Comunicação em foco: 5 e-books disponíveis
No entanto, é importante ressaltar que não significa que tenhamos a intenção, com esta cartilha, de desconsiderar a formação para o exercício do jornalismo. Aliás, nossa preocupação também passa pelo ensino praticado nas faculdades, voltado em grande parte para o mercado, bem como pela prática com pouca ou nenhuma orientação realizada nas rádios “alternativas”, muitas vezes ainda distante das responsabilidades que envolvem a comunicação massiva, mesmo que em menor escala. Reconhecemos que o mercado de trabalho remunerado para os jornalistas de formação ainda está muito restrito às grandes redes empresariais, comprometidas com interesses privados e institucionais que, em geral, comprometem a função social da profissão. Por outro lado, temos uma enorme falta de coesão e condições no exercício do jornalismo no âmbito comunitário, onde oportunistas ocupam espaços que deveriam estar desempenhando um papel contra-hegemônico. Na realidade, há uma grande confusão que atravessa esta prática, seja profissional ou amadora, em um momento que deveríamos priorizar uma união por algo maior e mais nobre. O verdadeiro dilema que se apresenta passa por romper com o conservadorismo e o individualismo que impedem uma reflexão mais humana e profunda do que realmente está em jogo. Sem alternativas viáveis à sobrevivência do profissional, jornalistas de formação inevitavelmente terminarão, em sua grande maioria, servindo aos cartéis e oligopólios da comunicação, atuando na manutenção dos interesses de grandes empresários da comunicação, políticos profissionais, igrejas clientelistas e seus respectivos aliados. Reivindicamos aqui que, se somente a propaganda institucional pública investida nos meios privados fosse redirecionada para as redes comunitárias de comunicação, teríamos condições mais dignas para o exercício da profissão também neste âmbito. E a possibilidade de ampliação do mercado de trabalho para além das trincheiras do interesse privado, com profissionais servindo comunidades ao invés de empresas.
O objetivo deste livro é estudar o pocket book, entre nós “livro de bolso”, e as principais variáveis que incidem sobre sua produção, situando-o na história do mercado editorial brasileiro. Já consolidado nos Estados Unidos e na Europa, o livro de bolso vem despertando interesse também no Brasil, onde o mercado de livros se encontra em expansão. Novas coleções pocket surgem, num movimento mais acentuado após a entrada em cena da “L&PM Pocket”. A relevância do tema comprova-se pelo fato de que todas as grandes editoras do país já têm, ou planejam ter, um segmento de livros de bolso.
O que é um híbrido? O que é uma imagem híbrida? Raymond Bellour (1997) denomina de hibridismo a mescla de diferentes formas de representação – gravura, cinema, fotografia, vídeo e outras, o que levou o autor francês ao conceito de “entre-imagens”, entendido como um espaço de passagem, imaterial e atemporal. Qual seria o estatuto dessa imagem no mundo contemporâneo? Seria tão densamente híbrida que poderíamos falar em imagíbrida? Qual a relação que se estabelece entre imagem e hibridação? Como a comunicação se apresenta como um híbrido do mundo como representação?
Este trabalho pretende investigar como a Bravo! influi na visão cultural do país, através da sua opinião e articulação sobre os fatos. A idéia é verificar, na prática, o quanto a revista, considerada uma das mais sofisticadas e caras do país, se preocupa em investir na aparência e o quanto é destinado ao conteúdo.





