quinta-feira, 18 de março de 2010

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Jornais e memória: qual o futuro?

Gustavo Martín Garzo, escritor espanhol, publicou um artigo interessante intitulado Elogio de la prensa impresa, no jornal El País (Espanha). 
Nele, Garzo tenta “recuperar” um pouco do significado que o jornal impresso tinha na sociedade. É o típico esforço de trazer da memória sentimentos associados ao hábito de ler, que aqui no Brasil, foi tido como “um obituário do jornalismo impresso“. 
Bem verdade que, todo o esforço saudosista de nossa memória, pode ser tido como um obituário de um passado já há muito esquecido, mas é também o reflexo de uma “experiência dos sentidos”. É um pouco o que vejo nesse texto de Garzo: uma reminiscência de um outro jornal, de um outro jornalismo. É como ele afirma:

Bons jornalistas são como aquele professor. Eles passam a noite trancados em suas composições, para que possamos ver ao levantar a imagem do local onde vivem. Ajudam-nos a compreender e ter um olhar atento e crítico sobre ele. Ou seja, transformam nosso mundo em palavras, que é o mesmo que dizer uma figura de nossos pensamentos.
Os jornais têm continuado a exercer este trabalho desde a sua fundação. Assim, o mundo real, em que estamos, são transportados por outro mundo que é o verbal, esse território dos nossos pensamentos e nossas memórias. Por trás desse esforço, há incontáveis noites sem dormir.
[...] Miguel Delibes disse que a missão do escritor foi a chamada de voz, e é exatamente isso que fazem os jornais, ligar todas as manhãs, as palavras que precisamos para avançar.

O texto é repleto de comparações e lembranças. Lembra-nos de um outro jornalismo, mais romântico (pode até ser chamado de pieguice!), mais ativo na vida social. Era uma outra época, uma época que fica na memória.


Jornalismo e mídias sociais

Mark Scott, diretor da Australian Broadcasting Corporation (ABC), anunciou novas diretrizes para a utilização de mídias sociais, por parte dos jornalistas da emissora e dos funcionários. Essa é uma tendência na maioria dos grandes jornais e redes, que tentam impedir que seus “furos” sejam veiculados antes. Esses “vazamentos” de informação, já custaram empregos de bons profissionais da mídia.
As regras são bem simples e diretas, mas permitem aos jornalistas e funcionários o trânsito nas mídias sociais, tais como Facebook, MySpace, Twitter e You Tube. São elas:

Não misturar o profissional e o pessoal, desencadeando formas/processos que possam trazer descrédito a ABC.
Não prejudicar a sua eficácia no trabalho.
Não implicar o endosso de suas opiniões pessoais à ABC.
Não divulgar informações confidenciais obtidas através do trabalho desenvolvido na ABC.

É uma pena que as “regras” sejam apresentadas no “imperativo negativo”. Ainda penso que isso faz parte da lógica e da ética do trabalho jornalístico. Nem precisava dizer. Mas, já deixa os profissionais mais tranquilos quanto a utilização.


Quão independente é o jornalista?

