Arquivo da tag: México

Lei da mídia é aprovada… no México!

Altamiro Borges*

minguitoApós uma longa tramitação, finalmente o Senado do México aprovou, nesta sexta-feira (4), o novo marco regulatório das telecomunicações. O texto representa um duro golpe nos dois principais oligarcas do setor: Carlos Slim, do Grupo América Móvil, e Emilio Azcárraga, do Grupo Televisa.

Ele também gera constrangimentos aos barões da mídia da América Latina, que sempre bajularam o presidente Enrique Peña Nieto por suas políticas neoliberais e de servilismo aos EUA. A velha imprensa não terá como acusar o governante de “chavista” ou “bolivariano”, como costuma fazer para interditar todo o debate sobre a urgente democratização dos meios de comunicação no mundo.

carlos_slim_792345Como aponta Jan Martínez Ahrens, no jornal espanhol “El País”, a lei aprovada limita os poderes dos monopólios e permite “a entrada de novos concorrentes na telefonia e na televisão. O objetivo da reforma não é apenas clarear o campo legislativo para facilitar o desembarque de outros atores, mas que estes, uma vez instalados, tenham a sua sobrevivência garantida frente aos velhos e formidáveis leões que povoam o território”. É certo que o Senado até conseguiu diluir as ambições originais do projeto, ao limitar a capacidade da agência fiscalizadora do setor. Mesmo assim, a nova lei reduz o poder dos dois conglomerados e dará maior oxigênio à frágil e viciada democracia do México.

Por divergir de outro projeto de Peña Nieto, que prevê a privatização do setor energético, o PRD, de centro-esquerda, votou contra o pacote que incluía a regulação da mídia – apesar de defender a democratização do setor. Mesmo assim, a reforma foi aprovada com 80 votos favoráveis e 37 contra. “A pedra angular da regulamentação é o conceito de preponderância, com o qual se pretende evitar os abusos de posição dominante. Sob tal definição, fruto da reforma constitucional de junho de 2013, se encaixam as companhias que tenham direta ou indiretamente mais de 50% de audiência, tráfico, usuários ou assinantes em seus respectivos setores”, explica a reportagem do jornal El País.

O parlamento considerou que os monopólios midiáticos distorcem a livre concorrência e prejudicam a sociedade. Para fiscalizar o cumprimento deste princípio constitucional já havia sido criado um organismo autônomo, Instituto Federal das Telecomunicações (IFT), no ano passado. “Seu primeiro julgamento, em março passado, deu uma paulada em Slim e Azcárraga. O instituto estabeleceu que o primeiro, dono de uma das maiores fortunas do mundo e controlador de 84% do mercado de telefonia fixa e o 70% do de telefonia móvel, deveria compartilhar sua infraestrutura com os competidores. E a Televisa, com 60% do mercado, precisará oferecer gratuitamente o seu sinal às TVs pagas”.

A votação no Senado trouxe, porém, perigosos contrabandos. A nova lei abre brechas para o fim da neutralidade na internet, permitindo que as empresas de telefonia cobrem tarifas diferenciadas pelos serviços. “Essa prática, que já foi proibida no Brasil, mas vigora nos EUA, motiva críticas por acabar com a ‘neutralidade’ da rede, ao sujeitar a qualidade do serviço à capacidade de pagamento do usuário. Outro aspecto polêmico da nova norma é a possibilidade de bloquear as telecomunicações numa determinada região em caso de ‘cometimento de delitos’. De acordo com organizações da sociedade civil, essa regra permitirá um apagão comunicacional para calar manifestações ou outras atividades de protesto”.

Fonte: Blog do Miro

80 anos do cinema sonoro mexicano

santa-film-mexicanoOs 80 anos do cinema sonoro mexicano serão comemorados com uma exposição alegórica, que será inaugurada hoje na cidade de Guadalajara, capital do estado de Jalisco.

A amostra, que permanecerá aberta até 12 de outubro, está composta por fragmentos dos primeiros filmes sonoros, fotos e cartazes, câmeras de filmagem e equipamentos de projeção, entre outros objetos daquela época.

Em seus espaços é contada a história da consolidação cinematográfica mexicana, que realizou então numerosos filmes de larga-metragem e teve uma ampla presença na maioria dos países de América Latina, Espanha e em diversas regiões dos Estados Unidos.

