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  • Acompanhamento das discussões relativas ao eixo de Comunicação Digital

    setembro de 2009

    São 117 grupos criados na plataforma Cultura Digital.Br, até hoje (27/set). Fiz uma leitura dos debates que ocorrem nos grupos relacionados ao eixo de Comunicação Digital, relacionando, abaixo, cada um deles.

    A citação do debate leva em conta a relação dele com o eixo, sobretudo, levando menos em consideração o número de participantes (do grupo ou do debate em particular). Também foram relacionados grupos com temas relacionados, mas cujos debates e / ou fóruns ainda não tiveram muita participação.

    Caso note algum debate ou grupo que deveria constar da lista, favor avisar.

    Generosidade Intelectual

    Admin: Bruno Tarin
    Membros: 165
    Descrição: Grupo de Discussão entorno do tema da Generosidade Intelectual e seus desdobramentos. Teorias e Práticas de Compartilhamento e Acesso à conteúdos artísticos, conhecimento científico etc. Em suma, grupo criado para discussão da fruição dos bens imateriais.
    Contribuição em destaque: Construção de textos Wiki
    Membros envolvidos na discussão: Andrey Sanson

    Memória Digital
    Admin: Rogério Lourenço
    Membros: 109
    Descrição: Processos de digitalização de acervos (identificação de acervos e discussão de proridades, envolvendo questões tanto tecnológicas como metodológicas), sua disponibilidade aos cidadãos (políticas de compartilhamento e acesso, envolvendo tanto questões de direitos autorais quanto classificação da informação visando seu efetivo uso) e demais questões, tanto para acervos de imagem e de texto, quanto de áudio e de vídeo, assim como o registro de experiências, relatos de vida etc. Grupo proposto pelo Coordenação Executiva do Fórum da Cultura Digital Brasileira, com curadoria de Rogério Lourenço
    Contribuição de destaque: várias
    Membros envolvidos na discussão: vários

    Open Vídeo
    Admin: VJ Pixel
    Membros: 59
    Descrição: Discussão sobre formatos, softwares e licenças livres de vídeo.
    Contribuição de destaque: Movimento Vídeo Livre Brasil
    Membros envolvidos na discussão: Sava, Pixel

    Cibercultura
    Admin: Henrique Antoun
    Membros: 578
    Descrição: Grupo para conversar sobre as novas relações consigo, com os outros e com os conhecimentos geradas pela cultura digital.
    Contribuição de destaque: várias (lei eleitoral, democracia participativa,
    Membros envolvidos na discussão: Henrique Antoun, Saulo Cavalcante, Gilberto Pavoni

    Internet e literatura
    Admin: Lucas Guedes
    Membros: 60
    Descrição: Discutir os aspectos de transformação da Literatura impressa para internet e seus principais suportes (blogs, e-books, revistas literárias, twitter, etc…)
    Contribuição de destaque: /Movimento Acesso aberto http://www.acessoaberto.org/
    Membros envolvidos na discussão: Carolina Lucena

    Rádio
    Admin: Takashi Tome
    Membros: 20
    Descrição: No começo, o rádio era o rádio: aquela caixinha (ou móvel) todo respeitável, que trazia vozes de locutores, cantores/as, músicos, e nos emocionavam. Mas nos dias de hoje, o que é o rádio? Internet radio é rádio? E podcasting? E os serviços multiprogramação como o rádio por satélite? E o rádio digital que transmite imagens, ainda é rádio? Assim, a proposta deste grupo é o de reconceituar o que seja rádio, além de discutir as novidades na área.
    Contribuição de destaque: o IBOC e seus problemas
    Membros envolvidos na discussão: Takashi Tome