Essa é uma questão importante. O trabalho jornalístico, na modernidade, pressupõe a independência na produção da informação. Isso é tão evidente que, ao menor “ruído” de censura, as entidades representativas e os próprios profissionais já se manifestam.
De qualquer forma a pergunta intriga: quão independente é o jornalista? Se ele atuara em um grande jornal com uma linha editorial bem definida, como ele deve agir? E se, por outro lado, ele exerce suas funções em um pequeno veículo local, como responder aos anseios da comunidade e mesmo assim, ainda ser independente? Essas são situações que perpassam pela noção de ética.
É claro que, um código de ética, deve delinear essas questões limítrofes, permitindo aos profissionais da área, uma margem de atuação, dentro da Lei. É o que a França está fazendo, conforme noticiado pelo sítio Journalisme.com. Desde a eleição de Nicolas Sarkozy, a França passa por profundas modificações sociais. Segmentos antes “ignorados” (grupos minoritários, grupos religiosos e étnicos), são atualmente considerados “perigosos” ao convívio social democrático.
Com isso, a impresa e o jornalismo, precisam rever seus conceitos e a forma de atuação. É isso que Le Comité des Sages, composto por 11 jornalistas tem feito. Fazem parte desse comitê, figuras “ilustres” do  jornalismo francês: Marie-Laure Augry, Master Basile Ader, Alain Boulonne, Jerome Bouvier, Jean-Pierre Caffin, Olivier da Lage, Jean-Marie Dupont, Bruno Frappat Pascal Guenée, CatherineVincent Lorenzo Virgili.
O projeto francês do novo código de ética do jornalista, é bem curto. Compõe-se de apenas 4 temas e 15 artigos: 1. O Metier do Jornalista; 2. A recolha e o tratamento das informações; 3. A proteção da Lei às pessoas e, 4. A independência do jornalista. Apesar de bastante reduzido, ele estabelece bases amplas para a compreensão do fazer jornalístico.
O projeto de código tem algumas definições claras de atuação. Por exemplo, no artigo  1.2, deixa-se claro que o jornalista, quando atuar em uma editoria, com chefe definido e linha editorial clara, deve atuar conforme as regras definidas pela agência. Já no artigo 1.4, aponta-se para a liberdade do jornalista de veicular notícias, mas alerta o “jornalista deve sempre estar ciente das conseqüências, positivas ou negativas, das informações que divulga”.
No artigo 2.2 atesta-se para a importância da “análise com rigor e vigilância, de informações críticas, documentos, imagens ou sons que lhe chegaram”. É interessante que, mesmo em tempos de velocidade da informação, o código alerte para a importância de “não dispensar uma verificação prévia da credibilidade das fontes” e ser “sensível a críticas e sugestões do público”.
No artigo 4.2, achei algo bem interessante e, que não poderia ser diferente. O artigo diz: “O jornalista não confunde seu trabalho com o oficial de polícia ou juiz. Não se trata de um oficial de inteligência. Ele nega qualquer confusão entre informação e promoção ou publicidade”.
É, o novo código francês avança em algumas questões importantes. Agora resta saber, mesmo estando em lei própria, se os jornalistas conseguirão atuar nos moldes estabelecidos. Não por que eles sejam difíceis de serem atingidos, mas pela dificuldade de se definirem quais patamares discursivos servirão de base, para as decisões.
Leia o projeto do Código de Ética francês aqui.

Cumplicidade? Até aonde vai o jornalismo…

Essa é uma questão espinhosa, para não usar adjetivos constrangedores. Pelo menos, essa é a impressão, quando se lê o texto de Oliver Boyd-Barrett, professor do Departamento de Journalismo da Bowling Green State University, em Ohio (EUA). O artigo intitulado “Contra the journalism of complicity” foi publicado no número especial de junho da revista Journalism.
O texto é marcante, pois o autor não mede “exemplos” para falar do processo de cooptação que parece pairar sobre a mídia. Logo no início do artigo, Boyd-Barrett, de forma “poética”, que me fez lembrar das aulas de Teoria Marxista, afirmou:

Um odor emana do poço jornalístico. É o cheiro da cumplicidade com as agendas das elites empresariais, políticas e plutocráticas. É o cheiro da dependência da rotina de enganadores, da preguiça, da covardia e da arrogância. [...] A mídia dá cobertura a guerras travadas com falsos pretextos e à custa de “aleijões”. A rainha está no quarto, e os “impressores”, ficam na ponta dos pés, de forma educada e distraída, enquanto princípios constitucionais e direitos são desmontados e ridicularizados.

Forte? Talvez um pouco, para os padrões eufemísticos, que a mídia do século XXI parece querer explorar como objeto de desejo. Talvez seja esse um problema desse início de século, de uma lado temos a exploração da imagem dos “miseráveis e pobres” ao extremo e, de outro, a atenuação dos “pecados” dos países ricos, que não medem esforços na hora de invadir um país, como ele chama, um “aleijão”. Não é sem motivo, que ele cite o Afeganistão e o Iraque, como exemplos dessa cultura do eufemismo midiático.

