teia cineclubista / 2006

CNC E CREC ORGANIZAM ESPAÇO NA BIENAL EM SÃO PAULO

Seg 15 de Maio, 2006 20:16

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A exibição de curtas, médias e longas metragens nacionais seguidas por debates e a realização de oficinas de iniciação cineclubista foram as principais atividades que aconteceram no Espaço TEIA Cineclubista que o CNC – Conselho Nacional de Cineclubes organizou no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera em São Paulo, entre os dias 5 e 9 de abril, dentro da programação da TEIA Mostra de Cultura do Brasil e Economia Solidária.

Segundo o Presidente do CNC, Antonio Claudino de Jesus “o espaço serviu ainda como ponto de encontro, convivência e de articulação dos cineclubistas de todo o país que participaram do I Encontro nacional dos Pontos de Cultura e também como um centro difusão de informações sobre o cineclubismo junto à rede de pontos de cultura”.

Coordenada pelo Ponto de Cultura Rio Claro, através do CREC – CENTRO RIOCLARENSE DE ESTUDOS CINEMATOGRÁFICOS em parceria com o FIC – Fórum Intermunicipal de Cultura e com o Cineclube do Pólis, a organização e a programação do espaço foi elaborada em colaboração com diversos outros cineclubes do país e recebeu apoio de outras entidades do audiovisual, bem como de diretores e produtores através da disponibilização gratuita de seus filmes.

Segundo o Presidente do CREC e coordenador do Ponto de Cultura Rio Claro, João Baptista Pimentel Neto a idéia de propor à coordenação do evento à disponibilização de um espaço para a realização de atividades cineclubistas nasceu da constatação de que além de existirem cerca de duas dezenas de cineclubes atuando dentro do Programa Cultura Viva, um significativo número de outros Pontos de Cultura tem demonstrado grande interesse em realizar atividades relacionadas a difusão audiovisual.

“Talvez, até pelo fato de a produção e difusão de produtos audiovisuais, serem atividades de grande relevância dentro das propostas apresentadas pelo Programa Cultura Viva, constatamos que o cineclubismo tem sido um tema bastante debatido pelos Pontos de Cultura nos vários Encontros Regionais e listas de discussão relacionadas ao programa. Diante disso, resolvemos propor a coordenação do evento e ao Conselho Nacional de Cineclubes o estabelecimento de uma parceria que garantisse à existência dentro da TEIA de um espaço com programação exclusivamente focada em atividades cineclubistas. A idéia recebeu apoio imediato de ambas as partes e assim foi concretizada”.

A TEIA é uma iniciativa da Rede Brasil de Produtores Culturais com o apoio do Ministério da Cultura, SESC, PNUD e diversas outras entidades da sociedade civil.

Veja as fotos do evento (external link)

Veja a seguir a programação do Espaço.

Programação sala do Espaço Teia Cineclubista

estrela_verde Dia 6 de abril (quinta-feira)
squareR Fórum Cineclubista: 14:00 às 16:00
Sessão de curtas-metragens: 16:30 às 17:30
Exibição do Longa-Metragem: 19h00
tackB Mário
Direção: Hermano Penna
Tempo de Duração: 86 minutos
Ano de Lançamento: 1999
Debate com o ator Jairo Mattos após a exibição do filme

estrela_verde Dia 7 de abril (sexta-feira)
squareR Fórum Cineclubista: 14:00 às 16:00
Sessão de curtas-metragens: 16:30 às 17:30
Exibição do Longa-Metragem: 19h00
tackB O Profeta das Águas
Direção: Leopoldo Nunes
Tempo de Duração: 83 minutos
Ano de Lançamento: 2005
Debate com o Diretor Leopoldo Nunes após a exibição do filme

estrela_verde Dia 8 de abril (sábado)
squareR Fórum Cineclubista: 14:00 às 16:00
Sessão de curtas-metragens: 16:30 às 17:30
Exibição de Documentários: 18h30
tackB A dama do Pacaembu
tackB Febem
tackB O eu e o outro
tackB Temporada de Caça
Direção: Rita Moreira
Debate com a Videomaker Rita Moreira após a exibição do filme

estrela_verde Dia 9 de abril (domingo)
Sessão de curtas-metragens: 14:00 às 15:00
Exibição do Longa-Metragems: 15h30
tackB Valor humano:Los sin tierra. Por los caminos de América.
Direção: Miguel Barros
Tempo de Duração: 72 minutos
Ano de Lançamento: 2004
Debate após a exibição do filme
(programação proposta pelo MST)