Entre aqueles primeiros filme sonoro, estão “Santa”, “Más fuerte que el deber”, “El compadre Mendoza”, “Vámonos con Pancho Villa” e “La mujer del puerto”.

Esta exposição será inaugurada com uma conferência magistral dos historiadores Rosario Vidal e Eduardo de la Vega.

A primeira exibição pública de cinema sonoro no mundo aconteceu em Paris em 1900, décadas antes da sincronização confiável entre som e imagem ter se tornado comercialmente viável.

A projeção pioneira comercial de filmes com som completamente sincronizado foi em Nova York, em abril de 1927.

* Prensa Latina

30 anos sem Luis Buñuel

Luis BuñuelO cineasta espanhol Luis Buñuel foi lembrado em sucessivas jornadas pelo aniversário 30 de sua morte na Cidade do México, onde viveu 36 anos e filmou 20 de seus 32 filmes.

Nesta segunda-feira (29), a Cinemateca Nacional e a Casa Buñuel organizaram uma exibição especial do filme O Alucinado (1952), drama psicológico considerado um dos filmes com melhor bilheteria realizados pelo artista, entre os 10 melhores filmes mexicanos, e com uma das melhores atuações da carreira do ator Arturo de Córdova.

Na casa onde viveu o cineasta aragonês no México, localizada na Colônia del Valle e em processo de restauração para ser convertida em museu, serão apresentados seus emblemáticos filmes Os Esquecidos e Viridiana.

Em 2014 a mansão passará a ser um centro cultural dedicado ao cinema, ainda que esta semana está previsto que seja usada para uma oficina de cinema com o espanhol Jonás Trueba.

A cinemateca da Universidade Nacional Autônoma do México também projetará o ciclo Buñuel mexicano: 30 anos de sua morte, no qual abordará a presença do artista na importante filmografia do país.

Serão várias comemorações que diversas instituições culturais e cinematográficas realizarão até os primeiros dias de agosto, incluindo projeções especiais, conferências e oficinas para prestar homenagem ao artista.

Para alguns estudiosos de sua obra, como José Antonio Valdés, chefe de informação da Cinemateca Nacional, Buñuel encontrou no México seu verdadeiro lar.

O chamado Alquimista do Cinema nasceu em 22 de fevereiro de 1900 em Aragão, Espanha, e desenvolveu sua longa carreira na França, Espanha, Estados Unidos e México, onde viveu quatro décadas e fez o cinema que quis, sempre com muito pouco recursos.

Luis Buñuel faleceu em 1983 na Cidade do México aos 83 anos de insuficiência cardíaca, hepática e renal provocada por um câncer.

150px-Luis_Buñuel

Saiba + sobre

Luis Buñuel (Calanda22 de Fevereiro de 1900 — Cidade do México29 de Julho de 1983) foi um realizador de cinema espanhol, nacionalizadomexicano.1 Trabalhou com Salvador Dalí, de quem sofreu fortes influências na sua obra surrealista.

A obra cinematográfica de Buñuel, aclamada pela crítica mas sempre cercada por uma aura de escândalo, tornou-o um dos mais controversos cineastas do mundo, sempre fiel a si mesmo. Buñuel também influenciou fortemente a carreira do realizador conterrâneo Pedro Almodovar.

Renovación del cineclubismo

R

ecuperar y transformar la tradición de los cine clubes. Durante la Segunda Conferencia Mundial del Cineclubismo, realizada esta semana en el Museo Carrillo Gil y en la Biblioteca Miguel Lerdo de Tejada, durante cuatro días y en nueve mesas de trabajo, se discutió la coordinación de esfuerzos para impulsar políticas culturales que ofrezcan, en el terreno audiovisual, contrapesos a la hegemonía de la oferta estadunidense. Esto implica específicamente la difusión de cine independiente en nuevos circuitos de exhibición alternativa. De todos es conocido que desde la firma del tratado de libre comercio de 1994 la desaparición de las salas de cine populares y su remplazo por complejos cinematográficos, equipados con la tecnología más avanzada, limitó el acceso a los nuevos cines a amplias capas de la población, volviendo la exhibición un privilegio de las elites.

