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CREC / Centro Rio Clarense de Estudos Cinematográficos

Nós Somos o Público!

25 anos em defesa dos direitos do público!

O cineclubismo em Rio Claro

por João Baptista Pimentel Neto

O primeiro registro de atividade cineclubista em Rio Claro, talvez date da década de 50, mais precisamente de 1954, quando um grupo de ferroviários empregados na Cia Paulista de Estradas de Ferro, decidiram criar o Cine Teatro dos Ferroviários, entidade cultural dirigida e mantida pelos ferroviários rio-clarenses.

Cine Teatro dos Ferroviários (1959)

A vitoriosa experiência cineclubista mantida por quase duas décadas é relatada por Renato de Souza, fundador da entidade e por muitos anos responsável pela programação da saudosa sala do “Cineminha da Paulista” em uma monografia (1) publicada na década de oitenta pelo Arquivo Público Municipal de Rio Claro.

Encontram-se ainda alguns registros da existência de grupos restritos de cinéfilos, principalmente na décadas de 50 e 60 e de cineclubes universitários, que mantiveram atividades em 16mm dentro do Campus – Cineclube Fafi, Cineclube Graúna, entre outros – e em 35 mm, através da realização de sessões alternativas de exibição de “filmes de arte” no Cine Teatro Variedades. (Sessão Maldita / Sessão Zero)

A passagem dos anos 70 para os anos 80 é ainda marcada por um forte movimento de produção em super 8mm e pela produção de filmes do cineasta Roberto Palmari (Diário da Província e O Predileto), que colocou o cinema em grande evidência na vida cultural local, também marcada por um fortes movimentos nas área das artes cênicas e da música.

Roberto Palmari (1934 / 1992)

Palmari participa ativamente da vida cultural local. Cria-se o Arquivo Público Municipal. O Grupo Banzo salva a memória da gloriosa PRF-2. O movimento cultural cria o Centro Experimental de Artes (CEA). Palmari propõem a criação de um Museu da Imagem e do Som local. O Prefeito Dermeval da Fonseca Nevoeiro Junior e seu Secretário de Educação, Cultura, Esportes e Turismo, Paulo Osório Bueno decidem construir o Centro Cultural de Rio Claro. Hoje, Centro Cultural Roberto Palmari.

Em 1983, Alceu Morosi Righeto assume a Diretoria de Cultura da prefeitura local e comanda a ocupação do então esquelético prédio do Centro Cultural. João Baptista Pimentel Neto assume a Divisão de Difusão Cultural e cria uma Coordenadoria de Áudio Visual e Cinema, responsável pela execução do Projeto Cinevídeo Rio Claro, cujo principal objetivo era oferecer semanalmente exibições cinematográficas gratuitas, com programação voltada a difusão do cinema nacional e de autor (filme de arte, cults).

Filipeta

Realizada no Centro Cultural na primeira sessão do projeto foi exibido o filme “Gaijin”, de Tizuka Yamazaki, em 16mm. A sessão é prestigiada principalmente pela colônia japonesa local, que compareceu em grande número ao evento. Na seqüência, contando com o apoio da IMESP, o Cinevídeo realizou ciclos de exibição e debate, com vários cienastas brasileiros, entre os quais Ozualdo CandeiasDenoy de Oliveira. Pronto estava novamente lançada a semente do cineclubismo em Rio Claro.

São também realizados, no Salão Nobre da Câmara, ciclos de cinema alemão, francês e polonês, com o apoio do Instituto Goethe, da Aliança Francesa e do Consulado Polonês em São Paulo. Rapidamente aparece entre os freqüentadores a idéia de se formar um cineclube. Um espaço democrático, onde os freqüentadores (associados) pudessem discutir programação, cinema, cultura em geral.

Projeto Intercine:

Convite lançamento

O “Projeto Intercine” – Interiorização do Cinema Cultural foi elaborado em 1977 pela Federação Paulista de Cineclubes e realizado pela primeira vez em 1978, com verbas públicas repassadas pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Seus objetivos eram “difusão da arte cinematográfica através de atividades cineclubistas e a criação de novas opções de lazer e cultura para as comunidades do interior paulista. O projeto volta a ser realizado em 1985 e 1986. Assim foi que em 1985, no bojo da realização do Intercine II, aprofunda-se as discussões locais acerca da necessidade da criação de um Cineclube.

Ainda neste ano, com estatuto e diretoria provisórios, o Cinevídeo Rio Claro filia-se a Federação Paulista de Cineclubes e ao Conselho Nacional de Cineclubes, passando a participar ativamente do então efervecente Movimento Cineclubista.

Projeto Intercine III

Já em 1986, representando a entidade, João Baptista Pimentel Neto é eleito pelo Movimento Paulista para a Coordenação Geral do Projeto Intercine III. Finalmente no dia 7 de outubro de 1986 é fundado o CreC – Centro Rio Clarense de Estudos Cinematográficos /Cinevídeo Roberto Palmari.

A primeira diretoria da entidade apresenta a seguinte composição: João Baptista Pimentel Neto (Presidente);Nestor Acosta Padilha (Vice-Presidente); Isabel Olinto Ballesté (Secretaria); Vera Lígia de Oliveira Soave(Tesoureira), Luiz Fernado Moreno Barrocas (Coordenador de Projeções e Técnica); Antonio Carlos Riani Costae Jaime Luiz Leitão Rodrigues (Coordenadores de Relações Regionais) e Cláudio de Morrison Valeriano (Coordenador de Eventos Especiais). Assinam ainda a ata de fundação da entidade Geraldo César Brochini, Luiz Fernando Vechiatto, Raquel Maria Padula e Sheila Bisson.

Conheça um pouco de nossa história, através de imagens, arquivos para donwload e pÁginas wiki.

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http://www.historiadocinemabrasileiro.com.br/o-roberto-palmari-dos-outros/

  1. #1 by José Carlos on 2 de setembro de 2013 - 0:08

    Queria entrar em contato com meu querido irmão, “alberto roberto” vulgo, geraldo césar.
    Será que Ele tá nesse pedaço?
    se tiver, um grande abraço, que a saudade é muito grande!!!
    Carlinhos

(não será publicado)
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