Exibição do Longa-Metragems: 18h30
tackB Alma Corsária
Direção: Carlos Reichenbach
Tempo de Duração: 114 minutos
Ano de Lançamento: 1994
Debate com o Cineasta Carlos Reichenback após a exibição do filme

estrela_verde Todos os dias:

Plantão Cineclubista:

Atividade permanente de informações sobre cineclubismo e sobre a 26ª Jornada Nacional de Cineclubes.

Sinopses e fichas técnicas:

Mário

Direção: Hermano Penna

Sinopse: São Paulo, 1999. Ele tem um emprego, uma bela mulher, Lúcia, um amplo apartamento, mas nada lhe corresponde: acordar e não se reconhecer em nada, esse é o drama vivido pelo jovem médico Mario, personagem-título deste filme. Após uma discussão com a mulher, corre uma lupa num mapa, pousa-a sobre um lugar, mas não o interessa qual, seu único impulso é largar tudo, partir sem rumo definido.

O acaso o leva à Amazônia, mas essa é tão febril quanto a metrópole que abandonara, uma terra onde a sede de conquista engole a tudo e a todos, aventureiros, posseiros, índios, garimpeiros, matadores, auto-deserdados, vivem a violência, obrigatória, desse mundo que não para de mudar.

Ainda sem saber se busca ou se foge, cercado por esse cenário onde impera a ganância, Mario segue os acontecimentos e personagens que a Amazônia lhe traz. Numa noite solitária, um homem se aproxima, é Jasão, um ser integrado às regras daquele mundo: sempre atrás de negócios, de dinheiro, não importando os meios. Entretanto, esse mesmo Jasão, orienta Mario a trabalhar como médico, num remoto ponto de colonização.

Acontecimentos diversos o levam novamente à estrada. Sem rumo, um dia, reencontra Jasão e o acompanha numa missão arriscada e ilegal, acabam num estranho lugar e na fuga desse, Jasão é ferido, ambos penetram na mata virgem. As tensões, os curtos diálogos, o extremo esforço, revelam o sentido da relação entre esses dois homens, possíveis duplos de si mesmos, mas no confronto, Mario vai se descobrindo.

Jasão morre, Mario se depara sozinho, no útero abissal da floresta, a descida aos infernos está completa, mas como alguns heróis clássicos ele retorna. Depara-se um grande rio e um barco, não está perdido, diz ao barqueiro seu destino, faz uma escolha. Qual será?

Ficha Técnica
Título Original: Mario
Gênero: Aventura
Origem/Ano: BRA/1999
Duração: 86 min
Direção: Hermano Penna

Notas de Produção
Hermano Penna, diretor do consagrado Sargento Getúlio, nos apresenta Mario, seu filme mais recente, baseado em argumento original, de sua autoria, Mario é um road- movie, estrada e aventura.

Sua diferença de outros filmes do gênero está, entre outras, na sua geografia, na viagem que o personagem-título realiza, do mar ao rio, de São Paulo aos confins da Amazônia. Seguindo-o, somos levados a um Brasil que está no nosso imaginário, mas que desconhecemos.

Mario, entre busca e fuga, depara-se com um mundo febril e complexo, tanto quanto sua geografia interna, sua crise não estanca com a partida, encontra ecos onde quer que ele pise.

Mario é um road-movie que se dá nas estradas do Brasil e nas veias do personagem, nas quais correm perplexidade e esperança, estados que são um pouco de todos nós.

Elenco
Jairo Mattos (Mario) – Ator e produtor. Na tv, atuou nas novelas, Barriga de aluguel, Dono do mundo e da O Rei do Gado e em vários episódios do programa Você Decide.

Atuou em diversas peças, como Concílio do Amor, dirigido por Gabriel Villela, em 94 foi indicado para o prêmio Molière como melhor ator com a montagem Budro, de Bosco Brasil. Foi co-fundador do Teatro de Câmara de São Paulo, onde em 95 encenou Atos e Omissões, de Bosco Brasil e Sonho de um Homem Ridículo, de Dostoyevski.

