Quando se investiga corrupção: dicas para jornalistas
1. Abordagem ascendente: Essencial para identificar os resultados da corrupção e, de forma rápida para os níveis superiores – “as provas são sempre visíveis ao nível da rua”.2. Mapeando a geometria da corrupção e da influência: A corrupção, sempre envolve mais de uma pessoa, ou um ponto ou uma linha simples, entre duas entidades. Compreender o fluxo da corrupção, influência e extorsão exige o mapeamento dos triângulos, trapézios, pentágonos, etc, de relações entre as partes.3.Desenvolver e proteger fontes essenciais: Eles estão lá fora, desejando encontrar alguém de confiança para suas informações. O jornalista tem que aprender que o processo de sedução envolve a criação de confiança no nível máximo, um ambiente fértil de verificação factual e, uma compreensão das recompensas intrínsecas que exigem as fontes.4. Determinar a moeda da influência: Por mais sofisticadas que sejam as leis e sua aplicação, mais sofisticadas são os veículos de suborno. É dinheiro que raramente muda de mãos. O jornalista deve aprender a seguir as trilhas da propriedade, promoção, proteção, privilégio, suborno e emprego (mesmo de familiares distantes!).5. Documentar a fuga de “papel”: Os registros públicos são essenciais, mas sozinhos eles raramente mapeam o quadro completo. Eles são um princípio essencial. Eles podem fornecer sutis indícios reveladores de outros documentos, ou de pessoas que podem preencher os espaços em branco.6. Obstáculos internos: O jornalista, independente do país, vai encontrar uma certa resistência dentro de seu próprio estabelecimento de comunicação. Infelizmente, os proprietários e gerentes de jornais e rádio / televisão e redes “estão à margem do crime organizado e à corrupção”, ou são “portadores de cartão de jogadores”. Estas situações exigem grande atenção e delicado planejamento.7. Atenção nos registros: Mais do que qualquer outra área que trabalha com relatórios, as investigações de corrupção exigem verificação interminável e cruzamento de dados. Repórteres são alvos fáceis dos funcionários e agentes que estão empenhados na utilização, manipulação ou na desacreditação do trabalho jornalístico.8.Unindo-se aos aliados confiáveis: Existem inúmeras maneiras de “escutas” em investigações existentes, e parcerias com grupos ou indivíduos, que já tenham obtido informação valiosa. A Internet oferece a jornalista uma rede mundial de peritos e de aliados em potencial. Além disso, existem as organizações locais que você encontrará, que já estão investigando as pessoas e instituições.9. Lidar com as ameaças e retaliações: Esta não é uma linha de trabalho para todos. O jornalista deve sempre estar ciente de como eles e seus familiares são vulneráveis. É essencial saber como responder de forma rápida e direta à ameaças – sem jogar a toalha, ou imediatamente, se esconder.10. Fazendo a história relevante para os leitores e telespectadores: Os repórteres, tendem a querer escrever sobre a elite, para a elite. As histórias devem, naturalmente, “dar atenção para os que estão em cima”, mas elas devem abordar as vítimas e os possíveis cúmplices em todos os níveis. No final, as histórias devem ser sobre as pessoas e, elas devem poder “pintar retratos dos resultados”, muitas vezes invisível.
Essas são dicas valiosas de quem tem experiência para partilhar e, com competência vivencial.


