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Precariado cognitivo chega ao Minc! movimento Re-cultura do Rio

Essa discussão (abaixo a convocação) interessa diretamente aos Midialivristas, culturalivristas, trabalhadores do imaterial, pois mostra a necessidade de um novo entendimento do trabalho do precariado da cultura e outros precários que vivem de ocupações temporárias.

É a mesma discussão que serviu de base para um dos movimentos mais importantes do ativismo contemporâneo, a da emergência do Precariado cognitivo, ou seja, a percepção que o sistema trabalhista e previdenciário clássicos não dão mais contas da dinâmica de ocupações ‘livres’ (e frágeis e sem segurança) no capitalismo da informação.

Ou seja, o modelo na produção cultural (e em muitos outros setores) não é mais o do capitalismo fordista da “carteira assinada” mas o dos zilhões de free-lancers, autônomos, diplomados sem empregos, sub-empregados, camelôs, contratados temporários, designes, artistas, atores, técnicos, que “vendem” sua força livre de trabalho com atividades flutuantes temporárias, etc.

Na França foi a base do movimento dos Intermitentes do Espetáculo e dos autonomistas italianos, espanhóis, argentinos, etc. que não pedem o retorno da “carteira assinada” (chororô sindical), mas uma radicalização e reconhecimento das atividades ‘intermitentes” com novos direitos e renda mínima UNIVERSAL (um salário para existir), um movimento politico realmente novo.

No Brasil a discussão explodiu com a matéria sobre as “notas de favores” compradas por 90% dos trabalhadores da cultura sem CNPJ que tem que comprar notas para receber sua grana.

O Globo fez a matéria para atingir a Petrobrás e teve que “mudar o foco” porque descobriu que o INFO Globo também “comprava” as mesmas notas frias, das mesmas empresas. Ai, de matéria de desqualificação virou “debate” de uma realidade dos produtores culturais brasileiros.

O MV Bill e a Cufa sairam na frente desse debate, junto com outros setores importantes da cultura. Cheguei a escrever dois artigos pequenos sobre o precariado e essas novas lutas. Assim que passar da versão BETA posto aqui.

Vamos lá participar!

convite_recultura

COMO COMEÇOU

———- Forwarded message ———-
From: Marcos Manhães Marins
Date: 2009/8/21
Subject: [CINEBRASIL] 13 empresas forneciam notas de favor para Cultura e InfoGlobo

Uma polêmica que agora está chegando por aqui, mas que merece nossa
atenção. A necessidade de um novo MARCO LEGAL PARA A CULTURA, onde
os prestadores de serviço ficam uma semana, um mês, três meses em uma
produção, e nem sempre é possível toda a formalidade de nota contratual
(STIC/SATED) ou contrato ou CLT. O(s) Jornal(is) jogou(aram) esta craca
no ventilador, mas muitos jornais também usam dos serviços das 13
empresas, Fenix, Rigel, etc., que todo mundo conhece, e querem
criminalizar o uso do que a Receita Federal carinhosamente chama de
“nota de favor”, querem compará-la à nota fria, à sonegação, colocando-a
no mesmo patamar de uma grande transação comercial que precisa de
nota do próprio fornecedor, ou de uma indústria que precisa contratar
seus funcionários via CLT mesmo, ou de um Banco que necessite do
serviço de uma empresa de manutenção que tem de dar nota fiscal
dela mesma, ou se for de um free-lancer, tem de exigir dele RPA mesmo.
“Nota de favor” é aquela que o técnico de som pega com outra empresa
de produção para poder receber o seu cachê com desconto de 5%.
Técnico de som, Diretor de Arte, Palhaço, Figurinista, quase todos.

O que os artistas e produtores em geral alegam é a volatilidade
da “indústria” da criação cultural, é a discrepância entre os
funcionários concursados de uma estatal, ou de uma multinacional
e o equilibrista de um circo, o maquinista, o músico de banda, etc,
que precisam aproveitar o dinheiro do cachê inteiro, sem qualquer
desconto, até porque muitas vezes vivem daquele cachê o restante
do ano ou do semestre. E outra alegação é a necessidade de uma
forma menos BUROCRÁTICA, mais condizente com o fazer cultural,
em contraposição ao fazer industrial, e reclamam um novo sistema
trabalhista e fiscal, específico para a CULTURA. Dia 28 de Agosto
agora, haverá no Palácio Gustavo Capanema, no Rio, uma grande
mobilização, para dar força ao grupo INTERMINISTERIAL que se
formou em torno do Ministro Juca Ferreira, que está liderando
o atendimento às reclamações dos produtores culturais e artistas.

