Arquivo da tag: povos indígenas

Índios, Memória de Uma CPI, de Hermano Penna

Índios, Memória de Uma CPINeste 19 de abril, o ObservaCine compartilha este documentário do amigo, cineasta e cineclubista, Hermano Penna.

O filme “Índios, memória de uma CPI” é um média metragem de 32 minutos de duração que utiliza o material cinematográfico que documentou a histórica Comissão Parlamentar de Inquérito, realizada pela Câmara dos Deputados em 1968 e que investigou a situação dos povos indígenas.

A CPI do Índio, como na ocasião ficou conhecida essa iniciativa da Câmara Federal, foi a primeira Comissão de Inquérito (CPI) que saiu do prédio do Congresso para fazer suas investigações in loco. Inicialmente foram pensadas cinco viagens para regiões onde mais se agudizavam os conflitos entre índios e as frentes pioneiras.

Confira:

Índios, Memória de Uma CPI

http://www.youtube.com/watch?v=qlayUPFEIBI

Fala o diretor:

hermano pennaFui convidado por Olympio Serra, o antropólogo assessor da CPI, para documentar as viagens dos deputados. Contando com a colaboração direta da Universidade de Brasília, com uma câmera Arri/16, do Hospital Distrital de Brasília e um Nagra do Smithoniam Institute, eu, fotografando e dirigindo, e Fernando Almeida, fazendo o som, filmamos as duas viagens que a CPI conseguiu realizar até o fatídico dia de 13 de dezembro de 1968, dia do AI-5.

Na primeira viagem, aos estados do Pará, Goiás e Maranhão, contamos com a presença de Maurice Capovilla, que na época colaborava na reestruturação do Departamento de Cinema da Universidade de Brasília, e muito auxiliou nas primeiras filmagens do documentário.

A CPI foi interrompida pelo AI-5, vários dos seus membros foram cassados, inclusive o seu relator o Dep. Marcos Kertzmann, e não concluiu os seus trabalhos.

O filme também sofreu as consequências da brutalidade política: os negativos e o som me foram tomados. Estava adiada a primeira tentativa do cinema brasileiro em colocar a questão do índio como problema social e político, antes toda a cinematografia indígena era etnográfica. Anos mais tarde viria o pioneiro “Terra dos Índios” de Zelito Viana, “Uirá” de Gustavo Dahll e mais tarde o “Mato Eles” de Sérgio Bianchi.

Ficou adiada também, a minha estreia num filme de fatura semi profissional.

Anos se passaram e nunca aceitei a violência política de que fomos vítimas.

Finalmente consegui, quinze anos depois, reaver os originais de imagem e som de forma rocambolesca, mas isso já é outro filme.

A colaboração da TV CÂMARA foi determinante na finalização do filme, em 1998, ano em que a Camapanha da Fraternidade tem a questão indígena como tema. E, que esse filme participe da continuada, diária, luta contra o preconceito e pelo respeito às diferenças étnicas.

* Hermano Penna, um cearense meio baiano, meio paulista. Brasileiro. Bom amigo e conselheiro. Cineasta e Cineclubista. Assim é Hermano Penna. Mi Hermano. Gente da melhor qualidade. De coração e alma grande. Militante e comprometido com muitas causas. Ambientais, culturais e políticas. Documentarista da melhor qualidade. Amigo dos índios.

Carta de Diamantina dos Coletivos de Audiovisual Indígenas no Brasil

audiovisual indígenaReunidos em Diamantina, durante o 45o Festival de Inverno da Universidade Federal de Minas Gerais, no contexto do Encontro de Realizadores Indígenas, nós, representantes de coletivos indígenas de produção audiovisual, organizações de apoio à produção indígena, professores e estudantes universitários, decidimos e propomos encaminhar a seguinte pauta urgente:

Diamantina, 25 de Julho de 2013.

Há na sociedade brasileira uma persistente invisibilidade das tradições culturais indígenas, e poucos instrumentos de difusão desta realidade. As imagens veiculadas na grande mídia são reiterativas de preconceitos e informações equivocadas sobre o universo indígena.

Tal situação contradiz o que determina a Constituição Federal em relação às populações indígenas e o que a mesma expressa sobre a necessidade de democratização dos meios de comunicação, como nos trechos:

1) o Artigo 231, que assegura às populações indígenas o “reconhecimento de sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições”;

2) os princípios declarados no Artigo 221, segundo os quais “A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão” darão “preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas”, à “promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação”, e à “regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei”;

3) o Artigo 215, que assegura que o Estado garantirá “a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”, citando especificamente a proteção das “manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras.”

