sexta-feira, 12 de março de 2010

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Preservação da memória da internet

A internet é acusada de ser efêmera devido ao fato de informações publicadas se perderem nas constantes atualizações. Não é de hoje, que todos nós já vivenciamos a decepção de encontrar uma sítio importante e, descobrir algum tempo depois, que ele sumiu ou mesmo não disponibiliza mais as informações que anteriormente tivemos acesso.
Um proposta nova, parece ter encontrado um solução de preservação da memória dos sítios da internet. A Biblioteca Britânica acaba de lançar o projeto UK Web Archive. Trata-se de um projeto que reúne  imagens de telas de sites coletadas desde 2004. A idéia é “coletar, preservar e garantir acesso permanente a sites importantes do Reino Unido para as próximas gerações”, afirma o projeto. 
A proposta é boa, mas tem encontrado resistências, já que nem todos os proprietários de sítios tem permitido a incorporação de suas produções ao projeto. Segundo a dica do sítio Jornalistas da WEB,o projeto tem tentado
[...] obter, junto ao governo, a autorização para capturar automaticamente todos os sites que estejam no domínio do Reino Unido. A Biblioteca Britânica e outras do mesmo gênero têm esse direito garantido pelo Legal Deposit Libraries Act, de 2003, porém, elas ainda precisam que a lei entre em vigor para prosseguirem com o trabalho.
O sítio é fácil de utilizar e permite pesquisas nas telas capturadas por datas de postagem do autor.Vale a pena pesquisar.

Cibercultura em destaque: e-book

Uma dica muito boa foi dada pelo blog do GJOL (UFBA): é o lançamento do livro sobre Cibercultura, fruto das atividades desenvolvidas pela ABCiber – Associação Brasileira de Cibercultura, intitulado A Cibercultura e seu espelho: campo de conhecimento emergente e a nova vivência humana na era da imersão interativa.
O livro reúne pesquisadores da área de comunicação e educação, tais como Elizabeth Saad Corrêa, Gilbertto Prado, André Lemos, Adriana Amaral e Marco Silva. A versão on-line é bem interessante, pois permite um passeio pelas seções e textos produzidos. Mas caso prefira o mais tradicional, é possível fazer o download aqui.

Ferramentas digitais ao alcance de todos

Já tinha lido o trabalho da jornalista argentina Sandra Crucianelli, que foi disponibilizado pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas por ocasião do anúncio, mas tive tempo de disponibilizá-lo somente agora. O material intitulado Ferramentas digitais para jornalistas (em espanhol) é bem interessante. A versão em português, segundo o  Centro Knight ,estará disponível em breve. 
Entre os diversos pontos positivos do livro, encontram-se as discussões sobre a utilização de marcadores sociais, das redes sociais, da web semântica e, uma introdução sobre jornalismo cidadão e novos postos de trabalho, assunto na pauta geral dos cursos de formação.
Por certo, será um livro que figurará nas referências de cursos de formação, principalmente por ser totalmente free.

