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Conselho de Comunicação Social voltará a existir em 2015

Flávia Umpierre*

Órgão auxiliar do Congresso será fundamental nas discussões sobre a regulação da mídia

Marcado para ganhar força no próximo ano, o debate sobre a regulação da mídia no Congresso Nacional deverá ter como aliado o Conselho de Comunicação Social (CCS), atualmente desativado. Falta, no entanto, marcar a data para a próxima eleição dos representantes.
A última reunião do conselho aconteceu em agosto deste ano e marcou o fim do mandato da composição do biênio de 2012 a 2014. Entre idas e vindas, o conselho criado pela Constituição de 1988 só foi instalado em 2002. Depois, passou seis anos desativado.
O legado deixado pelos últimos conselheiros é considerado pífio diante dos grandes temas caros à comunicação social no País. Entre eles, o marco regulatório da mídia. “Só foi possível debater no conselho o que era consenso. Temas importantes e polêmicos foram ignorados”, afirma Bia Barbosa, representante do Coletivo Intervozes, entidade ligada à Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito a Comunicação com Participação Popular (Frentecom).
As poucas discussões que foram travadas no período trataram da obrigatoriedade do diploma para exercício do jornalismo, do repúdio à violência sofrida por jornalistas no exercício da profissão, do leilão para concessão da banda de 4G e da flexibilização da Voz do Brasil.
O órgão auxiliar do Congresso tem por finalidade apreciar, de forma consultiva, matérias de relevância nacional em tramitação nas casas legislativas, antes de serem encaminhadas para votação em plenário. Os pareceres, estudos ou recomendações elaboradas pelo CCS podem ou não pesar na decisão dos parlamentares.
O conselho é formado por 13 integrantes, sendo três representantes de empresas de rádio, televisão e imprensa escrita; um engenheiro especialista na área de comunicação social; quatro representantes de categorias profissionais; e cinco representantes da sociedade civil. Os nomes são listados e enviados para aprovação dos parlamentares.
No entanto, um dos coordenadores da Frentecom, o deputado Emiliano José (PT-BA), na foto, tem pouca esperança de avanço com o Congresso, tanto na atual e como na próxima formação, para realmente discutir a regulação da mídia. “Essa Casa não discute o tema e reage muito mal quando é confrontada, confundindo de forma capciosa regulação da mídia com censura”, afirma.
Para o deputado, a solução está na mobilização da sociedade civil para, de forma cada vez mais ostensiva, pressionar os parlamentares a debater o monopólio a mídia.
Composição arbitrária – A representante do Intervozes questiona a forma como é feita a composição do Conselho de Comunicação Social. Segundo Bia Barbosa, não há critérios para a escolha da lista de cinco nomes de representantes da sociedade civil. “É um processo pouco transparente. Ninguém sabe como essa lista é formada”, afirma.
Para ela, caso não sejam feitas alterações nas escolhas desses representantes, o trabalho da próxima formação continuará ineficiente. “A tendência é que o conselho siga dando pouco espaço para temas de real interesse da sociedade civil”, evidencia.
A preocupação está em não repetir o que ocorreu nas duas primeiras gestões do conselho, quando empresários de veículos de comunicação ocuparam vagas destinadas a representantes da sociedade civil. “Além de não sabermos os critérios usados, o fato de não haver quem verdadeiramente nos represente faz com que não haja diálogo. E discutir o marco regulatório, por exemplo, interessa apenas a sociedade civil e não aos empresários”, explica.
Mais de 300 projetos relativos a temas caros à regulação da mídia tramitam, atualmente, no congresso. Entre eles, a questão do direito de resposta, a regulamentação de veículos de comunicação comunitária, a regionalização do conteúdo e o combate ao monopólio de meios de comunicação. “Se o próximo conselho tiver a consciência de que é uma agenda central, ele pode se pautar pelo conjunto de projetos que já existem. Não precisa esperar que um novo marco regulatório passe a tramitar para tratar do tema”, explica Bia Barbosa.
Antes do período eleitoral, a Frentecom se reuniu com o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, para pedir agilidade no processo de formação do próximo conselho. O que não ocorreu. Caso a mesa diretora não paute, a escolha dos conselheiros deverá esperar o início do mandato de 2015 e a eleição dos novos presidentes das casas legislativas.
* da Agência PT de Notícias (5/11/14)

O poder e a arte

Orlando Senna*

Orlando-Senna.-Perfil-DiálogosFaltam oito dias para as eleições e não creio que, até lá, apareçam novidades importantes sobre a questão audiovisual, seja nas manifestações do setor, seja nos programas de governo das principais candidatas, Dilma e Marina.