Mas ele não pára aí. Ele dá mais ênfase a essa cooptção da mídia e da reificação dos países ricos:
[...] A grande mídia está adormecido ao volante, confortavelmente comunica o mundo  través de lentes do poder plutocrático e autoritário. Raramente, eles exibem impetuosidade para a batalha em nome de pessoas comuns, sem levar em conta riqueza, raça, etnia e gênero. Ao invés de dar voz à verdade, eles dão voz ao poder.
É, Boyd-Barrett não mediu palavras, ao indicar que a mídia, muitas vezes, tem sido porta-voz do poder. A outra comparação feita no texto, que dá muito em que pensar, é a da mídia como apenas observadora, inerte. Ele diz que a mídia é como uma “soldado em um cavalo, com sabre reluzente, farda bonita e ,que cavalga, entre centenas de milhares, milhões de cadáveres de homens, mulheres e crianças”, mas que não se compadece, já que de forma cúmplice, apenas tem como “missão observar a carnificina, não expor o esquema de guerra”. “Essa é a imprensa moderna, que é cúmplice na invasão do Iraque, assim como foi no Vietnã”, reforça Boyd-Barrett.
Não há como dizer, que o discurso está ultrapassado ou mesmo, que é parcial. Penso que não há imparcialidade quando vidas foram destruídas e a mídia silenciou. Posso não concordar com todo o discurso, mas não há como negar que, nesse campo, a mídia deixou a desejar nesse início de século. E continua, quando deixa de discutir esses temas, de uma história que está sendo construída todos os dias.

Não há futuro para o jornalismo sem jornalistas

Essa é a premissa defendida por Vincent Mosco, professor da Queen’s University do Canadá, no artigo “The future of journalism“, publicado no número especial de junho da revista Journalism. Mosco aponta para a “crise” que a área vive, sobretudo na manutenção dos postos de trabalho.
Para exemplificar isso, ele aponta para o estudo realizado pela American Society of Newspaper Editors (ASNE), que constata que no ano de 2007, houve uma queda de 4,4% no número de jornalistas em redações, o que significa menos 2400 profissionais empregados.
O movimento de crise foi também seguido, segundo Mosco, pela maior editora de jornais nos Estados Unidos, a Gannett, que anunciou a demissão de 3000 pessoas (10% de sua força de trabalho); o Times Inc., empresa responsável pelas revistas Time, People, Sports Ilustrated e Fortune, cortou 600 postos de trabalho; o Christian Science Monitor, jornal diário que existia a mais de uma século, anunciou que iria descontinuar a impressão; o Tribune Company, que após sucessivos cortes de equipe, anunciou o fechamento de mais 75 postos de trabalho na redação do Los Angeles Times, ficando com metade da equipe que tinha em 2001 e, mesmo o New York Times, que havia demitido membros da equipe de redação. Não é sem motivo, que em meio a essa “maré” de demissões, um colunista tenha dito, conforme parafraseado por Mosco, que o “céu está caindo e é difícil saber quantos serão deixados para cobrir a história”.
O que pensa concretamente Mosco dessa situação? Ele afirma que:

É difícil discordar da opinião de que uma combinação de inovação tecnológica, bem como a consolidação de empresas e governos neoliberais, tenha contribuído para a perda de emprego. Alguns argumentam que, o declínio nas fileiras dos  jornalistas, como tradicionalmente se definiu, tem sido compensada pelo crescimento de novas  formas de jornalismo, principalmente online, incluindo blogs, jornalismo cidadão, ‘I-reporting’, e uma variedade de adaptações a partir de sites de redes sociais. Estes  são, reconhecidamente, importantes empreendimentos para se narrar histórias, mas, além de algumas exceções, aqueles contando as histórias não são jornalistas. Eles não são treinados no ofício. Eles não são treinados para recolher e avaliar informações [...] ou corroborar o que eles coletam. Além disso, as novas tecnologias também podem ser usadas para terceirizar o trabalho dos jornalistas profissionais, como a Reuters fez quando mudou, mais ou menos, mil postos de trabalho do Reino Unido para a Índia.

