seminário internacional sobre diversidade cultural

CREC / Centro Rio Clarense de Estudos Cinematográficos
Nós Somos o Público!

Os brasileiros precisam conhecer mais sobre a diversidade cultural do Brasil pelo cinema produzido no país. A afirmação é do secretário geral do Conselho Nacional de Cineclubes, João Baptista Pimentel, que participOU do Seminário Internacional sobre Diversidade Cultural, realizado pelo MINC e pela OEA, em Brasília.

Falta espaço para exibição de filmes brasileiros

Secretário Geral do CNC quer mudanças na legislação de exibição no país

Agência Brasil
Qua 04 de Jul, 2007 06:15

Ele lembrou que praticamente todos os filmes produzidos no país são financiados com recursos públicos, devido às leis de Audivisual e Rouanet, que prevêem renúncia fiscal. “É um absurdo o povo brasileiro ficar financiando um cinema que ele próprio não pode ver porque não tem onde passar o filme”.

Segundo ele, atualmente existem mais de 150 longas-metragens nacionais inéditos por não terem espaço para serem exibidos. “Hoje, todo cinema alternativo sobrevive pela exibição em festival de cinemas e no circuito de cineclubes”

Nesse sentido, Pimentel criticou o fato de mais de 80% dos filmes exibidos nas salas de cinemas convencionais serem norte-americanos. Para ele, é preciso mudar a legislação para estimular o cinema nacional.

Ele disse, ainda, que o conselho de cineclubes está analisando um levantamento de todos os filmes e espaços de exibição alternativos, número de expectadores, entre outras informações.

“A partir dessa base de dados, vamos construir propostas alternativas de exibição no país”, afirmou. Até agora, já se sabe que são 301 pontos de exibição alternativos no país.

Pimentel acrescentou que a legislação que regulamenta a exibição não-comercial de filmes em cineclubes está em desuso por causa da extinção Conselho Nacional de Cinema (Concine), que havia regulamentado as apresentações sem fins lucrativos.

De acordo com ele, na próxima semana haverá uma reunião na Agência Nacional do Cinema (Ancine) para discutir sobre a edição de uma portaria que regulamente esse tipo de exibição.

eminário Internacional pela Diversidade Cultural

Diversidade Cultural: Práticas e Perspectivas

Por: Assessoria MinC em: Qua 04 de Jul, 2007 05:50 PDT (1015 Leituras)

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Com o intuito de aprofundar a discussão acerca da Diversidade Cultural, o evento contará com a presença de palestrantes de distintos países do mundo e de autoridades governamentais do campo cultural dos Países-Membros da OEA.
Ao longo dos três dias desse evento internacional, renomados especialistas abordarão temas como diversidade cultural no mundo contemporâneo, diversidade cultural nas Américas, comunicação e convergência digital, economia da cultura e setores estratégicos, e globalização e cultura. Inscrições abertas entre 15 e 20 de junho de 2007.

APRESENTAÇÃO

O termo diversidade cultural designa as variadas formas de identidade de povos e culturas ao longo do tempo e do espaço, sua originalidade, singularidade, expressão. Aceitá-las e conhecê-las em toda sua dimensão é, para o mundo de hoje, tão necessário quanto foi reconhecer a diversidade biológica há algumas décadas. Estamos num momento histórico privilegiado, em que emergem novas possibilidades de interação entre as diversas culturas e a diversidade de suas expressões. Um tempo de novas tecnologias. Um momento que vislumbra novas maneiras de circulação dos bens, serviços, símbolos e conteúdos culturais.

O Seminário Internacional sobre Diversidade Cultural: práticas e perspectivas tem o objetivo de aproveitar esta oportunidade histórica. Ele é fruto de uma proposta do Ministério da Cultura do Brasil apresentada à Comissão Interamericana de Cultura da Organização dos Estados Americanos (OEA). A iniciativa representa uma ocasião ímpar para ampliação do intercâmbio cultural, para o debate acerca da diversidade cultural e sobre as experiências de políticas públicas da cultura nas Américas.

Com o intuito de aprofundar a discussão acerca da Diversidade Cultural, o evento contará com a presença de palestrantes de distintos países do mundo e de autoridades governamentais do campo cultural dos Países-Membros da OEA. Ao longo dos três dias desse evento internacional, renomados especialistas abordarão temas como diversidade cultural no mundo contemporâneo, diversidade cultural nas Américas, comunicação e convergência digital, economia da cultura e setores estratégicos, e globalização e cultura.

PROGRAMAÇÃO
Quarta-Feira, 27 de junho de 2007

  • 08h00 – Credenciamento
  • 09h00 – Cerimônia de Abertura

Gilberto Gil – Ministro da Cultura do Brasil
André Frenette – Presidente da Comissão Interamericana de Cultura (CIC)
Lenore Garcia – Diretora Dept. de Educação e Cultura – Organização dos Estados Americanos (OEA)
Autoridades Máximas de Cultura de Países-Membros da OEA

  • 10h00 – 11h00 – Palestra: Globalização e diversidade cultural no mundo contemporâneo

Palestrante: Ignacio Ramonet

(11h00 – 11h15 – Intervalo)

  • 11h15 – 12h15 – Palestra: O diálogo entre culturas e civilizações no mundo contemporâneo

Palestrante: Abdelwahab Meddeb

(12h15 – 13h45 – Intervalo)

  • 13h45 – 14h45 – Palestra: Democracia e multiculturalismo no mundo contemporâneo

Palestrante: Mac Maharaj

(14h45 – 15h00 – Intervalo)

  • 15h00 – 18h30 – Painel 1: A diversidade cultural nos países das Américas

Palestrante: Miguel Bartolomé
Apresentações de Países-Membros da OEA
Moderador: Eduardo Viveiros de Castro

