parte dos sete estudantes da UnB envolvidos diretamente com a programação do cineclube começou a aprofundar o estudo do cinema por meio de projetos de mestrado.

#ObervaCine
#ObervaCine

A estratégia de adotar o cineclube como uma extensão também foi adotada pelo Cinefagia – Fome de Cinema, um dos poucos cineclubes que tem à disposição uma sala de cinema, localizada na unidade da 613/614 Sul do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb). Ali, o debate costuma ir além da discussão pós-exibição. Estudantes que frequentam o cineclube costumam se revezar na elaboração de críticas dos filmes. “A disciplina está para além da sala de aula. O projeto é importante para o curso criar sua tradição”, afirma a professora de História do Cinema e coordenadora do cineclube, Patrícia Colmenero. Na programação, filmes contemporâneos.

Já os grandes clássicos são o foco de um novo projeto do Cine Brasília: a Cinemateca Livre. “Faremos sessões gratuitas, dedicada a filmes antigos, clássicos do cinema mundial”, explica o programador do espaço, Sérgio Moriconi. O projeto teve início no último mês com as obras de Federico Felini A Doce Vida e 8 e meio. Outra novidade, que teve início em dezembro, é o Cineme-se: filmes e música, que costuma encher o Club 906, no Clube da Asceb (904 Sul). O evento chega a reunir 400 pessoas por sessão. São dois curtas por dia, um do diretor brasiliense convidado, e outro de sugestão do cineasta. Além da exibição, o evento inclui uma balada, conduzida pelos DJs e produtores do evento, acompanhada por projeções de VJs.

Um dos espaços mais consolidados da capital, o Cineclube Bancário funciona há sete anos no Teatro dos Bancários (314/315 Sul). “O cinema é libertador”, resume José Garcia, idealizador do cineclube. “O que fazemos é dar uma ocupação a um espaço centralizado, capaz de beneficiar tanta gente com uma boa reflexão”, defende. No espaço, apenas filmes nacionais.

*Larissa Leite, Revista Encontro Brasília

Original > http://sites.correioweb.com.br/app/noticia/encontro/revista/2014/04/03/interna_revista,1016/assistir-para-refletir.shtml#.Uz7FQzRBkVY.facebook

Marcas da Memória e Curtas CreC no retorno das atividades do CreC

crec28500Após um período de inatividade, o CreC – Centro Rioclarense de Estudos Cinematográficos – CineVídeo Roberto Palmari voltará a promover atividades cineclubistas em Rio Claro. A retomada das atividades do cineclube rioclarense, que este ano comemora 28 anos da sua fundação, será marcada pela realização da Mostra Marcas da Memória prevista para acontecer no período de  07 a 13 de abril. A Mostra será promovida pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça e em Rio Claro terá também apoio da Secretaria Municipal da Cultura, da Tv Cidade Livre – Canal Comunitário e da Revista Diálogos do Sul. 

Durante este período também acontecerá a retomada do projeto “Curtas CreC” através da exibição de um programa semanal dentro da grade de programação da Tv Cidade Livre – Canal Comunitário e de uma sessão semanal na Sala de Cinema Antonio Padula Netto no Centro Cultural “Roberto Palmari”. O projeto também conta a parceria da Secretaria Municipal de Cultura e da Tv Cidade Livre e com apoio cultural da SAv – Secretaria do Audiovisual do MinC – Ministério da Cultura, do CNC – Conselho Nacional de Cineclubes e do CBC – Congresso Brasileiro de Cinema.

túnel do tempoResponsável pela coordenação desta atividades, o jornalista e ativista cultural João Baptista Pimentel Neto, que atualmente exerce a presidência do CBC – Congresso Brasileiro de Cinema afirmou que a retomada de ações e projetos pelo CreC, tem por principal objetivo democratizar o acesso dos rioclarenses à produções audiovisuais que de não encontram espaço de exibição dentro do circuito comercial de exibição cinematográfica. Desta forma, segundo Pimentel, a programação privilegiará a exibição de filmes brasileiros, que por conta do reduzido e insuficiente número de salas de cinema em funcionamento no país, não conseguem concorrer e ser programados nas salas do circuito comercial, que historicamente são “dominadas” pela exibição de filmes americanos.

