A falsa guerra do cinema brasileiro, um comentário

André Gatti*

André GattiVou comentar o texto distribuidor Bruno Wainer , que foi criador da Lumière e, é proprietário da Downtown, distribuidora exclusiva de filmes brasileiros. O texto intitulado A falsa guerra do cinema brasileiro, publicado na FSP, 26/09/2014.

Ele fala da velha guerra entre o cinema comercial e o não comercial. Ao abrir este texto com este chavão, sou obrigado a divagar um pouco, inclusive fazendo um certo retrospecto histórico dos fatos.

CinemaO cinema e o filme enquanto objeto apresentam radical caraterísticas, ele é arte e indústria, o filme é produto e artefato cultural/artístico. Isto tem que ser entendido em toda a sua extensão. Esta dualidade , entendo ser esta a riqueza do nosso objeto,

Se o cinema é arte e indústria, a partir desta dualidade temos que enxergar a questão, sob a lógica que são dois pilares quase que antagônicos entre si, mas, é dentro deste antagonismo que tem que se pensar uma política para o setor.

E, quando me refiro a isto quero dizer que uma entidade que nem a nossa precisa trabalhar no sentido de harmonizar estes interesses e campos de conflito. Acho que está é uma bandeira que podemos ter como proposta de legitimidade da entidade, fora disto, é jogar a coisa num gueto, onde o estado das coisas beira o insuportável. isto devido a uma esquizofrenia crônica que o conjunto da ópera nos trouxe, ou seja , ao aprestarmos, o CBC, como representante do cinema cultural….Qual CBC queremos?A esta questão que deveremos discutir no nosso congresso.

Na realidade, esta guerra que o BW comenta vem de longa data, nem sempre com as mesmas letras que estão hoje apresentadas. O primeiro organismo estatal do setor foi o INCE com a sua vocação de cinema educativo, ideologicamente amparado em um decreto é uma lei, mas , principalmente no Decreto 21.240/32, que reorganizava o Ministério da Educação e Saúde . Os13 artigos dedicados ao cinema nesta legislação foram uma conquista da ABPC, que realizou o verdadeiro primeiro Congresso do setor e que foi responsável em pautar o texto do Decreto, junto à burocracia estatal vargista que reorganizava o aparelho estatal brasileiro.

O decreto instituiu a Taxa cinematográfica para a educação popular, primeira taxa cinematográfica, fonte de recursos do Ince que seria organizado em 1936 e que seria definitivamente implantado somente em 1937. Portanto, o Ince é a base sólida do cinema cultural , por excelência, somos uma velha tradição do cinema brasileiro, onde o Estado foi o principal protagonista…Isto precisamos colocar na nossa pauta política . Esta questão não pode ser escamoteada da forma como estão sendo colocada.

O queixume sobre a distribuição apoiada na fala  do Klotzel , replicado pelo BW, parece-me totalmente desfocado, quando Klotzel chora a perda do protagonismo para as distribuidoras e BW  claramente aposta nisto. Acho que devemos sim criticar os excessos provocados inclusive pelo art. 3 da Lei do Audiovisual. E, que os distribuidores brasileiros conseguiram reverter com os recursos do Funcines e do Fsa…O que  me constrange no texto de BW é que um filme comercial tem que ser distribuído em pelo menos 100salas, o que me parece que não caracterizaria como comerciais filmes do tipo O som ao redor, Hj eu quero voltar sozinho , Cine Roliudi , Bezerra de Menezes , onde tem filmes inclusive distribuído pelo próprio…Rs

Depois, uma distribuidora que ano passado vendeu mais de 17 milhões de ingressos e mais de 50 na sua carreira comercial, em um sistema meritocrático deveria contar com outros esquemas de incentivo, do tipo adicional de renda…por exemplo….

Numa economia de mercado, a distribuição é um ponto chave que não pode absolutamente ser desprezado. Os realizadores têm que achar novas maneiras de distribuição dos seus filmes. O slogan para este período é: Exiba ou morra. Numa era exponencial para a produção, o filme não exibido é obra morta.

