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RS terá Centro de Produção e Pós-Produção de Conteúdos Digitais Criativos

Centro será instalado no Tecnopuc Viamão. Foto: Bruno Todeschini/ASCOM-PUCRS.
Centro será instalado no Tecnopuc Viamão. Foto: Bruno Todeschini/ASCOM-PUCRS.

A PUC-RS, a Feevale, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) e o Ministério das Comunicações assinaram nesta quarta-feira, 2, um convênio que formaliza a implantação de um Centro de Produção e Pós-Produção de Conteúdos Digitais Criativos.

Serão mais de R$ 7,5 milhões investidos na compra de equipamentos para compor estúdios de cinema e televisão, de som e motion capture, além de laboratórios voltados a aplicativos, jogos digitais e animação.

São apoiadores a TVE/RS, a Fundacine e o Arranjo Produtivo Local Audiovisual do Estado.

Instalado no Tecnopuc Viamão, o espaço será integrado ao Centro Tecnológico Audiovisual do Estado (Tecna), iniciativa articulada com o governo do estado e a Fundacine para a criação de um cluster na área da indústria criativa, atendendo a setores como cinema, TV, jogos digitais, aplicativos, música e som.

Aletéia Selonk
Aletéia Selonk

Aletéia Selonk, coordenadora do Tecna, aponta que o Centro de Produção atuará de forma integrada às pesquisas das universidades e às práticas dos setores audiovisual e criativo.

“Além de ambientes muito bem equipados, estão previstos programas para a formação profissional e de desenvolvimento de novos conteúdos digitais. Com isso, espera-se promover um adensamento da cadeia produtiva dos setores econômicos envolvidos”, explica Aletéia.

 

A PUC-RS e a Feevale podem ser consideradas duas das univerisdades mais avançadas no Rio Grande do Sul em relação a iniciativas para Indústria Criativa. O conceito do segmento ainda está sendo moldado, mas abrange novos empreedimentos em áreas como arte digital, audiovisual, jogos eletrônicos e moda.

A Feevale ofecere desde 2013 um mestrado em Indústria Criativa. Para eles, “a indústria criativa caracteriza-se por ter na criatividade e no capital intelectual seus principais valores. Sua natureza interdisciplinar exige processos de colaboração e cooperação que articulem habilidades criativas e habilidades de gestão”.

A prefeitura de Porto Alegre tem se engajado para promover o conceito. Em outubro, por exemplo, foi lançado o Comitê Municipal de Economia Criativa. O organismo é formado por secretarias municipais, entidades privadas e representantes da sociedade civil para criar diretrizes para o desenvolvimento do setor.

Uma das iniciativas que está em curso é o Polo de Indústria Criativa, no qual a prefeitura doou um terreno de 7 mil metros quadrados para a ESPM investir R$ 10 milhões em uma iniciativa voltada para a área.

Em maio, o Baguete relatou que o Ulbratech, parque tecnológico da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) em Canoas, pretende focar em iniciativas de indústria criativa para impulsionar o crescimento do parque. O foco em atrair companhias da área é ancorado na presença das estruturas da UlbraTV e da Rádio Mix (ex-Pop Rock) dentro do parque.

O Centro de Produção atuará de forma integrada às pesquisas das universidades e às práticas dos setores audiovisual e criativo
O Centro de Produção atuará de forma integrada às pesquisas das universidades e às práticas dos setores audiovisual e criativo

A Unisinos também tem trabalhado o segmento. Em março, lançou a Escola da Indústria Criativa. A iniciativa inclui desde cursos de comunicação como jornalismo e publicidade até gastronomia, passando por uma série de formações em design e os cursos de comunicação digital e jogos digitais.

Enquanto isso, o Centro Universitário Metodista (IPA) conta com um polo de economia criativa instalado na sua unidade do shopping DC Navegantes, na área do quarto distrito de Porto Alegre, focando nas áreas de moda, design e arquitetura.

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BNDES anuncia lista de filmes que receberão apoio

BNDES amplia de R$ 12 milhões para R$ 14 milhões apoio ao cinema e anuncia contemplados de 2009

A diretoria do BNDES homologou a lista dos 25 projetos dos gêneros de Ficção, Animação e Documentário, escolhidos por meio do Edital de Seleção Pública de Projetos Cinematográficos 2009. Os contemplados – empresas brasileiras de produção audiovisual, receberão recursos no valor de R$ 14 milhões. Esse total será investido em projetos de Produção e na Finalização de obras audiovisuais cinematográficas brasileiras de longa-metragem, nos gêneros ficção, animação e documentário.