Os artistas, trabalhadores e empresários do ramo fizeram sugestões e reivindicações, as mais recentes no Festival de Brasília (o documento “Por uma primavera do audiovisual brasileiro”, com divulgação na internet). As candidatas não fizeram mudanças no que já estava dito em seus planos de governo, também bastante divulgados e resenhados neste blog, onde dediquei dois artigos sobre o assunto.

fomeentoA minha opinião é que o próximo governo deve fortalecer ainda mais a Ancine-Agência Nacional de Cinema e sua política de expansão da atividade e, ao mesmo tempo, debelar a crise de crescimento da instituição, promovendo ajustes preventivos e cirúrgicos principalmente no que se refere à burocracia; que a prioridade da agência seja a veiculação do conteúdo brasileiro em todas as mídias; que a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura volte a ter importância estratégica e política, com foco na cultura audiovisual e exercendo complementaridade com a Ancine, com foco no mercado; que o novo governo tenha a plena compreensão da importância medular do audiovisual na economia e nas soberanias nacionais no século que vivemos e a inteligência de promover um marco regulatório da atividade, abrangente, contemporâneo e democrático.

E que a aposta maior seja no poder de criação, invenção e coragem de nossos artistas. Disto tive mais uma prova contundente nos últimos dias, participando do 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A curadoria do festival decidiu selecionar para a premiação oficial apenas filmes representativos da mais recente onda artística nacional, uma geração com novas propostas quando ainda estamos saboreando a onda anterior, o impactante cinema de Cláudio Assis, Karim Ainoux, Sérgio Machado, Marcelo Gomes, Lírio Ferreira, Paulo Caldas, Cléber Mendonça Filho, Hilton Lacerda, Cao Guimarães, José Padilha e outros brilhantes cineastas.

A novíssima onda radicaliza a experimentação estética, abole totalmente os limites entre realidade e ficção, elabora uma sofisticada popularização da linguagem que se confunde com amadorismo (no sentido de fazer com amor), levam ao extremo a incorporação dos baixos orçamentos a essa linguagem, levam o espectador a exageros de risos e lágrimas. “Cinema de risco” ou “o nicho mais experimental do cinema brasileiro”, como definiu o crítico Luiz Zanin. “A estética da sucata”, como disse o ator e poeta Emmanuel Cavalcanti.

A maioria dos novíssimos cineastas são oriundos da baixa classe média e das periferias, alguns da classe média, mas o tema é sempre um Brasil profundo. Não tenho espaço para dizer tudo que me vai na alma sobre essa turma, nem sobre todos os filmes exibidos. Acho que foi mais um Festival de Brasília “histórico”, como outros que aconteceram nesse evento caracterizado pela politização (linguagem é política). O enorme entusiasmo dos espectadores brasilienses e as dúvidas de intelectuais e cineastas veteranos autorizam essa profecia. Sugiro que vocês vejam, o quanto antes, os dois filmes mais premiados pelo júri oficial: a efervescente metáfora Brasil S/A de Marcelo Pedroso e o mix de ficção científica e crua realidade Branco sai. Preto fica de Adirley Queirós, grande vencedor do festival.

Distribuição? O papo dessa turma é diferente. Adirley disse à mídia que seu filme pode ser visto por sete bilhões de pessoas (referindo-se às redes sociais, claro) mas também vai vender cópias nas feiras populares. Grana para produção? É um papo mais diferente ainda. O último ato da turma no festival foi dividir o prêmio de melhor filme, 250 mil reais, por todos os seis concorrentes de longa-metragem. Foi uma comoção na plateia. Nunca coisa igual aconteceu antes no cinema brasileiro, quiçá no cinema universal.