“Pouca gente sabe, mas atualmente são produzidos no Brasil cerca de 120 filmes de longa metragem e milhares de curtas e médias metragens, que por conta das deficiências da infraestrutura do circuito exibidor e da dominação exercida pela indústria do audiovisual estadunidense no nosso mercado, nunca foram vistos pela maioria da população brasileira. Nem mesmo filmes brasileiros da melhor qualidade e premiados nos mais importantes festivais de cinema e audiovisual do mundo, conseguem remover as barreira e driblar os obstáculos existentes à exibição dos filmes realizados no nosso próprio país. Assim, a maior parte dos filmes de longa metragem e com certeza a totalidade dos filmes produzidos nas últimas décadas no Brasil, acabam sendo exibidos apenas nos circuitos formados por festivais e cineclubes, o que até do ponto de vista econômico esconde uma absoluta contradição, já que tais filmes, via de regra, são realizados com recursos públicos. Ou seja, mesmo pagando a conta, é negada ao povo brasileiro a possibilidade de acesso a esta enorme produção audiovisual”.

“Depois de ficar por quase uma década afastado de Rio Claro, para minha surpresa, ao retornar, constatei que as atividades do cineclube, estavam praticamente paralisadas, o que não fazia o menor sentido, já que o CreC durante toda a sua história, além de sempre ter sido considerado como um dos mais atuantes e importantes cineclubes do país, também faz parte do Circuito Cine+Cultura e portanto, possuí todo o equipamento necessário para a realização de suas atividades. Neste contexto, e como continuo mantendo minha militância cultural, em especial, em temas relacionados ao audiovisual, decidi conversar com o pessoal da Tv Cidade Livre para me informar sobre o que estava acontecendo e constatei que os problemas existentes para uma imediata retomada das atividades eram muito pequenos e simples de resolver. Depois conversei também com o Secretário Municipal de Cultura, Sergio Desiderá que imediatamente se mostrou, mais do que disposto, entusiasmado com a proposta da retomada das atividades do cineclube. E daí ficou ainda mais fácil concretizar a proposta. E é isso que coletivamente vamos fazer.”. – concluiu.

1ª Bicicletada Audiovisual de Santos

bicicletadaCom a proposta de unir pessoas com uma bicicleta e uma câmera de qualquer formato, será realizada a 1ª Bicicletada Audiovisual de Santos, um dos eventos que celebra os 10 anos do Cineme-se (Bienal Transmídia da Experiência do Cinema) e dos 15 anos de Cineclube Lanterna Mágica.

Em sua 8ª edição, a Bienal realiza essa intervenção coletiva sobre a ocupação urbana com o objetivo de chamar a atenção para questões sobre a mobilidade urbana e outros temas relacionados ao convívio nas cidades.

A mobilização acontecerá no dia 29 de março, sábado, com concentração às 19h30, na Estação da Cidadania, localizada na esquina das avenidas Ana Costa e Francisco Glicério. A concentração contará com exibição de curtas e a realização da performance Encontros e Despedidas

Durante o trajeto, os participantes farão registros fotográficos e audiovisuais de partes da cidade e postarão em redes sociais e no blog oficial da Bienal. Além dos ciclistas, poderão participar skatistas e patinadores, basta chegar no horário e participar. Haverá uma parada de 30 minutos na Praça da Independência e seguirá até a Praça em frente ao Sesc Santos, onde será o encerramento.

O evento conta com realização do Cineclube Lanterna Mágica, do Sesc-Santos e do grupo Pedal Noturno de Santos, em parceria com o Fórum da Cidadania de Santos.