Diante do exposto, reivindicamos perante o Estado brasileiro ações concretas que visem a promoção de políticas específicas na área do audiovisual para as populações indígenas, que contemplem:

– A formação continuada de realizadores indígenas através de oficinas e programas específicos de capacitação;

– Estímulo à produção de conteúdos audiovisuais indígena para o cinema, TV e novas mídias através de editais e prêmios específicos;

– Mecanismos e espaços adequados para a exibição e distribuição da crescente quantidade de trabalhos feitos por indígenas;

– As necessidades específicas das populações indígenas, oferecendo mecanismos desburocratizados e simplificados para a submissão de projetos, prestação de contas e registro de obras finalizadas;

– Produção de informação sobre os acervos audiovisuais portadores da memória indígena (incluindo aqueles relativos à violência perpetrada contra as populações indígenas ao longo do século XX), muitas vezes inacessíveis, de forma a garantir ampla repatriação dessa memória a suas comunidades de origem;

– A criação de espaços específicos para conteúdos indígenas nas diversas televisões públicas sob a gestão da EBC, assim como os canais legislativos (TV Senado, TV Câmara, TV Justiça), canais públicos estaduais, e canais de televisão universitários, e ao TV Escola do MEC;

– A retomada e ampliação de ações bem sucedidas, que promoveram o maior conhecimento mútuo entre indígenas e não indígenas, contribuíram para a minimização de conflitos e preconceitos, e que significaram uma janela de visibilidade para a produção audiovisual indígena, como é o caso do extinto programa A’Uwe da TV Cultura;

– O reconhecimento e a valorização das produções audiovisuais realizadas por indígenas como obras cinematográficas e de arte.

Direito-autotalNossa expectativa é que a Secretaria do Audiovisual coordene ações transversais referentes a essas políticas para o audiovisual indígena entre diversas esferas do governo, tais como as Secretarias e Institutos do Ministério da Cultura (dentre eles, o IPHAN), o MEC, o Ministério do Meio Ambiente, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o Ministério da Justiça, a FUNAI e o Museu do Índio.

Todas essas ações devem conduzir à conquista de um espaço mais amplo de visibilidade e à abertura de uma janela para o rico universo da produção audiovisual indígena no Brasil hoje. Por fim, é imprescindível que tais esforços sejam conduzidos com a participação efetiva de cineastas indígenas, dos seus coletivos, das suas associações, e de organizações de apoio à causa indígena.

Solicitamos uma resposta a todas estas nossas reivindicações e pedimos uma audiência junto ao Ministério da Cultura e à Secretaria do Audiovisual.

Atenciosamente,

Patrícia Ferreira – Coletivo de Cinema Mbya-Guarani
Aldo Ferreira – Coletivo de Cinema Mbya-Guarani
Oriel Benites – Aty Guassu Guarani Kaiowa
Takumã Kuikuro – Coletivo de Cinema Kuikuro
Monai Kuikuro – Coletivo de Cinema Kuikuro
Isael Maxakali – Coletivo Maxakali de Cinema
Suely Maxakali – Coletivo Maxakali de Cinema
Elizangela Maxakali – Coletivo Maxakali de Cinema
Cassiano Maxakali – Coletivo Maxakali de Cinema
Tawana Kalapalo – Realizador Indígena Kalapalo
Divino Tserewahú – Realizador Indígena Xavante
Laércio Tseredzadadzuté – Realizador Indígena Xavante
Edgar Nunes Corrêa – Fotógrafo e realizador Xakriabá
Fabiane Duarte – Guarani Kaiowá, Tekohá Guiraroká
Argemir Freitas – Guarani-kaiowá
Saldo Capilé Jorge – Associação Cultural de Realizadores Indígenas ASCURI Guarani-Kaiowá
Valmir Gonçalves Cabreira – Guarani-Kaiowá, Tekohá Guaiviry
Zezinho Yube (José de Lima Kaxinawa) – Assessor de Assuntos Indígenas do Governo do Acre, Conselheiro do Vídeo nas Aldeias
Morzaniel Iramari Yanomami – Realizador Yanomami da Associação Hutukara
Amaitá Waiwai – Cacique Waiwai
César Guimarães – Professor do Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da UFMG e Coordenador Geral do Festival de Inverno da UFMG.
André Brasil – Coordenador do Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da UFMG
Vincent Carelli – Vídeo nas Aldeias
Ana Carvalho – Vídeo nas Aldeias
Ruben Caixeta de Queiroz – Coordenador do Programa Pós-Graduação em Antropologia da UFMG, Filmes de Quintal.
Carolina Canguçu – Associação Filmes de Quintal
Junia Torres – Associação Filmes de Quintal
Pedro Portella Macedo – Presidente da Associação Filmes de Quintal
Laine Milan – roteirista e diretora, diretora do programa A’Uwe na TV Cultura
Idelber Avelar – Tulane University
Marco Altberg – Diretor e produtor de Cinema, TV e novas mídias.
Maurice Capovilla – Cineasta Bona Fide
Luciana de Oliveira – Professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG
Luísa Elvira Belaunde – Professora de Antropologia IFCS / UFRJ
Marina Guimarães Vieira – Professora de Antropologia UFBA
Bernard Belisário, estudante de mestrado em Comunicação Social – UFMG
Cristiane da Silveira Lima – Doutoranda em Comunicação Social UFMG e Coordenadora do Coletivo de Cineastas Indígenas do 45o. Festival de Inverno da UFMG.
Frederico Lobo – Txai Filmes
Ana Maria Gonçalves – Escritora
Ernesto de Carvalho – Estudante de Doutorado em Antropologia – NYU, Vídeo nas Aldeias
Janaína Ferreira – Estudante de Mestrado em Antropologia UFMG
Roberto Romero Ribeiro Junior – Estudante de Mestrado em Antropologia Museu Nacional UFRJ
Ramiro Queiroz – Estudante de Mestrado em Antropologia UFMG
Raquel Amaral – Mestrando em Antropologia UFMG
Ana Estrela – Estudante de Mestrado em Antropologia UFMG
Ana Fiod – Estudante de Mestrado em Antropologia Museu Nacional UFRJ
Julia Barreto Bernstein – Maraberto Filmes
Maria Luísa de Souza Lucas – Estudante de Mestrado em Antropologia Museu Nacional UFRJ
Jean-Sebastien Houle – Mestrando em Cinema, Université de Montreal
Joanna Espinosa – Estudante de Doutorado em Cinema de Paris I e UFF
Brenda Suyanne Barbosa – Estudante de Música , UFSJ
Karina Fuzaro – Estudante de Mestrado em Educação UFU
Lucas Vinícius Chamone Lima – Estudante de Mestrado em Química UFVJM
Sofia Robin Ávila da Silva – Estudante de Letras da UFRGS
Lucas Alves – Estudante de Ciências Sociais UFMG
Nadja Marin – Laboratório de Imagem e Som em Antropologia da USP
João Baptista Pimentel Neto – presidente do CBC – Congresso Brasileiro de Cinema;