  • Orlando Senna é cineasta e colaborador do ObsevaCine Revista Diálogos Do Sul

CINE PE – Festival do Audiovisual

cine PE 2014A edição 2014 do Cine PE – Festival Audiovisual, que começa neste sábado (26) e vai até o dia 2 de maio, em Olinda (PE), traz novidades na programação. A competição será dividida em quatro segmentos, sendo dois deles abertos a produções internacionais. Ao todo, serão exibidos 27 filmes na programação do evento – 22 deles, brasileiros.

Os longas nacionais “O mercado de notícias”, de Jorge Furtado e “Corbiniano”, de Cezar Maia, estarão entre os filmes exibidos na Mostra Doc Internacional. A Mostra PE, apenas de curtas pernambucanos, programou seis filmes, e sete outros curtas-metragens de todo o Brasil serão exibidos na Mostra Curta Brasil. Na Mostra Competitiva de Longas-metragens de Ficção, há quatro brasileiros: “Mundo deserto de almas negras”, de Ruy Veridiano; “O menino no espelho”, de Guilherme Fiuza Zenha; “Romance policial”, de Jorge Durán; e “Muitos homens num só”, de Mini Kerti. O longa-metragem “Getúlio”, de João Jardim, será exibido fora de competição, em sessão especial. A programação completa do festival pode ser consultada no site do evento.

Premiação

O prêmio oficial do Cine PE, o Troféu Calunga, será entregue a cada um dos vencedores, escolhidos pelos júris técnico e popular. Os realizadores também concorrem a prêmios concedidos por associações, empresas parceiras e pela Federação Pernambucana de Cineclubes – FEPEC. Na cerimônia de encerramento do festival, além da premiação dos vencedores das mostras competitivas, também está prevista a realização de homenagens – nesta edição, os homenageados serão a atriz Laura Cardoso, com mais de 60 anos de carreira; o ator José Wilker, falecido no início deste mês; e o longa-metragem “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), do cineasta Glauber Rocha.

Seminários e oficinas

O Cine PE também prevê a realização de seminários sobre cultura e audiovisual, e também de oficinas de formação, até o mês de dezembro. A programação dos seminários e das oficinas será divulgada ao longo da semana de realização do festival. Os ingressos para as mostras competitivas variam entre R$ 5 (meia entrada) e R$ 10 (inteira). Atividades paralelas, como as entrevistas coletivas, têm entrada franca, e para a Mostrinha o acesso é somente para alunos da rede pública de ensino.

Fonte: 

Agência Nacional do Cinema

O Dia que Durou 21 Anos

filmeditadura-308x400O Dia que Durou 21 Anos é um documentário brasileiro, dirigido por Camilo Galli Tavares (Cidade do México, 1971), sobre a participação do governo dos Estados Unidos na preparação, desde 1962, do golpe de estado de 1964, no Brasil.

O Dia que Durou 21 Anos produzido pela Pequi Filmes estreou nos cinemas brasileiros em 29 de março de 2013 e teve também uma versão para televisão, exibida anteriormente, dividida em três episódios de 26 minutos cada.

O filme tem como ponto de partida a crise provocada pela renúncia do presidente Jânio Quadros, em agosto de 1961, e prossegue até o ano de 1969, com o sequestro do então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, por grupos armados. Em troca de sua libertação, 15 presos políticos são soltos e posteriormente banidos do país. Um deles, o jornalista Flávio Tavares, 27 meses depois de se radicar na Cidade do México, seria pai de Camilo, o cineasta cujo nome é uma homenagem ao padre católico e guerrilheiro colombiano Camilo Torres, morto em 1966.

Inicialmente, o filme fora concebido para contar a história do pai do diretor, o jornalista Flávio Tavares, militante da oposição ao regime militar de 1964. Porém, ao ter notícia da existência de um fabuloso acervo documental sobre a deposição do presidente João Goulart que os Estados Unidos vêm franqueando ao público desde os anos 1970, Camilo Tavares mudou seus planos e decidiu abordar a participação do governo norte-americano na conspiração que resultou em uma ditadura de 21 anos (1964 a 1985) no Brasil.

