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	<title>EcoDigital</title>
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	<description>Mais um blog do Fórum #culturadigitalbr, editado por José Murilo</description>
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		<title>[boingboing] Tim Bray fala sobre o futuro da web móvel segundo o iPhone</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 15:39:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>josemurilo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A visão de futuro da Internet móvel proposta pelo iPhone omite controvérsia, sexo e liberdade, mas inclui limites estritos sobre o que se pode saber e o que se pode dizer.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span><span style="background-color: #ffffff" title="XML co-inventor Tim Bray, on leaving Sun to  be Google's Android developer advocate: &quot;The iPhone vision of the  mobile Internet's future omits controversy, sex, and freedom, but  includes strict limits on who can know what and who can say what. It's"> </span></span></p>
<div id="attachment_96" class="wp-caption alignleft" style="width: 253px"><img class="size-medium wp-image-96" src="http://www.culturadigital.br/josemurilo/files/2010/03/Tim_Bray_in_white_270x333-243x300.jpg" alt="Tim Bray, criador do XML" width="243" height="300" /><p class="wp-caption-text">Tim Bray, criador do XML</p></div>
<p><span><span style="background-color: #ffffff" title="XML co-inventor Tim Bray, on leaving Sun to  be Google's Android developer advocate: &quot;The iPhone vision of the  mobile Internet's future omits controversy, sex, and freedom, but  includes strict limits on who can know what and who can say what. It's">O co-inventor do XML, Tim Bray, sobre a <a href="http://www.tbray.org/ongoing/When/201x/2010/03/15/Joining-Google">sua saída da Sun para se tornar o evangelizador oficial do Android</a>, sistema operacional para smartphones da Google: </span></span></p>
<blockquote><p><span><span style="background-color: #ffffff" title="XML co-inventor Tim Bray, on leaving Sun to  be Google's Android developer advocate: &quot;The iPhone vision of the  mobile Internet's future omits controversy, sex, and freedom, but  includes strict limits on who can know what and who can say what. It's">&#8220;A visão de futuro da Internet móvel proposta pelo iPhone omite  controvérsia, sexo e liberdade, mas inclui limites estritos sobre o que se pode saber e o que se pode dizer.  Trata-se de um jardim murado &#8216;disneyficado&#8217;, cercado por advogados com dentes afiados. </span><span style="background-color: #ffffff" title="a sterile  Disney-fied walled garden surrounded by sharp-toothed lawyers. The  people who create the apps serve at the landlord's pleasure and fear his  anger. I hate it. I hate it even though the iPhone hardware and  software are great, because freedom's not"> Os desenvolvedores que criam os aplicativos estã0 à serviço de seu Senhor, e têm medo de sua ira. Eu  odeio isso. Eu odeio isso mesmo concedendo que o hardware e o software do iPhone são fabulosos, e assim é porque a liberdade não </span><span title="just another word  for anything, nor is it an optional ingredient.&quot;">é uma palavra vazia, e não se trata de um ingrediente opcional. &#8221; </span><span style="background-color: #ffffff" title="Amen, Tim.">Amém,  Tim.</span></span></p>
<p><span><span style="background-color: #ffffff" title="Amen, Tim."><a href="http://www.boingboing.net/2010/03/16/tim-bray-on-the-ipho.html?utm_source=twitterfeed&amp;utm_medium=twitter">Link para o post original</a>.<br />
</span></span></p></blockquote>
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		<title>Como um grande produto pode ser má notícia: Apple, iPad, e o Mac fechado</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 05:31:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>josemurilo</dc:creator>
				<category><![CDATA[mercado]]></category>
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		<description><![CDATA[Tradução livre de trecho do artigo 
de Peter Kirn no site Create Digital Music



O iPad da Apple chegou. Ele começa a ser vendido por 499 dólares. Trata-se de um gadget lindo, brilhantemente concebido, e que se beneficia do design inteligente das ferramentas de desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis da Apple, as melhores da classe. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right">Tradução livre de trecho do <a href="http://createdigitalmusic.com/2010/01/27/how-a-great-product-can-be-bad-news-apple-ipad-and-the-closed-mac/">artigo </a><br />
de Peter Kirn no site <a href="http://createdigitalmusic.com/">Create Digital Music</a></p>
<p><strong></p>