Depois da matéria do jornal O GLOBO, que pretendia levantar a
corrupção dentro da Petrobras, e acabou denunciando-se a si
próprio, uma vez que o InfoGLOBO também usa estas notas de favor,
o rapper MV Bill e outros artistas procuraram Juca Ferreira e
lançaram a necessidade de rever o modelo da Cultura, criar um novo
marco legal para PRESTAÇÕES DE CONTAS, sem as amarras da arcaica
Lei 8666/93, inadequada para as produções culturais, uma revisão
geral da CULTURA, inclusive para fazer despertar a sociedade
Brasileira, e até setores do Governo, para a importância da
ECONOMIA DA CULTURA, que está travada por todos estes embaraços
e denuncismos, quando o setor já produz hoje mais de 5% do PIB
e poderia estar produzindo muito mais, e na legalidade, uma
vez que os altos impostos e burocracias EMPURRAM o povo da
cultura a trabalhar com os expedientes que lhes restam, e
correndo riscos desnecessários de processos e chateações.

A matéria de O GLOBO acabou sendo MUITO POSITIVA, pois gerou
fato novo para que os produtores culturais, audiovisuais,
pontos de cultura, e todos os que estavam se sentindo aviltados,
exigissem do governo uma NOVA ERA e o fim da hipocrisia. Todos
preferimos contratar e sermos contratados por CLT, mas
o dilema do setor cultural é justamente como fazê-lo, e ter
que toda hora providenciar demissão e readmissão, dar férias
em mês certo, e outras formalidades que não se afinam com a
dinâmica das produções culturais. Pelo fim da hipocrisia dos
que defendem a CLT e a nota contratual, mas na vez deles dão
é nota comprada mesmo. Pelo fim da hipocrisia dos fiscais e
órgãos fiscalizadores que, ou fazem vista grossa, ou fazem
pressão contra uma prática que contaminou toda a cadeia
produtiva do setor cultural. O Ministro Juca Ferreira agora
está à frente dessa batalha, e a junta com a batalha da
mudança da Lei Rouanet, e engrossa o coro, formando uma
equipe interministerial para tratar da questão. Agora talvez
termine de uma vez por toda esta celeuma, e os SINDICATOS
possam ter um BASE melhor para fiscalizar contratações, sem
ter de fechar os olhos para as notas que a maioria dos seus
associados entregam aos “patrões”, os produtores culturais,
para receberem seus cachês. Ao fazer isso, abrem mão de seguro,
previdência, tempo de aposentadoria, e é preciso que, ao se
bolar um novo sistema, que o trabalhador cultural possa ter
assegurada a sua previdência. O CULTURAPREV é uma idéia que
não foi ainda colocada totalmente em prática, uma previdência
para o trabalhador cultural que pode contribuir a partir de
75 reais por mês e ter direito a pensão por morte ou invalidez
e aposentadoria, e pode interromper a cada 3 meses, se quiser,
sem perder o plano, as contribuições até conseguir novo trabalho.
O problema é que o valor de aposentadoria é muito pequeno, e
só valeria a pena, se o empregador fizesse doações (que empregador
faria?) para engrossar a acumulação de renda. Num novo sistema,
as “doações” poderiam vir da CONDECINE e de outras contribuições
de dentro do próprio setor cultural ou do Tesouro Nacional, se
for o caso. Algo tem que ser feito. Não podemos continuar vendo
artistas e produtores morrendo na penúria, sem nada que lhes
garanta um bom e feliz final de vida.

Outra questão: os Pontos de Cultura recebem o equivalente a 5000
reais por mês (cinco mil, só isso mesmo) e precisam fazer
3 tomadas de preço a cada compra, e até licitação se a compra
passar de tal valor, apresentar notinha fiscal de tudo, e
tudo dentro das exigências da Lei 8666. Tentou-se que a
renovação dos Pontos de Cultura pelas secretarias estaduais
deixasse de ser Convênio, passasse a ser prêmio, com
prestação de contas DOS RESULTADOS DO SEMESTRE, para receber
a próxima parcela, mas não foi autorizado pelo TCU, e assim
há muita água por rolar.