  • 18h30 – Coquetel

Quinta-Feira, 28 de junho de 2007

  • 09h00 – 12h30 – Painel 2: Comunicação e a convergência digital

Palestrante: Jesus Martin-Barbero
Apresentações de Países-Membros da OEA
Moderador: John Perry Barlow

(11h00 – 11h15 – Intervalo)

  • 12h30 – 14h30 – Intervalo
  • 14h30 – 18h00 – Painel 3: Economia da cultura e setores estratégicos

Palestrante: Joost Smiers
Apresentações de Países-Membros da OEA
Moderador: Omar Lopez

(16h30 – 16h45 – Intervalo)

Sexta-Feira, 29 de junho de 2007

  • 09h00 – 12h30 – Painel 4: Globalização e cultura

Palestrante: Hugo Achugar
Apresentações de Países-Membros da OEA
Moderador: George Yúdice

(11h00 – 11h15 – Intervalo)

  • 12h30 – 13h15 – Encerramento

Juca Ferreira – Secretario Executivo do Ministério da Cultura (Brasil)
André Frenette – Presidente da Comissão Interamericana de Cultura (CIC)
Lenore Garcia – Diretora Dept. de Educação e Cultura – Organização dos Estados Americanos (OEA)
Alfredo Manevy – Secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (Brasil)
Sérgio Mamberti – Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (Brasil)

PALESTRANTES E MODERADORES

Ignacio Ramonet é presidente e diretor de redação do periódico francês Le Monde Diplomatique, doutor em História da Cultura pela École des Hautes Etudes en Sciences Sociales de Paris e especialista em geopolítica e estratégica internacional. É autor de diversos livros, entre eles Geopolítica do Caos, Guerras do Século XXI, O que é globalização? e A Tirania da Comunicação.

Abdelwahab Meddeb é escritor e poeta tunisiense, leciona literatura comparada na Universidade de Paris X – Nanterre. Suas obras refletem sobre o islamismo na contemporaneidade, tema também do seu programa Culturas do Islã, da Rádio France Culture. É autor de A Doença do Islã – ganhador do Prêmio François Mauriac e Contre-prêches – Prêmio Internacional de Francofonia Benjamin Fondane.

Mac Maharaj é professor e político sul-africano, participou junto com Nelson Mandela da luta pela democracia racial na África do Sul, onde foi preso e torturado. Após retorno do exílio, participou da transição democrática e se tornou ministro do primeiro governo pós-apartheid. Leciona história da África do Sul no Bennington College e é organizador do livro Mandela: Retrato Autorizado.

Miguel Bartolomé é antropólogo argentino, professor e pesquisador do Instituto Nacional de Antropologia e História do México – Centro Oaxaca e membro da Academia Mexicana de Ciências. Estuda a sociedade e a cultura de etnias das Américas e é autor de diversos livros, entre eles Gente de Costumbre y Gente de Razón e Etnicidad y pluralismo cultural: la dinámica étnica en Oaxaca.

Eduardo Viveiros de Castro é antropólogo brasileiro, professor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É autor de A inconstância da alma selvagem, Antropologia do Parentesco: Estudos Ameríndios, From the enemy’s point of view: humanity and divinity in an Amazonian society, entre diversas outras obras sobre cultura indígena no Brasil e nas Américas.

Jesús Martín-Barbero é intelectual espanhol, radicado na Colômbia, especialista em comunicação e cultura. Foi professor da Universidade de São Paulo, Universidad Autonoma do México, Universidad Autonoma de Barcelona e da Universidad Nacional de Colombia. Publicou, entre outras obras, Comunicação massiva: discurso e poder e Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia.
John Perry Barlow é ensaísta norte-americano, graduado em religião comparada, professor visitante do Berkman Center for Internet & Society da Universidade de Harvard e co-fundador da Electronic Frontier Foundation, organização para a proteção dos direitos de liberdade de expressão no mundo digital. É membro da Academia Internacional de Artes e Ciências Digitais e autor de The Economy of Ideas (Wired Magazine).

Joost Smiers é professor holandês de ciência política e membro do grupo de pesquisa Arte & Economia da Escola de Artes de Utrecht. É pesquisador com trabalhos sobre propriedade intelectual e diversidade cultural e autor de Artes sob pressão: promovendo a diversidade cultural na era da globalização. Escreve, em co-autoria com Marieke van Schijndel, o livro Imagining a world without copyright.

Omar Lopez Olarte é economista colombiano, pós-graduado pela Universidad Nacional de Colombia. Foi consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). É consultor do Projeto Economia e Cultura do Convênio Andrés Bello e autor de artigos sobre economia da cultura na América Latina e do livro Impacto económico de las industrias culturales en Colombia.

Hugo Achugar é uruguaio, professor titular de Literatura Latino-Americana da Universidade de Miami. Diretor do Observatório de Políticas Culturais do Uruguai, Universidad de la República. Coordena o Programa “Políticas Culturais, Estado e Sociedade Civil no Contexto da Região e da Globalização” da Fundação Rockefeller (Montevideo) e é autor de Planetas sem boca e Biblioteca en Ruinas.

George Yúdice é professor norte-americano, foi diretor do Centro de Estudos Latino-Americanos e Caribenhos da Universidade de Nova York, onde leciona literatura e língua portuguesa, espanhola e estudos americanos. É autor de A conveniência da cultura – usos da cultura na era global, On edge: the crisis of contemporary Latin American culture e Cultural Policy.

INFORMAÇÕES
Ministério da Cultura
Secretaria de Políticas Culturais
E-Mail: candrade@cgee.org.br
Telefone: +55 61 3424-9662

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