<div id="attachment_91" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><strong><img class="size-full wp-image-91" src="http://www.culturadigital.br/josemurilo/files/2010/01/currentcoverrow.jpg" alt="Após revolucionar uma indústria após a outra, a Apple se propõe a revolucionar 3 de uma só vez." width="150" height="197" /></strong><p class="wp-caption-text">Após revolucionar uma indústria após a outra, a Apple se propõe a revolucionar 3 de uma só vez.</p></div>
<p></strong></p>
<p><strong><br />
O iPad da Apple chegou</strong>. Ele começa a ser vendido por 499 dólares. Trata-se de um gadget lindo, brilhantemente concebido, e que se beneficia do design inteligente das ferramentas de desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis da Apple, as melhores da classe. Será uma explosão de vendas. E, infelizmente, para mim isso significa uma má notícia para o tipo de computação criativa sobre o qual falamos neste site.</p>
<p>Em poucas palavras, creio que o novo dispositivo móvel da Apple está causando um imenso dano ao legado computacional que a empresa forjou. Nós poderíamos estar saudando o lançamento de um tablet Mac hoje. Em vez disso, temos um iPhone gigante &#8211; e isso é uma decisão que tem repercussões graves. Trata-se de um duro golpe para as alternativas de código aberto, e também para os padrões abertos em geral: o poder da intercombinação de hardware e software, no qual se baseia tudo o que fazemos com a música e a imagem em computadores.</p>
<p>Durante anos a comunidade Mac protestou contra o que era percebido como uma perspectiva fechada da Microsoft. Hoje, muitos destes se encantam por uma Apple que manifesta uma visão muito mais fechada do que a de Redmond. Podemos dizer que o iPad incorpora o oposto exato de tudo relacionado à computação aberta como ferramenta criativa para a criação, compartilhamento e distribuição de música, imagens e conhecimento. Vejamos:</p>
<ul>
<li> <strong>Trata-se de uma plataforma fechada</strong>. Tal como acontece com o iPhone, desenvolver aplicações para o IPAD significa depender totalmente das ferramentas da Apple, e do uso do software e hardware proprietários da Apple apenas para construir um app. Tais sacrifícios podem ser justificados no caso de um grande produto. Mas a questão é que a distribuição das aplicações também depende da Apple, que é quem decide quais os desenvolvedores de aplicações serão autorizados a criar &#8211; algo que nunca aconteceu em um sistema operacional de computação. Desde o lançamento do SDK do iPhone, os apaixonados pela Apple argumentaram que de alguma forma isso teria sido uma decisão forçada pelas operadoras de telecom, e que certamente a sua amada a Apple não tinha culpa. No entanto, a Apple escolheu esse caminho para um dispositivo que, apesar de não apresentar um teclado, tem todas as funções de um computador &#8211; algo que poderia ter sido um Mac, com todo o poder e a liberdade de um Mac, em vez de um iPhone vitaminado.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Não tem portas padrão</strong>. Tal como o iPhone, o iPad tem apenas um conector  proprietário, assegurando à Apple o controle sobre o hardware feito para o dispositivo. Você pode jogar fora décadas de aulas sobre o valor dos conectores padrão, sobre a possibilidade de se utilizar um computador como um hub digital &#8212; para usar uma expressão popularizada pela Apple. Saída de vídeo será possível, ainda que com um adaptador proprietário. Mas o acesso a essa porta de vídeo via software tem sido um enorme problema no iPhone. Além disso, as possibilidades de uso hardware externo não foram totalmente esclarecidas. A Apple vai oferecer um leitor de cartão de memória da placa que usa USB. Mas não há uma porta USB nativa na máquina, e isso não necessariamente sugerem suporte completo para USB, esperemos, mais detalhes surgirão.</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Está ligado ao iTunes</strong>. Tal como acontece com o iPhone, você não pode usar o hd do iPad como um hd. Você não pode se conectar a um computador e colocar nele o que você gosta. Você está limitado à utilização de aplicativos como condutores ou servidores &#8211; e, mesmo assim, você tem ações  limitadas; arquivos críticos de mídia e leitura são controlados pela toda poderosa iTunes App Store. O iPad acaba sendo um dispositivo de armazenamento que você possui, mas que outro alguém controla. Talvez isso seja aceitável para os consoles de jogos, mas, novamente, o iPad tem a aparência de um computador. (Exceto, claro, que na verdade não é.)</li>
</ul>
<ul>