Leiam este tópico, e assinem o MANIFESTO por um novo marco
legal para a CULTURA !

Abraços,
Marcos Manhães Marins.
CINEMABRASIL.org.br

http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/08/05/area-da-cultura-comeca-rever-not
as-de-favor-757113470.asp

Precaução
Área da cultura começa a rever ‘notas de favor’

Publicada em 05/08/2009 às 08h54m
Alessandra Duarte e Maiá Menezes

RIO – Produtores e profissionais da área cultural começaram a rever o
funcionamento de contratações baseadas em recebimento de notas fiscais de
terceiros. As chamadas “notas de favor” são vendidas por pelo menos 13
empresas fornecedoras de notas, que, assim, sonegam impostos. Elas já
realizaram serviços também para ministérios, estatais e grandes empresas,
como mostrou O GLOBO no domingo .

Uma providência que companhias que contratam profissionais da área começaram
a tomar é divulgar comunicados afirmando que não aceitarão mais notas das
empresas citadas na reportagem.
Além de fiscalizar, a Receita deveria cobrar menos imposto de quem já está
no Simples e é da área cultural

Empresária da cantora Alcione, Solange Nazareth afirma que, na hora de
realizar pagamentos e receber notas – de músicos de apoio e técnicos de som
e luz, por exemplo -, sempre exigiu notas de empresas da própria pessoa que
prestou o serviço.

- Ou então pago com eles me dando RPA (recibo de pagamento a autônomo) – diz
ela, afirmando que, esta semana, passou a ouvir que outras pessoas do setor
começariam a fazer o mesmo. – Muita gente, a partir de agora, vai tomar mais
cuidado ao ver de quem e de onde está recebendo uma nota. A questão é que os
trabalhadores do setor têm profissões mal reguladas. Em muitos casos, há
quem não aceite RPA, só nota de pessoa jurídica, é mais barato; então, se o
pequeno trabalhador for regularizar tudo e abrir uma empresa para dar essa
nota ele mesmo, não vai sobrar muito para ele receber. Além de fiscalizar, a
Receita deveria cobrar menos imposto de quem já está no Simples e é da área
cultural.

João Mário Linhares, empresário de Ney Matogrosso e Roberta Sá, diz que,
além de aceitar ou notas de empresas da própria pessoa ou RPA, outro caminho
é procurar profissionais que façam parte de cooperativas ou empresas,
“porque então o CNPJ apresentado fica sendo dessas organizações”.

Segundo a Eletrobrás, que já teve serviços com algumas dessas empresas,
“Guanumbi, Sibemol, L.F.A. Brandão e Rigel foram contratadas para prestação
de serviços, em processos que seguiram a Lei de Licitações. Como determina
esta Lei, os vencedores foram as empresas que apresentaram menor preço. No
caso da Avatar 2001, a empresa foi designada pelo músico Marcos Sacramento
como sua representante em projetos patrocinados pela Eletrobrás”.

A superintendência da Receita Federal no Rio afirmou que não comentaria o
caso, por causa de sigilo fiscal. O Ministério da Cultura informou que não
poderia dar acesso público às prestações de contas dos projetos na Lei
Rouanet que tiveram algumas dessas empresas como proponentes porque as
prestações ainda estão sob análise.

Enviada por: Marcos Manhães Marins

———- Forwarded message ———-
From: Noticias CUFA
Date: 2009/8/22
Subject: [Informe] Você está convidado para o ReCultura

Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009
Re-Cultura: Líderes culturais brasileiros se unem em prol da reforma da cultura
Gestores, produtores e agentes culturais de vários estados brasileiros se reuniram na terça-feira, 11 de agosto, com o ministro Juca Ferreira, no Auditório do Ministério da Cultura, em Brasília, para entregar o manifesto que visa um marco regulatório específico para a atividade cultural.

O encontro foi um primeiro passo em direção a uma reformulação da atividade cultural no país. O Ministro afirmou que o Brasil é um país com enorme potencial de cultural, e que o brasileiro não tem noção da importância da cultura da sua nação em outros países.