Confira a programação do dia:

Ponto de Partida (Pça. da Estação da Cidadania) – 19h30

– Projeção de cenas urbanas e curtas

– Performance: Encontros e despedidas

– Saída às 20h30

Ponto de Parada (Pça. da Independência)

– 30 minutos de registros vídeo fotgráficos

Ponto Final (Pça. do Sesc) 

21h30 – Encerramento

Circuito de Exibição Marcas da Memória

Memórias reveladas 5A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça realiza na semana de 07 a 13 de abril de 2014, em todo o Brasil, exibições dos filmes que financiou as edições através de seus editais, sobre o tema das violações de direitos humanos por crimes de lesa humanidade praticados por agentes de estado durante os regimes autoritários e militares que vivemos no Brasil ao longo do século XX, com destaque para o período compreendido entre 1964 e 1985.

Para execução da tarefa, a Comissão está contactando produtores culturais, cineclubistas, cineastas, centros culturais comunitários, escolas, instituições de direitos humanos e de memória, propondo-lhes que na respectiva semana realizem essas exibições. Os filmes serão enviados a cada parceiro pelo correio. Para receber os filmes será necessário que o interessado remeta seu endereço para correspondência para o e-mail da coordenadora geral da atividade, Rosane Cavaleiro (rosane.cruz@mj.gov.br) ou que entre em contato pelos telefones  (61) 2025-9470 e/ou (61) 9167-4347.

Embora a primeira rodada de exibição dos filmes deva ser concentrada na semana de 07 a 13 de abril, as exibições podem ser feitas por tempo indeterminado.

A Comissão solicita ainda que, havendo possibilidades, os pontos de exibição registrem as atividades promovidas, já que os organizadores pretendem que estes registros façam parte da documentação e do acervo permanente do Memorial da Anistia que está sendo construído em belo Horizonte, MG.

Para maiores informações sobre o projeto e os filmes que estão sendo disponibilizados, CLIQUE AQUI!

ABD Nacional lança Carta Aberta sobre gestão da Cultura

Carta da ABD Nacional para a Sra. Ministra da Cultura, Marta Suplicy e o atual Secretário do Audiovisual, João Batista da Silva

ABD NacionalExcelentíssimos Senhores,

Ao tempo em que apresentamos nossos votos de consideração e respeito, manifestamos que foi com surpresa que recebemos a notícia, publicada no Diário Oficial da União, sobre as mudanças efetuadas nos quadros da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, a começar pela titularidade da pasta.

Surpresa pelo pouco tempo desde a última mudança, mas também por se tratar de mais uma ocasião na qual o Ministério da Cultura não se comunicou claramente com a sociedade civil, sobretudo conosco do setor audiovisual.

Se, desde o início da gestão da Presidente Dilma, já apontávamos a necessidade de continuidade das políticas públicas implementadas ao longo dos oito anos de governo do Presidente Lula – o que, infelizmente, não ocorreu -, agora nos cabe, mais ainda, apontar o imperativo de um diálogo mais próximo entre o MinC e a sociedade civil e, particularmente, entre a SAv e o setor audiovisual.

Da surpresa à preocupação; esta é a dinâmica que impulsiona esse nosso pronunciamento. Explicamos: recentemente, no dia 07 de outubro de 2013, a Secretaria do Audiovisual publicou seu Relatório de Gestão em boletim eletrônico – http://www.cultura.gov.br/noticias-sav – dando conta de programas e ações passadas, presentes e futuras. Citamos:

Reestruturação do CTAV; reestruturação da Cinemateca, com a implementação do Plano Nacional de Preservação; qualificação do núcleo para gestão dos programas de preservação, fomento a produção, difusão, formação, como: Programa Olhar Brasil; Núcleos de Produção Digital; Programadora Brasil; Central de Acesso ao Cinema Brasileiro; Cine Mais Cultura; e os novos projetos: Programa Ver Brasil; Sistema Brasileiro de Exibição Digital Sem Fins-Lucrativos e o Curso de Dramaturgia. Assim como a continuidade/retomada dos Editais: DocTV Brasil, DocTV Latinoamérica, por exemplo.

