terça-feira, 16 de março de 2010

Arquivos do mês » janeiro, 2010

Como está o ensino e a investigação em jornalismo em Portugal e na Espanha?

Essa foi a proposta da Jornadas da OBCiber, que foram realizadas nos dias 4 e 5 de dezembro de 2009, com o foco na temática “O jornalismo nos novos media: ensino e investigação”. Participaram diversos professores e profissionais, alguns já conhecidos aqui pelo Brasil, quer por seus trabalhos, quer por partilharem experiências no ensino e na pesquisa.

Entre os participantes, duas apresentações julgo essenciais (já que a finalidade do que escrevo aqui no Blog Ensino de Jornalismo e no blog do Gipo é o ensino e a pesquisa): a primeira, do prof. Javier Díaz Noci, da Universitat Pompeu Fabra, em Barcelona, que apontou para a temática Pesquisa em ciberjornalismo: tendências, e, a segunda proferida pelo Prof. António Granado, da Universidade Nova de Lisboa, intitulada 10 coisas que as universidades precisam fazer para melhorar o ensino do jornalismo.
Caso prefira assistir as apresentações, coloca-as no Blog do Gipo (clique aqui para assistir). Encaro como essenciais para quem está estudando o ensino de jornalismo.

Efeitos imaginados da mídia?

Quando o assunto é teoria, não faltam possibilidades para se estudar o jornalismo. A hipótese do efeito da terceira pessoa é uma delas e, parte do pressuposto de efeitos imaginados.
A idéia é que esses efeitos ocorrem (ou podem ocorrer) sobre o “outro” e não sobre o “eu”. Essa hipótese foi cunhada por W. Phillips Davison em 1983, no artigo intitulado “The Third-Person Effect in comunication” onde ele aponta a possibilidade de que uma pessoa exposta à comunicação persuasiva na mídia massiva vê isso como de grande efeito nos demais (outros) do que em si mesmo (eu).
Ela pode ser aplicada a diversas situações, tais como política, programação, vendas ou mesmo para se assumir uma conduta censurante. Você poderá ler mais sobre essa teoria no artigo que publiquei na revista Estudos em Jornalismo e Mídia, vol.6, n° 2, mantida pelo Programa de Pós-Graduação da UFSC, editada em 2009, sob o título “Entre fronteiras: explorando o efeito da terceira pessoa”.