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  • O que muda no acordo Google/Verizon?

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    por: Alvaro Malaguti, em Ciências Humanas e Tecnologia no dia 10/08/2010

    No final da manhã de hoje me deparei com uma mensagem de Rodrigo Savazoni sobre o anúncio do acordo entre a Google e a operadora de telecomunicação Verizon.  Com um espanto natural Savazoni me perguntava se eu tinha a visto a notícia.

    Digo natural porque tanto ele quanto eu ficamos com a impressão de estarmos vendo uma aplicação estadunidense daquele velho dito “É preciso que se mude alguma coisa para que não se mude coisa alguma“. Uma aplicação mas com uma inversão que deve ser lida da seguinte maneira: “Para que tudo mude é preciso que nada mude”.

    Afinal, quando se lê a proposta oficial Google/Verizon – apesar do princípio da neutralidade das redes ser afirmado no documento –  salta aos olhos o item sobre a banda larga nas redes sem fio. Salta aos olhos porque diz que dentre todos os princicípios propostos pelo documento o único que se aplicaria às redes sem fio seria o da transparência. Tal proposta é justificada pelas “características técnicas e operacionais únicas das redes sem fio” e “pela naureza competitiva e em desenvolvimento das redes sem fio”.

    Este talvez seja o item mais importante de todo o acordo Google/Verizon em que as redes sem fio seriam dispensadas de atender ao princípio da neutralidade.  Ou seja, afirma-se o princípio da neutralidade de redes (fixas) – até aqui, nada muda- e, na sequência, se propõe que ele não se aplica às redes móveis – tudo muda!

    Será que a Google tem algum interesse em fazer acordos comerciais com a Verizon sobre o tráfego gerado a partir do uso do Android?

    Há outros elementos para acompanhar neste caso como entender o que levou a FCC a decidir que não participaria mais de encontros sobre o tema a portas-fechadas com provedores e outras partes interessadas.

    Mas por hoje é isso o que dá para escrever….

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  • Mais uma instituição da comunidade de Cultura na RNP

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    por: Alvaro Malaguti, em Ciências Humanas e Tecnologia no dia 21/07/2010

    Conexão é passo fundamental para viabilizar a interação do Instituto de Ciências da Arte da UFPA com outros  centros e laboratórios de arte, cultura e tecnologia do Brasil e do Mundo.

    Fonte: Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação da UFPA

    O Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará (ICA-UFPA) agora faz parte da rede Metrobel. A instalação da conexão de Internet por fibra ótica foi concluída no último dia 5 de julho, envolvendo equipes do Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação da UFPA (CTIC-UFPA), POP-Pará – Ponto de Presença da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), da empresa terceirizada Sinetel, e contou com o apoio de servidores da área administrativa do ICA.

    Antes, a unidade utilizava serviços de uma operadora de banda larga, que tinha capacidade de 1 Mb. Agora, tem conexão gigabit, mil vezes mais rápida do que a anterior, proporcionando melhor rendimento nas atividades desenvolvidas nesta instituição. Com a inclusão do ICA, a UFPA soma 9 unidades integradas à Metrobel (Escola de Aplicação, Escola de Teatro e Dança, Núcleo de Medicina Tropical, Instituto de Ciências da Saúde, Museu da UFPA, Escola de Música, Hospital João de Barros Barreto e Ladic – Laboratório de Engenharia Pesqueira).

    Criada em abril de 2007, a Metrobel interliga 13 instituições públicas e privadas de pesquisa e ensino de Belém e Ananindeua através de cabos de fibra ótica, utilizando tecnologia Gigabit Ethernet. A rede possui extensão de 52 quilômetros e fornece conectividade à velocidade de 1 gigabit. “A UFPA é uma das gestoras deste consórcio. O ICA está interligado a um anel de fibra ótica, disponibilizado pela Metrobel, agora, junto às outras 8 instituições da universidade. Além de ter à disposição um acesso à internet muito mais rápido e de qualidade melhor, os servidores do ICA não precisarão utilizar uma rede virtual, como era feito anteriormente, para acessar os sistemas administrativos da UFPA. Eles terão a sensação de estar dentro do campus da UFPA”, relata Maria do Socorro Palheta Silva, coordenadora de Suporte e Infraestrutura do CTIC.

    Implantação – O processo de inclusão do ICA na Metrobel começou no início de 2009, conforme solicitação da unidade, mas somente em novembro o CTIC pode atender a solicitação, quando o Governo do Estado lançou, nas proximidades daquela unidade, uma fibra ótica para a Metrogov, rede interligada à Metrobel.