wa18Também subscrevem:

CBC – Congresso Brasileiro de Cinema;

Cinemateca Diálogos do Sul;

CREC – Centro Rio-Clarense de Estudos Cinematogrpaficos;

Difusão Cineclube;

Espaço Cultural Diálogos do Sul;

FAIA – Festival de Atibaia Internacional do Audiovisual;

Observatório Cineclubista Brasileiro;

X FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINE Y VIDEO DE LOS PUEBLOS INDIGENAS

“Rompiendo Fronteras, por la Autodeterminación de los Pueblos Indígenas del Mundo“

CONVOCATORIA

Los Pueblos y Nacionalidades Indígenas del Ecuador INVITAN

A participar activamente del

X FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINE Y VIDEO DE LOS PUEBLOS INDIGENAS


INTRODUCCION

La Confederación de Nacionalidades Indígenas del Ecuador a través de la Dirigencia de Comunicación impulsa la creación de productos audiovisuales desde la visión e intereses de los pueblos indígenas con énfasis en su más amplia difusión y en esta ocasión lo hace mediante la organización del X Festival Internacional de Cine y Video de los Pueblos Indígenas.

Mediante este proceso la CONAIE junto a la Coordinadora Latinoamericana de Cine y Comunicación de los Pueblos Indígenas, CLACPI buscan reafirmar la continuidad de lucha de los nacionalidades y pueblos indígenas del Abya Yala y del mundo para que se reconozca y se pongan en práctica las diversas formas de comunicación que se mantienen vivas, así como también el acceso y el manejo de herramientas tecnológicas tradicionales y modernas de comunicación.

Así pretendemos expresar las diferentes formas de ver la producción cinematográfica y video gráfica desde la mirada de las nacionalidades y Pueblos que hoy avanzan por el pleno ejercicio de sus derechos dentro del Estado Plurinacional del Ecuador.

El X Festival Internacional de Cine y Video de los Pueblos Indígenas es el resultado de un largo camino iniciado en 1985 por comunicadoras y comunicadores, cineastas, colectivos de producción indígenas y no indígenas de Abya Yala en busca de busca de afirmar el pleno reconocimiento social, político y cultural de los pueblos indígenas; resaltar el valor de la imagen y la comunicación para celebrar un mundo plural en el que los pueblos indígenas puedan construir un mejor futuro; motivando la producción de obras cinematográficas y video gráficas que dan voz y que les retratan dignamente; y también fortalecer los lazos que unen a las y los comunicadores indígenas y no indígenas de todo el mundo luchando por un mundo más justo y por el pleno reconocimiento del derecho de los pueblos indígenas a la autodeterminación.

