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ABD Nacional lança Carta Aberta

Carta da ABD Nacional para a Sra. Ministra da Cultura, Marta Suplicy e o atual Secretário do Audiovisual, João Batista da Silva

Excelentíssimos Senhores,

ABDn 40 anosAo tempo em que apresentamos nossos votos de consideração e respeito, manifestamos que foi com surpresa que recebemos a notícia, publicada no Diário Oficial da União, sobre as mudanças efetuadas nos quadros da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, a começar pela titularidade da pasta.

Surpresa pelo pouco tempo desde a última mudança, mas também por se tratar de mais uma ocasião na qual o Ministério da Cultura não se comunicou claramente com a sociedade civil, sobretudo conosco do setor audiovisual.

Se, desde o início da gestão da Presidente Dilma, já apontávamos a necessidade de continuidade das políticas públicas implementadas ao longo dos oito anos de governo do Presidente Lula – o que, infelizmente, não ocorreu -, agora nos cabe, mais ainda, apontar o imperativo de um diálogo mais próximo entre o MinC e a sociedade civil e, particularmente, entre a SAv e o setor audiovisual.

Da surpresa à preocupação; esta é a dinâmica que impulsiona esse nosso pronunciamento. Explicamos: recentemente, no dia 07 de outubro de 2013, a Secretaria do Audiovisual publicou seu Relatório de Gestão em boletim eletrônico – http://www.cultura.gov.br/noticias-sav – dando conta de programas e ações passadas, presentes e futuras. Citamos:

Reestruturação do CTAV; reestruturação da Cinemateca, com a implementação do Plano Nacional de Preservação; qualificação do núcleo para gestão dos programas de preservação, fomento a produção, difusão, formação, como: Programa Olhar Brasil; Núcleos de Produção Digital; Programadora Brasil; Central de Acesso ao Cinema Brasileiro; Cine Mais Cultura; e os novos projetos: Programa Ver Brasil; Sistema Brasileiro de Exibição Digital Sem Fins-Lucrativos e o Curso de Dramaturgia. Assim como a continuidade/retomada dos Editais: DocTV Brasil, DocTV Latinoamérica, por exemplo.

Sobre os editais, é de se lamentar o fato das minutas não terem sido apreciadas pelo Comitê Consultivo da SAv. Ou enviadas às entidades, para colaborações. Assim como a não realização de Consultas Públicas ou mesmo Audiências Públicas em busca de cooperações que poderiam evitar imprecisões, entre as quais destacamos:

1. Prazo de apenas 30 dias de inscrição, quando a Lei 8.666/93 exige que qualquer concurso tenha o seu edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias antes do prazo final para recebimento das propostas;

2. Metodologia de seleção sem previsão de encontro e debate do corpo de jurados ao final do processo;

3. Metodologia que possibilita a concentração regional por meio da seleção de projetos de apenas três das cinco regiões geográficas (caso do edital de curta-metragem) e de apenas duas das cinco regiões geográficas brasileiras (caso do edital de longa Documentário);

4. Redução do valor individual para cada projeto no edital de curta-metragem, a despeito da manutenção do mesmo número de contemplados do edital anterior;

5. A pouca clareza do texto que trata da disponibilização das obras contempladas para a exibição por TVs públicas, pois não determina a partir de quando se daria esse uso, nem a janela de tempo para a veiculação de cada filme, também a quantidade de vezes que poderão reexibir cada filme, entre outras possibilidades de exploração;

6. Os duvidosos critérios que determinaram pontuação extra para um grupo de estados em detrimento de outros, privilegiando unidades da federação com superior índice de IDH, maior produção audiovisual e superior captação de recursos via incentivos fiscais federais do que estados que não foram contemplados com a pontuação extra.

Afora as questões elencadas, salientamos a existência de pautas ABDistas já encaminhadas à SAv, que urgem por continuidade e definições: o projeto Curta em Todas as Telas, os Seminários Regionais ABD 40 Anos e a edição do Livro sobre os 40 anos da ABD.