O diretor se beneficiou de três volumosos pacotes de documentos, com divulgação autorizada pelo governo dos Estados Unidos, sendo que uma parte fora obtida pelo repórterMarcos Sá Corrêa e condensada no seu livro 1964 Visto e Comentado pela Casa Branca, de 1977. Havia também as gravações sonoras, liberadas para o público em 1999, pela Biblioteca Presidencial Lyndon Baines Johnson, e os papéis e áudios difundidos em 2004 pela organização não governamental The National Security Archive. Além disso, o cineasta buscou mais informações em outras bibliotecas que conservam a memória de dois presidentes norte-americanos – John Kennedy (1961-1963) e Lyndon Johnson (1963-1969) – e em emissoras de televisão dos Estados Unidos.

http://www.youtube.com/watch?v=Y1RQgu31scM

Prêmios

  • St Tropez International Film Festival (França) Melhor Documentário Estrangeiro
  • 22° Arizona International Film Festival (EUA) Prêmio Especial do Júri
  • 29° Long Island Film Festival (EUA) Prêmio Especial do Júri
  • Melhor Documentário Brasileiro 2013 – APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte)

Fonte: Wikipédia

MEC lança site para ensinar francês gratuitamente

FrancoClicParceria entre os governos do Brasil e da França coloca no ar site com o objetivo de ensinar o idioma francês gratuitamente. As aulas podem ser utilizadas por quem nunca teve contato com a língua ou por estudantes iniciados

O MEC – Ministério da Educação lança, em parceria com o governo francês, o site FrancoClic, que tem como objetivo ensinar francês gratuitamente aos estudantes. No portal são oferecidas lições em texto, vídeos didáticos e exercícios, além de informações sobre a cultura francesa.

O site é dividido em cinco módulos voltados para os diferentes tipos de aprendizado. O primeiro módulo, “Reflets-Brésil”, tem como objetivo a autoaprendizagem; o segundo, “Br@nché”, pode ser utilizado em sala de aula; o terceiro, “Agriscola”, tem como tema principal as especialidades agrícolas; e os dois últimos, “Le Monde Francophone d’un Clic” e “Images de France”, têm como objetivo levar o estudante a descobrir a cultura francesa.

No módulo do curso voltado para a autoaprendizagem, o “Reflets-Brésil”, estão disponíveis 24 lições que incluem aulas de gramática e vocabulário. Cada aula apresenta cinco vídeos com situações cotidianas em francês e comentários em português.

O MEC garante que o material pode ser utilizado tanto por quem nunca teve contato com o idioma quanto por estudantes iniciados no francês, independente do nível em que estejam.

Contudo, a assessoria de imprensa do ministério não confirma a parceria entre os governos ou mesmo o lançamento do portal. Segundo o órgão, “nenhuma informação foi divulgada a respeito dessa parceria”.

III Fórum da Internet no Brasil – Construindo Pontes

Estamos conectados. Estamos em rede. Há dez anos navegávamos em velocidades e bandas bastante inferiores às que alcançamos hoje. Trilhas, faixas de frequências, sintonias, acessos sem fios, 3G, 4G, atalhos, hiperlinks. Hoje nos conectamos em movimento. Mas ainda há muito a percorrer. Sonhamos com proximidades nunca antes imaginadas. Proximidades são possíveis quando construímos pontes, acessos, consensos. Diálogos constroem futuros. Nossos passos aproximam nosso futuro.

Sabemos que as decisões sobre a internet, sobre seus modelos de governança, sobre seus novos marcos legais de cidadania, seus avanços tecnológicos não se resolvem na velocidade de um e-mail. A legada cultura digital emergente, que inova atitudes e (pro)move novos espaços de conversas, requer novas conexões. Novos temas. Novas regras. Novas formas. Novas pontes. É preciso dar tempo para descobrir o novo. Assim como construir novas pontes, conversas que consolidam consensos são demoradas.

Neste ano, o Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br resolveu realizar o III Fórum da Internet no Brasil e Pré IGF Brasileiro 2013 na Região Norte do país, na cidade de Belém-PA, nos dias 3 a 5 de setembro.