  • André Gatti é colaborador do ObservaCine

Conselho de Comunicação Social voltará a existir em 2015

Flávia Umpierre*

Órgão auxiliar do Congresso será fundamental nas discussões sobre a regulação da mídia

Marcado para ganhar força no próximo ano, o debate sobre a regulação da mídia no Congresso Nacional deverá ter como aliado o Conselho de Comunicação Social (CCS), atualmente desativado. Falta, no entanto, marcar a data para a próxima eleição dos representantes.
A última reunião do conselho aconteceu em agosto deste ano e marcou o fim do mandato da composição do biênio de 2012 a 2014. Entre idas e vindas, o conselho criado pela Constituição de 1988 só foi instalado em 2002. Depois, passou seis anos desativado.
O legado deixado pelos últimos conselheiros é considerado pífio diante dos grandes temas caros à comunicação social no País. Entre eles, o marco regulatório da mídia. “Só foi possível debater no conselho o que era consenso. Temas importantes e polêmicos foram ignorados”, afirma Bia Barbosa, representante do Coletivo Intervozes, entidade ligada à Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito a Comunicação com Participação Popular (Frentecom).
As poucas discussões que foram travadas no período trataram da obrigatoriedade do diploma para exercício do jornalismo, do repúdio à violência sofrida por jornalistas no exercício da profissão, do leilão para concessão da banda de 4G e da flexibilização da Voz do Brasil.
O órgão auxiliar do Congresso tem por finalidade apreciar, de forma consultiva, matérias de relevância nacional em tramitação nas casas legislativas, antes de serem encaminhadas para votação em plenário. Os pareceres, estudos ou recomendações elaboradas pelo CCS podem ou não pesar na decisão dos parlamentares.
O conselho é formado por 13 integrantes, sendo três representantes de empresas de rádio, televisão e imprensa escrita; um engenheiro especialista na área de comunicação social; quatro representantes de categorias profissionais; e cinco representantes da sociedade civil. Os nomes são listados e enviados para aprovação dos parlamentares.
No entanto, um dos coordenadores da Frentecom, o deputado Emiliano José (PT-BA), na foto, tem pouca esperança de avanço com o Congresso, tanto na atual e como na próxima formação, para realmente discutir a regulação da mídia. “Essa Casa não discute o tema e reage muito mal quando é confrontada, confundindo de forma capciosa regulação da mídia com censura”, afirma.
Para o deputado, a solução está na mobilização da sociedade civil para, de forma cada vez mais ostensiva, pressionar os parlamentares a debater o monopólio a mídia.
Composição arbitrária – A representante do Intervozes questiona a forma como é feita a composição do Conselho de Comunicação Social. Segundo Bia Barbosa, não há critérios para a escolha da lista de cinco nomes de representantes da sociedade civil. “É um processo pouco transparente. Ninguém sabe como essa lista é formada”, afirma.
Para ela, caso não sejam feitas alterações nas escolhas desses representantes, o trabalho da próxima formação continuará ineficiente. “A tendência é que o conselho siga dando pouco espaço para temas de real interesse da sociedade civil”, evidencia.
A preocupação está em não repetir o que ocorreu nas duas primeiras gestões do conselho, quando empresários de veículos de comunicação ocuparam vagas destinadas a representantes da sociedade civil. “Além de não sabermos os critérios usados, o fato de não haver quem verdadeiramente nos represente faz com que não haja diálogo. E discutir o marco regulatório, por exemplo, interessa apenas a sociedade civil e não aos empresários”, explica.
Mais de 300 projetos relativos a temas caros à regulação da mídia tramitam, atualmente, no congresso. Entre eles, a questão do direito de resposta, a regulamentação de veículos de comunicação comunitária, a regionalização do conteúdo e o combate ao monopólio de meios de comunicação. “Se o próximo conselho tiver a consciência de que é uma agenda central, ele pode se pautar pelo conjunto de projetos que já existem. Não precisa esperar que um novo marco regulatório passe a tramitar para tratar do tema”, explica Bia Barbosa.
Antes do período eleitoral, a Frentecom se reuniu com o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, para pedir agilidade no processo de formação do próximo conselho. O que não ocorreu. Caso a mesa diretora não paute, a escolha dos conselheiros deverá esperar o início do mandato de 2015 e a eleição dos novos presidentes das casas legislativas.
* da Agência PT de Notícias (5/11/14)

Fórum Brasil de Comunicação Pública

FórumBrasilAbertas as inscrições para o Fórum Brasil de Comunicação Pública – 13 e 14 de novembro, Brasília

Com os objetivos de articular emissoras do Campo Público e capacitar organizações para intervir nas políticas públicas e na regulação do setor, visando ao fortalecimento do Sistema Público de Comunicação no país, o Fórum Brasil de Comunicação Pública acontece em Brasília, nos dias 13 e 14 de novembro. Organizado pela FrenteCom (Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular) e pela Secretaria de Comunicação da Câmara dos Deputados, o evento acontece no auditório Nereu Ramos e conta com a parceria de diversas entidades, como FNDC, ASTRAL, Frenavatec, Arpub, Amarc, Abccom, ABTU, Fitert, Renajoc, Intervozes, Barão de Itararé, Abraço, MNRC, Sinttel-DF, Fenaj, Sindicato dos Jornalistas do DF e Conselho Curador da EBC.

