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  • Parlamentares e artistas fazem ato público em defesa do orçamento da cultura

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    por: Alvaro Malaguti, em Ciências Humanas e Tecnologia no dia 22/11/2011

    Fonte: Agência Câmara

    A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura no Congresso e as comissões de Educação e Cultura da Câmara e do Senado realizam, na quarta-feira (23), ato público em defesa do orçamento da cultura.

    A mobilização será às 16 horas, no auditório da TV Câmara.

    O objetivo dos organizadores é protestar contra a possibilidade de redução do orçamento do Ministério da Cultura para 2012. A presidente da Frente Parlamentar, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), acrescenta que a intenção é lutar pela recuperação dos recursos destinados à área, além de defender celeridade à votação do projeto que estabelece novas regras para o financiamento da cultura (Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, Procultura – PL 6722/10).

    Durante o ato, a Frente Parlamentar também apresentará um balanço de atividades do colegiado em 2011.

    Artistas
    Confirmaram presença no ato público o cineasta Cacá Diegues, o ator José de Abreu, os cantores Leoni e Chico César, o dramaturgo José Celso Martinez, entre outros artistas.

  • RNP participa de debate sobre políticas para as artes na Funarte

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    por: Alvaro Malaguti, em Ciências Humanas e Tecnologia no dia 10/11/2011

    No evento RNP apresentou as ações que vem desenvolvendo em parceria com o MinC e Funarte

    fonte: http://www.rnp.br/noticias/2011/not-111110.html

    As iniciativas do Ministério da Cultura em parceria com a RNP para alavancar políticas públicas de cultura digital foram alguns dos tópicos abordados na manhã desta quarta-feira (9/11) no I Encontro da Fundação Nacional das Artes (Funarte). O evento, que teve início nesta terça e se estende até quinta-feira, no Rio de Janeiro, busca contribuir para a reflexão e o aperfeiçoamento das políticas para as artes no Brasil.

    Para uma platéia formada por produtores culturais, universitários e profissionais das artes, o gerente da Integração MinC/RNP, Álvaro Malaguti, apresentou o papel da RNP no desenvolvimento da Internet no Brasil e os projetos que a instituição está desenvolvendo em cooperação com o Ministério da Cultura.

    Um dos projetos apresentados por Malaguti foi a Rede de Laboratórios para Experimentação em Arte, Cultura e Tecnologia, que visa prover infraestrutura física e de rede para trabalhos culturais colaborativos. A ideia é criar os laboratórios nas unidades da Funarte no Brasil, constituindo espaços de pesquisa para estudiosos de novas linguagens artísticas em plataforma digital.

    “Esta iniciativa dialoga com a demanda de uma significativa comunidade de produtores e pesquisadores em arte e tecnologia presente nas instituições de ensino superior do país e que necessitam de espaços equipados, capazes de suportar o desenvolvimento de projetos experimentais, testes de softwares e de hardwares, bem como a realização de obras e espetáculos”, justificou Malaguti, referindo-se à rede de laboratórios.

    O outro é uma rede de cinemas digitais, que tem como propósito possibilitar que cinemas conectados em redes de alta capacidade possam contar com o acervo que vem sendo digitalizado pela Cinemateca Brasileira em sua programação. Álvaro destacou que cinemas universitários que realizam trabalhos de excelência, como o da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), poderiam compartilhar seus conteúdos nacionalmente a partir da rede.

    “A Rede de Cinemas Digitais é uma iniciativa que busca ampliar o uso da conexão da Cinemateca Brasileira à infraestrutura de rede avançada operada pela RNP. Conexão esta efetivada em 2009 como uma das ações previstas no projeto-piloto do Ministério da Cultura com a RNP. A iniciativa do Ministério da Cultura de inserir esta instituição já no projeto-piloto com a RNP foi um importante passo para que o país possa contar com soluções para distribuição de conteúdos audiovisuais por meio de redes ópticas”.

    POLÍTICAS PÚBLICAS – Além de Malaguti, participaram da mesa gestores culturais das áreas pública e privada. O coordenador de Cultura Digital do Ministério da Cultura, José Murilo Junior, apresentou, entre outras iniciativas, o Sistema Nacional de Informações e Indicadores (SNIIC), cujo objetivo é reunir em uma só plataforma dados brutos das instituições do sistema MinC e torná-las acessíveis à população. O sistema permitirá a integração e o cruzamento dos diferentes dados, proporcionando que os cidadãos contribuam para a melhoria das políticas públicas na área.