El cine tuvo como punto de partida ser ante todo una mercancía, un negocio rentable que disponía, para su expansión idónea, de toda una infraestructura capaz de crear en los públicos las necesidades nuevas: un entretenimiento a la medida, diseñado principalmente por las grandes empresas estadunidenses, que en lo sucesivo controlarían, de modo virtualmente exclusivo, la casi totalidad del circuito de exhibiciones. Esto trajo como consecuencia una programación dominada en 90 por ciento por los productos estadunidenses y el arrinconamiento progresivo de una cinematografía local que en la década pasada llegó a producir un promedio de 33 películas, con su punto más bajo en 1988 de sólo ocho estrenos. Actualmente el cine mexicano se precia de haber multiplicado aquel volumen de producciones (hasta alcanzar 60 cintas por año), pero es incapaz de sostener en el mercado lo que produce. De esos trabajos, sólo consiguen estrenarse la mitad, y 80 por ciento de esa mitad lo hace en condiciones deplorables: con una o dos semanas en cartelera, en horarios desventajosos y salas alejadas del circuito más redituable. La mayoría de los estrenos nacionales coinciden casi siempre con otro de alguna superproducción hollywoodense que los eclipsa y desplaza a la periferia, cuando no inhibe por completo su salida. En consecuencia, y a pesar de su pretendida bonanza, la producción anual de cintas locales sólo es vista por 8 millones de los mexicanos (Víctor Ugalde, revistaToma, número 4).

II Conferencia Mundial del Cineclubismo

globo cmc verdeCon el fin de divulgar la memoria del público y la cultura cinematográfica, propiciar un encuentro entre promotores culturales y desarrollar estrategias de difusión audiovisual, se realiza por segunda ocasión este encuentro en México entre más de 10 países a través de cine clubes, investigadores e instituciones nacionales e internacionales. Los objetivos de laConferencia Mundial del Cineclubismo son presentar trabajos de investigación y divulgación de actividades cineclubistas en 9 mesas de trabajo. Participan 10 invitados mexicanos y habrá una Muestra de documentales sobre el cineclubismo con 3 sesiones de cine-debate. En el Museo de Arte Carrillo Gil y en la Biblioteca Miguel Lerdo de Tejada se llevarán a cabo las mesas redondas y se ofrecerán muestras de periódicos, documentos, carteles, video y fotografías para divulgar la memoria y las experiencias cineclubistas, así como para promover estudios, reflexiones y tareas en torno a los Derechos del Público. Participan representantes e invitados de Argentina, Bolivia, Brasil, Colombia, Ecuador, España, Italia, México, Túnez, Venezuela y otros.

Programa

globo cmc verdeJueves 20 de agosto 2009

Museo de Arte Carrillo Gil | Sala 3Gmacg

10:30-12:00 hrs.

Cineclubismo iberoamericano: educación y memoria

Julio Lamaña, España

Gabriel Rodríguez, México

Modera: Felipe Macedo, Brasil

12:15-14:00 hrs.

Panorama mundial, los cine clubes en el siglo XXI

Videomensajes y saludos internacionales

Paolo Minuto, Italia

Claudino de Jesus, Brasil

Felipe Macedo, Brasil

Modera: Julio Lamaña, España

17:00-19:00 hrs.

Suministros culturales para el público

José Serralde, México

Miguel Ángel Recillas, México

Sebastian Huber, Alemania-México

Modera: Paula Astorga, México

20:00-21:30 hrs.

Muestra de documentales sobre el cineclubismo/ Cine debate

globo cmc verdeViernes 21 de agosto 2009

Biblioteca Miguel Lerdo de TejadaBiblioteca Miguel Lerdo de Tejada, Ciudad de México

República del Salvador 49, Centro Histórico

Entrada Libre, cupo limitado

Informes: 3688 9837

10:30-12:00 hrs.

Experiencias mexicanas

Jorge Sánchez, México

Nelson Carro, Uruguay-México

Fernando Osorio, México

Modera: Gabriel Rodríguez, México

12:15-14:00 hrs.

Difusión y exhibición alternativa

Julio Lamaña, España

Fernando Serrano, México

Modera:

17:00-19:00 hrs.