Por estes motivos, além de clamarmos pela convocação da reunião do Comitê Consultivo da SAv – que ainda não se reuniu em 2013 -, solicitamos audiência com vossa senhoria em uma data existente nas próximas semanas, dado o pouco tempo que a gestão dispõe para implementar as ações que se fazem necessárias para o desenvolvimento do setor.

Com o objetivo e disposição de construirmos conjuntamente as políticas públicas para o cinema e audiovisual do Brasil, nos despedimos no aguardo de um breve retorno.

Cordialmente,
ABD NACIONAL – Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas

37ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

header_mostra_37De 18 a 31 de outubro, acontece em São Paulo a tradicional Mostra Internacional de Cinema. Durante duas semanas, serão exibidos cerca de 350 títulos de variados países e diversas cinematografias em mais de 20 espaços, entre cinemas, espaços culturais e museus espalhados pela capital paulista. A seleção deste ano faz um apanhado do que o cinema contemporâneo mundial está produzindo, além das principais tendências, temáticas, narrativas e estéticas produzidas em todo o mundo.

A 37ª Mostra Internacional de Cinema é composta por cinco seções: Competição Novos Diretores – que exibe títulos de diretores que tenham realizado até dois longas (os mais bem votados pelo público serão vistos pelo Júri Internacional, que escolhe posteriormente os que vão receber o Troféu Bandeira Paulista); Perspectiva Internacional – que apresenta um panorama do recente cinema mundial;Retrospectivas – seção com obras de diretores importantes ou mesmo desconhecidos; Apresentações Especiais – exibição de clássicos ou de filmes de diretores que estão sendo homenageados pela Mostra; Mostra Brasil – títulos brasileiros inéditos em São Paulo.

Maiores informações e a programação completa você encontra AQUI!

1ª Mostra de cinema de Gostoso

primeira-mostra-de-cinema-de-gostosoUma realização da Heco Produções e do CDHEC – Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania, a 1ª Mostra de cinema de Gostoso pretende agitar culturalmente a cidade de São Miguel do Gostoso (RN), instalando uma tela de cinema ao ar livre na Praia do Maceió. A população terá a chance de ver os mais recentes lançamentos cinematográficos brasileiros. A primeira edição será realizada de 22 a 26 de novembro de 2013.

Também serão feitas sessões em ambientes fechados, com menor capacidade de público, que incluirão debates com personalidades, diretores e atores dos filmes, entre outros. A população também escolherá o melhor longa-metragem e o melhor curta-metragem da 1ª Mostra de cinema de Gostoso, que receberá o Troféu Luis da Câmara Cascudo, uma homenagem ao renomado folclorista e escritor potiguar.

Paralelamente, está sendo realizado em parceria com o CINEDUC – Cinema e Educação e o IFRN – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, uma série de cursos de formação técnica e audiovisual, abordando linguagem, cultura, e prática cinematográfica, oferecida a 40 jovens de São Miguel do Gostoso e distritos arredores ao longo de três anos. Os cursos têm como finalidade a formação cultural dos jovens e sua capacitação profissional para gerir eventos, e suprir a crescente demanda do mercado audiovisual no Brasil. Os jovens aplicarão o conhecimento adquirido nos cursos na produção da Mostra de cinema de Gostoso.

Clique aqui para acessar a ficha de inscrição. 

Sítio oficial: http://mostradecinemadegostoso.com.br/noticias.php

8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos

livro-mostra-cinema-e-direitos-humanos-na-america-do-sul_MLB-O-131812301_9105A Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul é um evento que celebra há oito edições o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10 de dezembro de 1948.

A Mostra dedica-se a apresentar filmes sul-americanos que discutem temas atuais de Direitos Humanos no nosso continente.

Realizado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Universidade Federal Fluminense / Ministério da Cultura e patrocínio da Petrobras e do BNDES, o evento acontecerá nas 26 capitais e no Distrito Federal. Pelo primeiro ano, a mostra será realizada também em até 1.000 espaços culturais pelo Brasil, assumindo um caráter descentralizador e democrático.