Sempre lembramos que nossa guiança são os “Dez Princípios de Governança e Uso da Internet no Brasil”. Também acompanhamos a construção do temário do IGF – Internet Governance Forum e refletimos sobre os avanços e recuos destes 10 anos da Conferência Mundial sobre a Sociedade da Informação.

Quais assuntos são relevantes conversarmos?

Trilhas temáticas a serem debatidas no III Fórum da Internet no Brasil e Pré IGF Brasileiro 2013:

  • Universalidade, Acessibilidade e Diversidade
  • Inovação Tecnológica e Modelos de Negócios na Internet
  • Cultura, Educação e Direitos Autorais na Internet
  • Privacidade, Inimputabilidade da Rede e Liberdade de Expressão
  • Neutralidade de Rede

Seminário WSIS+10

Além das 5 trilhas temáticas, o CGI.br realizará também, no mesmo espaço do Fórum, o Seminário de Avaliação dos 10 anos da Cúpula Mundial da Sociedade da Informarção – Seminário WSIS+10, em parceria com a Divisão de Sociedade da Informação do MRE.

Curso de HTML5 e CSS3

O W3C Brasil promoverá durante o III Fórum da Internet no Brasil um curso presencial de HTML5 e CSS3 com o objetivo de ensinar como usufruir dos novos recursos dos padrões do W3C. Leia a descrição completa do curso e saiba como se inscrever.

Para se inscrever, é preciso preencher o formulário declarando seu interesse em participar do curso presencial. Como as inscrições são gratuitas e o número de vagas é limitado, os participantes serão selecionados a critério da organização do curso e comunicados da aprovação da sua inscrição por e-mail. O prazo para preenchimento do formulário é 09 de agosto e os selecionados serão comunicados no dia 12 de agosto.

Importante: essa inscrição de interesse para o curso não garante a inscrição no Fórum.

Participe! Juntemo-nos em nossas pontes de diálogos.

Inscrições gratuitas a partir de 10/julho.

MANIFESTO PELO INCENTIVO À CULTURA EM ALAGOAS

ALAGOAS: TERRA SEM LEI

Único estado do Nordeste que não possui nenhuma lei ou mecanismos de incentivo à cultura

A EXPRESSÃO AUDIOVISUAL ALAGOANA É UMA MANIFESTAÇÃO DE NOSSAS IDENTIDADES. É espaço de reflexão do nosso passado para entender o presente e imaginar-projetar futuros.

A despeito de todas as dificuldades, nossa produção tem avançado nos últimos anos. Porém, esse avanço deve-se muito ao esforço pessoal de cineastas na tentativa de produzir filmes sem recursos e até mesmo formação técnica necessária para os profissionais do cinema.

Alagoas é o único estado do Nordeste brasileiro que não possui lei ou mecanismos de incentivo à cultura em nenhuma das suas expressões artísticas e esferas governamentais. Na mesma situação está Maceió em relação às demais capitais da região, que através de editais e fundos de cultura municipais e estaduais deram grande impulso e projeção nacional e internacional à produção audiovisual de estados como Pernambuco, Ceará e Paraíba. Nossos vizinhos, os Pernambucanos, produzem mais de 10 longas-metragens e 20 curtas por ano através de editais de fomento do governo estadual.

Temos que evoluir da política de balcão e pires na mão para a construção de uma real política pública que garanta de forma justa os recursos financeiros suficientes para a produção de cultura com esmero técnico e qualidade. Os cineastas de Alagoas querem fazer cinema sem terem que sair de sua terra pela falta de cursos de formação e recursos para concretizar sua capacidade criativa.

Os prêmios conquistados, os editais nacionais ganhos e a boa acolhida de produções alagoanas em outras partes do Brasil deixam claro que o que nos falta não é talento. Falta mesmo é fomento, apoio e incentivo para que a produção cultural de Alagoas cresça em quantidade e qualidade. Temos quase tudo para chegar lá, mas dependemos da consciência dos governantes, gestores e legisladores da importância do audiovisual e demais expressões artísticas para a construção e afirmação da cultura e identidade alagoana no cenário nacional.