    O segundo passo foi discutir o projeto técnico de instalação da conexão tendo em vista a localização da unidade: praça da República, na avenida Presidente Vargas – centro de Belém, e a distância desta das outras unidades da UFPA conectadas à Metrobel, fechando o anel ótico UFPA. Por isso, a unidade foi conectada à fibra da Metrogov em caixa de emenda localizada próxima ao Instituto de Educação Estadual do Pará (IEEP) – que fica localizado na rua Gama Abreu, próximo da Presidente Vargas.

    A fibra da Metrogov foi interligada à Metrobel nas caixas de emenda localizadas no Instituto de Ciências da Saúde e Escola de Teatro e Dança, cujas distâncias são 10,6 Km e 3,4 Km, respectivamente. “Devido a distância de 10,6 Km foi necessário a utilização de conectores com capacidade de distâncias maiores (substituição de LX por ZX). O CTIC ainda testará a utilização do LX nessa unidade, sem o prejuízo da conexão, pois acreditamos que é possível trabalhar com este conector”, relata Maria do Socorro.

    Trajetória – O projeto da rede Metrobel surgiu a partir de um estudo de viabilidade realizado pelo professor da UFPA, Antônio Abelém (diretor do CTIC), e pelo professor Michael Stanton, da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Aprovado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e financiado com recursos do Governo Federal, por meio do Fundo Setorial para a Amazônia (CT – Amazônia), o desenvolvimento da Rede Metrobel foi um projeto pioneiro, que permitiu a comunicação digital de instituições de pesquisa e educação de Belém por meio de conexões próprias e independentes para acesso à RNP e à Internet.

    Por meio de convênio firmado entre a UFPA, gestora da Metrobel acadêmica, a RNP e o Governo do Estado do Pará, foi franqueado o uso de 6 fibras óticas (3 pares) da Metrobel acadêmica pelos órgãos estaduais. O governo estendeu a rede por mais de 55 km de backbone e 82 km de derivações de fibras óticas para atender os órgãos estaduais.

    Atualmente, estão ligados cerca de 130 sítios dos diversos órgãos do governo estadual. A RNP mantém apenas um ponto de presença (POP) em cada estado. No Pará, o POP-PA e a RNP se encontram no CTIC da UFPA, hoje com capacidade de acesso de 252 Mbps. Atualmente, é utilizando a Metrobel que as instituições se conectam ao POP-PA, através de uma conexão de alta velocidade.

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  • Cinemateca lança no Brasil o estudo “Dilema Digital”

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    por: Alvaro Malaguti, em Ciências Humanas e Tecnologia, Projeto-Piloto MinC/RNP no dia 05/07/2010

    A Cinemateca Brasileira acaba de disponibilizar a  edição brasileira de “O Dilema Digital” – estudo realizado pelo Conselho de Ciência e Tecnologia da Academia de Cinema de Hollywood (sim, aquela do Oscar). O estudo alinha um conjunto de temas estratégicos sobre o arquivamento e o acesso a conteúdos audiovisuais digitais.

    Interessante ver que ao abordar o tema “Governo e arquivos públicos nos Estados Unidos”, o documento reconhece que a escala das necessidades de arquivamento de Hollywood não é tão diferente de outras instituições que também têm como missão a conservação a longo prazo de grandes volumes de imagens, sons, textos e outros tipos de dados. É o caso da Biblioteca do Congresso Nacional Norte-americano.

    O documento também defende que o desafio posto para estas instituições é grande demais para ser enfrentado isoladamente e aponta para iniciativas como o Programa da Biblioteca do Congresso Nacional de Infraestrutura e Preservação da Informação  Digital e a National Archives and Records Administration (ERA) – que visa preservar e promover o accesso a registros eletrônicos do governo.

    A Academia de Cinema de Hollywood participa destas duas iniciativas como membro do Advisory Committee on the Electronic Records Archive (ACERA), um órgão para assessorar o Arquivo Nacional dos Estados Unidos nas questões relacionadas a administração de acervos e arquivos.

    Além de possibilitar um primeiro contato com os grandes dilemas dos acervos digitais, o documento dá as pistas para entrada em um grande ecossistema de instituições, iniciativas público-privadas e programas governamentais voltados aos problemas da digitalização e gestão de acervos.

    Leitura obrigatória para nós aqui do Brasil, e especificamente do CulturaDigital.BR, que estamos discutindo idéias e propostas para políticas públicas de digitalização dos acervos!

