sexta-feira, 19 de março de 2010

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Preservação da memória da internet

A internet é acusada de ser efêmera devido ao fato de informações publicadas se perderem nas constantes atualizações. Não é de hoje, que todos nós já vivenciamos a decepção de encontrar uma sítio importante e, descobrir algum tempo depois, que ele sumiu ou mesmo não disponibiliza mais as informações que anteriormente tivemos acesso.
Um proposta nova, parece ter encontrado um solução de preservação da memória dos sítios da internet. A Biblioteca Britânica acaba de lançar o projeto UK Web Archive. Trata-se de um projeto que reúne  imagens de telas de sites coletadas desde 2004. A idéia é “coletar, preservar e garantir acesso permanente a sites importantes do Reino Unido para as próximas gerações”, afirma o projeto. 
A proposta é boa, mas tem encontrado resistências, já que nem todos os proprietários de sítios tem permitido a incorporação de suas produções ao projeto. Segundo a dica do sítio Jornalistas da WEB,o projeto tem tentado
[...] obter, junto ao governo, a autorização para capturar automaticamente todos os sites que estejam no domínio do Reino Unido. A Biblioteca Britânica e outras do mesmo gênero têm esse direito garantido pelo Legal Deposit Libraries Act, de 2003, porém, elas ainda precisam que a lei entre em vigor para prosseguirem com o trabalho.
O sítio é fácil de utilizar e permite pesquisas nas telas capturadas por datas de postagem do autor.Vale a pena pesquisar.

Uma tempestade na mídia

É dessa forma que a TVE de Espanha, apresentou o cenário da mídia impressa na Espanha. Somente nos primeiros dois meses de 2010, a queda no consumo da mídia impressa caiu em 30% em relação a 2009. 
O video, de um pouco mais de 14 minutos, intitulado La tormenta de papel apresenta entrevistas com os diretores dos maiores jornais espanhóis: ABC, El País, El Mundo, 20 minutos, Elconfidencial.comShow. 
A que se atribui a crise nesses meios impressos? Já era de se esperar: boa parte é atribuída aos periódicos gratuitos e as novas tecnologias de plataforma web. É interessante que se apresentam possíveis caminhos de superação, desde que passem por modelos híbridos de negócio.
Via: E-periodistas.weblog

Cibercultura em destaque: e-book

Uma dica muito boa foi dada pelo blog do GJOL (UFBA): é o lançamento do livro sobre Cibercultura, fruto das atividades desenvolvidas pela ABCiber – Associação Brasileira de Cibercultura, intitulado A Cibercultura e seu espelho: campo de conhecimento emergente e a nova vivência humana na era da imersão interativa.
O livro reúne pesquisadores da área de comunicação e educação, tais como Elizabeth Saad Corrêa, Gilbertto Prado, André Lemos, Adriana Amaral e Marco Silva. A versão on-line é bem interessante, pois permite um passeio pelas seções e textos produzidos. Mas caso prefira o mais tradicional, é possível fazer o download aqui.

Aprendizado em 2009: 100 ferramentas para uso em sala de aula e nas redações

Nunca é demais saber como anda a “cotação” das tecnologias quanto a sua usabilidade. Foi o que Jane Hart, consultora da The Centre for Learning & Performance, disponibilizou. Trata-se de um Top 100 de mídias sociais e assemelhados.

Como era de se esperar, o Twitter ficou em 1º lugar na pesquisa. É importante entender que, em 2007 o microblogging Twitter ocupava a 43ª posição, subindo em 2008 para a 11ª e, agora em 2009, para o 1º lugar.

Já o Delicious, um serviço de compartilhamento de links favoritos, caiu para o 2º lugar em 2009. Ele vem mantendo a preferência, já que desde 2007 oscila entre 1º e 2º lugares.

Esse Top 100 é um bom guia e termômetro de como andam as diversas ferramentas, úteis na sala de aula e também nas redações. A grande questão é se, de fato, a amostra representa a realidade de usabilidade. Não consegui localizar a metodologia, nem o quantitativo dos pesquisados nesse ranking. Se alguém souber, contribua nos comentários.

De qualquer forma, vale a visualização dos resultados a seguir.


