Arquivo da categoria: Cinemas Paulistas

Programa de Fomento ao Cinema Paulista 2014

Programa de Fomento ao Cinema Paulista e Prêmio Estímulo ao Curta-metragem destinam R$ 9,2 milhões para produção e finalização

editais-SP-2014

Estão abertas as inscrições para os editais do Programa de Fomento ao Cinema Paulista e do Prêmio Estímulo ao Curta-metragem, lançados pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. O valor total aportado pelos dois editais é de R$ 9,2 milhões.

Programa de Fomento ao Cinema Paulista 2014

fomeentoPrograma de Fomento ao Cinema Paulista 2014, cujo objetivo é o apoio à produção e finalização de longas-metragens por meio da Lei do Audiovisual, aceita inscrições até o dia 19 de agosto. Ao todo, serão investidos até R$ 8 milhões, sendo R$ 6 milhões em produção e R$ 2 milhões em finalização.

Podem ser inscritos projetos previamente aprovados pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), de empresas com sede no estado de São Paulo, comprovadamente, há mais de dois anos. Os projetos devem ser pensados, inicialmente, para exibição em salas de cinema comerciais, e devem ter duração superior a 70 minutos. Cada empresa poderá inscrever, no máximo, dois projetos.

Na linha Produção, aberta a projetos cujas filmagens ainda não tenham sido iniciadas, o aporte é de até R$ 800 mil para cada projeto de ficção ou animação, e até R$ 400 mil para documentários. Já na modalidade Finalização, para produções cujas filmagens já tenham sido concluídas, o valor máximo aportado será de R$ 300 mil.

Prêmio Estímulo ao Curta-metragem

curta-metragemAté o dia 13 de agosto, é possível inscrever projetos na chamada pública do Prêmio Estímulo ao Curta-metragem 2014, que concederá um apoio total de R$ 1,2 milhão, dividido entre 15 curtas-metragens (R$ 80 mil para cada filme).

As inscrições são abertas a produtoras registradas na Ancine, com sede no estado de São Paulo há mais de dois anos, e também a pessoas físicas residentes no estado. Aos projetos selecionados, será necessária a identificação de uma empresa produtora na fase de contratação, que não poderá realizar mais de dois projetos pelo presente edital. Proponentes que tenham dirigido longas-metragens e empresas inadimplentes com a Secretaria da Cultura estarão inabilitados.

A seleção será feita em duas etapas: a primeira será a análise do material encaminhado e, em seguida, a fase de entrevistas presenciais com 30 proponentes selecionados. Ao menos cinco dos 15 projetos contemplados devem ser inscritos por proponentes domiciliados fora da capital paulista.

Fonte:
Agência Nacional do Cinema

Estudo comprova concentração de salas de exibição em SP

Segundo estudo, 85% das poltronas de São Paulo estão nesses centros comerciais, escolhidos pela praticidade e segurança; salas de rua são 11%

Já parou para pensar como estão distribuídas as 67.392 poltronas de cinema de São Paulo? Quem prefere assistir aos últimos lançamentos em uma das salas disponíveis nos shoppings centers certamente tem mais opções. Um estudo do geógrafo Eduardo Baider, da Universidade de São Paulo (USP), constatou que 85% das poltronas da cidade estão localizadas nos cinemas Multiplex, enquanto os cinemas de arte reúnem 11% dos assentos.

“A concentração dos cinemas nos shoppings decorre da interiorização do lazer e da privatização da vida social, baseada no discurso de que as ruas são perigosas”, explica o geógrafo. Os cinemas de bairro são ainda mais raros: são 590 poltronas, 1% do total. Cineclubes e salas especiais de exibição completam a lista, com 3% das poltronas. As salas eróticas não foram consideradas no estudo.

Perfil. Dos cinemas Multiplex, apenas o Bristol, o Kinoplex Itaim e o Marabá estão fora de shoppings centers. A rede Cinemark, que em 2009 recebeu cerca de 32 milhões de espectadores em todo o País, administra mais de 50% das poltronas disponíveis em São Paulo. São 137 salas em 16 complexos localizados nos shoppings. O crescimento das redes de cinemas Multiplex, segundo Baider, acompanha a multiplicação de shoppings e sua expansão por todas as regiões da cidade.

“Os grandes cinemas de rua que se concentravam na região da Avenida São João e que tiveram o seu auge na década de 50, entraram em decadência com a popularização do automóvel e da televisão”, afirma o geógrafo. “Esse declínio, que ocorreu a partir da década de 60 e cujo auge foi na década de 70, coincide com início da concentração de cinemas em espaços fechados, com grande capacidade de absorção dos automóveis.”

Frequentadores. Além de mapear os espaços de exibição, Baider relacionou o perfil dos frequentadores com o local do cinema, a partir de 150 entrevistas in loco. “O frequentador de shopping, de maneira geral, vê o cinema como lazer”, avalia. “Se preocupa menos com o que vai assistir e se apropria de forma superficial e efêmera do produto cinematográfico.”

O engenheiro Sergio Mendes Monteiro, de 59 anos, só vai ao cinema com a família em shoppings, principalmente no Villa-Lobos. “É uma questão de comodidade, fica a cinco minutos de casa, então é mais fácil”, justifica. As opções de filme no shopping, segundo ele, também têm mais a ver com o seu gosto do que a programação dos cinemas de rua. “Se for para ver um filme muito intelectual, para me encanar, prefiro ficar em casa.”

A bancária Vanessa Rodrigues, de 30 anos, também só frequenta cinema em ambientes fechados. “Nunca fui nesses cinemas de arte. Não tenho interesse e o shopping fica perto de casa. O ingresso é um pouco caro, mas vale a pena”, diz.

Já os frequentadores dos cinemas de arte, segundo Baider, apropriam-se de forma mais densa do filme. “Isso induz a uma apropriação mais sólida do próprio espaço de exibição.”

A artista plástica Clara Ianni, de 22 anos, é frequentadora assídua desses cinemas de arte. “Detesto cinema de shopping. Quando vou a um cinema de rua, o programa é ir ao cinema, sem outras interferências”, observa.

31 de maio de 2010 | 0h 00

Fonte: Estadão.Com.Br