Esta reforma cultural é apelidada de ”RE-Cultura” e foi impulsionada pela declaração de MV Bill, rapper e um dos fundadores da CUFA – Central Única das Favelas, feita ao jornal “O Globo” no domingo, 2 de agosto, que ao protestar, visou alcançar não só as questões tributárias e fiscais, mas as novas relações de trabalho geradas pela especificidade das atividades de artistas e demais profissionais inseridos nas cadeias produtivas da cultura.

MV Bill entrega o manifesto ao Ministro da Cultura, Juca Ferreira

MV Bill ao se posicionar sobre o assunto ressaltou que “a cultura está presente em todas as áreas públicas e que necessita agora de uma forma mais elaborada de fazê-la e consumi-la, e para tal, é necessário discussões sobre o sistema nacional e das cadeias de cultura, bem como uma reforma dos marcos legais regulatórios”.

O rapper acrescentou que a atividade cultural, além de importante vetor de desenvolvimento é construtora de identidades, pertencimentos e meios, especialmente, nos últimos anos, de inserção sócio-produtiva, particularmente, de jovens, os que mais sofrem as dificuldades para encontrar espaços no mercado formal de trabalho.

Após a fala de algumas autoridades que também estavam presentes como os secretários de cultura do Distrito Federal, Acre, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Porto Alegre, a discussão foi aberta aos artistas e produtores culturais que colocaram os altos tributos como um dos elementos que dificultam o trabalho artístico no Brasil.

O secretário adjunto de cultura do Distrito Federal, Beto Salles, ressaltou que “a cultura não pode ser analisada pelos meios comuns, já que uma de suas principais características é a singularidade”.

Ao final do encontro foi constatado que uma reforma da cultura passa obrigatoriamente por outras áreas, entre elas planejamento, trabalho, justiça e educação. Para dar continuidade ao Re-cultura, o próximo passo será escolher representantes da sociedade civil para compor o grupo que junto com membros dos ministérios envolvidos buscarão respostas para as demandas apresentadas nesse encontro e nos fóruns de cultura espalhados pelo país e construirão políticas que realmente atendam as necessidades dos produtores de cultura no Brasil.

Caso não consiga visualizar – Clique aqui


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Convidamos a todos para o lançamento do Pontão de Cultura Digital da ECO-UFRJ, na semana de 17 a 23  de agosto.O Pontão tem como base o novo Laboratório de Cultura Digital e Software Livre na ECO-UFRJ, na Praia Vermelha – Rio de Janeiro.

Festa de Confraternização  dia 21/08, sexta, de 19h as 22h. Participe!


pro.grama.cao: http://pontaodaeco.org/semanao

Lançamento da revista A Batedeira, http://www.abatedeira.com

programacaopontaosemanao

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Cultura Digital no Pontão


O Pontão da ECO inicia o semestre com uma semana inteira de programação. De 17 a 23 de agosto, debates, oficinas e festa em torno da cultura digital e temas afins tomarão conta da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro

O Semanão funcionará como um lançamento do Pontão, uma parceria entre a Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Ministério da Cultura para o desenvolvimento de ações com tecnologias livres sobre mídias colaborativas e arte digital, além do fortalecimento da rede dos Pontos de Cultura do estado e sua interação com o ambiente universitário.

Trata-se de um projeto piloto com sede na Central de Produções Multimídias do campus da Praia Vermelha da UFRJ, localizada na Avenida Pasteur 250. Desde o final do ano passado, realizamos diversos eventos, como o Fórum Livre de Direito Autoral, o lançamento do livro ‘Futuros Imaginários’ de Richard Barbrooks e oficinas intinerantes em Pontos de Cultura sobre criação audiovisual, software livre e transmissão online de vídeos.

O Semanão marca a inauguração do Laboratório e o início dos seis cursos que serão oferecidos durante todo o semestre.

A programação começa com a aula inaugural do curso de gráfico com Cadunico, organizador da GNUGRAF, evento pioneiro sobre computação gráfica com softwares livres. Ao final da tarde e à noite, debates sobre rádios comunitárias com a Agência Pulsar e sobre agroecologia com a Escola da Mata Atlântica.