Depois de dois Fóruns sobre TVs públicas e outro de rádios públicas, este será o primeiro encontro a reunir todos os atores do setor. No encerramento do Fórum será entregue à Presidenta da República a plataforma de reivindicações do Campo Público.

Confira abaixo a programação do Fórum Brasil de Comunicação Pública. As inscrições podem ser feitas em
http://www.camara.leg.br/eventos-divulgacao/evento?id=11191

Programação

DIA 13/11

MANHÃ

9h ABERTURA
10h30 – Painel I: “Regulação do Campo Público”

TARDE

14h – Painel II: “Tecnologia e Infraestrutura do Sistema Público”

16h30 – Grupos de Discussão
1. Gestão e Participação
2. As rádios comunitárias no campo público
3. Canal da Cidadania
4. Rede de Comunicação Pública

DIA 14/11

MANHÃ
9h – Painel III: “Convergências de Linguagens e Conteúdo”

11h – Painel IV: “Financiamento do Sistema Público e Políticas de Fomento para o Audiovisual”

TARDE

14h – Grupos de Discussão
5. Financiamento do Campo Público
6. A situação dos trabalhadores do campo público
7. Conteúdo e diversidade

16h – Plenária Final

18h30 – Entrega da Plataforma dos movimentos à Presidenta da República

Escrito por: Intervozes
Fonte: Intervozes

12ª FIKE Festival Internacional de Curtas Metragens

fikeA 12ª edição do FIKE (Festival Internacional de Curtas Metragens) vai decorrer entre 21 e 25 de Outubro, simultaneamente nas cidades de Évora e Beja – anunciou o director do festival, João Paulo Macedo, nesta segunda-feira, 8 de Setembro.

O FIKE 2014 contará entre outras participações, com Patrícia Casey. A produtora do primeiro filme dos Monty Python, “And Now for Something Completely Different”, de 1971, fará durante o certame, uma Master Class sobre produção cinematográfica.

Este ano, inscreveram-se para a pré-selecção no festival, 1004 filmes, originários de 44 países, sendo a Ficção a categoria mais concorrida, com 533 curtas-metragens. A animação com 179, documentário 265 e 27 filmes de outras categorias. Dos filmes inscritos 136 são primeiras obras de jovens realizadores.

O Prémio D. Quixote, um dos galardões a atribuir novamente, será nomeado por um júri da Federação Internacional de Cine Clubes, cuja rede de festivais parceiros o FIKE integra desde 2003.

FIKE1O FIKE 2014 é promovido, como habitualmente, pela Sociedade de Instrução e Recreio Joaquim António de Aguiar, pelo Cine Clube da Universidade de Évora em parceria com a Estação Imagem e Associação cultural bejense Lêndeas d’Encantar.

Esta 12ª edição tem o apoio do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) e da Direção Regional de Cultura do Alentejo / Governo de Portugal, Município de Évora, bem como da Universidade de Évora (UE), que desde a primeira hora vem emprestando o seu valioso contributo.

O FIKE – Festival Internacional de Curtas-metragens, integra-se no projecto IMAGINÁRIOS AO SUL, que engloba o Festival de Teatro de Amadores de Évora, o Festival Raízes do Som e o Festival Internacional de Teatro do Alentejo. Organizados pelo Cineclube de Évora, Sociedade de Instrução e Recreio Joaquim António de Aguiar, a associação cultural bejense Lêndias d’Encantar e a Associação Lua Aos Quadradinhos. Um projecto pluridisciplinar, com atuação nos centros históricos de Évora Beja, que visa aliar novas vivências do património através de actividades culturais, formação de públicos, capacitação e envolvimento de outros agentes com a intensificação de hábitos e prática de consumos culturais. Trata-se de uma iniciativa QREN, apoiada no âmbito do INALENTEJO, cujo investimento ascendeu a 216.415,58 Euros, com um cofinanciamento de 151.490,91 Euros.

Évora, 8 de Setembro de 2014

Assessoria de Imprensa

press@fikeoneline.net

O poder e a arte

Orlando Senna*

Orlando-Senna.-Perfil-DiálogosFaltam oito dias para as eleições e não creio que, até lá, apareçam novidades importantes sobre a questão audiovisual, seja nas manifestações do setor, seja nos programas de governo das principais candidatas, Dilma e Marina.