Comunicação em foco: 5 e-books disponíveis

Como venho fazendo desde o início do Blog do Gipo, indico alguns livros que são úteis para a reflexão na área da comunicação. Encontrei alguns outros que podem ser úteis no processo de reconhecimento de algumas temáticas mais distantes.
O primeiro deles é Para Fazer Rádio Comunitária com “C” Maiúsculo, que foi organizado por Ilza Girardi e Rodrigo Jacobus, professores do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação (FABICO/UFRGS).
O livro foi disponibilizado em julho/2009, sob licença Creative Commons, e abordam aspectos importantes sobre rádios comunitárias. Trata-se de uma cartilha-guia que subsidia a criação desse modelo de rádio.
Segundo os organizadores do livro:
No entanto, é importante ressaltar que não significa que tenhamos a intenção, com esta cartilha, de desconsiderar a formação para o exercício do jornalismo. Aliás, nossa preocupação também passa pelo ensino praticado nas faculdades, voltado em grande parte para o mercado, bem como pela prática com pouca ou nenhuma orientação realizada nas rádios “alternativas”, muitas vezes ainda distante das responsabilidades que envolvem a comunicação massiva, mesmo que em menor escala. Reconhecemos que o mercado de trabalho remunerado para os jornalistas de formação ainda está muito restrito às grandes redes empresariais, comprometidas com interesses privados e institucionais que, em geral, comprometem a função social da profissão. Por outro lado, temos uma enorme falta de coesão e condições no exercício do jornalismo no âmbito comunitário, onde oportunistas ocupam espaços que deveriam estar desempenhando um papel contra-hegemônico. Na realidade, há uma grande confusão que atravessa esta prática, seja profissional ou amadora, em um momento que deveríamos priorizar uma união por algo maior e mais nobre. O verdadeiro dilema que se apresenta passa por romper com o conservadorismo e o individualismo que impedem uma reflexão mais humana e profunda do que realmente está em jogo. Sem alternativas viáveis à sobrevivência do profissional, jornalistas de formação inevitavelmente terminarão, em sua grande maioria, servindo aos cartéis e oligopólios da comunicação, atuando na manutenção dos interesses de grandes empresários da comunicação, políticos profissionais, igrejas clientelistas e seus respectivos aliados. Reivindicamos aqui que, se somente a propaganda institucional pública investida nos meios privados fosse redirecionada para as redes comunitárias de comunicação, teríamos condições mais dignas para o exercício da profissão também neste âmbito. E a possibilidade de ampliação do mercado de trabalho para além das trincheiras do interesse privado, com profissionais servindo comunidades ao invés de empresas.
O segundo livro, Democracia de bolso, de Leonardo Martins e publicado em agosto/2009 pela Editora Plus.org. O livro discute os “pocket book” ou “livro de bolso”.
O autor faz um passeio sobre a estrutura desse tipo de livro e o mercado existente e discute assuntos como forma, preço, distribuição e aspectos editoriais.  Entre outros elementos discutidos, o autor frisa:
O objetivo deste livro é estudar o pocket book, entre nós “livro de bolso”, e as principais variáveis que incidem sobre sua produção, situando-o na história do mercado editorial brasileiro. Já consolidado nos Estados Unidos e na Europa, o livro de bolso vem despertando interesse também no Brasil, onde o mercado de livros se encontra em expansão. Novas coleções pocket surgem, num movimento mais acentuado após a entrada em cena da “L&PM Pocket”. A relevância do tema comprova-se pelo fato de que todas as grandes editoras do país já têm, ou planejam ter, um segmento de livros de bolso.
O terceiro livro,Visual Communication: urban representations in Latin America, foi organizado por David William Foster, da Arizona State University e Denize Correa Araujo, da Universidade Tuiuti do Paraná e publicado em dezembro/2008 pela Editora Plus.org.
Trata-se de uma coletânea que enfoca a comunicação visual na América Latina. Os textos são disponibilizados nos idiomas originais dos autores (português, inglês e espanhol). No prefácio, os organizadores destacam que o livro “captura a maneira como a tradição cultural foram oprimidos pelo aumento de formatos da comunicação visual”.
O quarto livro, Imagíbrida: comunicação, imagem e hibridação, foi organizado por Denize Correa Araujo, do Mestrado em Comunicação e Linguagens e da Pós lato sensu em Cinema da Universidade Tuiuti do Paraná e Marialva C. Barbosa, do Departamento de Estudos Culturais e Mídia e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação – PPFCom-UFF e publicado em dezembro/2008 pela Editora Plus.org.
Já no prefácio, as organizadoras dão o tom do conteúdo disponibilizado, em torno de alguns questionamentos:
O que é um híbrido? O que é uma imagem híbrida? Raymond Bellour (1997) denomina de hibridismo a mescla de diferentes formas de representação – gravura, cinema, fotografia, vídeo e outras, o que levou o autor francês ao conceito de “entre-imagens”, entendido como um espaço de passagem, imaterial e atemporal. Qual seria o estatuto dessa imagem no mundo contemporâneo? Seria tão densamente híbrida que poderíamos falar em imagíbrida? Qual a relação que se estabelece entre imagem e hibridação? Como a comunicação se apresenta como um híbrido do mundo como representação?

O quinto livro, Bravo: luxo e lixo no jornalismo cultural, de Lívia Meimese, jornalista do jornal Correio do Povo e mestranda em Comunicação Social e publicado em novembro/2008 pela Editora Plus.org.
O livro concentra-se na compreensão da influência da Revista Bravo e o contexto cultural “elitista” que ela representava, já que seus artigos opinativos eram destinados a esse público.
Segundo a autora:

Este trabalho pretende investigar como a Bravo! influi na visão cultural do país, através da sua opinião e articulação sobre os fatos. A idéia é verificar, na prática, o quanto a revista, considerada uma das mais sofisticadas e caras do país, se preocupa em investir na aparência e o quanto é destinado ao conteúdo.

Essas são as dicas de leitura. Caso queira ler em outros formatos, a  Editora Plus.org disponibiliza em formato ePub, Stanza, Mobi, Java e audiobooks. Todos gratuitos e com licença Creative Commons.