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Observatório Cineclubista e Diálogos do Sul firmam parceria Pelos Direitos do Público

Diálogos do Sul Logo PerfilFortalecer e lutar pelos Direitos do Público! Este é o principal objetivo da parceria entre o Espaço Cultural e Revista Diálogos do Sul e o Observatório Cineclubista. Fundamentada na Carta dos Direitos do Público ou simplesmente Carta de Tabor, a luta pelos Direitos do Público é desenvolvida em todo o mundo pela FICC – Federação Internacional de Cineclubes e ganha dia após dia novos adeptos que reconhecem sua importância no contexto das novas geografias e economias globais, nas quais à cultura e, em especial, o audiovisual são fundamentais para o pleno exercício das soberanias nacionais e preservação das identidades e diversidades culturais.

Criado em 2006, o Observatório Cineclubista Brasileiro foi inicialmente desenvolvido pelo CREC – Centro RioClarense de Estudos Cinematográficos em parceria com o Centro de Voluntariado de Rio Claro e Tv Cidade Livre – Canal Comunitário de Rio Claro, dentro do plano de trabalho de implantação do PCRC – Ponto de Cultura Rio Claro Cidade Viva. Um projeto patrocinado com recursos do Programa Cultura Viva, implementado pela SPPC – Secretaria de Programas e Projetos Culturais do MinC – Mistério da Cultura.

Teia CineclubistaLançado oficialmente em 2007 durante a 26 Jornada Nacional de Cineclubes realizada em Santa Maria (RS), a primeira versão do banco de dados organizada denominava-se DATACREC@ e teve significativa importância dentro do processo de fortalecimento e ampliação do número de cineclubes que se associaram ao CNC / Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros. Durante sua trajetória o Observatório Cineclubista contou com apoios da Fundação Ford, através da CBDC – Coalizão Brasileira da Diversidade Cultural e do CBC – Congresso Brasileiro de Cinema.

Junto com o CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros o Observatório teve também fundamental importância na divulgação da Campanha Internacional Pelos Direitos do Público lançada pela FICC – Federação Internacional de Cineclubes, que como já referido é fundamentada na Carta dos Direitos do Público ou Carta de Tabor.

A campanha é permanente e está aberta à participação de tod@s que acreditam que a cultura é um direito fundamental e inalienável das pessoas e dos povos do mundo. LEIA A CARTA, Assine o Manifesto e COMPARTILHE!

Carta dos Direitos do Público ou “Carta de Tabor”

Nós Somos o PúblicoA Federação Internacional de Cineclubes (FICC), organização de defesa e desenvolvimento do cinema como meio cultural, presente em 75 países, é também a associação mais adequada para a organização do público receptor dos bens culturais audiovisuais.Consciente das profundas mudanças no campo audiovisual, que geram uma desumanização total da comunicação, a Federação Internacional de Cineclubes, a partir de seu congresso realizado em Tabor (República Tcheca), aprovou por unanimidade uma

Carta dos Direitos do Público

  1. Toda pessoa tem direito a receber todas as informações e comunicações audiovisuais. Para tanto deve possuir os meios para expressar-se e tornar públicos seus próprios juízos e opiniões. Não pode haver humanização sem uma verdadeira comunicação.
  2. O direito à arte, ao enriquecimento cultural e à capacidade de comunicação, fontes de toda transformação cultural e social, são direitos inalienáveis. Constituem a garantia de uma verdadeira compreensão entre os povos, a única via para evitar a guerra.
  3. A formação do público é a condição fundamental, inclusive para os autores, para a criação de obras de qualidade. Só ela permite a expressão do indivíduo e da comunidade social.
  4. Os direitos do público correspondem às aspirações e possibilidades de um desenvolvimento geral das faculdades criativas. As novas tecnologias devem ser utilizadas com este fim e não para a alienação dos espectadores.
  5. Os espectadores têm o direito de organizar-se de maneira autônoma para a defesa de seus interesses. Com o fim de alcançar este objetivo, e de sensibilizar o maior número de pessoas para as novas formas de expressão audiovisual, as associações de espectadores devem poder dispor de estruturas e meios postos à sua disposição pelas instituições públicas.
  6. As associações de espectadores têm direito de estar associadas à gestão e de participar na nomeação de responsáveis pelos organismos públicos de produção e distribuição de espetáculos, assim como dos meios de informação públicos.
  7. Público, autores e obras não podem ser utilizados, sem seu consentimento, para fins políticos, comerciais ou outros. Em casos de instrumentalização ou abuso, as organizações de espectadores terão direito de exigir retificações públicas e indenizações.
  8. O público tem direito a uma informação correta. Por isso, repele qualquer tipo de censura ou manipulação, e se organizará para fazer respeitar, em todos os meios de comunicação, a pluralidade de opiniões como expressão do respeito aos interesses do público e a seu enriquecimento cultural.
  9. Diante da universalização da difusão informativa e do espetáculo, as organizações do público se unirão e trabalharão conjuntamente no plano internacional.
  10. As associações de espectadores reivindicam a organização de pesquisas sobre as necessidades e evolução cultural do público. No sentido contrário, opõem-se aos estudos com objetivos mercantis, tais como pesquisas de índices de audiência e aceitação.
Tabor, 18 de setembro de 1987