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  • Projeto-piloto MinC/RNP troca experiências com GT-FEB em Gramado

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    por: Alvaro Malaguti, em Projeto-Piloto MinC/RNP no dia 09/06/2010

    Equipes fazem reunião de aproximação para projetar iniciativas em conjunto

    Por Marcelo Tavela e Alvaro Malaguti

    Aproveitando a participação no 11º Workshop da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (WRNP), as equipes do projeto-piloto do Ministério da Cultura (Minc) com a RNP e do Grupo de Trabalho Federação de Repositórios Educa Brasil (GT-Feb – http://www.rnp.br/pd/gts2009-2010/gt_feb2.html) promoveram uma reunião de apresentação, no dia 17/5, em Gramado (RS). “Queremos estreitar a comunicação com um GT que desenvolve uma atividade de total interesse e necessidade no atual momento do projeto com o MinC”, definiu Alvaro Malagutti, gerente do projeto-piloto, no início da reunião.

    Os pesquisadores do GT-Feb criaram o OBAA, um padrão para metadados de conteúdo digital, em projeto para o Ministério da Educação (MEC). A equipe desenvolve agora o uso deste padrão em uma federação de acervos digitais, favorecendo conteúdos educacionais. “Há repositórios espalhados por todo o país, sem padrão de formato”, sinalizou a professora Rosa Maria Viccari, da UFRGS, coordenadora do GT.

    Para o MinC, um padrão de metadados como o OBAA é necessário na catalogação de acervos digitalizados. “Acesso à cultura é uma das bases do MinC. Os acervos digitalizados são um salto que podemos dar”, definiu José Murilo Jr., coordenador da secretaria de cultura digital do MinC.

    Murilo descreveu a secretaria como resultado de uma reflexão do Ministério desde a gestão de Gilberto Gil sobre a relevância da inclusão digital e cultural, relatando um pouco do Simpósio Internacional de Políticas Pública para Acervos Digitais, realizado em Abril, na cidade de São Paulo. “O evento nos ofereceu um ‘arsenal de estratégias’ para pensar como integrar projetos e como podemos compartilhar conteúdos”, disse o coordenador.

    Participaram também da reunião Daniela Brauner, gerente de P&D da RNP; André Marins, coordenador de P&D da RNP; Daniel Caetano, gerente de projetos da diretoria de Serviços e Soluções, além de representantes da Biblioteca Nacional – que usa o OBAA – e da TV Software Livre.

    Esta reunião deu continuidade as conversas iniciadas na Oficina Técnina para a Plataforma de Conteúdos Digitais, realizada em março no Rio de Janeiro, que, entre outras coisas, visava aproximar o MinC das tecnologias e soluções desenvolvidas pelas universidades brasileiras.

    O MinC e a RNP discutem agora a realização de encontros técnicos focados em problemas bem delimitados como a avaliação de protocolos de comunicação e APIs para a integração de acervos culturais; padrões de metadados para objetos e acervos culturais e as soluções para a gestão de metadados de acervos culturais e criação de repositórios digitais.

    Avaliação de protocolos de comunicação e APIs para a integração de acervos culturais

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  • Ciência em realidade virtual

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    por: Alvaro Malaguti, em Ciências Humanas e Tecnologia no dia 16/05/2010

    Pesquisador do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) acredita que a tecnologia de imersão desenvolvida para games e filmes poderá ajudar a compreender a montanha de informações da ciência contemporânea

    Um matemático resolve equações mergulhado em uma piscina virtual de números e gráficos, na qual ele pode andar e observar os resultados que são construídos à sua volta. Um químico testa novas interações moleculares movendo manualmente átomos do tamanho de bolas de tênis, que ficam ao seu redor e reproduzem em três dimensões as substâncias formadas.

    Esses exemplos futuristas são a solução imaginada por George Djorgovski, professor de astronomia do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, para que pesquisadores consigam lidar com os dados cada vez mais complexos que a ciência vem produzindo em quantidade gigantesca.

    Durante o Faculty Summit 2010 América Latina, evento promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela Microsoft Research, realizado de 12 a 14 de maio, no Guarujá (SP), Djorgovski explicou que a quantidade e a complexidade dos dados científicos ultrapassou os limites da capacidade humana para entendê-los e até mesmo para observá-los.

    “É preciso admitir que a maior parte dos dados levantados hoje pela ciência jamais serão vistos por olhos humanos. É simplesmente impossível”, disse Djorgovski.