[A lista dos contemplados se encontra no endereço: AQUI]

A novidade do edital deste ano é que R$ 2 milhões foram reservados exclusivamente para apoiar a produção e finalização de documentários, como forma de incentivo ao segmento, que vem ganhando força na atividade cinematográfica do país.

A seleção dos projetos é realizada por uma Comissão de Seleção formada por 9 membros, sendo 3 do BNDES, 1 indicado pelo Ministério da Cultura/Ancine e 5 integrantes externos contratados entre profissionais de renome do setor audiovisual (produtores, diretores, distribuidores, exibidores, críticos, curadores etc). Após a habilitação pelo BNDES, os projetos se submetem às etapas de pré-seleção e seleção final.

Os apoios são distribuídos a projetos do gênero ficção e animação, com apoio de até R$ 1,5 milhão na categoria Produção. Para a categoria Finalização são destinados até R$ 750 mil. Os documentários recebem até R$ 500 mil na categoria Produção e R$ 250 mil na categoria Finalização.

Foram recebidos pelo BNDES 223 projetos, sendo 124 do gênero ficção. Destes, 103 foram da categoria Produção e 21 da categoria Finalização. Do gênero animação foram inscritos 11 projetos, sendo todos da categoria Produção. O segmento de documentário recebeu 88 projetos, sendo 66 para Produção e 32 da categoria Finalização.

Entre os 25 contemplados, 14 foram são de ficção, três pertencem ao gênero animação e 8 são documentários.

Quanto à distribuição regional dos projetos selecionados, observou-se a seguinte proporção: 11 filmes do Rio de Janeiro (44%); 10 de São Paulo (40%) e 4 fora do eixo Rio/São Paulo (16%), sendo 1 de Minas Gerais.

Na distribuição dos 223 projetos inscritos, 84% são de projetos do eixo Rio/São Paulo (45% do Rio de Janeiro e 39% de São Paulo) e 16% de outros Estados, sendo 4% do Nordeste.

Puderam concorrer apenas projetos já aprovados pela Agência Nacional de Cinema (ANCINE) e que já tenham protocolo de registro de emissão e distribuição de Certificados de Investimento Audiovisual na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Desde 1995 o BNDES patrocina a atividade audiovisual, já tendo aportado mais de R$ 132 milhões em 347 produções cinematográficas. Os recursos são provenientes da aplicação de incentivos fiscais previstos na Lei do Audiovisual.

Tv Digital

Chile escolhe padrão nipo-brasileiro
Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009, 14h12

O Chile adotará o padrão nipo-brasileiro de TV digital, o ISDB-T. Segundo fonte no governo brasileiro, a presidente Michelle Bachelet deve anunciar a decisão nos próximos dias. O Forum SBTVD e o governo, vale lembrar, vêm trabalhando desde a definição do padrão brasileiro para que os países da América do Sul acompanhem a decisão. O Chile se junta ao Brasil, Argentina e Peru. Além disso, segundo o Ministério das Comunicações, as negociações com Equador, Cuba e Venezuela estão avançadas. Até o momento, entre os países da região, apenas Colômbia e Uruguai optaram pelo padrão DVB.

Os países que optaram pelo ISDB-T devem formar em breve um fórum internacional para trabalhar na harmonização das normas técnicas.

Parceria
Autoridades do Brasil e do Peru assinam nesta segunda, 14, um acordo de cooperação técnica entre os dois países para a implantação do sistema nipo-brasileiro naquele país. O acordo garante, segundo o Minicom, não apenas a transferência de tecnologia como também investimentos brasileiros no Peru.
Da Redação Tela Viva News

Mais 150 Cines+Cultura

Cem bibliotecas públicas e 150 Cines Mais Cultura localizados em municípios com até 20 mil habitantes vão poder passar por um processo de modernização. Dois editais para a seleção dos projetos foram lançados na semana passada, pelo Ministério da Cultura. Também na última semana, mais 106 municípios formalizaram a adesão ao Programa Mais Cultura, que integra a agenda social do governo federal.