Na terça, oficinas sobre software livre vídeos digitais serão oferecidas a partir das 14 horas ao público. Às 19 horas, um debate sobre o futuro da internet e web semântica com membros do projeto de inteligência artifical Cortex Intelligence.

Na quarta a partir das 10h, mais oficinas sobre software livre, vídeo, web ativismo e administração de servidores. De noite, um bate-papo sobre movimentos sociais e possibilidades de integração regional com a exibição do primeiro episódio da série “América Latina Cooperativa”.

Na quinta, as atividades começam às 09 horas com o curso de áudio, seguida de aulas sobre vídeo e publicação de conteúdos dinâmicos na internet com a ferramenta Drupal. Às 13 horas, também haverá uma exibição do Cinerama do filme Pachamama de Eryk Rocha e um debate com a equipe.

Na sexta de tarde, o encerramento da oficina de software livre e, a partir das 19 horas, festa de lançamento do Pontão e da revista Batedeira http://www.abatedeira.com com feira de trocas, DJs e VJs residentes.

A semana encerra com a parceira do Pontão com o GNUGRAF, que ocupa o campus da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO – Av. Pasteur 296) no sábado e domingo com oficinas e palestras sobre animação em 3d, Pure Data, perfomances de vídeo ao vivo e outros assuntos. Confira a programação completa em gnugraf.org

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pro.grama.çao

Segunda (17)

(( 13h às 16h30 ))
Introdução às ferramentas livres de computação gráfica
Com Cadunico, designer há 18 anos e idealizador do GNUGRAF, primeiro evento de computação gráfica com software livre do estado do Rio de Janeiro. Um panorama geral sobre programas como o GIMP, alternativa livre ao Photoshop, e o Inkscape, para ilustrações vetoriais.

(( 16h30 às 19h00 ))
Desconferência sobre rádios comunitárias
Com Vítor Munhoz, jornalista e pesquisador da legislação sobre rádios comunitárias, e Lívia Duarte, representante da Agência Pulsar, que visa colaborar com as grades de programação das rádios divulgando informações especialmente sobre movimentos sociais. Seu principal trabalho é a radiorevista Comunidade em Rede, programas de rádios mensais distribidos por copyleft pela internet.

As rádios comunitárias exercem a democratização da comunicação na prática. Sua legislação está disposta na lei 9.612/98. Desde este decreto, a realidade dos comunicadores populares é de dificuldades diante dos órgãos fiscalizadores (como a Anatel) e a repressão da Polícia Federal. Desde o confisco de equipamentos à prisão de voluntários das rádios, passando pela campanha de desinformação promovida pelas empresas de comunicação que tentam impor o conceito de “piratas” à todas as rádios não-comerciais, as rádios verdadeiramente comunitárias enfrentam uma batalha ideológica pelas ondas do ar.

(( 19h às 21h00 ))
CiberSalão “Os bens comuns – como o software livre se relaciona com a agroecologia” e exibição do filme ‘O Mundo Segundo a Monsanto’
Com Tadzia Maya, da Escola da Mata Atlântica. Jornalista formada pela UERJ, Tadzia atua como professora de Comunicação da rede estadual de ensino, capoeirista e aprendiz de agroecologia. Trabalha com os temas de educação diferenciada para comunidades tradicionais, educação rural e educação multimídia com softwares livres. É co-autora do projeto Casa de Sementes Livres que conjuga o uso de softwares livres com a pesquisa, armazenagem e intercâmbio de sementes crioulas.

A salvaguarda dos bens comuns – como a água, o ar, as bibliotecas e os parques – merece destaque quando sistemas políticos  forçam a sua privatização. Este processo vem sendo chamado de “enclosure dos bens comuns”, onde esses bens são considerados ativos de mercado subaproveitados.  Por isso, movimentos sociais e coletivos de resistência cultural no mundo todo vêm se unindo para denunciar a privatização de sementes, óvulos e softwares, com o confinamento do conhecimento e dos seres vivos.

Terça (18)

(( 14h às 19h ))
Oficina aberta de software livre
Introdução ao uso de software livre com a equipe do Pontão de Cultura Digital da ECO. Recomenda-se aos participantes que tragam seus computadores e notebooks para a instalação de sistemas livres. Além disto, também será oferecido suporte aos usuários com dúvidas específicas sobre software livre.