No cinema fez os longas: Louco por Cinema, de André Luiz De Oliveira – Melhor Filme no Festival de Brasília 95, O Viajante, de Paulo Cesar Sarraceni e também nos filmes, em fase de finalização: Tainá, Uma Aventura no País das Amazonas, de Tania Lamarca e Meninos de Deus, de Mauro Lima.

Vera Zimermman (Lúcia) – Atriz, começou em teatro com Antunes Filho, nas peças Macunaíma e Nelson Rodrigues – O eterno retorno, trabalhou também com Gerald Thomas, nas peças Unglauber e Don Juan.

Em tv, atuou nas novelas Meu Bem Meu Mal (Divina Magda) e Vamp, ambas da Rede Globo, nas novelas Razão de Viver e Dona Anja, do SBT e em Estrela de Fogo, da Rede Record. Na Rede Globo atuou também na minissérie Contos de Verão e atualmente participa de Malhação.

No cinema, fez os longas: Estrela nua e Onda Nova, de José Antonio Garcia e Efeito Ilha, de Luiz Pereira Gal.

Fernando Bezerra (Jasão) – Ator e autor , começou em teatro, atuou em mais de 30 peças, sob a direção de nomes consagrados como Giani Rato, em Ralé e Ubu Rei, Ziembinski, em A Celestina, Yacov Hillel, Emilio di Biase, jorge Takla, entre muitos outros.

Ainda em teatro, trabalhou como autor, inicialmente de peças infantis, como a Vamos jogar o jogo, que teve inúmeras montagens em todo país e recebeu diversos prêmio, escreveu também textos adultos e teve montada sua Tapas e Beijos, pela Cia. Fúlvio Stefanini.

Em Televisão atuou em diversos teleteatros para a Rede Cultura e na novelas Brasileiros e Brasileiras e Razão de Viver, ambas do SBT.

No cinema , atuou num todo de sete filmes, três deles esteve sob a direção de Hermano Penna: Sargento Getúlio, Fronteira das Almas e Mario.

O Diretor
Hermano Penna nasceu em Crato, no Ceará, em 1945. Já no início da juventude freqüentou grupos de cineastas, em Salvador. Em 1966 imigrou para Brasília e naturalmente agregou-se ao grupo de cinema, mudando-se, como outros de sua geração, já em 1969, para São Paulo, onde dedicou-se à direção de fotografia e roteiros de vários filmes. Desenvolveu uma longa carreira na direção de documentários, muitos dos quais exibidos no Globo Repórter, os mais conhecidos são África, Mundo Novo, A Mulher no Cangaço, Raso da Catarina, Aos Ventos do Futuro e Folias do Divino.

Com seus dois filmes de longa metragem , Sargento Getúlio e Fronteira das Almas, anteriores a Mario, Hermano Penna reuniu 32 prêmios, em festivais nacionais e internacionais. Dois prêmios tem especial sabor para o diretor: o prêmio de Melhor Filme em Gramado para Sargento Getúlio e o de Melhor Filme no III RioCine para Fronteira das Almas. Um outro prêmio que ele não esquece, pelo encontro promovido, foi o de Melhor Direção no Festival de Locarno, dividido com Spike Lee.

O Profeta das Águas

Direção: Leopoldo Nunes

Sinopse: A cidade de Rubinéia nasceu na expansão agrícola da década de 40 do século XX, na fronteira de São Paulo com Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, onde do encontro das águas dos rios Grande e Paranaíba, nasce o rio Paraná. Era o fim da linha do trem da FEPASA – Ferrovias Paulistas S.A., região habitada por pioneiros agricultores que arrancavam o mato para plantar a roça e depois o capim, que animavam o comércio e a política. Em 1966 os militares que comandavam o Brasil decidem iniciar a construção da hidrelétrica de Ilha Solteira, a maior do país, que inundaria toda a região. Inicia-se o processo de desapropriação da população, causando grande movimentação com a venda de posses e mudanças.