    INFLUÊNCIA DA LEI nº 9.610 (12/02/1998) SOBRE A CULTURA DIGITAL BRASILEIRA
    Admin: Planetman
    Membros: 207
    Descrição: Esta lei alterou, atualizou e consolidou a legislação sobre DIREITOS AUTORAIS, e deu outras providências.
    O seu artigo quinto estabeleceu concepções.
    O título dois versou sobre as OBRAS INTELECTUAIS.
    O item VIII refere ARTE CINÉTICA.
    O item XII refere os PROGRAMAS DE COMPUTADOR,
    amparados por legislação específica, cfe. §1º.
    O artigo oitavo retira a proteção sobre
    SISTEMAS, MÉTODOS E PROJETOS.
    o artigo 29 refere no seu item IX refere a obrigação autorizativa
    do autor de obra intelectual no sentido de liberar a inclusão
    em base de dados, o armazenamento em computador,
    entre outros.
    O QUE VOCÊ PENSA A RESPEITO DO DIREITO AUTORAL
    NA QUESTÃO CULTURAL, E NA FORMA POPULAR
    DE UTILIZAÇÃO DE OBRAS INTELECTUAIS ALHEIAS?
    Contribuição de destaque: debates sobre a lei
    Membros envolvidos na discussão: admin

    Diretrizes da Ação Cultura Digital e Aprendizado / Ação Cultura Digital
    Admin: Bruno Tarin
    Membros: 68 / 87
    Descrição: Grupo criado para realizar discussões e pensar numa política para cultura digital e os seus processos educativos (aprendizagem), considerando nossos objetivos com: produção e difusão cultural, articulação de redes e desenvolvimento local pela valorização cultural.
    Tivemos que criar um grupo separado da Ação Cultura Digital pela necessidade de se criar diferentes tópicos de fórum específicos do tema Aprendizado, principalmente para que possam ser melhor organizadas e discutidas as Diretrizes que acreditamos serem ideais para uma política de Aprendizado e Cultura Digital. Colocaremos cada Diretriz como um Tópico de Fórum para que possam ser discutidas separadamente. / A Ação Cultura Digital da Secretaria de Cidadania Cultural – SCC(antiga Secretaria de Programas e Projetos Culturais – SPPC), por meio dos ”articuladores da Cultura Digital” convida aos atores e coletivos culturais interessados na discussão da política de Cultura Digital até então implementada por esta secretaria para avaliação das ações e construções de propostas de ações para novos caminhos para a Cultura Digital.
    Dentro dos Seguintes Eixos:
    – Cultura Digital e Sustentabilidade;
    – Cultura Digital e Aprendizado;
    – Cultura Digital, Articulação e Mobilização de Redes;
    – Cultura Digital e Desenvolvimento.

    Comunicação Comunitária
    Admin: Donizete Soares
    Membros: 45
    Descrição: Exposição, debate e divulgação de atividades relativas à comunicação efetivamente comunitária, isto é, produzidas de modo horizontal e voltada aos reais interesses da vida em comum.
    Contribuição de destaque: http://cursoslivres.blogspot.com
    Membros envolvidos na discussão:

    Biblioteca 2.0
    Admin: José Murilo
    Membros: 80
    Descrição: Biblioteca 2.0 denomina tanto o movimento que impulsiona a incorporação em bibliotecas de tecnologias de acesso centradas no usuário, como também o conjunto de serviços sociais e dinâmicos específicos configurados para o acesso a repositórios de conteúdos
    Contribuição de destaque: parâmetros para bibliotecas online
    Membros envolvidos na discussão: admin

    Educação Digital
    Admin: Bianca Santana
    Membros: 118
    Descrição: “Acho que o uso de computadores no processo de ensino aprendizagem, em lugar de reduzir, pode expandir a capacidade crítica e criativa (…) Depende de quem usa a favor de quê e de quem e para quê.” Paulo Freire, no livro Educação na Cidade
    Contribuição de destaque: reflexões sobre o uso do computador em sala de aula
    Membros envolvidos na discussão: Takashi Tome

    Cultura Digital em Rede
    Admin: Adriana Veloso
    Membros: 181
    Descrição: Mobilização e Interação em Rede: cartografia de redes sociais distintas, como o objetivo de mobilizar a partir das identificações e observar como os atores sociais envolvidos interagem em rede e como os laços se fortalecem.
    Contribuição de destaque: definição de cultura digital
    http://culturadigital.br/groups/cultura-digital-em-rede/forum/topic/118
    Membros envolvidos na discussão: Adriana Veloso