(( 15h às 19h ))
Oficina do festival Vide Video
Debates sobre o processo de produção e difusão de um vídeo em meio às mídias digitais. Novas formas de produção, de distribuição e de relação com o conteúdo audiovisual. Vídeos na internet, novos formatos e novas possibilidades de mercado. Além das discussões, haverá exibição de vídeos e prática de produção.

(( 19h às 21h ))
Cibersalão: O futuro da internet e a inteligência artifical
Com Daniel Chada, engenheiro de computação e mestrando pela Fundação Getúlio Vargas. Chada trabalha com o desenvolvimento do software da Cortex Intelligence, uma ferramenta de web semântica, e também atua como pesquisador de temas como modelagem cognitiva, estruturação do conhecimento, análises de sentimento e etc.

Quarta (19)

(( 11h10 às 12h50 ))

Aula inaugural do curso Cultura Digital e Capitalismo Cognitivo
Com Ivana Bentes professora e pesquisadora da ECO/UFRJ e coordenadora do Pontão de Cultura Digital. Irá abordar as revoluções da comunicação, capitalismo estético e sistemas de autonomia e controle nesta aula de abertura do curso, que continuará durante o segundo semestre.

(( 14h às 16h ))

Continuação da oficina aberta de software livre

(( 15h às 19h ))

Continuação da oficina do festival Vide Video


(( 15h às 19h ))
Oficina de webativismo
Com Natália Cortez, bolsista do Pontão e Gustavo Barreto, mestrando da ECO e coord. do Pontão de Cultura Digital. A oficina busca identificar as características das novas formas de ativismo na mídia virtual em rede. Objetiva-se identificar o papel central da comunicação na nova configuração da sociedade civil organizada e como essa pode exercer sua demanda por direitos e consolidar sua cidadania. A saber, as redes de solidariedade, o altermundialismo ou globalização alternativa, a militância ambiental, as redes de exilados, a defesa dos direitos humanos. Como prática, pretende-se explorar e exercitar os diversos usos de linguagem das novas mídias.

(( 19h às 21h ))
Cibersalão América Latina Cooperativa e exibição do primeiro vídeo da série
O projeto América Latina Cooperativa tem por objetivo analisar e promover uma articulação entre cooperativas populares autônomas na América Latina, buscando construir uma proposta de integração para a região. A oficina tem o caráter de mobilização e reflexão sobre o papel das organizações populares, especialmente as cooperativas, para a criação de um novo modelo de integração regional, baseado nos movimentos sociais.

Quinta (20)

(( 09h às 12h30 ))
Aula inaugural do curso de áudio
Com Surian dos Santos, músico e comunicador que desde 2005 pesquisa e trabalha com ferramentas áudio usando o sistema GNU/Linux. Será oferecido um panorama das possibilidades de trabalhar com produção e edição sonora a partir de tecnologias livres.

(( 13h às 16h30 ))
Aula inaugural do curso de vídeo
Com Guzz, VJ, videasta, cinéfilo e entusiasta do software livre. Possui uma produtora que só usa ferramentas de código aberto. Apresentação básica de programas para edição e manipulação de imagens, como o KDENLive.

(( 13h às 15h ))
Cinerama exibe Pachamama, de Eryk Rocha
Filme e debate com a equipe

(( 18h às 21h30 ))
Aula inaugural do curso de Drupal
Com Giuliano Djahjah, usuário do Drupal há 3 anos e coordenador do Pontão de Cultura Digital da ECO. A oficina irá apresentar os conceitos e funcionalidades básicas deste Sistema Gerenciador de Conteúdo.

Sexta (21)

(( 14h às 19h ))
Oficina aberta de software livre
Introdução ao uso de software livre com a equipe do Pontão de Cultura Digital da ECO. Recomenda-se aos participantes que tragam seus computadores e notebooks para a instalação de Linux. Além disto, também será oferecido suporte aos usuários com dúvidas específicas sobre software livre.

(( 19h às 22h ))

Festa de confraternização
Música, performances audiovisuais e lançamento da revista A Batedeira. Também haverá uma feira de trocas no dia. Traga suas coisas!