<li><strong> A Apple controla toda a distribuição de mídia.</strong> A Apple já tem uma posição perigosamente dominante no mercado de música e software móvel, e seus dispositivos acorrentados ao iTunes garantem que todo o conteúdo passará por sua loja online, pelos seus dutos, enfim, tudo sob o seu controle. Isto significa que os desenvolvedores estarão limitados no que eles podem criar para o dispositivo quando se trata de mídia &#8211; um app de streaming da Last.fm é bom, mas uma loja de música independente (como a Amazon MP3 no Android) não o é. Adicione a isto o cenário da Apple dominando a distribuição de livros.  No momento em que temos a oportunidade de promover a publicação independente de e-books, surge o iPad acompanhado por promoções de lançamento de grandes editoras tradicionais. O que isso significa para os escritores e produtores de conteúdo independentes? Um sinal positivo é que a aplicação da Apple suporta o formato aberto epub. Nos próximos dias e meses, vamos avaliar como isso funciona, e como interage com outros aparelhos.</li>
</ul>
<ul>
<li> <strong>Não é um computador aberto. Não é um Mac.</strong> A questão de fundo: você não pode realizar os procedimentos básicos que uma experiência de computação aberta permite. Você não pode conectar o hardware que você deseja, desenvolver ou executar o software que você quer, ou experimentar a liberdade  que um computador oferece. Isso não quer dizer que uma tablet, uma slate, uma pad, ou o que você quiser chamá-la precisa ser exatamente como outros computadores. Pelo contrário: se você acredita na experiência de computação, sabe que deve trabalhar os aspectos de design de forma nova e criativa. (Houve um tempo quando o laptop em formato de mala que se fecha foi uma idéia nova, em um tempo em que os computadores eram tijolos gigantes que conectado a uma TV.)</li>
</ul>
<p>Limitações podem ser necessárias. Sistemas operacionais especializados em telefones celulares fazem sentido. Mas o que temos no iPad é uma decisão de design do projeto &#8211; define a interface, as ferramentas de programação, e o hardware. Um dispositivo móvel como o iPad poderia muito bem funcionar sem estar preso ao iTunes, ou contando com portas e conectores do mundo real.</p>
<p><strong>Nota:</strong> Em momento algum eu digo que a alternativa a uma iPad tem de ser em código aberto. Sou um grande fã do código aberto e do software verdadeiramente livre. Mas em relação ao que temos acima, o Windows pode ser considerado aberto.</p>
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		<title>Vídeos do Seminário Internacional do #CulturaDigitalBR</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 18:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>josemurilo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vale à pena explorar a possibilidade de edição online, no browser.
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  video management
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Vale à pena explorar a possibilidade de edição online, no browser.</p>
<p><img style="width:0px;height:0px" border="0" width="0" height="0" src="http://counters.gigya.com/wildfire/IMP/CXNID=2000002.0NXC/bT*xJmx*PTEyNTkzNDYzNDI3NzAmcHQ9MTI1OTM*NjM*ODAzMiZwPTE5ODY4MSZkPWs5MWN6Y3AxcGcmZz*yJm89ZWJmN2I1YmEwOWVlNDQzZGFlM2NjZmViNWI4N2NmYmImb2Y9MA==.gif" /><object type="application/x-shockwave-flash" height="260" width="600" data="http://www.culturadigital.br/kalturaCE/index.php/kwidget/wid/jvt07fwvv4/uiconf_id/48427"><param name="allowScriptAccess"><param name="allowNetworking"><param name="allowFullScreen"><param name="bgcolor"><param name="movie"><param name="flashVars"><param name="wmode"><a href="http://corp.kaltura.com">video platform</a><br />
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		<title>Jonathan Zittrain: a Web como atos aleatórios de gentileza</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 18:07:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>josemurilo</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<title>Life Inc., o filme</title>
		<link>http://www.culturadigital.br/josemurilo/2009/10/14/life-inc-o-filme/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 15:07:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>josemurilo</dc:creator>
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		<title>Democracia Open Source &#8211; Como o universo online está transformando a política offline</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 00:50:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>josemurilo</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[governança]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
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		<category><![CDATA[open source]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Achei por bem recuperar um post que publiquei no  &#8216;Ecologia Digital&#8217; em 7 de abril de 2004, e achei pertinente republicar aqui porque estamos pensando em trazer o Douglas Rushkoff para o Seminário Internacional do #culturadigitalbr, em novembro.