A programação compreende uma seleção de filmes contemporâneos que desde 2008 são também selecionados por meio de chamada pública, além de uma retrospectiva histórica, homenagens e programas especiais. A Mostra promoveu em edições anteriores homenagens ao projeto brasileiro Vídeo nas Aldeias, aos argentinos Cine Ojo (produtora) e Ricardo Darín (ator), ao documentarista Eduardo Coutinho, e suas recentes retrospectivas históricas tiveram por tema “infância e juventude”, “iguais na diferença” e “direito à memória e à verdade”.

Convocatória

A 8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que irá ocorrer de 26 de novembro a 20 de dezembro, abre chamada para receber trabalhos audiovisuais. Os filmes, selecionados por prospecção e curadoria, serão exibidos em todas as capitais do país e no Distrito Federal. Esses concorrerão ao Prêmio Aquisição, da TV BRASIL, a partir da votação do público, nos valores de R$30.000,00 para o melhor longa-metragem, R$14.000,00 para o melhor média-metragem e R$8.000,00 para o melhor curta-metragem.

Para além da exibição nas capitais, em 2013 serão distribuídos até 1000 kits para locais de exibição habilitados em chamada pública própria (tais como cineclubes, pontos de cultura, universidades, etc), realizada para permitir uma maior disseminação do conhecimento em direitos humanos em seu formato cinematográfico. Para compor o kit, serão selecionados dois longa-metragens e um curta ou um média-metragem, que receberão o Premio Diferença, da TV BRASIL, como reconhecimento por sua importância para a formação cultural do público em Direitos Humanos. Os premiados receberão R$10.000,00 e R$5.000,00, respectivamente.

O evento será voltado à exibição de obras realizadas em países da América do Sul finalizadas a partir de 2011 cujo conteúdo contemple aspectos relacionados aos Direitos Humanos, tais como:

  • Direitos das pessoas com deficiência;
  • População LGBT;
  • Memória e verdade; crianças e adolescentes;
  • Pessoas idosas;
  • População negra;
  • População em situação de rua;
  • Mulheres;
  • Direitos Humanos, segurança pública e não-violência;
  • Proteção aos defensores de Direitos Humanos;
  • Prevenção e combate à tortura
  • Democracia e Direitos Humanos
  • Direitos do trabalhador
  • Juventude
  • Direito humano à moradia
  • Indígenas, quilombolas e povos de comunidades tradicionais.

Não há restrição quanto à duração, gênero ou suporte de captação/finalização. As exibições serão em suporte digital.

No período de 22 de agosto a 06 de setembro de 2013, A ficha de inscrição deve ser baixada no site http://culturadigital.br/cinedireitoshumanos/, preenchida, assinada e enviada com 1 foto por e-mail para: contatocinedireitoshumanos@vm.uff.br. Além disso, O DVD deverá ser enviado também, até 6 de setembro de 2013, com uma via da ficha impressa para:

8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul
Universidade Federal Fluminense (IACS/KUMÃ)
Rua Lara Vilela, 126, São Domingos, Niterói
CEP 24210-590
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones:
+55 21 26299763 (Universidade Federal Fluminense / IACS / Kumã)
+55 61 2025.3732 /3950 (Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República)

Portugal no Ceará

A 23ª edição do Cine Ceará muda de foco e visita a nova geração do cinema português em sua programação

A 23ª edição do Cine Ceará muda de foco e visita a nova geração do cinema português em sua programação
O Ceará é o ponto no território continental brasileiro mais próximo ao Velho Mundo. Nada mais justo do que ser, graças à localização geográfica, a ligação entre europeus e americanos. No que se refere a audiovisual, o solo alencarino já é anfitrião tradicional do Cine Ceará, o Festival Ibero-Americano de Cinema. Chegando à sua 23ª edição, de 7 a 14 de setembro, o festival apresenta novidades conceituais e espaciais. Deixando de lado as temáticas mais abrangentes que guiaram a programação dos anos anteriores do evento, a partir de 2013 o Cine Ceará se volta para as homenagens ao cinema contemporâneo de um país. “A gente resolveu dar uma guinada no foco do evento”, explica Wolney Oliveira, diretor do festival. “A ideia é que o Cine Ceará pegue esse sangue jovem que está aí em vários lugares do mundo e concentre homenageando a cinematografia contemporânea desse país a cada ano”.