O programa tem como principal objetivo promover e apoiar a difusão de obras audiovisuais por meio da exibição não comercial de filmes. Esse é o segundo edital nacional lançado em 2009 para seleção de Cines Mais Cultura. O primeiro teve 602 propostas inscritas, de todos os estados brasileiros, e cem projetos selecionados e divulgados em maio deste ano. A região Nordeste teve o maior número de premiados, com 46% do total, seguida pelo Sudeste com 36%, Sul com 11%, Norte com 5% e Centro-Oeste com 2%.

Cada proposta contemplada receberá um kit com telão, câmera digital, aparelho de DVD, projetor, mesa de som de quatro canais, caixas de som, amplificador, microfones sem fio e centenas de filmes brasileiros (curtas, médias e longas metragens, além de documentários e animações).  As entidades contempladas participam ainda de  uma oficina de formação cineclubista ministrada pelo CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros. Além disso, recebem filmes e vídeos do catálogo da Programadora Brasil, que reúne 330 obras nacionais, organizados em 103 programas (DVDs). São filmes históricos e contemporâneos, curtas, médias e longas-metragens, de todos os gêneros.

Bibliotecas – O programa de modernização das bibliotecas contempla cidades pequenas. os kits contém com kits contendo mil livros, mobiliário, almofadas, pufes, tapetes e telecentro digital com 11 computadores conectados à internet em alta velocidade (banda larga). A meta do Programa Mais Cultura é zerar o número de municípios sem esse equipamento em todo o Brasil.Em 2008, o Mais Cultura investiu R$ 24,3 milhões para a modernização de bibliotecas públicas em 444 municípios brasileiros.

Inscrições – Os interessados em participar da seleção têm até o dia 24 de outubro para se inscrever e enviar propostas. Mais informalções podem ser obtidas no site do Ministério da Cultura (www.cultura.gov.br).

Cine+Cultura em Manaus

Amazonas

Manaus vai contar com cinemas populares

09 de setembro de 2009

Fonte: Portal Amazônia com informações da ManausCult

MANAUS – A partir da próxima semana o manauense terá maior acesso aos cinemas. A Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura e Turismo (ManausCulT), em parceria com o Programa Cine Mais Cultura, do Ministério da Cultura, irá lançar os cineclubes Baré.

De acordo com a assessoria da prefeitura, seráo espaços montados especialmente para exibição de filmes brasileiros com direito a debates e discussões sobre o assunto entre o público e profissionais da arte.

O objetivo do Minc e da ManausCulT é promover a difusão do cinema nacional, formando platéia, facilitando o acesso da população ao cinema, além de criar oportunidades para os produtores exibirem os trabalhos.  

Lançamento

O lançamento dos cineclubes será no dia 15 de setembro, no Parque dos Bilhares, a partir das 20h, com a exibição dos curtas lusobrasileiros: “Raiz dos Males”, do diretor premiado  Heraldo Daniel, “A Procura do Tacacú  e a “Primeira Noite” ambos do cineasta português João Ricardo, além do longa “Patativa do Assaré” de Rosemberg Cariri.

O evento cultural será aberto ao público e contará com a presença do prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, da diretora presidente da ManausCuLT, Lívia Mendes, do Secretário Geral do CNC – Conselho Nacional de Cineclubes, João Batista Pimentel Neto, e do membro da Federação Internacional de Cineclube, João Paulo Macedo.

Inicialmente, três pontos de Manaus serão contemplados com os cineclubes: Cine Laje, no bairro Cachoeirinha, zona Sul; Parque, Biblioteca Pública Municipal, no Centro; e Cine Cultural, no São José III, zona Leste.

As sessões acontecerão uma vez por semana sendo coordenadas por pessoas treinadas para gerir e manter os pontos de exibições em atividade.

Segundo o Gerente de Audiovisual da ManausCulT, Heraldo Daniel, todos os envolvidos receberam orientações específicas.

– Recebemos treinamento em Belém e estamos preparados para dar inicio a esse projeto que, sem dúvida, representa a democratização do cinema no Brasil, e mais, ampliando o conhecimento das várias classes sociais”, explicou Heraldo.

Tv Câmara lança edital

TV Câmara divulga edital para seleção de 42 documentários
Os filmes devem ter como tema Comunicação, Cidadania, Educação, Economia, Humanidades, Política ou Saúde.

Canal público da Câmara vai pagar R$ 5 mil pelo licenciamento de documentários brasileiros por 24 meses. As inscrições vão até 16 de outubro.