Derechos del Público: Avances y retos legislativos

Claudino de Jesus, Brasil

Lorenza Manrique, México

José Alfonso Suárez del Real, México

Paolo Minuto, Italia

Modera: Fernando Serrano, México

20:00-21:30 hrs.

Muestra de documentales sobre el cineclubismo/ Cine debate


globo cmc verdeSábado 22 de agosto 2009

Museo de Arte Carrillo Gil | Sala 3Gsala 3G/ cineclub revolución

10:30-12:00hrs.

Panorama actual de los cine clubes mexicanos

Cine Clubes del DF, México

Patricia Zavala, México

Abel Chávez, México

Modera: Andrés Pulido, México

12:15-14:00 hrs.

Capacitación y formación de promotores culturales

Felipe Macedo, Brasil

Vanessa Bohorquéz, México

Fernando Serrano, México

Modera: Gabriel Rodríguez, México

17:00-19:00 hrs.

Perspectivas tecnológicas y culturales

José Serralde, México

Julio Lamaña, España

Claudino de Jesus, Brasil

Modera: Paolo Minuto, Italia

20:00-22:00 hrs.

Muestra de documentales sobre el cineclubismo/ Cine debate

Participan

Sobre nuestros participantes

Abel Chávez es responsable del Cine Club de la Universidad Juárez de Durango.

Agustín Martínez M. es un realizador audiovisual, integrante de los Jinetes Sampleadores de Im@genes.

Andrés Pulido labora en Vinculación Comunitaria de la Secretaría de Cultura Gobierno de la Ciudad de México.

Cineclube Lanterninha Aurélio es el segundo cineclub más antiguo de Rio Grande do Sul.

Claudino de Jesus es presidente del Consejo Nacional de Cineclubes Brasileños y vice-presidente de la Federación Internacional de Cineclubes.

Cristina Marchese es productora y realizadora, Secretaria del Grupo Latinoamericano de la FICC y dirige el Cineclub Santa Fe.

Felipe Macedo, cineclubista y productor cultural, autor del Pequeño Manual del cineclub.

Fernando Osorio, ex programador del cine club de la Casa de la Cultura en Puebla. Experto en conservación y restauración fílmica.

Fernando Serrano, Circuito de Festivales de la Secretaría de Cultura del GDF.

Gabriel Pérez, de la Red Nacional de Cine Clubes La Iguana y de la Red de Cine Clubes Jorge García Usta de Cartagena, Colombia.

Gabriel Rodríguez del Cineclub Revolución, Director de la Conferencia Mundial del Cineclubismo y Mundokino.

Jorge Sánchez, Fundador de Zafra Cine Difusión y Director del Festival Internacional de Cine en Guadalajara.

José Alfonso Suárez del Real, Diputado LX Legislatura, Comisión de Cultura.

Julio Lamaña, miembro de la Federación Catalana de Cineclubs, Director de Información de la FICC y organizador de Cinesud-Difusión de Films.

Lorenza Manrique, cineasta y coordinadora de la iniciativa de Ley de Fomento al Cine en el DF.

Luiz Alberto Cassol, realizador y promotor audiovisual de Rio Grande Do Sul, Brasil.

Miguel Ángel Recillas, Subdirector de Evaluación y Control Comercial IMCINE, México.

Nelson Carro es un periodista cinematográfico uruguayo radicado en México hace más de 20 años.

Omaira Moscoso es Directora de Cine sobre ruedas y Cine sin barreras del CECTV Guayaquil, Ecuador.

Marcelo Cordero es Director del Centro Cultural Yaneramai, Bolivia.

Paolo Minuto es Presidente de la Federación Internacional de Cine Clubes.

Patricia Zavala, Coordinadora de invitados y proyección del Cineclub Revolución.

Paula Astorga, Productora Circo 2.12 A.C. y la Sociedad del Cine Tlatelolco.

Sebastian Huber, Goethe-Institut Mexiko.

Saida Cherif, miembro de la Federación de Cineclubes de Tunez.

Sergio Marcano es guionista, editor y director de cine documental en Venezuela.

Yenny Chaverra es funcionaria de la Dirección de Cine, Ministerio de Cultura, Colombia

Apoyo

logos cmc 2009

Un comentario