Os artistas, trabalhadores e empresários do ramo fizeram sugestões e reivindicações, as mais recentes no Festival de Brasília (o documento “Por uma primavera do audiovisual brasileiro”, com divulgação na internet). As candidatas não fizeram mudanças no que já estava dito em seus planos de governo, também bastante divulgados e resenhados neste blog, onde dediquei dois artigos sobre o assunto.

fomeentoA minha opinião é que o próximo governo deve fortalecer ainda mais a Ancine-Agência Nacional de Cinema e sua política de expansão da atividade e, ao mesmo tempo, debelar a crise de crescimento da instituição, promovendo ajustes preventivos e cirúrgicos principalmente no que se refere à burocracia; que a prioridade da agência seja a veiculação do conteúdo brasileiro em todas as mídias; que a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura volte a ter importância estratégica e política, com foco na cultura audiovisual e exercendo complementaridade com a Ancine, com foco no mercado; que o novo governo tenha a plena compreensão da importância medular do audiovisual na economia e nas soberanias nacionais no século que vivemos e a inteligência de promover um marco regulatório da atividade, abrangente, contemporâneo e democrático.

E que a aposta maior seja no poder de criação, invenção e coragem de nossos artistas. Disto tive mais uma prova contundente nos últimos dias, participando do 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A curadoria do festival decidiu selecionar para a premiação oficial apenas filmes representativos da mais recente onda artística nacional, uma geração com novas propostas quando ainda estamos saboreando a onda anterior, o impactante cinema de Cláudio Assis, Karim Ainoux, Sérgio Machado, Marcelo Gomes, Lírio Ferreira, Paulo Caldas, Cléber Mendonça Filho, Hilton Lacerda, Cao Guimarães, José Padilha e outros brilhantes cineastas.

A novíssima onda radicaliza a experimentação estética, abole totalmente os limites entre realidade e ficção, elabora uma sofisticada popularização da linguagem que se confunde com amadorismo (no sentido de fazer com amor), levam ao extremo a incorporação dos baixos orçamentos a essa linguagem, levam o espectador a exageros de risos e lágrimas. “Cinema de risco” ou “o nicho mais experimental do cinema brasileiro”, como definiu o crítico Luiz Zanin. “A estética da sucata”, como disse o ator e poeta Emmanuel Cavalcanti.

A maioria dos novíssimos cineastas são oriundos da baixa classe média e das periferias, alguns da classe média, mas o tema é sempre um Brasil profundo. Não tenho espaço para dizer tudo que me vai na alma sobre essa turma, nem sobre todos os filmes exibidos. Acho que foi mais um Festival de Brasília “histórico”, como outros que aconteceram nesse evento caracterizado pela politização (linguagem é política). O enorme entusiasmo dos espectadores brasilienses e as dúvidas de intelectuais e cineastas veteranos autorizam essa profecia. Sugiro que vocês vejam, o quanto antes, os dois filmes mais premiados pelo júri oficial: a efervescente metáfora Brasil S/A de Marcelo Pedroso e o mix de ficção científica e crua realidade Branco sai. Preto fica de Adirley Queirós, grande vencedor do festival.

Distribuição? O papo dessa turma é diferente. Adirley disse à mídia que seu filme pode ser visto por sete bilhões de pessoas (referindo-se às redes sociais, claro) mas também vai vender cópias nas feiras populares. Grana para produção? É um papo mais diferente ainda. O último ato da turma no festival foi dividir o prêmio de melhor filme, 250 mil reais, por todos os seis concorrentes de longa-metragem. Foi uma comoção na plateia. Nunca coisa igual aconteceu antes no cinema brasileiro, quiçá no cinema universal.

  • Orlando Senna é cineasta e colaborador do ObsevaCine Revista Diálogos Do Sul

Filmambiente – Festival Internacional do Audiovisual Ambiental

destaque-filmambienteCom 62 filmes brasileiros e estrangeiros na programação, todos com exibição gratuita, começa na próxima quinta-feira (4), no Rio de Janeiro, a quarta edição do Filmambiente – Festival Internacional do Audiovisual Ambiental. Este ano o evento terá a presença, entre os convidados, de cineastas estrangeiros e diretores de outros festivais internacionais sobre o tema, e pela primeira vez irá às zonas norte e oeste da cidade com exibições de filmes nas Naves do Conhecimento, da prefeitura do Rio.