A TV Câmara divulgou nesta terça-feira edital em busca de documentários de qualidade narrativa e temática para a sua programação de 2010. O filme pode ter sido produzido em qualquer ano, mas deve ter entre 20 e 59 minutos. As inscrições vão até o dia 16 de outubro e podem ser feitas por pessoas físicas ou jurídicas que detenham os direitos patrimoniais da obra.

Já no ato da inscrição, o responsável precisa indicar o eixo temático ao qual gostaria de vincular o filme. A TV Câmara trabalha com sete eixos diferentes: Comunicação, Cidadania, Educação, Economia, Humanidades, Política e Saúde. O anexo 1 do edital traz uma lista que ajuda a escolher o eixo temático.

Serão escolhidos seis documentários para cada eixo, o que soma 42 filmes a serem adquiridos de uma só vez. O prêmio de R$ 5 mil será concedido em troca de um licenciamento, não exclusivo, por 24 meses. De acordo com o
Termo de Licenciamento disponível no edital, não há limites para o número de exibições na TV Câmara, mas o canal não terá autorização para ceder os documentários para outras emissoras.

Inscrições
Para efetivar a inscrição, o responsável precisa enviar a ficha disponível no edital e duas cópias em DVD para a comissão especial designada para selecionar os filmes. Se as inscrições estiverem dentro dos critérios estabelecidos pelo item 2.5 do edital, o responsável receberá uma comunicação via e-mail com a confirmação. Não há limite para o número de obras inscritas pela mesma pessoa.

A comissão de seleção, composta de quatro especialistas em narrativa audiovisual e documentário, vai avaliar cada filme utilizando critérios definidos no edital. Os filmes com as seis maiores pontuações finais de cada eixo temático receberão os prêmios.

Os candidatos deverão observar com atenção o item 4.2 do edital, que lista a documentação necessária para o recebimento do prêmio. É imprescindível que a obra tenha o Registro de Título e o Certificado de Produto Brasileiro, emitidos pela Agência Nacional de Cinema (Ancine). O ganhador não pode ter débitos com a Receita Federal, nem com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). De acordo com a legislação fiscal brasileira, se o licenciante for pessoa física, o pagamento do prêmio sujeita-se à retenção do imposto de renda (IR) na fonte. Já no caso de pessoa jurídica, não há retenção de IR.

Os interessados podem encaminhar dúvidas para o e-mail:
documentarios@camara.gov.br

CNC na I Conferência Livre de Comunicação

Evento acontece entre 24 e 27 de setembro

A I Conferência Livre de Comunicação para a Cultura, de 24 a 27 de setembro, no Recife (PE), organizada pelo Ministério da Cultura, por intermédio da Secretaria de Cidadania Cultural (SCC) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), propõe discutir a comunicação e a cultura como direitos fundamentais.

Antecedendo a realização da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e a II Conferência Nacional de Cultura (CNC) – programadas, respectivamente, para dezembro de 2009 e março de 2010 – a proposta é colocar em discussão temas diversos e convergentes como liberdade de expressão, inclusão cultural e digital, diversidade e identidades culturais, sustentabilidade das cadeias produtivas e economia criativa, convergência tecnológica e legislação, regionalização da produção e outros temas correlatos.

Dentre os objetivos do encontro na capital pernambucana está a articulação e mobilização para que Pontos de Cultura (conveniados com o MinC) – com atuação nas áreas de Audiovisual, Comunicação e Cultura Digital – Pontões de Cultura e Pontos de Mídia Livre tenham presença garantida nas conferências estaduais e demais atividades relacionadas à I Confecom e II CNC.

Este encontro nacional também se propõe a “aproximar as pontas” das diversas redes de comunicação para a cultura hoje em atuação no Brasil, capazes de agregar discussão de temas relevantes sobre políticas públicas para a cultura, democracia e desenvolvimento sustentável associados à produção de conteúdo de Pontos e Pontões de Cultura.

Estrutura

Durante os quatro dias da I Conferência Livre haverá a participação de convidados de entidades civis e governamentais que estão envolvidas diretamente na realização das conferências nacionais. A programação está composta por palestras, Grupos de Trabalho e atividades culturais. Como convidado e coordenador de um dos Grupos de Trabalho propostos, o presidente do CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, Antonio Claudino de Jesus representará a entidade no evento e abordará temas relacionados a acessibilidade e a Campanha pelos Direitos do Público.

Os Grupos de Trabalho (GTs) estarão divididos nas áreas Audiovisual, Cultura Digital, Comunicação e Redes de Comunicação para a Cultura. Após a reunião dos GTs Específicos por área, serão formados GTs gerais, que congregam e sistematizam propostas para a I Confecom, II CNC e a formação da Rede de Comunicação para a Cultura.