Cine CearáA mudança, de acordo com Oliveira, também se deve à popularização gradual do fazer cinema, inclusive no Ceará, graças à evolução tecnológica e à presença de três cursos de realização audiovisual no Estado – dois dos quais são graduações.

O tributo que dá início a essa sequência é feito a Portugal, exibindo e discutindo filmes produzidos nos últimos 15 anos. Segundo o diretor, a escolha do país se justifica também pelo fato da cinematografia realizada em terras lusas ainda ser de difícil acesso aos cinemas comerciais brasileiros. A homenagem ao país ibérico se estende à atriz, cantora e cineasta portuguesa Maria de Medeiros, responsável pelo show de abertura do, cujos filmes serão exibidos em uma mostra especial. O cinema luso será tema do debate entre realizadores e público portugueses e brasileiros durante o Seminário Diálogos Visuais, na Casa Amarela Eusélio Oliveira.

Cine Ceará1Para Wolney, a maior vitória do festival é chegar à 23ª edição ininterrupta, principalmente por ser um evento em expansão e com dificuldades para financiamento. De acordo com ele, o orçamento de realização está na faixa de R$ 1,7 milhão.

Outra mudança é a sede do evento, que acontece pela primeira vez no Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura. As duas salas de cinema do equipamento serão reinauguradas em 3 de setembro; a programação do festival começa a ocupá-las a partir do dia 7 e segue até 14 de setembro. De acordo com o presidente-diretor do Dragão do Mar, Paulo Linhares, a realização marca o retorno de uma parceria e faz parte do projeto de trazer os grandes eventos do Estado para o CCDM.

Oficinas, seminários e mostras alternativas e sociais serão realizados simultaneamente na Casa Amarela Eusélio Oliveira da Universidade Federal do Ceará (UFC), no Teatro Celina Queiroz da Universidade de Fortaleza (Unifor), na Caixa Cultural, na Vila das Artes e no Mercado dos Pinhões. Todas as atividades são gratuitas.

Mostras competitivas

Cine Ceará2Oito produções foram selecionadas para concorrer ao Troféu Mucuripe, durante a Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem. Destas, sete são completamente inéditas no Brasil. Os indicados são os brasileiros “Se Deus Vier Que Venha Armado”, de Luis Dantas, “Olho Nu”, de Joel Pizzini, e “Solidões”, de Oswaldo Montenegro; o espanhol “Emak Bakia”, de Oskar Alegria; o uruguaio-português “Rincón de Darwin”, de Diego Fernández Pujol; o mexicano “El Paciente Interno”, de Alejandro Solar Luna; o cubano “La Película de Ana”, de Daniel Diaz Torres e o argentino “Mercedes Sosa, la voz de Latinoamérica”, de Rodrigo H. Vila. As categorias da disputa são melhor filme, direção, fotografia, edição, roteiro, som, trilha sonora original, direção de arte, ator, atriz e prêmio da crítica. O prêmio ao vencedor é de dez mil dólares.

A Mostra Competitiva Brasileira de Curtas-Metragens, por outro lado, premiará o vencedor com R$ 15 mil, através de financiamento do Canal Brasil. As categorias analisadas serão melhor filme, direção, roteiro, produção cearense e prêmio da crítica. Doze filmes concorrem: os pernambucanos “Au Revoir”, de Milena Times, e “Quinha”, de Caroline Oliveira; os cearenses “Mauro em Caiena”, de Leonardo Mouramateus e “O Melhor Amigo”, de Allan Deberton; o baiano “Jessy”, de Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge; os paulistas “O Pai do Gol”, de Luiz Ferraz, “O Pacote”, de Rafael Aidar, e “Pintas”, de Marcus Vinicius Vasconcelos; o carioca “Em Cartaz”, de Fernanda Teixeira; o gaúcho “ED”, de Gabriel Garcia; o alagoano “O Que Lembro, Tenho”, de Rafael Barbosa, e o mineiro “Sanã”, de Marcos Pimentel. Para Wolney, a presença forte dos candidatos nordestinos reflete o crescimento da produção da região. Segundo ele, 40% dos longas produzidos no Brasil são de PE, CE e BA. A Mostra Olhar do Ceará, como o nome explicita, é composta apenas por produções locais. Ao todo, 23 curtas, dentre documentários e ficções, foram selecionados para competir pelo prêmio de R$ 5 mil.