O argumento tem lógica. A lógica do capitalismo e do lucro, que obviamente, em tempos de crise, procura meios de estabilizar e aumentar seus lucros. É claro que, aquele jornalista que perdeu seu emprego para um  “modelo de negócios baseado na internet” – que muitas vezes é o discurso enfatizado na hora da demissão – tenha inúmeras resistências ao jornalismo on-line, aos blogs ou mesmo ao jornalismo cidadão.

E qual é o futuro vislumbrado por Mosco? Para ele,

Especificamente, o futuro da saúde do jornalismo, depende da capacidade dos jornalistas se unirem, nacional e internacionalmente, para defender os seus interesses. Eles precisam convencer as pessoas, incluindo políticos, meios de comunicação, proprietários e consumidores de notícias, que o que importa para todos nós, é que os jornalistas funcionam melhor quando são profissionais seguros, e que a diversidade é essencial para a democracia. Mudanças na política do governo, pode ajudar, incluindo a limitação de fusões de mídia, que muitas vezes acontecem ao custo trabalhista, bem como facilitar o processo de criação de sindicatos e, se engajar em negociações coletivas.


Essa união dos trabalhadores da comunicação, é o que ele chama de “convergência de trabalho” (labor convergence) e, se fortaleceria, na medida em que “novas formas de organização dos trabalhadores se assemelhem a movimentos sociais”. É claro que Mosco reconhece que isso, por si só, não garante sucesso, mas a retomada das “raízes da profissão”, para reaquecer a organização dos profissioinais, pode ser um caminho.

Liberdade de expressão, censura e jornalismo cidadão

Paula Gonzalo escreveu para o sítio Periodismo Ciudadano.com sobre ferramentas úteis ao jornalismo cidadão para driblar tempos de censura ou restrição de liberdades de divulgação. Segundo Gonzalo, um dos “princípios do Jornalismo Cidadão é a possibilidade de preservar o anonimato de fontes, em países em que a liberdade de imprensa está seriamente ameaçada”.

Essa é uma questão importante, já que, a internet tem facilitado a divulgação ampla de notícias sobre, particamente, tudo e todos, mesmo nos países em que há restrições ao jornalismo. Basta lembrar do episódio das eleições do Irã, desencadeado pelas notícias que foram divulgadas pelo Twitter. Praticamente foram as “únicas” notícias “não oficiais” durante um período turbulhento e de manifestações violentas.

Gonzalo listou um conjunto de ferramentas, capazes de preservar o “anonimato” de seus usuários no processo de divulgação da informação, mesmo sob censura:

- Blog por una Causa!: La Guía de Global Voices para el Activismo Blog, explica cómo utilizar los blogs como parte de las campañas contra la injusticia en todo el mundo. este maunal se centra en temas como: eludir el filtrado de Internet, el anonimato de blogs y la utilización eficaz de instrumentos basados en la Internet.

- “Anonymous Blogging with Wordpress and Tor“, es una guía escrita por Ethan Zuckerman para enseñar a los internautas a bloguear anonimamente con Wordpress y Tor. Recientemente han publicado una versión en árabe.

- Geo-Bombardeo: Guía de Global Voices para la distribución de campañas de vídeo en YouTube a través de las aplicaciones de mapeo de Google.

- ‘Access Denied Map’ (Mapa de acceso denegado) es otro magnífico proyecto contra la censura en la Red de Global Voices. Permite a los lectores interesados apoyar movimientos anti censura, mantiene a los lectores al día de la situación de filtros en varias partes del mundo. También facilita la colaboración entre activistas, permitiéndoles encontrarse entre ellos, compartir tácticas, estrategias y experiencias.

- “Psiphon”, es una herramienta de software gratuito que permite a los internautas vigilados, conectarse a un servidor que les da acceso seguro a páginas web en cualquier lugar, evitando las restricciones gubernamentales.