    O pesquisador usou como exemplos trabalhos de sua própria área de atuação, a astronomia. Telescópios monitorados por sistemas automáticos registram diariamente enormes quantidades de dados que não poderiam ser totalmente analisados nem se toda a população da Terra fosse formada por astrônomos, de acordo com Djorgovski.

    O mesmo acontece com outras áreas da ciência que trabalham com grandes quantidades de informações, como é o caso dos estudos sobre a biodiversidade e a climatologia. Além de enorme, esse banco de dados está dobrando de tamanho a cada ano e meio.

    “A tecnologia da informação é uma enorme revolução que ainda está em andamento. Ela é muito maior que a Revolução Industrial e só é comparável à imprensa de Gutemberg. Essa revolução tem mudado até os paradigmas científicos vigentes”, declarou o pesquisador.

    “Armas de instrução de massa”

    Ele explica que as ferramentas, os dados e até os métodos utilizados pela ciência migraram para o mundo virtual e agora só podem ser trabalhados nele. “Com isso, a web tem potencial para transformar todos os níveis da educação. É uma verdadeira arma de instrução em massa”, ressaltou fazendo um trocadilho com o termo militar.

    “Ferramentas de pesquisa de última geração podem ser utilizadas por qualquer pessoa do mundo com acesso banda larga à internet”, afirmou Djorgovski. Como exemplo, o pesquisador falou que países que não possuem telescópios de grande porte podem analisar e ainda fazer descobertas com imagens feitas pelos melhores e mais potentes equipamentos disponíveis no mundo.

    No entanto, trabalhar a educação também envolve o processamento de grande quantidade de informações. Essa montanha de dados a ser explorada levou o pesquisador a questionar a utilidade de uma informação que não pode ser analisada.

    Nesse sentido, Djorgovski considera tão importante quanto a coleta de dados, os processos subsequentes que vão selecionar o que for considerado relevante e lhes dar sentido. São os trabalhos de armazenamento, mineração e interpretação de dados, etapas que também estão ficando cada vez mais a cargo das máquinas.

    Além da quantidade, também a complexidade das informações está ultrapassando a capacidade humana de entendimento. “Podemos imaginar um modelo de uma, duas ou três dimensões. Mas um universo formado por 100 dimensões é impossível. Você poderá entender matematicamente a sua formação, mas jamais conseguirá imaginá-lo”, desafiou o astrônomo.

    Mesmo assim, ele acredita que ainda há espaço para que raciocínio humano amplie sua capacidade, contanto que receba uma ajuda externa: a da realidade virtual. “A tecnologia desenvolvida para os games poderá ajudar o pesquisadores a ter maior compreensão de seu objeto de pesquisa, ao proporcionar uma visualização que o envolve completamente”, afirmou ilustrando com os exemplos do matemático e do químico, citados acima.

    Para Djorgovski, um dos grandes problemas da ciência atual consiste em lidar com uma complexidade crescente de informações. Como solução, o pesquisador aposta no desenvolvimento de novos sistemas de inteligência artificial. “As novas gerações de inteligência artificial estão evoluindo de maneira mais madura. Elas não emulam a inteligência humana, como faziam as primeiras versões. Com isso conseguem trabalhar dados mais complexos”, disse.

    A chave para essas soluções, segundo o astrônomo, é a ciência da computação. “Ela representa para o século 21 o que a matemática foi para as ciências dos séculos 17, 18 e 19″, disse afirmando que a disciplina é ao mesmo tempo a “cola” e o “lubrificante” das ciências atuais.

    (Fabio Reynol, Agência Fapesp, 14/5)

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    por: Alvaro Malaguti, em Ciências Humanas e Tecnologia no dia 05/08/2009

    Abri este blog na plataforma do CulturaDigital.Br para começar a testar o uso e assim, quem sabe,  publicar mais as coisas que faço e as idéias que me ocorrem.  Sempre tive dificuldades com a manutenção de blogs pois pensava que este tipo de espaço tinha que tem um objetivo ou uma linha temática. E assim, enquanto eu não conseguia definir ao “o que” ou “a quais”  idéias iria servir o blog, seguia adiando a escritura.  Para não adiar mais começarei usando este blog para publicar o que estou fazendo sem me preocupar em definir um tema específico.  O nome Geografismos é uma alusão a escrita que homens e mulhres vêm fazendo sobre a Terra ao longo da história. Escreverei mais sobre isso em outro momento.