Seria ótimo ter algum feedback de vocês quanto à idéia de trazer o Douglas. Tenho trocado idéia com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Achei por bem recuperar um post</strong> que publiquei no  &#8216;Ecologia Digital&#8217; em 7 de abril de 2004, e achei pertinente republicar aqui porque estamos pensando em trazer o Douglas Rushkoff para o Seminário Internacional do #culturadigitalbr, em novembro.</p>
<p>Seria ótimo ter algum feedback de vocês quanto à idéia de trazer o Douglas. Tenho trocado idéia com ele propondo arranjos para viabilizar uma participação interativa com o público do #culturadigitalbr.  Idéias são bemvindas.</p>
<p>Recentemente o Douglas lançou o &#8216;Life Inc.&#8217;, que apresenta uma reflexão interessante sobre o papel da moeda centralizada na manutenção de modelos inadequados ao desenvolvimento da colaboração e do compartilhamento. Falaremos mais deste livro por aqui. Por agora, aí vai a visão do Douglas sobre a possibilidade de se abrir o código da democracia.</p>
<p><strong><span style="font-size: x-large"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-60" src="http://www.culturadigital.br/josemurilo/files/2009/10/hyperball-computer-network-invented-by-philip-emeagwali-300-150x150.jpg" alt="hyperball-computer-network-invented-by-philip-emeagwali-300" hspace="10" width="150" height="150" /><span style="font-size: small">07/04/2004</span></span></strong></p>
<p><span style="font-size: x-large"><strong>O</strong></span><span style="font-size: medium"><strong> site <a href="http://www.demos.co.uk/">Demos</a> publicou</strong></span><strong> o ótimo &#8220;<a href="http://www.demos.co.uk/publications/opensourcedemocracy2"><em>Open  Source Democracy</em></a>&#8221; de <a href="http://www.rushkoff.com/">Douglas  Rushkoff</a></strong>, e convida ao <a href="http://www.demosgreenhouse.co.uk/archives/000224.html">debate</a>.</p>
<p>O autor destaca a ênfase na colaboração coletiva originária do movimento open source, que tem promovido com sucesso a inovação através do conhecimento compartilhado, e compara ao declínio da participação pública nos processos eleitorais tradicionais &#8211; que ainda são determinados pela influência da &#8220;velha mídia&#8221; e apresentam mínimas possibilidades de real interação.</p>
<p>A pergunta é: e se &#8220;abríssemos o código&#8221; de nossos sistemas democráticos para que pudessem melhor cumprir seus objetivos de participação inclusiva? A comunidade do software livre aprendeu que soluções emergem da interação e participação de muitos, e não de um planejamento central.</p>
<blockquote><p>&#8220;<em>&#8230; nossa resposta renascentista para a imprensa é o computador e sua habilidade de agir em rede. Assim como a imprensa deu a todos o acesso à leitura, o computador e a Internet possibilita a todos o acesso à autoria. O primeiro Renascimento nos tirou da posição de recipientes passivos para intérpretes ativos. Nosso Renascimento atual nos tira do papel de intérprete para o papel de autor. Somos os criadores. </em></p>
<p><em> Enquanto programadores de jogos e não jogadores, criadores do testemunho e não crentes no testamento, começamos a acordar para o quanto da nossa realidade é uma fonte aberta e pronta para ser discutida. Aquilo que parecia um hardware impenetrável é na realidade software pronto para ser reprogramado. As histórias que usamos para entender o mundo parecem menos explicações e mais colaborações. Elas são grupos de regras, servem apenas para explicar os padrões históricos ou prever padrões futuros.</em>&#8221;<br />
<a href="http://www.demos.co.uk/publications/opensourcedemocracy2"><strong><span style="font-size: xx-small">Open  Source Democracy &#8211; Douglas Rushkoff</span></strong></a></p></blockquote>
<p>Em parceria com o Guilherme Barcellos, comecei a fazer uma tradução do texto e publiquei lá no <a href="http://ecologiadigital.net/">Ecologia Digital</a>.</p>
<p>Confira:  &#8216;<a href="http://ecologiadigital.net/pblog/demos.htm">Abrindo o Código da Democracia</a>&#8216;</p>
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		</item>
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		<title>Dados atualizados sobre a convergência digital (em inglês)</title>
		<link>http://www.culturadigital.br/josemurilo/2009/09/20/dados-atualizados-sobre-o-ambiente-digital-em-ingles/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 20:26:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>josemurilo</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[video]]></category>
		<category><![CDATA[dados]]></category>
		<category><![CDATA[indicadores]]></category>

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		<description><![CDATA[Nova edição do vídeo &#8220;Shift Happens&#8220;, que apresenta fatos e estatísticas sobre a paisagem em mutação de mídia, incluindo o cenário da convergência e da inovação tecnológica.  Foi desenvolvido em parceria com a revista The Economist: mediaconvergence.economist.com .