No dia 1º de outubro de 1970 o líder religioso Aparecido Galdino Jacintho rezava com os seus fieis no seu templo, em Rubinéia, à espera do Exército Nacional, que se juntaria ao Exército da Forca Divina, cujos 16 primeiros soldados havia fardado na noite anterior. Juntos, partiriam rumo a Mato Grosso, para curar, pregar a paz e praticar a justiça, e impedir a construção da barragem. Enfim chega a força militar, conforme a profecia, mas reprime os fieis com violência brutal. Os presos são colocados amarrados sobre um caminhão, que desfila nas cidades da região como se estivesse exibindo um troféu da ditadura militar. Os camponeses são torturados na cadeia de Estrela D’Oeste durante três meses e Aparecido Galdino é levado para a capital, São Paulo, pelas mãos do delegado Sérgio Paranhos Fleury, o mais temido torturador dos anos de chumbo. É enquadrado na Lei de Segurança Nacional e interrogado por todos os tribunais militares. Fica detido, com os presos políticos, nos presídios Barro Branco, Tiradentes, Carandiru, além das cadeias do DOPS e DOI-CODI. É considerado inimputável pelo Estado, e transferido para o manicômio judiciário de Franco da Rocha, em 1972, tornando-se o primeiro caso que revela o uso da instituição psiquiátrica para o encarceramento de presos políticos. Em 1974 Galdino é absolvido pela justiça comum, mas estava condenado à prisão perpétua pela ditadura militar, desde que lhe conferiram o status de Louco.

Após duas décadas de pesquisas, o filme O Profeta das Águas resgata documentos históricos de arquivos das justiças comum e militar, arquivos de hospitais psiquiátricos, e localiza diversas pessoas que viveram este caso de violência do regime ditatorial. Através da tradição oral foi possível reconstruir detalhes desta história que não constara dos arquivos oficiais. Alípio Freire, José de Souza Martins, Ricardo Carvalho, João Pedro Stédile, Mário de Passos Simas, Dom Paulo Evaristo Arns, Alcides Silva, Percival de Souza, entre os desconhecidos brasileiros daquela região, compõem esta historia. Um discurso fílmico construído a partir de fragmentos vivos, vidas marcadas por uma barragem e uma ditadura.

Depois de nove anos de prisão Aparecido Galdino é libertado, com o apoio da Igreja Católica e de jornalistas e intelectuais. Volta para sua terra, Santa Fé do Sul, e vai trabalhar como jardineiro no canteiro de obras da ponte rodoferroviária sobre o rio Paraná, que ligaria os estados da São Paulo a Mato Grosso do Sul. Mais uma década se passa o Profeta, agora com setenta anos, constituiu uma nova família, já que a primeira o abandonara. Teve dez novos filhos. Continua a benzer e profetizar, e prepara com suas crianças a nova geração. “Tanto os homens como os peixes têm o direito de subir e descer o rio”, ou “a barragem tira o povo da beira do rio”, dizia.

Ficha Técnica
Brasil, 2006.
tempo de duração: 83 min
gênero: documentário
Roteiro: Leopoldo Nunes
Produção executiva: Leopoldo Nunes e Reinaldo Volpato
Direção de produção: Jerson Badaró
Fotografia e câmara: Cleumo Segond
Som direto: Marcio Jacovani
Montagem: Reinaldo Volpato
Co-produção: TV Cultura e STV

O Diretor:
Leopoldo Nunes, cineasta, estudou na Escuela Internacional de Cine y TV de Cuba e na ECA-USP. Diretor dos curtas O Profeta das Cores (16mm, 1994 – melhor documentário 16mm no 28º Festival de Brasília), Erra Uma Vez (16mm, 1997) e A Lata (35mm, 2003 – premio especial do júri e premio ANDI – Cinema pela Infância, 36º Festival de Brasília; melhor filme do júri popular no FAM – Florianópolis Audiovisual Mercosul 2004). Diretor de documentários para a TV dos Trabalhadores, STV, TV Bandeirantes e para empresas independentes. Dedicou-se nos últimos anos à política institucional do Cinema Brasileiro, tendo presidido a ABD-SP e a ABD-Nacional. Foi representante de classe na Comissão Nacional de Cinema e na diretoria do Congresso Brasileiro de Cinema. Desde janeiro de 2003 é funcionário público federal. O Profeta das Águas, apresentado neste festival, foi iniciado há 19 anos.