O Cineclube Ideário convida a sociedade civil e artistas alagoanos e brasileiros de todos os segmentos artísticos para unirem forças na Campanha por um mecanismo de Incentivo à Cultura no Estado de Alagoas. Assine, repasse este email e mande uma cópia para cineideario@gmail.com OU inclua sua assinatura deixando um comentário em http://acendaumavela.blogspot.com/2010/03/manifesto-pelo-incentivo-cultura-em.html

Assinam este Manifesto:

Instituições:


1. Ideário Comunicação e Cultura – Maceió, AL

2. Tela Tudo Clube de Cinema – Maceió, AL
3. Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas de Alagoas – ABDeC-AL
4. Entremeios Culturais – Maceió, AL
5. Escola de Música Capitão Jonas Duarte – AL
6. Associação Candeeiro Aceso – Arapiraca, AL
7. Iapôi Cineclube – Recife, PE
8. Cineclube Natal – Natal, RN
9. Secretaria de Cultura de União dos Palmares – AL
10. Difusão Cineclube – Atibaia, SP
11. Labirinto Cinema Clube – Parauapebas – PA
12. Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro – ASCINE- RJ
13. Associação Artística Saudáveis Subversivos – Maceió, AL
14. Cineclube Ieda Beck – SC
15. Cinemateca Catarinense – SC
16. Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas de Santa Catarina – ABD – SC
17. Associação Samaúma Cinema e Vídeo – ASCV – Acre
18. Cineclube Abelin Nas – Silveira Martins/RS
19. Cineclube Osvaldo de Oliveira – Itu/SP
20. Associação Brasileira de Documentaristas – seção Paraíba / ABD-PB
21. Tintin Cineclube – João Pessoa-PB
22. Cineclube Irmão Sol, Irmã Lua – Ijuí, RS
23. Cine Gastrô – Fortaleza, CE
24. Cineclube Central – Vila Velha, ES
25. Festival de Cinema de Triunfo – PE
26. Cineclube Amoeda Digital – PE
27. Federação Pernambucana de Cineclubes – FEPEC
28. Cine Chinelo NoPE – PE
29. Udson Pinheiro – Multiplicador do Teatro do Oprimido – AL
30. Cineclube Cinema nos Bairros – Lins, SP
31. Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual
32. CREC – Centro RioClarense de Estudos Cinematográficos – Rio Claro, SP
33. CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros
34. FICC – Federação Internacional de Cineclubes

Pessoas Físicas:

