terça-feira, 16 de março de 2010

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Jornalismo, formação e emprego

Paul Bradshaw, diretor do curso de jornalismo da Birmingham City University, no Reino Unido, escreveu uma reflexão bem interessante sobre a formação em jornalismo. O artigo escrito para o Online Journalism Blog intitulado Are there too many journalism courses?, apresentou uma série de competências necessárias para a formação do profissional que atua em jornalismo.
Segundo Bradshaw, a diversidade de graus possíveis para a formação em “jornalismo não existem apenas para treinar as pessoas para entrar na indústria de notícias. Esta é a diferença entre “educação” e “formação” ” e, indicou um conjunto de competências/habilidades que são desenvolvidas durante esse percurso:

* Construção do núcleo de competências acadêmicas, como a investigação, o conhecimento conceitual e as habilidades críticas;
* Desenvolver habilidades práticas, tais como a comunicação, pesquisa e produção;
* Desenvolver habilidades criativas;
* Desenvolver habilidades de gerenciamento de projetos;
* Desenvolver habilidades de trabalho em equipe e a capacidade de trabalho por iniciativa;
* Criar uma compreensão crítica dos processos de notícias e relações de poder;
* Fornecer espaço para explorar como o jornalismo ea  publicação é, e poderia ser diferente, (particularmente importante quando se está em crise);
* Permitir que as pessoas saibam se eles querem trabalhar na indústria de notícias;
* Permitir que os estudantes compreendam que conseguirão uma graduação em uma área que é  desafiadora e gratificante;
* E sim, a formação de pessoas para entrar na indústria de notícias;
* E qualquer indústria que envolve profissionais da comunicação;

 Será a formação universitária a chave para o sucesso profissional? Bradshaw afirma que, apesar de todos estudarem jornalismo, nem todos que tem “esperança de ser”, serão, por exemplo, âncoras ou titulares de editoria em grandes jornais (já que essas posições já encontram-se ocupadas), mas é extremamente importante essa formação.  Porquê? Ele afirma:
Algumas pessoas não são muito boas, algumas pessoas não se esforçam muito, algumas pessoas apenas se “encostam” ao longo do caminho,  na lei do menor esforço – não se pode conceber que, em nosso sistema de ensino, sem excluir aqueles que trabalham duro, que são talentosos e dedicado e querem conseguir grandes coisas. Um diploma não é a promessa de uma carreira bonita – é a promessa de uma oportunidade de desenvolvimento pessoal, que  é embasado em seu próprio compromisso e capacidade individuais, tanto quanto a dos professores,  do pessoal de apoio e das universidades.
É, está aqui uma visão bem sóbria da formação universitária! Ela permite “uma oportunidade de desenvolvimento pessoal”, que agregada as competências e habilidades, desenvolvidas ao longo do curso, podem dar valor ao conhecimento adquirido durante todo o processo e permitir uma melhor inserção profissional.

A liberdade de imprensa no mundo

O sítio da organização Repórteres sem Fronteiras, divulga o “Barômetro da Liberdade de imprensa 2009. Segundo os dados, até o presente momento, 33 jornalistas já foram mortos no mundo, 170 jornalistas estão presos por atividades jornalísticas, 9 colaboradores estão presos e 82 ciberdissidentes encontram-se presos em algum dos países “inimigos” da internet.
O ranking proposto pela organização em 2008, dos países de maior liberdade e defesa dos direitos de imprensa, coloca em primeiro lugar, empatados, Islândia, Luxemburgo e Noruega;  a França ficou em 35º lugar; os Eatados Unidos em 36º lugar; Israel em 46º lugar; e, o Brasil em 82º lugar, empatado com Tonga e República Domenicana. Essa colocação se deve, em grande parte, a violência e ao assédio judicial contra jornalistas e repórteres investigativos entre 1º de setembro de 2007 e 1º de setembro de 2008. A lista tem 173 colocações.
Quanto aos “inimigos da internet”, figuram na lista da organização, os países: Arábia Saudita, Birmânia, China, Coréia do Norte, Cuba, Egito, Irã, Síria, Túnez, Turcomenistão, Uzbesquistão e Vietnã. Outros países, como Austrália, Bahrein, Belarús, Coréia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Eritréia, Malásia, Sri Lanka, Tailândia e Zimbábue, são citados como locais onde a internet é vigiada.

Existem limites éticos à publicidade?

Essa é uma questão complexa. A ética, independente da área aplicada, deveria ser algo facilmente perceptível e aplicável. Porém, nos últimos meses, temos visto a repercussão de diversas campanhas publicitárias que destinaram seu conteúdo a problematizar ‘personalidades e fatos’ considerados desumanos, como no caso da propaganda alemã sobre a AIDS e o ditador Hitler (veja o post aqui).
Novamente temos na Alemanha uma outra ‘crise’ publicitária. A dica veio do Blog Inversu. Dessa vez, a revista Humo fez uma campanha utilizando eventos históricos que provocam sentimentos de revolta naqueles diretamente envolvidos. O foco da campanha  intitulada “Ler Humo pode ter sérias consequências”, utilizou a prisão de Saddam Husseim, o assassinato de JFK, o atentado ao WTC em 11 de setembro e, um suposto erro médico que causou a deformidade no nariz de Michael Jackson. Veja as imagens e esperemos a repercussão negativa pela mídia internacional.