Sábado e Domingo (22 e 23)

GNUGRAF: Confira a programação no site oficial

Mais infos: http://pontaodaeco.org/semanao

Como chegar: http://pontaodaeco.org/node/88

marca-brasil-e-minc


Olá, mundo!

Quem estiver no Rio, o músico Alexandre Porres e o artista alemão Sven Konig estarão no Pontão de Cultura Digital da ECO/UFRJ dias 6 , 7  e 10 de agosto, no Rio. Aproveitem!

Nos próximos dias 6, 7  e 10 de agosto, o Pontão da ECO realizará oficinas e apresentações de Puredata, um software livre de programação gráfica para áudio e vídeo. Os eventos ocorrem na parte da noite na Central de Produções Multimídia da Escola de Comunicação da UFRJ, campus da Praia Vermelha/Urca.

Um dos organizadores da terceira convenção internacional de Puredata, o músico Alexandre Porres ministrará uma oficina sobre o programa na quinta e sexta. Na segunda, o artista alemão Sven Konig apresentará seu trabalho sCrAmBlEd?HaCkZ!, que utiliza a linguagem de Puredata.

Muito usado em projetos audiovisuais interativos, o Puredata também é adotado como ferramenta para síntese e processamento de sons em tempo real. Os interessados nas atividades podem ler uma apostila básica sobre Puredata no site de Alexandre Porres e também conferir o trabalho de Sven Konig no seu Myspace.

Oficina de Puredata com Alexandre Porres

(dia 6 e 7 de agosto das 18h às 22h na sala do Pontão da ECO)

Introdução

Características principais; Fluxogramas e DataFlow; Amigabilidade “User Friendly”; Política e Filosofia Open Source; Literatura básica, tutoriais e links; Instalação e Configuração
Sintaxe

Tipos de Caixas (Mensagens, Objetos e GUIs); Tipos de Objetos; Argumentos de objetos; Tipos de dados; Átomos; Modo de Edição; Buscando Ajuda; Conexões (inlets, outlets); inlet quente e inlet frio; Ordem e fluxo das mensagens; Conexões sem fio; Parâmetros de inicialização do patch; Subpatches (com e sem visualisação); Interfaces Gráficas (GUIs) e Propriedades; Interfaces dinâmicas; Abstrações; Construindo e usando Listas; Construindo Mensagens; Mensagens Múltiplas; Mandar mensagens para o Pd; Objetos de Armazenamento; Seletores de Mensagens; Variável ($); Localidade; Ler e Escrever arquivos de texto; Objetos de Tempo; Objetos de matemática básica; Expressões Matemáticas; Objetos MIDI; Usar o teclado e mouse como interface; Tabelas, e objetos de Tabelas; Contadores

Alexandre Porres possui mestrado em Processos Criativos pela UNICAMP e pesquisa computação musical, eletroacústica, percepção sonora e improvisações em música contemporânea e multimídia.

Uma abordagem pop-modernista para memórias musicais concretas e propriedade intelectual, com Sven Konig

(dia 10 de agosto a partir das 18h no galpão ao lado da Central de Produções Multimídia)

Baseado no projeto sCrAmBlEd?HaCkZ!, o artista explicará como as elusivas memórias musicais passaram a se tornar concretas durante o advento do gravador de música. Ele mostrará porque – sob diversos termos cognitivos – não há diferença qualitativa entre tocar uma guitarra e usar samplers – porque isso demostra a idéia básica de propriedade intelectual erroneamente – e como isso fez necessário invenções da moderna “máquina-de-música-mente”. O artista também apresentará sua “máquina-de-música-mental” conceitual chamada sCrAmBlEd?HaCkZ! como referência para fomentar uma discussão sobre possibilidades de como parecerá o futuro da performance da música eletrônica.

Mais informações: pontao.eco@gmail.com
www.pontaodaeco.org

Endereço:

Pontão de Cultura Digital da ECO/UFRJ

Prédio da CPM (Central de Produção Multimídia) da Escola de Comunicação

Av. Pasteur, 250 Fundos (Praia Vermelha) -Campus da Praia Vermelha da UFRJ

ou entrada ao lado do Hospital Pinel (próximo ao shopping Rio Sul, Botafogo)


Ministério da Cultura e RNP