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II teia cineclubista
TEIA reunirá Pontos de Cultura em BH
Por: João Baptista Pimentel Neto em: Qua 04 de Jul, 2007 05:47 PDT (1304 Leituras)
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A TEIA, o maior encontro da diversidade cultural no Brasil, reunirá em novembro, em Belo Horizonte, os Pontos de Cultura participantes do Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania – Cultura Viva, do Ministério da Cultura, e terá centralidade, neste ano, na relação entre Cultura e Educação.
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Naquela ocasião, o Brasil contava com 443 Pontos de Cultura conveniados, dos quais 400 participaram da mostra. Hoje somos 511 Pontos, conveniados diretamente com o MinC. E mais 168 conveniados a partir das Redes de Pontos, em um total de 679 Pontos de Cultura. No próximo encontro, a ser realizado em Belo Horizonte, entre os dias 7 e 11 de novembro de 2007, já serão 806 Pontos de Cultura.
A proposta de um encontro presencial dos Pontos de Cultura corresponde aos esforços do Ministério da Cultura de construir de forma sistematizada, organizada e democrática, uma política pública de cultura para o país. Desde o processo de idealização até a distribuição de atividades dos mais de 650 Pontos que estarão presentes, tudo busca a articulação de todos, em uma iniciativa do poder público, via os ministérios da Cultura, Educação e Trabalho, realizada pela sociedade civil, articulada pelo Instituto Pensarte e viabilizada por patrocínios de empresas privadas e públicas. O lema escolhido para a TEIA em 2007 é Tudo de Todos.
Além do encontro presencial, o Fórum Nacional dos Pontos de Cultura trabalhará virtualmente a partir da Plenária Virtual, no site da TEIA, www.teia2007.com.brexternal
link, que estará no ar a partir do dia 13 de junho. O debate determinante de relação e pensamento do futuro dos Pontos de Cultura acontece em todo o processo da TEIA sob a perspectiva da construção de plataformas democráticas de participação, tendo em vista a necessidade da conquista de autonomia, protagonismo e empoderamento da TEIA para além da construção que hoje ainda é articulada pelo Ministério da Cultura. A TEIA lança as bases metodológicas para que, em 2008, os Pontos de Cultura participem ativamente de todo o processo, desde a elaboração até a execução do projeto.
Organizados por meio de um processo colaborativo que envolve uma rede independente de empresas culturais, os espaços que compõem a TEIA em Belo Horizonte estão divididos para abrigar, tematicamente, cinco Territórios: Expressão, Diálogo, Práxis, Trabalho e Celebração. A construção dos Territórios determina a divisão dos elementos que compõe a TEIA, não necessariamente em uma repartição espacial e geográfica, mas conceitual, simbólica.
Estes cinco campos conceituais são perpassados por temas transversais mais abrangentes, notadamente a relação entre Cultura e Educação, além da forte presença da Economia Solidária, mote da TEIA em 2006. O encontro buscará sempre aproximações entre ações que se desenvolvam com a consciência social, que incorpora referências simbólicas na consolidação da cidadania, e com os processos de exploração, uso e apropriação de códigos de diferentes meios e linguagens artísticas e lúdicas nos processos educacionais, pretendendo, com isso, ampliar o acesso aos meios de formação, criação, difusão e fruição cultural por meio da ação de agentes culturais, arte-educadores, educadores de rua, artistas, professores e cidadãos, compreendendo cultura no seu sentido mais amplo – como direito, comportamento e economia. Além, é claro, dos aspectos ligados à potencialização de energias sociais e econômicas para o desenvolvimento de uma cultura cooperativa, solidária e transformadora.
Os principais espaços de prática política da TEIA são os territórios do Diálogo e o da Práxis. Partindo do princípio de que as formas de fazer dos Pontos são geradoras de uma qualidade de conhecimentos ainda pouco difundidos, a intenção é partir para a tomada de consciência de que é preciso decodificá-los para articular os saberes que eles representam. Assim, é fundamental o Diálogo, como resultado de um processo de cooperação e de trabalho conjunto para construir um significado comum a todos os interlocutores.
Nessa lógica, o Seminário Internacional Saberes Vivos terá o objetivo de provocar a troca dos saberes acadêmicos com os dos Pontos. O espaço Conversê, por sua vez, será o ponto de encontro, reuniões, articulações e contatos entre os Pontos, com suporte multimídia de registro e difusão.
No terreno da Expressão, acontecerá o Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, que reunirá todos os Pontos para desenvolver a agenda política do Programa Cultura Viva. Além disso, será organizada a Mostra ArteViva, que pretende resignificar o conceito de arte para além da visão elitista e/ou européia.
O Território do Trabalho abrigará o Mercado Criativo, um novo conceito de vitrine para os produtos provenientes dos Pontos, organizado para reuni-los pelos tipos de manufatura que desenvolvem, e não por estados, o que propiciará o melhor aproveitamento na troca de saberes. A Feira de Economia Solidária também estará presente e integrada à TEIA com um conceito ativador das capacidades produtivas dos Pontos, numa nova visão de economia e desenvolvimento para o país. Já o Palco em Obras será uma das grandes atrações de público, unindo em apresentações artísticas músicos consagrados em diálogo com artistas dos Pontos.
E o último fio da TEIA é o da Celebração. Nele, o Circo Brasil será um palco aberto para manifestações artísticas. Na programação especial, uma grande Parada da Diversidade Cultural e a elaboração do Circuito Cidade Viva, a fim de promover a integração da cidade e de sua população com os visitantes de todos os cantos do país. Um restaurante será especialmente montado para alimentar os agentes culturais que participarão do evento.
Belo Horizonte, capital mineira, foi escolhida para acolher o maior encontro da diversidade cultural no Brasil por concentrar, em uma área pequena, os aparelhos culturais necessários para garantir a proposta de Tudo de Todos, acolhendo os diversificados tipos de atividades que comporão o encontro presencial dos Pontos de Cultura. Nove equipamentos na região central do município formarão um amplo corredor cultural, ocupando a Casa do Conde, a Estação do Conde, o Centro Cultural UFMG, a Praça da Estação, o Museu de Artes e Ofícios, a Serraria Souza Pinto, o Teatro Francisco Nunes, o Parque Municipal e o Palácio das Artes
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