    A coordenadora de Cultura do Instituto Oi Futuro – braço de responsabilidade social da operadora Oi –, Maria Arlete Gonçalves, apresentou o histórico e as características da entidade, cujo foco é promover e apoiar projetos culturais que mesclem técnicas artísticas tradicionais com as que utilizam ferramentas tecnológicas.

    NOVAS LINGUAGENS – Profissionais contemplados em editais da Funarte também apresentaram seus projetos. Heloísa Buarque de Hollanda mostrou o Zona Digital, portal dedicado à discussão da cultura digital editado por Cristiane Costa. Thalita Oliveira e Dora de Andrade, vencedoras do Prêmio Interações Estéticas, apresentaram vídeos produzidos em comunidades carentes durante residências artísticas em Pontos de Cultura. Thalita apresentou um clipe realizado para um grupo de Maracatu no qual utiliza a técnica de animação stop motion com imagens abstratas. Dora apresentou o resultado de uma oficina de três meses de duração, Palaventório, que com a participação de jovens da comunidade, retratou de maneira singular as comunidades do Morro do Palácio e do Preventório (Niterói/RJ) por meio da linguagem da dança e do movimento.

    [RNP, 10.11.2011]

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  • Bresser-Pereira: “só descobri depois que saí do governo”

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    por: Alvaro Malaguti, em Ciências Humanas e Tecnologia no dia 10/04/2011

    Acabo de ler e entrevista de Luis Carlos Bresser-Pereira para o Valor Econômico, publicada na edição de ontem, sexta-feira, 08 de abril. A entrevista me chamou atenção logo de saída pelo título que recebeu do jornal – “Por uma idéia de nação”.

    Imediatamente me veio à memória uma das disciplinas que pude cursar na UFRJ chamada “Intérpretes do Brasil”, cuja proposta era realizar um debate sobre autores que são considerados referências obrigatórias na interpretação do país. Nela pude ler e discutir um conjunto de pensadores brasileiros que ia de Joaquim Nabuco a Celso Furtado. Foi nesta disciplina que conheci o livro de Celso Furtado “Brasil, a construção interrompida” no qual ele , no início da década de noventa, faz um balanço e mostra como a construção de um sistema econômico nacional foi interrompida na década de oitenta.

    Animado com as memórias me pus a ler a entrevista. À medida que eu avançava no texto no qual Bresser descreve sua trajetória intelectual e política ia ficando cada vez mais perplexo. Um dos trechos mais surpreendentes é aquele em que ele comenta a década de 70, quando conheceu e ficou amigo de FHC. Bresser diz que “daí cheguei no Cebrap. Eu estava perfeitamente de acordo com eles [os integrantes do Cebrap] na luta pela democracia (…). Só que não percebi que havia um conflito muito grande na parte nacionalista, que a teoria da dependência associada do Fernando Henrique era incompatível com o nacionalismo econômico. Só descobri isso depois que saí do governo de Fernando Henrique, muitos anos depois.”.

    A afirmação é feita com uma tranqüilidade tal, como se ele, Bresser-Pereira, não tivesse percebido algo fundamental porque estava, assim, como que meio desligado, meio desatento. Bom, não fosse o ponto em questão algo tão central nos debates sobre a Teoria da Dependência, a fala de Bresser-Pereira poderia até convencer.

    Dependência e Desenvolvimento na América Latina”, foi publicado por Fernando Henrique Cardoso e Enzo Faletto em 1969. No entanto, é bom lembrar, como faz Teothônio dos Santos, que a partir de 1974, FHC começa a mudar sua posição. É a partir daí que FHC começa a formular que somos uma estrutura nascida dependente e por isso não teríamos condições de superar a dependência. Dito com outras palavras começa a dizer “olha não tem jeito, a única saída é se subordinar ao capitalismo central mesmo”. 1974, mesmo ano em que FHC começou a entrar na vida política brasileira pelo MDB.