Serviço

23º Cine Ceará.

De 7 a 14 de setembro, no Centro Cultural Dragão do Mar.
Fortaleza, CE.

Programação completa está no site http://www.cineceara.com/

Saiba +

Uma trajetória grandiosa

EusélioEm 1991 o cineasta Eusélio Oliveira e o diretor, produtor e roteirista Francis Vale lançaram o Festival Vídeo Mostra Fortaleza, realizado na Casa Amarela Eusélio Oliveira, equipamento vinculado à UFC. À época, talvez não imaginassem que o modesto evento transformar-se-ia em um dos maiores do tipo no País, o Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema, realizado anualmente.

Rebatizado Cine Ceará em 1995, passou a ser fomentado pelo governo estadual, via Secretaria da Cultura. Da Casa Amarela, o evento migrou para o Cine São Luiz, no Centro, cujo prédio é tombado.

Ao longo de sua trajetória, o Cine Ceará passou a ser vitrine da produção cearense fomentada por então novos espaços de formação (como a Casa Amarela e o Instituto Dragão do Mar), tornando-se, ele mesmo, peça fundamental da equação que alavancou a cinematografia local. Em 2006, seguindo uma tendência natural, adotou caráter internacional, abrindo espaço em sua mostra competitiva para filmes da América Latina, Espanha e Portugal.

Com o fechamento e o futuro incerto do Cine São Luiz, em 2010 (mesmo após comprado pelo Governo do Estado), o festival transferiu-se para o Theatro José de Alencar, que sediou duas edições.

Neste ano, o Cine Ceará ganha novamente outra casa, as salas de cinema do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, cuja reforma deve ser finalizada neste mês. Em edições anteriores, o equipamento já recebeu parte da programação. Além da mostra de longas, o evento inclui mostra competitiva de curtas nacionais e um conjunto de mostras paralelas, além de encontros de realizadores, palestras, seminários e lançamentos.

O acesso ao Cine Ceará é gratuito, condição fundamental para que funcione também como espaço de formação de plateia. O credenciamento é feito em troca de alimentos.

Difusão Cineclube de Atibaia exibe mostra de filmes argentinos

difusão(1)Para estrear a parceria entre o MIS e a Difusão Cultural de Atibaia o Difusão Cineclube irá realizar uma mostra de filmes argentinos no mês de agosto.

As sessões irão acontecer ás quintas feiras com início ás 19:30 hrs.

08 de agosto -19:30h.

O Homem ao lado

2011, 110min

Direção Gastón Duprat, Mariano Cohn

Elenco Rafael Spregelburg, Daniel Araoz, Eugenia Alonso

Classificação 16 anos

Leonardo (Rafael Spreguelburd) é um designer industrial que vive com a esposa Anne, a filha Lola e a empregada Elba. Eles moram na única casa feita na América pelo famoso arquiteto Le Corbusier, localizada na cidade de La Plata. Eles levam uma vida tranquila até o início das obras em uma casa adjacente, onde o vizinho (Daniel Aráoz) resolveu fazer ilegalmente uma janela que dava para sua casa.

 

15 de agosto -19:30h

Elsa & Fred – Um Amor de Paixão

2005, 106 min

Direção Marcos Carnevale

Elenco China Zorrilla, Manuel Alexandre e Federico Luppi

Classificação 12 anos

Uma incomum e divertida história de amor crepuscular. Fred é um senhor recém- viúvo e apático que vê a sua vida ser completamente transformada ao conhecer a extravagante Elsa, uma inquietante senhora com espírito jovial e aventureiro.