[There is a video that cannot be displayed in this feed. Visit the blog entry to see [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nova edição do vídeo &#8220;<a href="http://shifthappens.wikispaces.com">Shift Happens</a>&#8220;, que apresenta fatos e estatísticas sobre a paisagem em mutação de mídia, incluindo o cenário da convergência e da inovação tecnológica.  Foi desenvolvido em parceria com a revista The Economist: <a href="http://mediaconvergence.economist.com">mediaconvergence.economist.com</a> .</p>
<p>[There is a video that cannot be displayed in this feed. <a href="http://www.culturadigital.br/josemurilo/2009/09/20/dados-atualizados-sobre-o-ambiente-digital-em-ingles/">Visit the blog entry to see the video.]</a></p>
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		<title>O debate sobre &#8216;Direitos, Princípios e Valores&#8217; para a rede</title>
		<link>http://www.culturadigital.br/josemurilo/2009/09/12/o-debate-sobre-direitos-principios-e-valores-para-a-rede/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 23:49:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>josemurilo</dc:creator>
				<category><![CDATA[governança]]></category>
		<category><![CDATA[coalizão dinâmica]]></category>
		<category><![CDATA[direitos]]></category>
		<category><![CDATA[igf]]></category>

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		<description><![CDATA[
Este post tem a intenção de reunir informações sobre o debate acerca dos &#8216;direitos&#8217; dos usuários na Internet. Tive a oportunidade de acompanhar algumas instâncias deste debate no âmbito internacional, e acredito que o momento é propício para que o tema ganhe maior visibilidade, principalmente no âmbito do fórum #culturadigitalbr.
O debate sobre a questão dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://internetrightsandprinciples.org/"><strong><img class="alignnone" src="http://internetrightsandprinciples.org/sites/default/files/logo.png" alt="" width="454" height="50" /></strong></a></p>
<p><strong>Este post tem a intenção</strong> de reunir informações sobre o debate acerca dos &#8216;direitos&#8217; dos usuários na Internet. Tive a oportunidade de acompanhar algumas <a href="http://www.cultura.gov.br/internetrights/">instâncias deste debate</a> no âmbito internacional, e acredito que o momento é propício para que o tema ganhe maior visibilidade, principalmente no âmbito do <a href="http://culturadigital.br/">fórum #culturadigitalbr</a>.</p>
<p>O debate sobre a questão dos direitos na rede ganhou impulso significativo com a iniciativa da &#8216;<a href="http://culturadigital.br/blog/2006/10/19/sobre-a-carta-dos-direitos-da-internet/">Carta dos Direitos da Internet</a>&#8216; (<a href="http://internetrightsandprinciples.org/node/8">Internet Bill of Rights</a>), protagonizada por Gilberto Gil, Richard Stallman e Lawerence Lessig, e por membros do parlamento italiano como Stefano Rodotà e Fiorello Cortiana, que foi o idealizador da campanha &#8220;Tunis Meu Amor&#8221;, por ocasião da Cúpula da Sociedade da Informação na Tunísia, em 2005. Ficou marcada nesta época a <a href="http://www.cultura.gov.br/site/2005/11/18/gilberto-gil-faz-dueto-na-tunisia-com-richard-stallman-pioneiro-do-software-livre/">&#8216;jam session&#8217; Stallman / Gil</a>, primeiros ensaios da sintonia entre software e cultura livres.</p>