    Mas é cerca de quatro ou cinco anos depois, momento de aprovação da Lei da Anistia que abria a possibilidade para os exilados políticos retornarem ao Brasil, que FHC dá mais uma apertada no parafuso desqualificando as críticas que Ruy Mauro Marini fizera às suas formulações. FHC faz isso por meio de um artigo intitulado “As desventuras da dialética da dependência”, escrito em parceria com José Serra em 1978, quando ambos se encontravam na universidade de Princeton nos Estados Unidos. Ruy Mauro responde a ambos com o artigoLas razones del neodesarrollismo. (respuesta a F. H. Cardoso y J. Serra)”, publicado também em 1978.

    Voltando a Bresser-Pereira que em sua entrevista afirma só ter se dado conta das limitações da Teoria da Dependência Associada quando saiu do governo FHC, em 1999. Vinte e um anos após Ruy Mauro Marini ter  lançado algumas luzes sobre os limites da Teoria da Dependência Associada como uma alternativa política para o Brasil.  21 anos.

    A entrevista tem outros trechos que pedem comentários como aquele sobre o controle da inflação pelo Plano Real. Mas isso ficará para outro dia.

  • Ministério da Cultura e RNP elaboram contribuição ao PNBL

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    por: Alvaro Malaguti, em Projeto-Piloto MinC/RNP no dia 09/12/2010

    Convergência Digital

    O Ministério da Cultura (MinC) e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) realiza amanhã (09), no Rio de Janeiro, a segunda rodada de uma série de encontros para discutir a política de digitalização, preservação, e integração de repositórios e  acervos  culturais digitais. O encontro termina na exta-feira.

    O evento contará com a presença do coordenador-geral de Cultura Digital do MinC, José Murilo Júnior, e representará uma contribuição do ministério aos debates sobre do Grupo de Trabalho sobre conteúdos, aplicações e serviços do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).

    Além de representantes do MinC e da RNP, estarão presentes técnicos e profissionais de instituições que têm como missão a preservação de acervos e repositórios digitais, como a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, o Instituto Brasileiro de Informações em Ciência e Tecnologia (IBICT), a Biblioteca Brasiliana da Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).

    O workshop é o segundo de uma série de encontros técnicos previstos no projeto-piloto que a RNP mantém com o MinC. As instituições são parceiras no projeto que visa conectar a comunidade da cultura à rede acadêmica brasileira, a rede Ipê, incentivando o uso inovador desta rede na produção em colaboração e na disseminação de conteúdos culturais.

    Histórico

    A parceria entre o MinC e a RNP se iniciou em 2005, com o uso do serviço de vídeo digital da RNP para a transmissão  do ciclo de debates “O silêncio dos intelectuais”.

    Com o intuito de institucionalizar e aprofundar a relação entre as duas instituições, em 2008, o ministério sinalizou o interesse em integrar o Programa Interministerial de Manutenção e Desenvolvimento da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (PIMM/RNP) juntamente com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e o Ministério da Educação (MEC).

    Paralelamente, MinC e RNP iniciaram, neste mesmo ano, um projeto-piloto tendo com um dos seus objetivos conectar algumas instituições culturais federais às redes operadas pela RNP. Com isso, 11 instituições do MinC se conectarão a infraestrutura de rede avançada operada pela RNP.

    Além da conexão, o projeto vem realizando um trabalho de identificação das possibilidades abertas para a cultura pelo Programa Interministerial de Manutenção e Desenvolvimento da RNP e pelas redes avançadas.

    Serviço:

    Encontros técnicos MinC/RNP:

    Data: 9 e 10/12
    Horário: 9h às 18h
    Local: Everest Rio Hotel. Rua Prudente de Moraes, 1.117 – Ipanema. Rio de Janeiro.

    * Fonte: Assessoria de Imprensa do Ministério da Cultura.

  • TV Digital: africanos optam pelo padrão europeu

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    por: Alvaro Malaguti, em Rede de infraestrutura e telecomunicação no dia 24/11/2010

    Fonte: http://idgnow.uol.com.br/blog/circuito/2010/11/23/tv-digital-africanos-optam-pelo-padrao-europeu/

    O governo brasileiro perdeu hoje uma de suas maiores batalhas na promoção internacional do sistema nipo-brasileiro TV Digital, o ISDB-T. A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral vai recomendar aos seus 14 membros que adotem o padrão europeu de TV digital (DVB 2). E mesmo deixando a decisão final para cada país individualmente, é muito provável que poucos optem pelo sistema nipo-brasileiro. Entre eles Moçambique, Angola e Botsuana.