 

22 de agosto -19:30h

Não é Você, Sou Eu

2004, 105 min

Direção Juan Taratuto

Elenco Diego Peretti, Luis Brandoni, Soledad Villamil e Cecília Dopazo

Classificação 12 anos

Recém-casado, Javier decide ir morar com a esposa em Miami e lá recomeçar a vida. Mas, indo para o aeroporto, ele recebe um telefonema da mulher, que viajou antes, confessando uma traição e avisando sobre o fim do casamento. Javier, em crise profunda, arranja um cãozinho de estimação para ajudá-lo a superar o trauma até encontrar um novo amor.

 

29 de agosto -19:30h

Quem Disse Que é Fácil?

2007, 105 min

Direção Juan Taratuto

Elenco Diego Peretti, Carolina Peleretti e Laura Pamplona

Classificação 14 anos

Um homem solteiro, solitário e obcecado por sua organização, apaixona-se por uma nova vizinha, uma fotógrafa bonita e desorganizada que está grávida, mas não sabe quem é o pai da criança.

FEPEC realiza reunião de cineclubes filiados

logo fepec 2Como prevista no calendário deste semestre, neste sábado, às 10 horas, na sede da FEPEC, acontecerá a reunião ordinária com os cineclubes filiados. 

Temos pautas urgentes para serem discutidas, como:
  • Mobilização e convocação Assembleia de Eleição 2013
  • Nova sede para a FEPEC
  • Articulação e mobilização para Jornada Nacional de Cineclubes em novembro deste ano
Sugestões de pauta podem ser enviadas para lista “FEPECFILIADOS”.
Reunião Federação Pernambucana de Cineclubes 
Dia e horário: 17 de agosto (sábado), às 10 horas
Local: Rua Diário de Pernambuco, nº 28, Sala 11, Edf. Bitury – Santo Antonio
Recife, PE

Programa “Cine Mais Cultura”, do MinC, paralisado há 1 ano

Priscila Caldas*

cult01-13-08-13A administração nacional do programa ‘Cine Mais Cultura’, criado pelo Ministério da Cultura (MinC), está paralisada há 1 ano. Apesar das mudanças, os quatro cineclubes vinculados ao Conselho Nacional de Cineclubes (CNC) existentes no Estado, dois deles em Manaus, dão andamento às atividades.

De acordo com o cineclubista e ex-secretário-geral do CNC, Gilvan Veiga, o projeto deixou de ter a atenção por parte da Presidência da República a partir da gestão da antiga ministra da Cultura, Anna de Hollanda (ela saiu do ministério em setembro de 2012). Veiga afirma que o conselho tem lutado junto à presidente Dilma Rousseff pela retomada das ações propostas pelo programa audiovisual.

“Após um período de paralisação, esse projeto volta a ser debatido na administração de Marta Suplicy. A ideia é que ele cumpra os editais previstos anteriormente”, comenta.

O cineclubista informa que até o mês de março o Amazonas contava com as seguintes locações voltadas às exibições cinematográficas: Alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira; Encontro das Águas, no município de Iranduba; e os cineclubes Baré e Canoa, em Manaus. Essa lista contempla somente os projetos filiados ao CNC. “Até aquele período todos estavam em funcionamento”, expressa.

A produtora e cineclubista Angelita Feijó é responsável pelo Cineclube Baré e foi representante regional do CNC até o início do ano. Ela afirma que mesmo após a retenção dos trâmites nacionais os grupos amazonenses deram continuidade aos encontros, com exibição de filmes e realização de debates. As sessões acontecem sempre às sextas-feiras, a partir de 18h30, em dois lugares: na Escola Municipal Valdir Garcia e na área externa da comunidade católica Cristo Rei. Os dois espaços estão localizados no bairro São Geraldo, Zona Centro-Sul. “Os trabalhos acontecem há 4 anos e há 2 anos resolvemos investir na temática infantil, que vem acompanhada da questão ‘meio ambiente’. Vemos isso como um estímulo aos estudantes, que passam a conhecer o conceito de produção cinematográfica, criação de roteiro e outros assuntos  culturais”, disse.