1. Lis Paim – Cineclubista/videomaker – AL
2. Hermano Figueiredo – Cineasta – AL
3. Nataska Conrado – Cineclubista/Fotógrafa- AL
4. Maria Claúdia da Silva – Produtora – AL
5. Edisangela Santos – Relações Públicas – AL
6. Adso Mendes – estudante de Biologia – AL
7. Amanda Nascimento – Jornalista/Fotógrafa – AL
8. Larissa Lisboa – Jornalista/videomaker – AL
9. Luiz Eduardo Duarte Ribeiro – Arquiteto – AL
10. Flora Paim – Cineclubista/estudante de Arquitetura – AL
11. Erivaldo Dias – Câmera – AL
12. Beto Silva – Câmera – AL
13. Tadeu Ramos – Câmera – AL
14. Giovane Santos Silva – Designer Gráfico/Músico – AL
15. Marcos Sampaio – Cine SESI-AL
16. Regina Célia Barbosa – jornalista/produtora – AL
17. Thalita Chargel – jornalista – AL
18. Marcelo Amorim – Jornalista – AL
19. Marcelino Freitas Neto – Assessor de Comunicação (CRP-15)/Jornalista & Relações Públicas – AL
20. Caio Dornelas – cineclubista – PE
21. Nelson Marques – Biólogo e cineclubista – RN
22. Elson Davi – Secretário de Cultura de União dos Palmares -AL
23. Brisa Paim – escritora – AL
24. João Batista Pimentel Neto – Jornalista e gestor cultural – SP
25. Nilton Resende – Ator e escritor -AL
26. Alice Mesquita Jardim – Videomaker/Arquiteta – AL
27. Ivan Oliveira – cineclubista – PA
28. Flávio Machado – cineclubista – RJ
29. Derick Nabero Borba – VideoMaker – AL
30. Luciana Marinho – Cientista Social – AL
31. Hugo Taques – Historiador/Fotógrafo – AL
32. Adriana Calumby – atriz – AL
33. Allan Nogueira – Músico, Jornalista, Estudante – AL
34. Aldo César de Oliveira Holanda – Músico, Estudante – AL
35. Glauber Xavier – Arte-educador e agitador cultural – AL
36. Marianna Cordeiro Bernardes – Cineclubista / comunicologa / artista – PE/AL/RJ
37. Carla Francine Ferreira – Produtora – PE
38. Raphael Mathias Medeiros – comunicador social – Itu/SP
39. Sofia Mafalda – Produtora de cinema – SC
40. Juliana Machado – Presidente da ASCV – AC
41. Gilvan Dockhorn – cineclubista – RS
42. Paulo Rodrigues – cineclubista – SP
43. Liuba de Medeiros – produtora / cineclubista – PB
44. Christian Pineda Zanella – Advogado – OAB/RS
45. Felipe Macedo – cineclubista e pesquisador – Montreal, Quebec
46. Carolinne Vieira – cineclubista – CE
47. Bruno Cabús – cineclubista – Vila Velha, ES
48. Luiz Antonio de Souza Carvalho Junior – cineclubista – Gê Carvalho
49. João Vitor Teixeira Castro Corrêa – Estudante de Jornalismo – AL
50. Thiago Paulino da Silva – jornalista DRT/PE -3122 – Aracaju –SE
51. Alessandro Morais – cineclubista / assessor sindical SINDPREV – AL
52. Pablo Peixoto de Lima – Biólogo/Ilustrador – AL
53. Aurea da Silva Conrado Veiga – contadora – AL
54. José Carlos Duarte Ribeiro – Médico – BA
55. Lucy Oliveira – Jornalista e atriz – AL
56. Arilene de castro – Videasta –AL
57. Udson Pinheiro – Multiplicador do Teatro do Oprimido – AL
58. Caroline Damasceno – Advogada – AL
59. Elaine Rapôso – Professora – AL
60. Olga Mascarenhas – aposentada – BA
61. José Luiz Fernandes – cineclubista – SP
62. Fábio Rogério Rezende de Jesus – Realizador de cinema – Aracaju, SE
63. Keyler da Silva Simões – Jornalista e Produtor Cultural – Maceió-AL
64. Lucy Muritiba – Administradora e Musicista – Maceió-AL
65. Calebe Augusto Pimentel – cineclubista e produtor cultural – Atibaia, SP
66. Antonio Claudino de Jesus – médico e presidente do CNC – Vila Velha, SP
67. Saskia Sá – cineclubista, documentarista e produtora cultural – Vitória, ES

MANIFESTE APOIO AO MANIFESTO SOLICITANDO A INCLUSÃO DA ASSINATURA PELO cineideario@gmail.com

OU DEIXANDO UM COMENTÁRIO COM OS DADOS EM

http://acendaumavela.blogspot.com/2010/03/manifesto-pelo-incentivo-cultura-em.html

Marco regulatório da internet brasileira

publicado por Gabriela Agustini

Estão abertas as inscrições para o lançamento do processo colaborativo que resultará na criação de um marco regulatório civil para a internet brasileira. O evento acontecerá no dia 29 de outubro, às 15h, na sede da Fundação Getulio Vargas no Rio de Janeiro. Os interessados devem preencher a ficha de inscrição no endereço: http://direitorio.fgv.br/marco-regulatorio

Estarão presentes no Hall da Presidênci, no 12º andar da instituição, o Ministro da Justiça Tarso Genro,  representantes do Ministério da Cultura, do Congresso Nacional, do Comitê Gestor da Internet no Brasil e de organizações da sociedade civil.

O marco civil buscará consolidar um conjunto de direitos e responsabilidades aplicáveis aos diversos usuários da internet (cidadãos, governo, organizações).  O processo de elaboração será aberto para a participação popular, por meio de uma consulta pública a ser feita pela internet, no Fórum da Cultura Digital Brasileira.