    A maioria dos integrantes da comunidade _ África do Sul, Angola, Botsuana, Congo, Lesoto, Madagascar, Malaui, Ilhas Maurício, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue _ sinalizou que deve seguir a recomendação.

    O assessor especial da Casa Civil, André Barbosa, acredita, no entanto, na possibilidade de que alguns deles ainda venham a mudar de ideia, se a União Europeia não cumprir com o apoio prometido. Em entrevista ao correspondente da EBC, Eduardo Castro, André Barbosa explicou que o DVB 2 é uma nova versão, atualmente em uso apenas na Inglaterra, muita cara e complexa. O conversor custa hoje por volta de 400 euros, o que na opinião de Barbosa é inviável para o usuário africano.

    Ainda segundo a EBC, a decisão dos africanos foi muito influenciada pela maior economia do continente, a África do Sul, que alega já ter feito investimentos desde 2006 no padrão europeu.

    Para convencê-los, Brasil e Japão já começaram a discutir com seus apoiadores a realização de mais testes de campo.

    “O uso da tecnologia, na prática, pela população, será decisiva”, afirma Barbosa. “Vamos fazer testes em Maputo (Moçambique), Luanda (Angola) e Gaborone (Botsuana), com set-up boxes (conversores) e celulares”, disse ela ao correspondente da EBC.

    Japoneses e brasileiros reúnem-se na semana que vem, em Tóquio, para tratar dos próximos passos a serem adotados.

    Ministros de comunicações de 14 países africanos estão reunidos desde segunda-feira (22/11), em Lusaka, na Zâmbia, para decidir o padrão de TV Digital.

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  • POÉTICAS TECNOLÓGICAS

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    por: Alvaro Malaguti, em Ciências Humanas e Tecnologia no dia 26/10/2010

    III Seminário Internacional sobre Dança, Teatro e Performance
    3 A 7 DE NOVEMBRO DE 2010
    Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas
    Universidade Federal da Bahia

    Ciente da importância de articulação e estreitamento entre a pesquisa artístico-científica desenvolvida no âmbito das instituições de ensino superior e a realidade profissional contemporânea do universo artístico, o Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFBA, coordenado pela Profa. Dra. Antonia Pereira, em parceria com Grupo de Pesquisa Poética Tecnológica: Corpo, Imagem, coordenado pela Profa. Dra. Ivani Santana, e o Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos, todos pertencentes a Universidade Federal da Bahia, realizam o III Seminário Internacional sobre Teatro, Dança e Performance, com o tema Poéticas Tecnológicas, promovendo assim o intercâmbio de idéias experiências entre artistas e pesquisadores do Brasil e do exterior.

    A escolha temática deste III Seminário Internacional reflete a complexidade tanto teórico-crítica como prático-formativa imposta pelas artes cênicas contemporâneas ao professor, ao artista, ao pesquisador e ao público quando diante das reconfigurações provocadas com chegada da Cultura Digital. Desta forma, o seminário tem como objetivo propiciar reflexões sobre o cruzamento entre os diversos saberes e campos que propiciam a emancipação e surgimento de novas linguagens nas artes cênicas que são mediadas elas tecnologias digitais.

    Contando com convidados nacionais e internacionais, a programação do evento abrigará, além das conferências, oficinas artísticas, encontro com criadores, apresentações de espetácluos cênicos, exposições e mostra de vídeodança e documentos audiovisuais de obras teatrais e de dança realizadas dentro do escopo de discussão desse seminário.

    Todas as atividades estarão atreladas aos eixos conceituais que fundamentam e norteiam as propostas desse evento, a saber:

    1. Memórias, registros e rastros;
    2. Contextos e narrativas;
    3. Cruzamentos e interdisciplinaridades;
    4. Corpo e cognição na cultura digital.

    Compreendendo que a relação estreita das artes cênicas com as novas tecnologias ainda é pouco conhecida do grande público, a pção por esses eixos curatorias permite aproximar a comunidade das propostas dos artistas e pesquisadores atuantes nesse campo.

  • Sobre arquivos, dívida pública e o Banco Central

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    por: Alvaro Malaguti, em Ciências Humanas e Tecnologia no dia 06/10/2010

    No primeiro semestre deste ano Rogério Lourenço, que atuou como curador do eixo de Memória no Fórum da Cultura Digital, escreveu um post no seu blog Acervo Digital com titulo “O mal do arquivo: Derrida e a Cultura Digital Brasileira“.