    A imagem líquida
    Admin: Paulo Fehlauer
    Membros: 45
    Descrição: A imagem e o pixel. Discussões e proposições sobre fotografia, vídeo e cinema no mundo digital. Produção, distribuição, propriedade intelectual, ética, estética e etecétera.
    Contribuição de destaque: exigência de diploma para fotógrafo?
    Membros envolvidos na discussão:

    Pela implantação do reconhecimento de voz Pr-Br
    Admin: Ricardo Gomes de Paiva Faria
    Membros: 15
    Descrição: A produção intelectual é QUATRO vezes mais rápida do que a melhor taquigrafia pode captar e, num mundo capacitado à transformação de voz em texto digitalizado, o nosso Brasil perde absoluta capacidade de competir:
    Já se aproxima 2010 – III Milênio – e o uso de teclado como meio de entrada e saída da produção intelectual ”data i/o” é um insulto à Inteligência da Nação Brasileira.
    Além disto, é impátrio desperdício de recursos raros e caros…
    – A Nação Brasileira exige superlativo processo de se alçar sobre a fome de educação e cultura!
    Contribuição de destaque: construção do speech recognition pt-br
    Membros envolvidos na discussão: Andrey Sanson, Ricardo Gomes

    Grupos relacionados ao eixo de Comunicação Digital, que no entanto ainda não geraram debates aprofundados:

    Jornalismo Colaborativo na Web
    Admin: Nanni Rios
    Membros: 81
    Descrição: Espaço para compartilhamento de experiências em jornalismo colaborativo na web em suas variadas formas e terminologias (jornalismo cidadão, jornalismo participativo, jornalismo opensource).

    Inteligência Coletiva
    Admin: José Erigleidson
    Membros: 72
    Descrição: Grupo destinado à discussão, à divulgação e ao mapeamento de práticas de inteligência coletiva – IC no cibesrepaço. Busca revelar uma inteligência coletiva além da abstração, identificando suas pontecialidades e aplicações nos negócios, na ciência, na comunicação, na educação, na democracia ou em qualquer outra interface possível.
    O conceito de inteligência aqui adotado é o proposto pelo MIT Center for Collective Intelligence:
    ”collective intelligence is groups of individuals doing things collectively that seem intelligent.”

    Acervos distribuídos e redes sociais
    Admin: Felipe Fonseca
    Membros: 6
    Descrição: Pesquisa aberta sobre integração de acervos e bibliotecas digitais com redes sociais e ferramentas colaborativas na web.

    Educomunicação
    Admin: Takashi Tome
    Membros: 15
    Descrição: Fazer comunicação – jornal, rádio, TV, web – em vez de apenas consumir informações, é uma forma fascinante para as crianças e jovens conhecerem melhor o mundo em que vivem.
    Ao relatar uma notícia – por mais insignificante que ela possa parecer à primeira vista – a criança se vê instigada a refletir e buscar mais informações: porquê aquilo ocorreu? Poderia não ter ocorrido? Se foi ruim, o que pode ser feito para evitar novas ocorrências? Se foi bom, o que pode ser feito para que mais casos assim ocorram?
    É esta a proposta deste grupo: divulgar as experiências em Educomunicação e contribuir para o intercâmbio de idéias.

    Redes de informação
    Admin: Alessandro Casagrande
    Membros: 21
    Descrição: Grupo destinado àqueles que se interessam em criar redes de informação com temáticas ainda inexistentes no país com a finalidade de democratizar acervos e informações, utilizando-se para isto ferramentas de Código aberto (Licença GPL) para criação de Sistemas de Gerenciamento de Conteúdo – CMS (Content Management System).