Leia também:

Cooperação Brasil / Canadá

Secretário do Audiovisual, Silvio Da-Rin, assina Protocolo de Cooperação Cultural entre os países

Foi assinado nesta quarta-feira, dia 14, o Protocolo de Cooperação Cultural entre o National Film Board of Canada (NFB) e a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC), em Ottawwa, Canadá. O documento se inspira nos talentos criativos de ambos os países e é voltado para beneficiar os cidadãos que ainda não tem acesso à produção audiovisual.

Com a assinatura do protocolo, o Ministério da Cultura renovou os termos históricos de cooperação entre o Brasil e o Canadá, iniciados há 65 anos com o Acordo Cultural de 1944 e fortalecidos em 1985, com a criação do Centro Técnico Audiovisual (CTAv) da SAv – um centro técnico de referência na formação de profissionais e na produção de conteúdos audiovisuais.

O protocolo, assinado pelo Secretário do Audiovisual Silvio Da-Rin e pelo Comissário Governamental de Filmes e Presidente do NFB, Tom Permultter, estabelece a criação de um comitê geral, que se reunirá anualmente e será integrado por essas duas autoridades, além de representantes indicados por ambos. Esse comitê será a expressão institucional da parceria entre o National Film Board e a SAv/MinC, e terá a finalidade de manter ambas as instituições informadas a respeito de suas respectivas ações, além de elaborar uma lista de projetos de interesse mútuo e que tenham interesse em desenvolver conjuntamente.

O documento também prevê parcerias, treinamento de profissionais brasileiros da área de animação por técnicos canadenses, coprodução de filme de curta-metragem de animação de última geração, compartilhamento de conhecimento e tecnologia na área de cinema digital, instalação de redes alternativas para distribuição digital em regiões remotas do Brasil e do Canadá e a realização de uma conferência sobre cinema digital.

Integração Audiovisual entre Brasil e Canadá

O Programa de Cooperação entre Brasil e Canadá, uma vez renovado, será válido para os próximos três anos. Seis meses antes do término da validade do Programa, o NFB e a SAv/MinC se reunirão para avaliar a oportunidade de se renovar a parceria.

Em seu discurso durante a assinatura do protocolo, o Secretário do Audiovisual, Silvio Da-Rin, lembrou a importância do National Film Board do Canadá para a formação dos profissionais ligados às atividades audiovisuais no Brasil, principalmente na área de animação. Destacou que a renovação da parceria entre a NFB e o Ministério da Cultura possui uma forte dimensão social e uma ambição formal, pois pretende alcançar a excelência em suas ações conjuntas.

Da-Rin reiterou que o acordo, voltado para a pesquisa e mistura de talentos, resultará em projetos inovadores, sempre com o objetivo de atingir quem vive nas pequenas comunidades das regiões remotas do Brasil e do Canadá e que ainda não contam com salas de cinema.

Veja o protocolo.

(Ascom SAv/MinC)

Informações: audiovisual@cultura.gov.br ou (61)2024-227.

Narla Aguiar
Comunicação Social
Secretaria do Audiovisual
Ministério da Cultura
(61) 2024-2261/2024-2265

4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos da América do Sul

Anunciamos a 4ª Mostra Cinema e Direitos Humanos da América do Sul – de 05 de outubro a 10 de novembro de 2009 em 16 cidades brasileiras.

A 4ª Mostra é uma realização da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, com patrocínio da Petrobras e produção da Cinemateca Brasileira, contando com apoio do SESC/SP, da TV Brasil e do Ministério das Relações Exteriores.

Para receber o convite duplo impresso da abertura de Brasília, pedimos que nos confirme para brasiliamostradh@gmail.com até sexta (18 de setembro) até 10h00 (horário-limite):

Nome completo:

Filme: O Cavaleiro Negro – Ulf Hultberg, Åsa Faringer (Suécia / México / Dinamarca, 95min, 2007, fic) Classificação indicativa: 14 anos

Presença do Ministro Paulo Vanucchi – SEDH e demais autoridades

Mais informações: http://www.cinedireitoshumanos.org.br

Aguardamos seu retorno com os dados para convite e sua presença no evento.

Ana Arruda

Coordenação de produção Brasília

www.cinedireitoshumanos.org.br

+55 (61) 9967-0579

ana@brazucah.com.br