A Cinemateca Brasileira acaba de disponibilizar a edição brasileira de “O Dilema Digital” – estudo realizado pelo Conselho de Ciência e Tecnologia da Academia de Cinema de Hollywood (sim, aquela do Oscar). O estudo alinha um conjunto de temas estratégicos sobre o arquivamento e o acesso a conteúdos audiovisuais digitais.
Interessante ver que ao abordar o tema “Governo e arquivos públicos nos Estados Unidos”, o documento reconhece que a escala das necessidades de arquivamento de Hollywood não é tão diferente de outras instituições que também têm como missão a conservação a longo prazo de grandes volumes de imagens, sons, textos e outros tipos de dados. É o caso da Biblioteca do Congresso Nacional Norte-americano.
O documento também defende que o desafio posto para estas instituições é grande demais para ser enfrentado isoladamente e aponta para iniciativas como o Programa da Biblioteca do Congresso Nacional de Infraestrutura e Preservação da Informação Digital e a National Archives and Records Administration (ERA) – que visa preservar e promover o accesso a registros eletrônicos do governo.
A Academia de Cinema de Hollywood participa destas duas iniciativas como membro do Advisory Committee on the Electronic Records Archive (ACERA), um órgão para assessorar o Arquivo Nacional dos Estados Unidos nas questões relacionadas a administração de acervos e arquivos.
Além de possibilitar um primeiro contato com os grandes dilemas dos acervos digitais, o documento dá as pistas para entrada em um grande ecossistema de instituições, iniciativas público-privadas e programas governamentais voltados aos problemas da digitalização e gestão de acervos.
Leitura obrigatória para nós aqui do Brasil, e especificamente do CulturaDigital.BR, que estamos discutindo idéias e propostas para políticas públicas de digitalização dos acervos!
Cicero Silva 10 de julho
Interessante o material, só que ele revela que a velocidade com que o digital avança é cada vez maior. O livro é de 2007, antes das câmeras Red, ou seja, anterior à popularização dos formatos de ultradefinição, já sendo utilizados até por Hollywood no último filme Piratas do Caribe, por exemplo. E o livro nem toca no assunto 3D, não é bacana esse momento?!