Os filmes da mostra, que vai até o próximo dia 10, foram selecionados entre produções recentes apresentadas em importantes festivais mundiais, como os de Cannes e Berlim, e também entre os mais de 400 inscritos. O Filmambiente tem uma mostra competitiva, de longas e de curtas-metragens, e cinco mostras paralelas.

Filmambiente – Festival Internacional do Audiovisual AmbientalO tema central desta edição, Porque o Futuro Chegou, está expresso em filmes que contam a história de pessoas que lutam para mudar as expectativas e criar um futuro melhor para o planeta. É o caso de Virunga, produção britânica dirigida por Orlando von Einsiedel, que abre o festival às 21h do dia 4, no Espaço Itaú de Cinema, em Botafogo, zona sul do Rio.

O documentário conta a história de pequena equipe de guardas florestais que protege o Parque Nacional de Virunga, no Congo, África, um dos lugares mais ricos em biodiversidade no mundo, que abriga os últimos gorilas da montanha. Além de defender o parque – patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) -, a equipe enfrenta as ameaças de um grupo rebelde do país africano.

“Já é tempo de resolver os problemas ambientais, de mostrar as soluções para eles”, enfatiza Suzana Amado, diretora e idealizadora do Filmambiente. Os filmes desta edição mostram o que as pessoas estão fazendo para resolver as questões”. Atitudes políticas em prol do meio ambiente e da sustentabilidade também estão presentes nos outros sete documentários de longa-metragem da mostra competitiva, entre eles o brasileiro Naquela Época e Hoje, de Luiz Adelmo Manzano, que aborda a preocupante situação da saúde das pessoas, em plena era da informação, apesar da evolução científica e tecnológica.

Seis diretores estrangeiros debaterão seus filmes com o público após as sessões. Além dos oito longas, 25 curtas estão na competição, exibidos em sessões também no Espaço Itaú de Cinema. São documentários, filmes de ficção e de animação, de 20 países tão diversos quanto as temáticas abordadas.

Entre as mostras paralelas, a Cine’Eco 20 Anos, que será apresentada no Instituto Moreira Salles (IMS), homenageia as duas décadas do festival de cinema ambiental na cidade de Seia, em Portugal. O diretor da Cine’Eco, Mario Branquinho, é um dos convidados do Filmambiente e participa no dia 9, às 18h30, no Oi Futuro Ipanema, do painel Meio Ambiente: Evolução Temática e de Abordagem nos Últimos 20 Anos. Com mediação do jornalista Agostinho Vieira, o painel terá como debatedores o economista e ecologista Sergio Besserman e a jornalista e cineasta Paula Saldanha.

Filmambiente – Festival Internacional do Audiovisual AmbientalOutra discussão terá lugar no sábado (6), às 16h, no Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico, quando será exibido, fora da mostra competitiva, o filme brasileiro O Veneno Está na Mesa 2, de Silvio Tendler. O novo documentário do cineasta, que participará de debate após a exibição, dá continuidade à reflexão sobre o perigo que o uso de agrotóxicos representa para a saúde, mostrada no primeiro filme dele sobre o tema, lançado em 2011.

O Veneno Está na Mesa 2 também será exibido na Nave do Conhecimento de Madureira, zona norte do Rio, uma das quatro – as outras ficam na Penha, no Irajá e na Vila Aliança – que terão sessões do festival, voltadas para alunos das escolas públicas e para os moradores desses bairros. Para as exibições nas Naves do Conhecimento, os organizadores do Filmambiente programaram documentários brasileiros que tratam de qualidade de vida e de alimentação.

“A proposta é expandir o festival e sair do circuito zona sul. Principalmente com o propósito de atrair crianças e alunos da rede de ensino, de trabalhar na formação de plateias interessadas no cinema ambiental”, defende Suzana Amado, que aposta na parceria com a prefeitura carioca para a ampliação dos espaços de exibição do festival.

Os filmes vencedores da mostra competitiva serão exibidos no dia 11, a partir das 18h30, no Oi Futuro Ipanema, espaço que também participa pela primeira vez do festival. A programação completa está disponível no site www.filmambiente.com.

Paulo Virgílio – Repórter da Agência Brasil
Edição: Stênio Ribeiro

A cultura e o audiovisual de luto

Encerramento do I Festival de Cinema de Triunfo
Encerramento do I Festival de Cinema de Triunfo

Mais do que a política, a Cultura e o audiovisual brasileiro lamentam profundamente a tragédia que vitimou o AMIGO da CULTURA, GOVERNADOR EDUARDO CAMPOS.