Semanalmente, as sessões contam com um público mirim estimado entre 30 e 40 estudantes. Enquanto a plateia adulta é composta, geralmente, por dez pessoas. Segundo Feijó, os cineclubistas amazonenses devem se reunir ainda este mês para uma eleição, onde vão escolher um representante regional e o seu suplente. A reunião, que será transmitida por meio eletrônico, contará com a participação da diretoria do conselho nacional. “Neste ano acontece a jornada nacional de cineclubes e precisamos ter nossos representantes. Permaneci à frente das ações até alguns meses, mas depois nem avisaram nada sobre o desligamento”, informa.

Outro cineclube que está vinculado ao CNC é o Canoa, que é coordenado por Darlan Guedes. As sessões são transmitidas há 3 anos, sempre, às terças-feiras, no período de 17h às 20h. Os filmes são exibidos na rua José Clemente, no edifício Rio Mar, sala 314, no terceiro andar.

O cineclubista conta que tem o propósito de expandir as atividades ao levar os filmes para as áreas periféricas da capital. Porém, a ideia ainda não foi implementada por falta de recursos e apoio financeiro. Ele solicita a ajuda dos empresários. “Temos interesse em transmitir informações ao público mais carente. Mas essa logística demanda custos. Aceitamos ajuda por parte de empresas e comércios”, solicita. “O cineclube não é somente um agregador de pessoas, mas formador de opiniões e de diálogos por meio de ficcionais e documentários”, defende.

Outro projeto conduzido por Guedes é a formação de um acervo. Atualmente ele conta com mais de 280 filmes divididos entre produções nacionais e internacionais.

* Priscila Caldas, do Em Tempo – Manaus, AM

Nós, os Regulados

Por Silvia Rabello e Cláudio Lins de Vasconcelos

(Publicado originalmente na edição de O Globo de 7 de agosto de 2013, p. 19).

A relação entre Estado e cultura nunca foi simples. Seria até cansativo, não fosse imprescindível, lembrar que o dirigismo cultural é o sangue que corre nas veias de dez entre dez ditaduras, em qualquer tempo. Por isso, quando o assunto é a natureza e limites da intervenção estatal nas indústrias criativas, é recomendável manter certa cerimônia. Os bens culturais — o filme, a música, o livro —, mesmo quando produzidos dentro de uma lógica de mercado, são manifestações sociais tão legítimas quanto qualquer outra. Sua criação, produção e distribuição devem ser, tanto quanto possível, livres.

Isso não significa que não haja lugar para a ação do Estado, ou para políticas públicas que fortaleçam o setor. Cultura e interesse público são inseparáveis e ninguém quer a reprise do abandono vivido pelo cinema nacional em diversos momentos da história, como no breve, porém inesquecível, período Collor. Mas o tom da conversa deve ser de cooperação, não de coordenação e muito menos de controle. A regulação do setor exige cautela e não deve esbarrar nem de leve na natureza do conteúdo ou do processo criativo de forma mais ampla. Censura, isola!

Então, como pode o Estado apoiar o setor? O fomento é uma resposta óbvia. Em qualquer país, mesmo nos mais ricos, cultura é um negócio arriscado. Filmes caríssimos podem naufragar economicamente pela mera incapacidade de atingir o gosto do público. Formatos consagrados são menos arriscados do que os de vanguarda, mas sem a vanguarda paralisamos a cultura. Políticas de fomento e incentivo fiscal reduzem o impacto deste e outros riscos inerentes à atividade, como ocorre com o agronegócio, por exemplo, que depende do clima, e outros tantos segmentos da indústria em momentos de tormenta macroeconômica.