Sobre os editais, é de se lamentar o fato das minutas não terem sido apreciadas pelo Comitê Consultivo da SAv. Ou enviadas às entidades, para colaborações. Assim como a não realização de Consultas Públicas ou mesmo Audiências Públicas em busca de cooperações que poderiam evitar imprecisões, entre as quais destacamos:

1. Prazo de apenas 30 dias de inscrição, quando a Lei 8.666/93 exige que qualquer concurso tenha o seu edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias antes do prazo final para recebimento das propostas;

2. Metodologia de seleção sem previsão de encontro e debate do corpo de jurados ao final do processo;

3. Metodologia que possibilita a concentração regional por meio da seleção de projetos de apenas três das cinco regiões geográficas (caso do edital de curta-metragem) e de apenas duas das cinco regiões geográficas brasileiras (caso do edital de longa Documentário);

4. Redução do valor individual para cada projeto no edital de curta-metragem, a despeito da manutenção do mesmo número de contemplados do edital anterior;

5. A pouca clareza do texto que trata da disponibilização das obras contempladas para a exibição por TVs públicas, pois não determina a partir de quando se daria esse uso, nem a janela de tempo para a veiculação de cada filme, também a quantidade de vezes que poderão reexibir cada filme, entre outras possibilidades de exploração;

6. Os duvidosos critérios que determinaram pontuação extra para um grupo de estados em detrimento de outros, privilegiando unidades da federação com superior índice de IDH, maior produção audiovisual e superior captação de recursos via incentivos fiscais federais do que estados que não foram contemplados com a pontuação extra.

Afora as questões elencadas, salientamos a existência de pautas ABDistas já encaminhadas à SAv, que urgem por continuidade e definições: o projeto Curta em Todas as Telas, os Seminários Regionais ABD 40 Anos e a edição do Livro sobre os 40 anos da ABD.

Por estes motivos, além de clamarmos pela convocação da reunião do Comitê Consultivo da SAv – que ainda não se reuniu em 2013 -, solicitamos audiência com vossa senhoria em uma data existente nas próximas semanas, dado o pouco tempo que a gestão dispõe para implementar as ações que se fazem necessárias para o desenvolvimento do setor.

Com o objetivo e disposição de construirmos conjuntamente as políticas públicas para o cinema e audiovisual do Brasil, nos despedimos no aguardo de um breve retorno.

Cordialmente,
ABD NACIONAL – Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas

VAI 2: projetos culturais na periferia terão mais incentivos

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O vereador Nabil Bonduki é o autor do projeto.

Em funcionamento desde 2003, o Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais (VAI) fomenta a criação artística na periferia da cidade subsidiando os mais diversos tipos de expressão artística: música, cinema, literatura, teatro e artes plásticas.

Nesta quarta (16/10), a Câmara aprovou, o Projeto de Lei (PL) 453/2010, que estende o período pelo qual os coletivos participantes do VAI podem receber recursos do programa. Em dez anos de atuação, o VAI viabilizou a realização de cerca de mil projetos culturais na cidade.

Segundo o autor do projeto, Nabil Bonduki (PT), a mudança é uma solicitação do Conselho Municipal da Juventude e de participantes do VAI. Segundo eles, quando acaba o período de fomento pelo programa, os grupos têm encontrado dificuldades para manter suas atividades.

O texto aprovado divide o projeto em duas mobilidades, o VAI 1 e o VAI 2. O primeiro continuará a atender grupos de jovens de 18 a 29 anos, enquanto o último será destinado a coletivos que já tenham passado pela primeira etapa do programa ou tenham experiência com ações culturais.

Aprovado em segunda votação, o projeto ainda precisa da sanção do prefeito Fernando Haddad.