OBJETIVOS

Los objetivos del X Festival son:

*Impulsar una Comunicación Plurinacional y difundir las tradiciones y valores, cosmovisión, maneras de vida, desafíos y retos de los pueblos indígenas en función de propiciar el diálogo y entendimiento intercultural.

*Educar, entretener, inspirar, apoyar a las comunidades indígenas y celebrar el espíritu humano con todas sus formas y logros.

*Intercambiar ideas y experiencias sobre las distintas formas de hacer comunicación indígena y analizar el avance en el cumplimiento de los derechos de los pueblos indígenas en el contexto actual.

ACTIVIDADES

Muestra Itinerante en diferentes organizaciones y provincias del país

VII Encuentro Internacional Cine y Comunicación de los Pueblos Indígenas

Encuentro de Música y Danza de las Nacionalidades y Pueblos

Exposición Fotográfica de las Nacionalidades y Pueblos

Un Foro Internacional sobre Cambio Climático y Comunicación desde la visión de las Nacionalidades y Pueblos.

DESARROLLO DEL FESTIVAL

El Festival se desarrollara en las provincias de Cotopaxi , Pastaza, , Guayaquil, Sucumbíos, Zamora Chinchipe, concluyendo en Pichincha – Quito. Para ello 4 equipos móviles integrados por comunicadores indígenas del Ecuador e invitados internacionales proyectarán las obras seleccionadas en las comunidades indígenas.

CRONOGRAMA GENERAL DEL X FESTIVAL

El cronograma del X Festival es el siguiente:

Recepción de Trabajos: del 22 de Febrero al 10 de Julio de 2010

Selección del Material de la Muestra Oficial y Muestras Informativas (Comité Organizador):

Del 11 de Julio al 27 de agosto del 2010

Festival en Comunidades: Del 22 de septiembre al 4 de octubre de 2010

Del 6 al 11 de octubre de 2010 tendrá lugar el X Festival en la ciudad de Quito

El 11 de octubre tendrá lugar el Acto de Premiación y Clausura del X Festival

FECHA DE PRODUCCIÓN DE LAS OBRAS

Los trabajos presentados deben haberse realizado después del 1 de enero de 2008, y no haber participado en el IX Festival Internacional de Cine y Video de los Pueblos Indígenas, celebrado en Bolivia en 2008.

TEMATICAS DE LAS PRODUCCIONES:

Las producciones a ser presentadas en este X Festival deberán tratar y ­/ o contener uno o varios temas referidos a la historia, cultura, realidad, luchas y aspiraciones de los pueblos indígenas originarios, como ser:

Identidad
Historia
Tierra y territorio
Derechos de los pueblos indígenas
Medicina indígena
Trabajo infantil
Educación
Participación política
Mujer
Ecología
Cosmovisión

No se considerarán producciones que de manera directa promuevan partidos políticos o instituciones gubernamentales o no gubernamentales u obras que propagandicen productos comerciales.

MIEMBROS DEL JURADO

El Jurado Internacional del X Festival estará integrado por productores, realizadores audiovisuales y representantes destacados de organizaciones indígenas.

CRITERIOS DE PREMIACION

Las películas y videos se seleccionarán y premiarán sobre la base de los siguientes criterios:

*Reflejar el derecho de los pueblos indígenas, originarios y campesinos a la libertad y la autodeterminación.

*Fomento del respeto y dignidad de los pueblos indígenas.

*Alertar y denunciar la violación de derechos, persecución y genocidio Sufrida por los pueblos indígenas

*Promover la equidad de género y los derechos de la mujer indígena.

*Aportar al fortalecimiento de la identidad y la cultura indígenas.

*Resaltar las expresiones culturales en situaciones de desaparición y/o asimilación.

*Contribuir a los procesos organizativos y de lucha de los pueblos indígenas.

*Expresar la noción del desarrollo desde la perspectiva indígena.

*Promover el diálogo intercultural.

*Defender el derecho a la comunicación y a la utilización creativa de recursos estéticos y narrativos.

DE LOS PREMIOS Y MENCIONES

Se contempla la entrega de Premios a la:

– Defensa de los Derechos de los Pueblos Indígenas

– Preservación de la Identidad y la Cultura de los Pueblos Indígenas

– Proceso Socio-Organizativo de los Pueblos Indígenas

– Mejor Ficción con Participación Indígena

– Equidad de Género y Derechos de las Mujeres Indígenas

– Creación y Aporte a la Narrativa Indígena

– Al Valor Testimonial y Documental

– A la Mejor Serie Televisiva

Se concederán premios en obras de Arte Indígena y/o equipamiento. No se descarta la entrega de premios con expresión monetaria. De igual forma se entregarán Menciones Especiales que el Jurado considere necesario otorgar como incentivo a los procesos de creación y producción.

http://www.clacpi.org/