Jornalismo, formação e emprego

Paul Bradshaw, diretor do curso de jornalismo da Birmingham City University, no Reino Unido, escreveu uma reflexão bem interessante sobre a formação em jornalismo. O artigo escrito para o Online Journalism Blog intitulado Are there too many journalism courses?, apresentou uma série de competências necessárias para a formação do profissional que atua em jornalismo.
Segundo Bradshaw, a diversidade de graus possíveis para a formação em “jornalismo não existem apenas para treinar as pessoas para entrar na indústria de notícias. Esta é a diferença entre “educação” e “formação” ” e, indicou um conjunto de competências/habilidades que são desenvolvidas durante esse percurso:

* Construção do núcleo de competências acadêmicas, como a investigação, o conhecimento conceitual e as habilidades críticas;
* Desenvolver habilidades práticas, tais como a comunicação, pesquisa e produção;
* Desenvolver habilidades criativas;
* Desenvolver habilidades de gerenciamento de projetos;
* Desenvolver habilidades de trabalho em equipe e a capacidade de trabalho por iniciativa;
* Criar uma compreensão crítica dos processos de notícias e relações de poder;
* Fornecer espaço para explorar como o jornalismo ea  publicação é, e poderia ser diferente, (particularmente importante quando se está em crise);
* Permitir que as pessoas saibam se eles querem trabalhar na indústria de notícias;
* Permitir que os estudantes compreendam que conseguirão uma graduação em uma área que é  desafiadora e gratificante;
* E sim, a formação de pessoas para entrar na indústria de notícias;
* E qualquer indústria que envolve profissionais da comunicação;

 Será a formação universitária a chave para o sucesso profissional? Bradshaw afirma que, apesar de todos estudarem jornalismo, nem todos que tem “esperança de ser”, serão, por exemplo, âncoras ou titulares de editoria em grandes jornais (já que essas posições já encontram-se ocupadas), mas é extremamente importante essa formação.  Porquê? Ele afirma:
Algumas pessoas não são muito boas, algumas pessoas não se esforçam muito, algumas pessoas apenas se “encostam” ao longo do caminho,  na lei do menor esforço – não se pode conceber que, em nosso sistema de ensino, sem excluir aqueles que trabalham duro, que são talentosos e dedicado e querem conseguir grandes coisas. Um diploma não é a promessa de uma carreira bonita – é a promessa de uma oportunidade de desenvolvimento pessoal, que  é embasado em seu próprio compromisso e capacidade individuais, tanto quanto a dos professores,  do pessoal de apoio e das universidades.
É, está aqui uma visão bem sóbria da formação universitária! Ela permite “uma oportunidade de desenvolvimento pessoal”, que agregada as competências e habilidades, desenvolvidas ao longo do curso, podem dar valor ao conhecimento adquirido durante todo o processo e permitir uma melhor inserção profissional.

Jornais nos Estados Unidos: alguns dados

Pedro Fonseca, do blog português ContraFactos & Argumentos, disponibilizou algumas estatísticas sobre os jornais nos Estados Unidos, que dão muito em que pensar. Eles reforçam a idéia de crise que se alastra entre os jornais impressos. Mas ao mesmo tempo, já registram o que estamos cansados de saber: a internet cresce rapidamente e ganha o espaço da preferência dos leitores e neoleitores.  Bem, vamos aos dados.

A primeira informação, é descrita no gráfico a seguir, que mostra a situação de grandes jornais nos Estados Unidos. Por exemplo, o The Wall Street Journal, saiu da casa dos 1.8 milhões de jornais em 1995 para um pouco mais de 2 milhões de jornais em 2003. Porém, desde então, vem ocorrendo uma baixa na tiragem. Já outros jornais, como o The New York Times, The Washington Post, The Daily News e The New York Post, vem amargando quedas significativas em sua circulação na última década. Veja com mais detalhes no gráfico (clique para aumentar).

A segunda informação, está expressa na tabela a seguir, que demonstra os gastos com publicidade na mídia americana. Os dados revelam uma retração no investimento publicitário na mídia. Praticamente, todas as formas de publicidade tiveram um resultado menor do que o esperado, desde 2008. Obviamente, a internet escapa do negativo, mais amargou também uma redução significativa na publicidade. Veja com mais detalhes na tabela (clique para aumentar).

Fonte: The Business Insider, US Advertising Spending, By Medium

A terceira informação, está expressa no gráfico e na tabela a seguir, que mostra o “Top 10″ de sítios na internet, que abarcam os investimentos publicitários. Na frente, o Google vêm assumindo a maior fatia do mercado, seguindo bem de longe pelo Yahoo!, MSN e eBay. Veja com mais detalhes o gráfico e a tabela (clique para aumentar).