Mas estes recursos não são, nem de longe, uma benesse do Estado. Responsabilidade é fundamental, claro. Quem se vale de recursos de terceiros deve sempre prezar pela lisura e transparência em sua aplicação, ainda mais em se tratando de recursos públicos. Mas é bom lembrar que a principal fonte dos recursos usados no fomento ao audiovisual é a Condecine, tributo cobrado apenas das empresas que operam no setor. Diferentemente do IPI, por exemplo, este tributo não onera os demais setores da economia. Seu retorno ao setor audiovisual, via fomento ou não, é um pressuposto legal.

Em se tratando de regulação, pode-se dizer que é o setor audiovisual que financia o Estado, não o contrário. Isso inclui a estrutura da Ancine, que não é leve. Os recursos destinados à produção são decorrentes de renúncia fiscal e, por isso, a auditoria das contas deve ser rigorosa. Os critérios de avaliação, no entanto, devem respeitar as peculiaridades do setor. Produzir uma série de televisão não é o mesmo que asfaltar 50 km de estrada. E o foco deve estar, acima de tudo, no resultado do investimento: um produto bem feito, dentro do prazo e do orçamento. Os detalhes da execução, quanto alocar nisso ou naquilo, deveriam ser vistos como parte da estratégia empresarial de cada produtor.

Engessar a gestão das empresas em nome da regulação dificulta o surgimento de novas técnicas produtivas e em nada contribui para o aumento da competitividade de um setor cada vez mais exposto à concorrência internacional. É tiro no pé. Como também é exigir das produtoras, como condição para o acesso aos recursos do fomento, que licenciem gratuitamente os direitos sobre as obras, para uso do governo. Ninguém espera que, por conta de uma redução do IPI, as montadoras doem veículos para o governo federal ou os fabricantes da linha branca entreguem geladeiras e fogões para hospitais e escolas públicas.

A burocracia é parte de nossa herança administrativa, mas, em si, não impede a corrupção nem o desvio de recursos públicos. A depender da dose, pode mesmo obstruir o crescimento de qualquer atividade econômica, fazendo com que os recursos investidos — públicos ou privados — não gerem o retorno esperado. Política fiscal serve para manter a economia funcionando, com ganhos de qualidade e produtividade. Não é favor, é obrigação. Se o incentivo é mecanismo legítimo para financiar a construção de arenas — como a própria presidente reconheceu em seu último pronunciamento — também deve ser para preservar, desenvolver e difundir nossa cultura, pauta indissociável da educação.

Silvia Rabello é presidente do Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual; Cláudio Lins de Vasconcelos é advogado e professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC)

MEC lança site para ensinar francês gratuitamente

FrancoClicParceria entre os governos do Brasil e da França coloca no ar site com o objetivo de ensinar o idioma francês gratuitamente. As aulas podem ser utilizadas por quem nunca teve contato com a língua ou por estudantes iniciados

O MEC – Ministério da Educação lança, em parceria com o governo francês, o site FrancoClic, que tem como objetivo ensinar francês gratuitamente aos estudantes. No portal são oferecidas lições em texto, vídeos didáticos e exercícios, além de informações sobre a cultura francesa.

O site é dividido em cinco módulos voltados para os diferentes tipos de aprendizado. O primeiro módulo, “Reflets-Brésil”, tem como objetivo a autoaprendizagem; o segundo, “Br@nché”, pode ser utilizado em sala de aula; o terceiro, “Agriscola”, tem como tema principal as especialidades agrícolas; e os dois últimos, “Le Monde Francophone d’un Clic” e “Images de France”, têm como objetivo levar o estudante a descobrir a cultura francesa.

No módulo do curso voltado para a autoaprendizagem, o “Reflets-Brésil”, estão disponíveis 24 lições que incluem aulas de gramática e vocabulário. Cada aula apresenta cinco vídeos com situações cotidianas em francês e comentários em português.

O MEC garante que o material pode ser utilizado tanto por quem nunca teve contato com o idioma quanto por estudantes iniciados no francês, independente do nível em que estejam.

Contudo, a assessoria de imprensa do ministério não confirma a parceria entre os governos ou mesmo o lançamento do portal. Segundo o órgão, “nenhuma informação foi divulgada a respeito dessa parceria”.