    No post Rogério relembra que o filósofo Jacques Derrida “disse uma vez que o acesso ao acúmulo de informação social, seus arquivos, são um índice do quanto essa sociedade compartilha seus valores, os materiais e os morais.

    Me lembrei deste post hoje após ler matéria do Jornal Brasil de Fato sobre as conclusões da CPI da Dívida Pública finalizada em maio deste ano. O relatório da CPI demontra, entre outras coisas, que o pagamento dos juros e amortizações da dívida consumiu, no ano passado, 36% do Orçamento Geral da União. Ainda segundo o deputado federal Ivan Valente (Psol-SP), proponente da CPI, as informações levantadas revelam como a dívida se tornou o nó da política econômica brasileira. “De 1995 a 2009, ela saltou de R$ 60 bilhões para R$ 2 trilhões, sendo que [nesse período] o país pagou R$ 1 trilhão apenas em juros e amortizações”.

    Mas.. e os arquivos, o que têm a ver com isso?

    A matéria diz ainda que a CPI também teve acesso a acordos firmados em 1983, 1984, 1986 e 1988  que mostram a transformação de dívidas privadas em dívidas públicas.  Para fazer este levantamento a CPI fez diversos requerimentos ao Banco Central (BC), que administrava a dívida na década de 1980, para que ele listasse que passivos foram esses e em que montantes.  Os pedidos não foram atendidos pois, segundo o BC, já se passou muito tempo!!!

    Mais um fortíssimo exemplo da função dos arquivos na (re)constitução de narrativas explicativas. Relembrando Derrida: “… o acesso ao acúmulo de informação social, seus arquivos, são um índice do quanto essa sociedade compartilha seus valores, os materiais e os morais.”

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  • Library of Congress disponibiliza suas fotos no Flickr

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    por: Alvaro Malaguti, em Projeto-Piloto MinC/RNP no dia 28/09/2010

    Um amigo me deu a dica de que a Biblioteca do Congresso dos EUA, faz tempo, está botando fotos das suas coleções no Flickr – serviço online de gerenciamento e compatilhamento de conteúdos.

    No corre-corre das demanas demorei a acessar as tais fotos. Hoje fui subir algumas fotos do meu filhote Tito, nascido a menos de 15 dias, e aproveitei para dar uma passeada no perfil da Library of Congress. Tudo o que eu posso dizer é singelo e fantástico.

    Singelo pela idéia de usar um serviço Web aberto como estratégia de divulgação de acervos históricos. Se já é público por que não ampliar a circulação?

    Fantástico porque, além de ter fotos maravilhosas, estão todas com os dados, descrições e tags. Baita trabalho bacana de bibliotecário com vontade de usar a Web.

    Vale a pena dar uma olhada nos álbuns, especialmente o do fotógrafo William Gottlieb, que registrou o período de 1938 a 1948, conhecido como a Época de Ouro do Jazz.

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  • ATO EM DEFESA DO PATRIMÔNIO CULTURAL DO DISTRITO FEDERAL

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    por: Alvaro Malaguti, em Ciências Humanas e Tecnologia no dia 08/09/2010

    Caríssim@s vizinh@s de Brasília,

    Recebi hoje por email a convite para o Ato em defesa do Patrimônio Cultural de Brasília, que será realizado no dia 11 de setembro de 2010, (sábado), às 17 horas, no Cine Brasília.

    A mensagem informa que na a ocasião, será distribuido um Manifesto denunciando a situção de abandono dos espaços culturais do DF.

    Ao ler a mensagem fiquei pensando nos tantos espaços que estão abandonados:

    O Museu de Arte de Brasília (MAB), que fica ao lado da Concha Acústica do Lago Paranoá. Estes dois espaços foram “esquecidos” numa área de grande valor imobiliário da cidade, o Setor de Hotétis e Turismo Norte (SHTN).  Setor este que vem passando por uma grande obra de duplicação da pista para viabilizar o acesso a empreendimentos como o  Ilhas do Lago e o Life Resort.