Um periódico para a era digital

Foi assim que, a World Association of Newspapers se referiu em notícia hoje, ao periódico português “I”, publicado por Martim Avillez Figueiredo. O periódico on-line vem ganhando a atenção do público português, tendo aumentado sua audiência em 16% nos últimos três meses.
O periódico foi lançado a quatro meses e, por ter um formato e organização pouco convencionais, vem conquistando novos leitores. O jornal foi considerado pela matéria, como “um dos primeiros expoentes do jornalismo pós-internet”. A estrutura jornalística do periódico abrange quatro seções, que fogem das tradicionais seções (política, esportes ou economia), inovando com o “padrão de leitura das pessoas”:  primeiro uma seção de opiniões e comentários; uma seção chamada “Radar” que oferece pequenos resumos  de notícias atuais; uma seção chamada “Zoom”, que concentra artigos centrais sobre temas importantes; e, uma seção chamada “Más”, que reúne um pouco de tudo, bem como informação esportiva.
A matéria destaca que o periódico não pretende ser réplica do impresso, mas oferece conteúdos provenientes de diversas fontes, com uma seção onde os leitores tem acesso a vídeos postados (tipo You Tube). O editor chefe Martim Avillez Figueiredo reafirma que “os conteúdos impresso e on-line são completamente distintos, como o são os grupos de leitores que queremos chegar” e, vai mais além, quando diz que o objetivo do jornal “não é criar um novo jornal diário, mas sim uma nova marca de mídia”.
A própria forma de recrutamento de jornalistas do periódico foi bem diferente: por meio de uma página na internet, 1.350 candidatos disputaram uma das vagas, sendo que 18 foram escolhidos para somar a equipe existente de 50 jornalistas experientes.
Vamos ver como os meses à frente transformaram essas propostas em realidade e, como os colegas lusitanos responderão a esse “novo” processo de divulgação da informação.


Contrata-se: mas quem você é?

Alguns anos atrás, lembro-me que ao procurar emprego, era comum se pedir duas ou três referências de pessoas que podiam falar e confirmar dados a respeito da vida do futuro empregado. Eram as velhas "referências pessoais e comerciais" ou outros nomes que se dava para essa prática de levantar informações sobre a vida do candidato.

Alguns anos atrás, lembro-me que ao procurar emprego, era comum se pedir duas ou três referências de pessoas que podiam falar e confirmar dados a respeito da vida do futuro empregado. Eram as velhas “referências pessoais e comerciais” ou outros nomes que se dava para essa prática de levantar informações sobre a vida do candidato.

Com a internet isso mudou muito. Hoje, as empresas mais ‘antenadas’ não precisam mais dessas informações por pessoas, que na maioria das vezes, também não conhecem tanto assim da vida da pessoa que tenta uma vaga de emprego. É possível com apenas alguns cliques ter uma visão geral da vida da pessoa por meio das rede sociais.

O blog e-code, de Eric Messa, deu a dica de como fazer isso. Transcrevo a seguir as dicas dadas por ele e, que podem ser utilizadas em uma pesquisa sobre qualquer candidato a um emprego no presente:

- Flickr: uma consulta ao Flickr pode mudar a impressão inicial que você tinha de um determinado assunto. Além disso, nas buscas avançadas, é possível filtrar o resultado da pesquisa e selecionar apenas as imagens com permissão de uso livre (a partir da licença Creative Commons). Recomendo também instalar o plugin da Cooliris, que ajuda bastante a pesquisa com a interface 3D.

- Pesquisa por formato: muitas vezes o que você procura pode não estar publicado num site ou num blog, mas talvez dentro de uma apresentação, ou de um vídeo. Considere portanto a consulta também em serviços como o SlideShare, Issuu e claro, o YouTube ou o Google Vídeo.

- Mídias sociais: hoje é importante consultar as comunidades das principais redes como o Orkut e o Facebook. O Twitter oferece uma ferramenta própria de pesquisa. Também é bom conferir sites específicos de consulta à blogs como Blogblogs, Tecnorati ou o Google Blog Search.

- Integradores de redes: já aparecem na internet alguns serviços que provavelmente serão incorporados pelo google.com em breve: a consulta nas redes sociais. O Spezify reúne numa única tela, diversos quadros com o resultado de uma pesquisa realizada na web e também em redes como o twitter, digg, flickr, etc. Já o Scoopler fica restrito à consulta das redes sociais (Twitter, Flickr, Digg, Delicious, etc), mas sua vantagem é a atualização em realtime; funcionando como um verdadeiro livestreaming.

Essas dicas são simples, mas podem dar ‘um mundo’ de informação sobre praticamente qualquer um.  Além delas, incluiria também o buscador de pessoas Whoozy.es, que faz uma pesquisa em praticamente toda a internet. Um exemplo das pesquisas sobre perfis de pessoas, pode ser visto na matéria publicada pela Veja.com intitulada “Minha vida é um livro aberto…na web“. Agora se você não quer que sua vida seja tão visível, as sugestões da revista Superinteressante sobre proteger a privacidade podem ser úteis.