Filmes são Feitos para serem vistosCom o lema: Filmes São Feitos Para Serem Vistos! o Observatório mantêm também a Cinemateca Cineclubista Brasileira que agora devido a nova parceria com a Diálogos do Sul ampliará seu acervo buscando abarcar a produção audiovisual latinoamericana.

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Cine+Cultura amplia rede de exibidores da Mostra do Filme Livre

A 9a Mostra do Filme Livre – MFL (de 23 de março a 08 de abril, no Centro Cultural do Banco do Brasil, Rio de Janeiro), contará com uma importante parceria para ampliar sua atuação. A Associação de Cineclubes do Rio de Janeiro – ASCINE-RJ articulou a exibição dos filmes da Mostra em uma rede de cineclubes, atendendo aos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A parceria com a MFL, que já funciona há alguns anos com os cineclubes filiados à ASCINE-RJ, foi ampliada nesta edição, através da articulação com as instituições beneficiadas pelos editais da ação Cine Mais Cultura, os chamados Cines. O circuito de exibição da Mostra do Filme Livre contará com 17 cineclubes, dentre eles 12 contemplados pelo Cine Mais Cultura, que realizarão 27 sessões.

A ação Cine Mais Cultura disponibiliza equipamento audiovisual de projeção digital, obras brasileiras do catálogo da Programadora Brasil e oficina de capacitação cineclubista. Assim, a ação vêm incrementando a exibição não comercial de filmes em todo o país. Até o momento, o Cine Mais Cultura disponibilizou 401 kits de equipamentos para projeção audiovisual, sendo 25 a instituições sem fins lucrativos fluminenses e outros 10 a instituições capixabas. Esse incremento possibilita o surgimento de novas ações em rede, como este circuito de exibição da Mostra do Filme Livre.

No Rio de Janeiro, onde há uma boa diversidade regional entre os Cines participantes da atividade em rede, haverá sessões em vários bairros da capital e cidades da Baixada Fluminense e em outras regiões, inclusive Porciúncula, no extremo norte do estado, e Nova Friburgo, na região serrana. O Espírito Santo, nesta edição, contará com apenas um cineclube, o Maguerê, em Vitória, realizando 4 sessões com os filmes da Mostra, que pela primeira vez chegará ao estado.

Os Cines que participam da atividade cursaram a oficina do Cine Mais Cultura, coordenada pelo Conselho Nacional de Cineclubes e ministrada pela ASCINE-RJ. A Associação também ficou responsável por monitorar os Cines formados durante os três meses iniciais de exibições. Como parte da monitoria, a Associação propôs a ampliação da parceria que já tinha com a Mostra do Filme Livre. Como se pode ver, uma articulação acolhida com entusiasmo pelos Cines.

Entre março e maio deste ano, 239 Cines recém-formados pela ação Cine Mais Cultura em todo o Brasil passam pelo processo de monitoria, sempre com o apoio do Conselho Nacional de Cineclubes. Nos demais estados, articulações similares poderão ocasionar novas ações em rede, contribuindo para a difusão da produção cinematográfica nacional e também estimulando a exibição de conteúdos regionais.

Mais informações e a programação completa no site da Mostra:

www.mostradofilmelivre.com

http://ascinerj.blogspot.com