    CultMídia
    Admin: Regina Cunha
    Membros: 20
    Descrição: A divisão entre CULTura e MÍDIA pode ser superada com o surgimento dos estudos comunicacionais permitidos pelas teorias críticas.
    A partir dos anos 70, com as escolas teóricas fundadas no Reino Unido ’The Cultural Studies Network’ temos a abertura com mais freqüência à interconexão das duas áreas: CULTura e MÍDIA. A aproximação entre os estudos culturais e as pesquisas de comunicação social permitiram a exploração dos novos estratos que se formaram tanto na cultura popular, quanto na midiática. As telenovelas, musicais, filmes, comédias de costumes, moda, consumo e publicidade sugerem que a conexão dos estudos midiáticos passa pela análise dos sistemas culturais.
    A interpretação do produto midiático considera o poder cultural como uma continuação da vida cotidiana, agregando, inclusive, suas narrativas comuns e insignificantes, algumas vezes desprovidas de bem articuladas estruturas conceituais. Por sua vez, os estudos culturais decodificam as operações de poder e resistência que acontecem no cotidiano da sociedade, favorecendo também, a compreensão dos contextos sociais, ao invés de deixar o pesquisador apenas de posse de textos e significados. Permitindo, ainda, que o sujeito da análise participe como testemunha de seu tempo, pessoalmente, virtualmente, subjetivamente, coletivamente, anônimamente, ou da maneira que lhe convier.

    Nemusad
    Admin: Debora de Carvalho Pereira
    Membros: 6
    Descrição: O NEMUSAD, coordenado pela professora Maria Aparecida Moura, integra os núcleos de estudos e pesquisas da Escola de Ciência da Informação da UFMG e reúne pesquisadores provenientes da Ciência da Informação, Comunicação, Computação, Ciências da linguagem, Educação, assim como a Sociologia e a Filosofia, numa perspectiva transdisciplinar.
    O Núcleo dedica-se ao estudo das mediações e dos usos sociais dos saberes e da informação compreendidos a partir do compartilhamento de um quadro teórico-metodológico comum e em associação com princípios teóricos desenvolvidos em distintos campos do saber social que sejam compatíveis aos estudos privilegiados nos eixos temáticos propostos

    Cultura Não é Spam
    Admin: Kika Serra
    Membros: 34
    Descrição: Como todos sabemos, os veículos de comunicação em massa tradicionais não são necessariamente o lugar para se encontrar o que se produz de mais interessante no âmbito cultural: os melhores artistas nem sempre freqüentam os programas de maior audiência ou a lista das mais tocadas na rádio comercial.
    Mesmo assim, as manifestações culturais independentes desafiam a hegemonia do mainstream e se propagam por meio do boca-a-boca, da panfletagem e de laboriosos esforços de divulgação de seus produtos e eventos. Sem orçamento para pagar favores a colunista de jornal, jabá de rádio ou anúncio na TV, artistas e produtores culturais se utilizam de canais onde possam se comunicar diretamente com seu público-alvo: as redes sociais.
    A prática adotada pelo Google e serviços afiliados, de excluir automaticamente qualquer mensagem distribuída a destinatários múltiplos — ainda que manualmente (e não por máquinas) e com o consentimento expresso do recipiente — é portanto altamente nociva à sociedade como um todo!

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  • Comunicação digital: o que é?

    A proposta do grupo de Comunicação Digital é trabalharmos em três grandes eixos até novembro, quando ocorrerá o Fórum da Cultura Digital Brasileira na Cinemateca, em São Paulo (ainda sem data definida, provavelmente na segunda quinzena):

    – delimitação do campo: o que é comunicação digital?
    – diagnósticos: quais são os problemas? quais as perguntas que precisamos fazer?
    – formulações e propostas: quais políticas públicas devem existir? que ações este grupo deveria tomar? quais pressões deveríamos fazer?

    Criamos um blog, o ComDigital, para publicar textos referentes ao grupo e discutir essas questões para além do fórum nesta página.

    Anote: http://www.culturadigital.br/comdigital

    Antes de começarmos a debater os problemas e as possíveis soluções relacionadas à comunicação digital é interessante definirmos sobre o que exatamente estamos falando. Comunicação digital é simplesmente a comunicação que se realiza através de bits e bytes? É uma outra comunicação ou é a mesma comunicação mais rápida, mais poderosa? Qual é o campo da comunicação digital e seus aspectos mais relevantes?