Produtora:
Taus Produções Audiovisuais
Rua Mourato Coelho, 206 Cj. 1, Pinheiros
05417-000 São Paulo – SP
(11) 3891-1929

A dama do Pacaembu

de Rita Moreira e M. Luisa Leal

Sinopse: Palestra ministrada por uma mendiga que vivia no elegante bairro do Pacaembu, em São Paulo. Relembrando seus “casamentos” com homens de nomes aristocráticos, ela discorre sobre sexo, moral, psicologia e saúde. Parte de um projeto “Mulheres do Brasil”, A Dama do Pacaembu foi apresentado extensivamente em festivais, salas de vídeo, universidades centros culturais dos Estados Unidos, Europa e Brasil. Gravado em 1980, continua causando impacto.

Febem36m

Direção: Rita Moreira

Sinopse: Uma reportagem cobrindo os dias em que a então Secretária do Menor, Alda Marco Antonio, desativou os terríveis pavilhões de recepção da Febem, liberando as crianças que ficavam misturadas aos adultos. O processo de liberação, depoimentos dos pais e dos menores. Vídeo premiado e apresentado em festivais internacionais na Holanda (Kikhuis, em Haia), Alemanha (Berlin Film Festival), França (Festival des Femmes do Centre Audiovisuel Simone de Beauvoir), Hungria (Gyor, International Festival of Visual Arts) e em inúmeras universidades em todo o Brasil.

Ficha Técnica:
câmera Zeca Abdala
assistente Margareth Carvalho
edição de vídeo William De Rogatis
produção e direção Rita Moreira

O eu e o outro

Direção: Rita Moreira

Sinopse: Trecho de um longo trabalho de pesquisa sobre o recrudescimento do sentimento nazista no Brasil e no mundo, com enfoque na questão do
homosexualismo. “Trailer” auto-suficiente de um projeto patrocinado com prêmio da Fundação Rockefeller.

Temporada de Caça

Direção: Rita Moreira

Sinopse: O mais premiado dos vídeos de Rita Moreira, (doze premiações incluindo Grande Prêmio, Melhor Argumento, Melhor Vídeo, Melhor Roteiro e Grandes Prêmios de Júri Popular). Gravado com uma rudimentar câmera VHS e cuidadosamente editado, Temporada de Caça trata da onda de assassinatos de homossexuais que assolava São Paulo e Rio nos anos 80 (problema que, infelizmente, continua acontecendo,e o vídeo, também infelizmente, ainda muito pertinente. Depoimentos de rua e de figuras do meio cultural e artístico, como Zé Celso, Jorge Mautner, Roberto Piva e outros.

Ficha Técnica:
câmera Rita Moreira, Zeca Abdala e Danilo Dall’Acqua
roteiro: Rita Moreira e Dorian Castelo
produção: Rita Moreira Produções

A Diretora:
Rita Moreira, pioneira do vídeo independente no Brasil, formou-se em vídeo-documentário pela New School for Social Research, de Nova York, em 1972. Seus vídeo- documentários foram premiados e apresentados em festivais no Brasil, Estados Unidos, Canadá, Japão, França, Holanda, Alemanha, Argentina, Hungria.

Segundo Arlindo Machado, Professor de Comunicação e Semiologia da USP: “Rita Moreira é hoje o exemplo mais bem sucedido no Brasil do chamado vídeo militante, mas a razão do seu sucesso está em superar os limites do próprio militantismo. Ao invés de produzir obras que apenas confirmam os dogmas de fé dos grupos aos quais se destinam, Rita Moreira centro todo o poder de fogo de seus trabalhos na argumentação objetiva, consciente de que as melhores armas contra o obscurantismo são as idéias”.

Além de videomaker Rita Moreira é jornalista, redatora, editora e tradutora. Tem três livros de poesia publicados, o último pela Editora Brasiliense, “Perscrutando o Papaia”. Seu novo livro “Poemas de Amor e Dor e Algum Espanto” deverá ser publicado ainda este ano.

Valor humano: Los sin tierra. Por los caminos de América.