    Tem também o Planetário de Brasília, que possui uma  cúpula de 12,5 m de diâmetro e 140 lugares. Como é que pode, uma cidade como Brasília, que tem um céu espetacular, não ter um planetário funcionando?!?

    Tem também o Museu Vivo da Memória Candanga e a Casa do Cantador em Ceilândia.  Bom, a lista não é pequena e só os espaços que consegui lembrar aqui já dão bons motivos para comparecer no Ato.

  • Reflexões extemporâneas sobre a telefonia no Brasil

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    por: Alvaro Malaguti, em Rede de infraestrutura e telecomunicação no dia 13/08/2010

    O artigo abaixo de Luiz Carlos Bresser-Pereira foi publicado na Folha de 18 de julho passado. Para aqueles que tiverem interesse uma análise sistematizada e com dados, vale a pena dar uma lida no artigo  “Quadro geral e alternativas nas telecomunicações brasileiras“, escrito por César Benjamin e Rômulo Tavares Ribeiro em 2004.

    O menino tolo

    Só um bobo dá a estrangeiros serviços públicos como as telefonias fixa e móvel.

    Luiz Carlos Bresser-Pereira

    JOÃO É DONO de um jogo de armar. Dois meninos mais velhos e mais espertos, Gonçalo e Manuel, persuadem João a trocar o seu belo jogo por um pirulito. Feita a troca, e comido o pirulito, João fica olhando Gonçalo e Manoel, primeiro, se divertirem com o jogo de armar, e, depois, montarem uma briga para ver quem fica o único dono. Alguma semelhança entre essa estoriazinha e a realidade?

    Não é preciso muita imaginação para descobrir. João é o Brasil que abriu a telefonia fixa e a celular para estrangeiros. Gonçalo é a Espanha e sua Telefônica, Manuel é Portugal e a Portugal Telecom; os dois se engalfinham diante da oferta “irrecusável” da Telefônica para assumir o controle da Vivo, hoje partilhado por ela com os portugueses.

    Mas por que eu estou chamando o Brasil de menino bobo? Porque só um tolo entrega a empresas estrangeiras serviços públicos, como são a telefonia fixa e a móvel, que garantem a seus proprietários uma renda permanente e segura. No caso da telefonia fixa, a privatização é inaceitável porque se trata de monopólio natural.

    No caso da telefonia móvel, há alguma competição, de forma que a privatização é bem-vinda, mas nunca para estrangeiros. Estou, portanto, pensando em termos do “condenável” nacionalismo econômico cuja melhor justificação está no interesse que foi demonstrado pelos governos da Espanha e de Portugal.

    O governo espanhol, nos anos 90, aproveitou a hegemonia neoliberal da época para subsidiar de várias maneiras suas empresas a comprarem os serviços públicos que estavam então sendo privatizados. Foram bem-sucedidos nessa tarefa. Neste caso, foram os espanhóis os nacionalistas, enquanto os latino-americanos, inclusive os brasileiros, foram os colonialistas, ou os tolos.

    Agora, quando a espanhola Telefônica faz uma oferta pelas ações da Vivo de propriedade da Portugal Telecom, o governo português entra no jogo e proíbe a transação. A União Europeia já considerou ilegal essa atitude, mas o que importa aqui é que, neste caso, os nacionalistas são os portugueses que sabem como um serviço público é uma pepineira, e não querem que seu país a perca. O menino tolo é o Brasil, que vê o nacionalismo econômico dos portugueses e dos espanhóis e, neste caso, nada tem a fazer senão honrar os contratos que assinou.

    Vamos um dia ficar espertos novamente? Creio que sim. Nestes últimos anos, o governo brasileiro começou a reaprender, e está tratando de dar apoio a suas empresas. Para horror dos liberais locais, está ajudando a criar campeões nacionais. Ou seja, está fazendo exatamente a mesma coisa que fazem os países ricos, que, apesar de seu propalado liberalismo, também não têm dúvida em defender suas empresas nacionais.

    Se o setor econômico da empresa é altamente competitivo, não há razão para uma política dessa natureza. Quando, porém, o mercado é controlado por poucas empresas, ou, no caso dos serviços públicos, quando é monopolista ou quase monopolista, não faz sentido para um país pagar ao outro uma renda permanente ao fazer concessões públicas a empresas estrangeiras. A briga entre espanhóis e portugueses pela Vivo é uma confirmação do que estou afirmando.

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