Neste momento de dor e consternação nacional, em meu nome e em nome do CBC – Congresso Brasileiro de Cinema apresento a toda família Arraes e também aos amigos e companheiros pernambucanos, nossas condolências e nossa irrestrita solidariedade.Contem conosco, pois a luta continua.

Viva a Cultura. Viva Pernambuco. Viva, eternamente, Eduardo Campos, suas idéias e seus compromissos.

João Baptista Pimentel Neto.
Presidente do CBC – Congresso Brasileiro de Cinema

Memórias desagradáveis

Marv@da C@rne*

Da série “Promessas e Dívidas” = Dúvidas…

Todos sabem que fui, sou e serei apaixonadamente cineclubista…

Ah! E honesto…politicamente correto, etc coisa e tal…

Daí um monte de gente anda me questionando sobre meus posicionamentos políticos. E, em especial, minhas críticas acerca da gestão da DR (Dilma Retrô)…

E daí fico ainda mais puto, já que – como o Tio Lula – não tenho diploma universitário e apesar de “ainda” estar presidente do tal CBC – Congresso Brasileiro de Cinema, nunca fiz um filme…

E os Barretões, Diégues e demais entreguistas, nunca aceitaram este fato…e com a ajuda da DR e sua púpila de Hollanda e dos “abracianos” conseguiram quase que acabar como movimento social audiovisual…

Mas esta é uma longa história, cujos detalhes ainda serão tornados públicos – viu ABRACI…

Por hora, apenas e para informar aqueles que desconhecem e refrescar a memória dos que conhecem…vai aí um link para uma das “promessas” – lorotas – que “nos” foram vendidas a quatro anos atrás…

Assistam e depois me respondam…

Será que minhas críticas não tem fundamento…

ai ai pipoca doce

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Programa de Fomento ao Cinema Paulista 2014

Programa de Fomento ao Cinema Paulista e Prêmio Estímulo ao Curta-metragem destinam R$ 9,2 milhões para produção e finalização

editais-SP-2014

Estão abertas as inscrições para os editais do Programa de Fomento ao Cinema Paulista e do Prêmio Estímulo ao Curta-metragem, lançados pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. O valor total aportado pelos dois editais é de R$ 9,2 milhões.

Programa de Fomento ao Cinema Paulista 2014

fomeentoPrograma de Fomento ao Cinema Paulista 2014, cujo objetivo é o apoio à produção e finalização de longas-metragens por meio da Lei do Audiovisual, aceita inscrições até o dia 19 de agosto. Ao todo, serão investidos até R$ 8 milhões, sendo R$ 6 milhões em produção e R$ 2 milhões em finalização.

Podem ser inscritos projetos previamente aprovados pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), de empresas com sede no estado de São Paulo, comprovadamente, há mais de dois anos. Os projetos devem ser pensados, inicialmente, para exibição em salas de cinema comerciais, e devem ter duração superior a 70 minutos. Cada empresa poderá inscrever, no máximo, dois projetos.

Na linha Produção, aberta a projetos cujas filmagens ainda não tenham sido iniciadas, o aporte é de até R$ 800 mil para cada projeto de ficção ou animação, e até R$ 400 mil para documentários. Já na modalidade Finalização, para produções cujas filmagens já tenham sido concluídas, o valor máximo aportado será de R$ 300 mil.

Prêmio Estímulo ao Curta-metragem

curta-metragemAté o dia 13 de agosto, é possível inscrever projetos na chamada pública do Prêmio Estímulo ao Curta-metragem 2014, que concederá um apoio total de R$ 1,2 milhão, dividido entre 15 curtas-metragens (R$ 80 mil para cada filme).

As inscrições são abertas a produtoras registradas na Ancine, com sede no estado de São Paulo há mais de dois anos, e também a pessoas físicas residentes no estado. Aos projetos selecionados, será necessária a identificação de uma empresa produtora na fase de contratação, que não poderá realizar mais de dois projetos pelo presente edital. Proponentes que tenham dirigido longas-metragens e empresas inadimplentes com a Secretaria da Cultura estarão inabilitados.

A seleção será feita em duas etapas: a primeira será a análise do material encaminhado e, em seguida, a fase de entrevistas presenciais com 30 proponentes selecionados. Ao menos cinco dos 15 projetos contemplados devem ser inscritos por proponentes domiciliados fora da capital paulista.

Fonte:
Agência Nacional do Cinema

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