Dirección: Miguel Barros

Sinopse: El Movimiento Sin Tierra es, probablemente, la organización social más importante del mundo. Surgido hace 20 años en plena dictadura militar en Brasil, el MST aglutina a los excluidos de la sociedad brasileña tanto del campo como de las ciudades. Según Naciones Unidas, Brasil se encuentra a la cabeza de los países con una peor distribución de las tierras y la riqueza. El 50% de las tierras cultivables en Brasil están en manos del 1% de la población; creando así millones de familias sin tierra y sin futuro que se agolpan en favelas rodeados de pobreza y violencia. El Movimiento Sin Tierra propone una ” reconquista” del campo del cual fueron expulsados y la creación de asentamientos auto sostenidos. En un país con una de las mayores superficies agrícolas del mundo, la tierra no solo es un derecho sino que es una garantía de vida. Amparados por la constitución Brasileña de finales de los años 80, este movimiento ocupa latifundios improductivos reivindicando su justo reparto entre aquellas familias que lo necesiten. De esta forma y con una organización siempre asamblearia el MST ha ido retomando millones de hectáreas en los últimos años y creando asentamientos con escuelas y atención medica. En otras palabras, los integrantes de este movimiento han conseguido recuperar la dignidad robada por los grandes latifundistas y las oligarquías dominantes. Brasil, hoy en día, todavía no ha tenido una verdadera reforma agraria. Esta lucha por la tierra ha generado cientos de muertes entre el campesinado. Pero el MST sigue creciendo y organizándose.

Ficha Técnica:
Año: 2004
Nacionalidad: España
Gênero: Documental
Duración 72 m. ZINEMA.COM
Intérpretes Cecilia Roth (Narradora)
Guión Miguel Barros, Clara Bilbao
Fotografía Antonio González
Eduardo Mangada
Música Cristóbal Rodríguez Moure
Montaje Manuel Huete Esther Palacios

Alma Corsária

Direção: Carlos Reichenback

Sinopse: Rivaldo Torres e Teodor Xavier, amigos de infância, lançam o livro Sentimento Ocidental. Os poetas convidam a mais variada fauna humana para o evento, incluindo um suicida em potencial, salvo por Torres no Viaduto do Chá. Enquanto a festa avança, o filme recua até o final da década de 50, flagrando a gênese da amizade dos dois protagonistas, levando a um final de expectativas e grandes surpresas.

Ficha Técnica:
Título Original: Alma Corsária
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 111 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 1993
Distribuição: Riofilme
Direção: Carlos Reichenbach
Roteiro: Carlos Reichenbach
Produção: Sara Silveira, Dezenove Som e Imagem Produções
Música: Carlos Reichenbach
Fotografia: Carlos Reichenbach
Desenho de Produção: Henrique Lanfranchi
Direção de Arte: Renato Theobaldo
Figurino: Andréia Ramalho
Edição: Cristina Amaral

Elenco
Bertrand Duarte (Rivaldo Torres)
Jandir Ferrari (Teodoro Xavier)
Andrea Richa (Anesia)
Flor (Verinha)
Mariana De Moraes (Eliana)
Jorge Fernando (Magalhães)
Emílio Di Biasi (Pai de Anesia/Tio de Artur)
Abrahão Farc (Suicida)
Roberto Miranda (Profeta)
Ricardo Petráglia
Paulo Marrafão (Oscar)
David Ypond (China
Amazyles de Almeida (Olga)
Rosana Seligmann
André Messias (Torres, jovem)
Denis Peres (Xavier, jovem)
Joaquim Paulo do Espírito Santo
Walter Forster (Pai do Xavier)
Cristiane Couto (Janete)
Bruno de André (Editor)
Carolina Ferraz

O Diretor:
Nasceu em Porto Alegre (1945), Rio Grande do Sul, e criou-se em São Paulo. Cinéfilo contumaz e crítico, é apaixonado pelo cinema japonês. Fez a fotografia em dezenas de filmes do cinema marginal da Boca do Lixo paulista que ajudou a criar na década de 1960. Realizou uma série de “antipornochanchadas” com referências eruditas e pesquisa de linguagem, visando alcançar “a liberdade pela pornografia”, entre as quais Império do desejo (1978) e Amor, palavra prostituta (1979). Baseado em Fausto, de Johann Wolfgang von Goethe, concebeu o experimental Filme demência (1985). Com Anjos do arrabalde (1987), drama sobre professoras de subúrbio, e Alma corsária (1994), reminiscências doce-amargas de juventude e ilusões perdidas, atingiu sua maturidade.

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