- BlogSafer, ofrece una serie de guías específicas de distintos países para bloguear de forma anónima. Una opción para, como dicen ellos mismos, colaborar con aquellos que han cometido “el delito de hablar críticamente sobre sus gobiernos” y no quieren acabar en la cárcel o algo peor.

- Herdict, es un proyecto del Centro Berkman, en la Universidad de Harvard. Se trata de una Iniciativa OpenNet, creada por el profesor Jonathan Zittrain, que pretende dar a conocer lo que los usuarios de todo el mundo están experimentando en términos de accesibilidad a la web, a través del crowdsourcing. Otra propuesta dedicada a vigilar, informar y contribuir a evitar la censura en la red.

- Reporteros sin Fronteras sacó a la luz su Manual para bloggers y ciberdisidentes, que también puede resultar de utilidad. ¿Cómo hacer un blog de manera anónima?, es una especie de guía en donde los “consejos no se destinan a expertos en criptografía, más bien a personas que viven en países donde no se respeta la libertad de expresión y que temen por su seguridad y quieren proteger su vida privada.

As dicas são úteis. Nunca se sabe quando estaremos em uma situação semelhante, durante o desenvolvimento profissional. Vale a pena visitar os sítios indicados e conhecer cada uma delas.

Código de autorregulação de e-mail marketing

Quem já não recebeu mensagens indesejadas? Diariamente centenas dessas tentam lotar nossas caixas de e-mail. Mas, parece que isso terá “um fim”(?), ou pelo menos, será amenizado.
É que o Comitê Gestor da Internet no Brasil disponibilizou o Código de autorregulamentação para prática de e-mail marketing para utilização no Brasil.
O código, segundo seu artigo 1º,

[...] tem por objeto definir as regras a serem seguidas para a utilização de email como ferramenta de marketing, de forma ética, pertinente e responsável, sem prejuízo da concomitante aplicação da legislação vigente aplicável

O código, que passa a definir padrões do uso do e-mail marketing, indica que é “considerado eticamente correto” as mensagens que “enviado para bases de Destinatários, que sejam permissionários tipo Opt-in ou Soft-Opt-in”. O Opt-in, segundo o artigo 2º, inciso X, é “a permissão prévia concedida pelo Destinatário e comprovável pelo Remetente, autorizando o envio de E-mail Marketing por um determinado Remetente”.
Vamos esperar para ver se o “código” tem força de Lei para superar a falta de educação das empresas no envio de e-mail marketing.


A liberdade de imprensa no mundo

O sítio da organização Repórteres sem Fronteiras, divulga o “Barômetro da Liberdade de imprensa 2009. Segundo os dados, até o presente momento, 33 jornalistas já foram mortos no mundo, 170 jornalistas estão presos por atividades jornalísticas, 9 colaboradores estão presos e 82 ciberdissidentes encontram-se presos em algum dos países “inimigos” da internet.
O ranking proposto pela organização em 2008, dos países de maior liberdade e defesa dos direitos de imprensa, coloca em primeiro lugar, empatados, Islândia, Luxemburgo e Noruega;  a França ficou em 35º lugar; os Eatados Unidos em 36º lugar; Israel em 46º lugar; e, o Brasil em 82º lugar, empatado com Tonga e República Domenicana. Essa colocação se deve, em grande parte, a violência e ao assédio judicial contra jornalistas e repórteres investigativos entre 1º de setembro de 2007 e 1º de setembro de 2008. A lista tem 173 colocações.
Quanto aos “inimigos da internet”, figuram na lista da organização, os países: Arábia Saudita, Birmânia, China, Coréia do Norte, Cuba, Egito, Irã, Síria, Túnez, Turcomenistão, Uzbesquistão e Vietnã. Outros países, como Austrália, Bahrein, Belarús, Coréia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Eritréia, Malásia, Sri Lanka, Tailândia e Zimbábue, são citados como locais onde a internet é vigiada.