    O Ministério da Cultura, no documento que fundamente a criação deste Fórum, sustenta que fazem parte da discussão deste eixo:

    – Preservação da língua portuguesa e o incentivo à produção de conteúdos no ambiente da cibercultura;
    – Processos midiáticos e as implicações comunicacionais e culturais da convergência;
    – Transformações nos processos educacionais e o impacto das novas tecnologias de informação e comunicação nos espaços formais e informais de ensino;
    – Acesso ao conhecimento científico;
    – Padrões de disponibilização de bases de dados públicas, para permitir a sua apropriação e recombinação pela cidadania

    Língua

    O Fórum da Cultura Digital Brasileira pretende debater a produção, difusão e fruição de conteúdos digitais em língua portuguesa. Sem dúvida, o país necessita de uma política cultural que torne nossa sociedade não apenas consumidora, mas também produtora de conteúdo na Internet, partindo do princípio de que o upload é tão importante quanto o download.

    De acordo com uma pesquisa desenvolvida por Edward T. O´Neill, Brian F. Lavoie e Rick Benett, do Web Characterization Project13, e citada no texto Programa de Conteúdos Digitais em Cultura e Língua Brasileira, assinado por Nelson Simões (Rede Nacional de Pesquisa) e Hélio Kuramoto (IBICT), a participação brasileira em sites na web era de 2%, em 1999, e, em 2002, o país já não aparecia nas estatísticas. O inglês dominava 55% da participação em 2002.

    A mesma pesquisa, citada novamente no relatório apresentado por Simões e Kuramoto, aponta que os conteúdos em língua portuguesa representavam 2% em 1999, e 1% em 2002, tendo sido ultrapassados por conteúdos digitais em outras línguas como o coreano, o chinês e o holandês.

    A pesquisa pode ser obtida no endereço: http://www.oclc.org/research/projects/archive/wcp/default.htm

    É preciso considerar que de 2002 para cá o Brasil sofreu uma explosão de uso e assistiu ao processo de popularização do acesso à rede mundial de computadores. Porém, no mesmo período, a rede atingiu a marca de mais de 1,5 bilhão de usuários em todo o planeta., Portanto, é razoável considerar que, na ausência de uma política pública, a desproporção de conteúdos em língua portuguesa disponíveis na rede pode ter se mantido ao longo do tempo, ou até se aprofundado.

    Dois seminários, com participação de vários setores governamentais e da sociedade, foram realizados pelo Comitê Gestor da Internet do Brasil (CGI-Br) para debater esse problema, e algumas diretrizes já foram delineadas. Essa dimensão do debate sobre conteúdos em língua
    portuguesa ganha ainda mais importância se considerarmos o anúncio do projeto do governo Lula de conectar todas as escolas públicas brasileiras até 2010.

    Há, por outro lado, a necessidade de discutir a relação da cultura digital como o processo de globalização, onde os conteúdos convergem em trocas transnacionais, e são majoritariamente produzidos em língua inglesa. Uma verdadeira experiência de cultura digital envolve trocas transnacionais e o dialogo entre diferentes povos. O território do ciberespaço reunifica a humanidade e exige uma língua destinada à troca e ao intercâmbio.

    Mídia

    Os tradicionais meios de comunicação de massa têm sido profundamente atingidos pelo processo de digitalização. No Brasil, no entanto, diferentemente da maioria do mundo ocidental, o mercado de comunicação descreve trajetória ascendente. Ainda assim, a “competição” promovida pela digitalização e pela rede mundial de computadores demonstra que o modelo industrial estruturado na oferta de informação de um para
    muitos não se sustentará a médio prazo.

    Nesse contexto, uma nova mídia, forjada na participação dos cidadãos, está
    surgindo. Do ponto de vista da cultura, é preciso recuperar o exemplo do Overmundo (http://www.overmundo.com.br), revista virtual colaborativa que reúne produções culturais e jornalísticas a qual se configura como um banco vivo da diversidade brasileira.
    Também vale observar a explosão da blogosfera cultural, que se constitui em um novo e importante ator cultural.

    Mapear esse novo circuito midiático, sua capilaridade e extensão, é um dos papéis do Fórum da Cultura Digital Brasileira. Também é necessário formular políticas públicas voltadas para o fomento dessa nova atividade midiática, como já vem ocorrendo com o Prêmio de Mìdia Livre, atividade da Secretaria de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura.