No último dia do encontro, todos os participantes se encontram para afinar perspectivas e fechar as cartas de propostas da I Conferência Livre de Comunicação para a Cultura, que servirão de base para as duas conferências nacionais.

Na programação cultural, a exibição de conteúdo audiovisual produzido pelos Pontos e Pontões de Cultura e discotecagens vão criar um espaço de integração e lazer entre os participantes durante duas noites do evento.

Mais informações através do e-mail comunicacultura.recife@gmail.com.

PL 29 & Defesa do Consumidor

Texto aprovado do PL 29 amplia direitos do consumidor

02/09/2009 |
Redação
Tele Síntese

A aprovação final do PL 29/07, que regulamenta o mercado de TV por assinatura e permite a entrada das teles no setor, concluída hoje na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, foi, na opinião do relator da matéria, deputado Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), “um passo enorme para o estabelecimento da regulação da distribuição de conteúdo audiovisual”.

O deputado defendeu o aperfeiçoamento do texto na Comissão de Ciência e Tecnologia, que examinará o projeto a partir de agora, sobretudo na questão do tempo de publicidade permitido. Um dos pontos polêmicos incluídos pelo relator, determinando que os conteúdos audiovisuais distribuídos pela internet, mediante remuneração, são igualmente considerados Serviço de Comunicação Audiovisual Eletrônica por Assinatura, foi mantido.

Em relação aos direitos do assinante, o relator incorporou os preceitos já definidos no Código de Defesa do Consumidor e demais normas aplicáveis às relações de consumo e aos serviços de telecomunicações, como regulamentos da Anatel. O assinante terá direito a receber cópia do contrato, contratar exclusivamente os canais de distribuição obrigatória e adquirir canais de programação de forma avulsa, além de estabelecer a gratuidade do ponto extra. Os dois últimos pontos são os que receberam mais críticas dos operadores. Dois destaques apresentados defendem a eliminação da venda avulsa de canais.

Cotas

No capítulo de conteúdo, o substitutivo determina que todos os canais  com programação majoritariamente ocupada por espaço qualificado exibam, pelo menos, 3h30 por semana – meia hora por dia – de conteúdo nacional, sendo 50% de produção independente. Todos os pacotes deverão ter um canal direcionado à exibição de filmes nacionais e nos pacotes em que for oferecido um canal jornalístico deverá ser ofertado outro, não coligado.

O novo substitutivo também altera a regra do canal nacional, ao exigir um canal para veiculação exclusiva de conteúdo brasileiro em cuja programação – ou seja, 24h, sendo que 12 dessas horas sejam de produtor brasileiro independente. E o canal jornalístico nacional extra terá que ser programado por programadora brasileira ou por outorgada do serviço de radiodifusão de sons e imagens, que possua majoritariamente conteúdos jornalísticos no horário nobre.

No que se refere a must carry, o substitutivo de Vital do Rêgo Filho delegou à Anatel, a tarefa de definir quais são os canais obrigatórios no caso de tecnologias que não comportem a distribuição dos sinais regionais. Ponto que resultou em destaque a ser apreciado na próxima quarta-feira.

Teles

O texto mantém os limites à participação cruzada entre empresas de telecomunicações e de audiovisual (produtores, programadores e radiodifusão), estendido os limites para todas as empresas de telecomunicações e incluída a possibilidade de controle de empresas ancilares de radiodifusão (um serviço de telecomunicações) por entidades de radiodifusão. E flexibiliza o artigo 86 da LGT (Lei Geral de Telecomunicações) de forma a permitir a exploração do serviço de comunicação audiovisual eletrônica por assinatura também por qualquer  empresa de telecomunicações.

A publicidade foi limitada à metade da prevista para a radiodifusão (12,5%), podendo ser fixados pela Ancine limites menores para canais direcionados ao público infanto-juvenil. Esta agência, inclusive, ficará responsável pela aplicação de sanções e penalidades somente nas atividades de programação e de empacotamento. Na definição das demais infrações, o relator optou pelo o modelo adoto no setor de telecomunicações, previsto na LGT (Lei Geral de Telecomunicações).

O fomento à produção nacional foi mantida nos mesmos limites aprovados na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, por meio do remanejamento de 10% do Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações). A novidade é que 15% dos recursos serão direcionados para produtores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.