    Convergência

    A convergência tecnológica é um fenômeno cultural. Para Henri Jenkins (2008. p. 2728), professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology):

    A circulação de conteúdos -por meio de diferentes sistemas midiáticos, sistemas administrativos de mídias concorrentes e fronteiras nacionais -depende fortemente da participação ativa dos consumidores. Meu argumento aqui será contra a idéia de que a convergência deve ser compreendida principalmente como um processo tecnológico que une múltiplas funções dentro dos mesmos aparelhos. Em vez disso a convergência representa uma transformação cultural, à medida que consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos midiáticos dispersos. Este livro é sobre o trabalho -e as brincadeiras -que os espectadores realizam no novo sistema de mídia.

    As pessoas anteriormente conhecidas como público (The People Formerly Known as The Audience), os novos produtores ativos de conhecimento e cultura, definem essa nova etapa da evolução dos meios de comunicação. São os cidadãos, antigamente sem acesso à voz no espaço público, que estão construindo uma nova cultura midiática na era digital, baseada na convergência tecnológica, mas principalmente de idéias.

    A web é um meio de comunicação que permite o diálogo de muitos para muitos. O que estamos vivendo não é um processo de substituição de mídias, mas sim de complementariedade melhorada.

    Uma vez que um meio se estabelece, ao satisfazer alguma demanda humana
    essencial, ele continua a funcionar dentro de um sistema maior de opções de
    comunicação. Desde que o som gravado se tornou uma possibilidade, continuamos a desenvolver novos e aprimorados meios de gravação e reprodução do som. Palavras impressas não eliminaram as palavras faladas. O cinema não eliminou o teatro. A televisão não eliminou o rádio. Cada antigo meio foi forçado a conviver com osmeios emergentes. É por isso que a convergência parece mais plausível como uma forma de entender os últimos dez anos de transformações dos meios de comunicação
    do que o velho paradigma da revolução digital. (JENKINS, 2008, p. 39)

    Neste campo, pretendemos debater a emergência de novas formas de cultura, como games, softwares, a produção para aparelhos móveis, fanfics, entre tantas outras expressões da cultura contemporânea que emergem com o processo de digitalização.

    Mas e aí? É isso?

    Curadoria de Comunicação Digital
    http://www.culturadigital.br/comdigital
    Andre Deak
    andredeak@gmail.com
    @andredeak
    http://www.andredeak.com.br

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  • Vídeos do lançamento da rede no FILE

    A rede foi lançada durante o FILE – Festival Internacional de Linguagens Eletrônicas.

    Reveja os vídeos e o debate do dia 31.

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  • Fórum da Cultura Digital

    Isto não é só um post. É um convite.

    Está lançada a rede social da Cultura Digital Brasileira. A rede pretende integrar todos que, de alguma forma, estão ligados a esta esfera – pesquisadores, produtores, ativistas, gente que pensa e faz políticas públicas e quem mais quiser entrar. Deverá ser um espaço para discutir propostas, levantar problemas e questões que são importantes para o futuro desta revolução na qual todos os campos da cultura estão imersos neste momento.

    Em novembro, sem data marcada ainda, um fórum será realizado para discutir, presencialmente, as principais discussões levantas pelos grupos. A rede nasce, portanto, como um espaço de articulação para, a partir de uma visão comum – ou de múltiplas visões, o que é mais provável – apresentarmos propostas para este fórum.

    Poderíamos, por exemplo, tentar construir uma carta de princípios sobre liberdade na rede, sobre o direito à comunicação digital, que seria, aliás, um bom ponto de partida para as discussões da Conferência Nacional de Comunicação, no início de dezembro. Mas essa é só uma idéia – podemos muito mais.

    Sem dúvida, esta rede tem um grande potencial de ser ouvida, tanto pela qualidade de seus membros quanto pela força de suas idéias. Já somos mais de 600. Mas isto não é só um post. É um convite.

    Seja muito bem vindo.

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  • O que é comunicação digital?

    Bem vindo ao Cultura Digital.  Aqui vamos discutir comunicação digital – a começar da própria definição disso.

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