<p>Em função da representatividade das personalidades envolvidas, e / ou pela força de marketing emprestada da &#8216;<a href="http://culturadigital.br/blog/2006/10/19/sobre-a-carta-dos-direitos-da-internet/">Carta dos Direitos da Internet</a>&#8216; (The Bill of Rights), a iniciativa da &#8216;Carta dos Direitos da Internet&#8217; ganhou impulso e no ano seguinte emplacou como &#8216;Coalizão Dinâmica&#8217; do Internet Governance Forum (IGF) de 2006, <a href="http://ecodigital.blogspot.com/2006/10/rumo-ao-frum-de-governana-da-internet.html">na Grécia</a>.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3026/2716369095_839784ff99.jpg" alt="Informal meeting for the session on the Internet Bill of Rights initiative: José Murilo (Brazilian Ministry of Culture), Carlos Affonso (FGV - Brazil), Max Senges (Open University of Catalonia &amp; Committee for a Democratic United Nations, Spain/ Germany), Natasha Primo (National ICT Policy Advocacy Initiative, APC, South Africa) and Robert Guerra (Senior Program Officer, Global Internet Freedom, Freedom House, Canada) " width="240" height="150" /><p class="wp-caption-text">Encontro informal para formulação do workshop do &#39;Internet Bill of Rights&#39; @ iSumitt08, Sapporo - Japão: José Murilo, Carlos Affonso (FGV ), Max Senges (Open University of Catalonia &amp; Committee for a Democratic UN, Spain/ Germany), Natasha Primo (National ICT Policy Advocacy Initiative, APC, South Africa) and Robert Guerra (Senior Program Officer, Global Internet Freedom, Freedom House, Canada) </p></div>
<p>Na minha avaliação, na mesma medida em que o título ajudou na visibilidade da iniciativa, atrapalhou a comunicação sobre o que se pretendia abordar. Tive a oportunidade de acompanhar os debates da coalizão em outros eventos, em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=g58NywqHJy0">Roma</a>, no <a href="http://www.cultura.gov.br/internetrights/?p=11">IGF do Rio</a> e no <a href="http://dotsub.com/view/9c2be8e6-2c9e-4876-8356-71a06ff6ecee">Japão</a> (foto), e em todas estas oportunidades muito tempo se perdia no esclarecimento dos reais ojetivos da iniciativa, e de como alcançá-los. Sempre foi necessário debates para se concluir que o produto não poderia ser  um documento, uma carta (&#8217;bill&#8217;).</p>
<p>Recentemente aconteceu a providencial mudança na dinâmica da coalizão <img src='http://www.culturadigital.br/josemurilo/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> , que se transformou em &#8216;<a href="http://internetrightsandprinciples.org/">Internet Rights and Principles</a>&#8216;, e que passou a contar com a coordenação de <a href="http://www.flickr.com/photos/josemurilo/2735113988/">Max Senges</a>. A partir deste momento a mobilização se torna mais efetiva, e recentemente foi lançado o texto &#8216;<a href="http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2009/09/values_principles_and_rights_internet_governance_senges_horner.pdf">Values, principles and rights in internet governance</a>&#8216;, formulado pelo Max Senges e pela Lisa Horner, e que deve ser referência para a programação da coalizão na edição do IGF no Egito, em novembro. O texto documenta os caminhos percorridos pela reflexão em torno de uma &#8216;Carta dos Direitos da Internet&#8217;, e apresenta novos elementos para se pensar a governança da rede levando em conta sua estrutura multi-camada. Tem o mérito também de propor uma reflexão sobre valores e princípios, e como estes se relacionam com os direitos.</p>
<p>O debate sobre direitos na rede é importante especialmente por ser o contraponto efetivo à propostas como a da &#8216;lei azeredo&#8217;. Temos enfatizado que o debate sobre usos e condutas na internet deve preceder o estabelecimento de tutela penal específica para o tema, mas é importante que os &#8217;stakeholders&#8217; (os interessados com poder de mobilização) se articulem para construir propostas válidas.</p>
<p>A iniciativa do CGI.br em publicar &#8216;<a href="http://www.cgi.br/regulamentacao/resolucao2009-003.htm">Princípios para Governança e Uso da Internet no Brasil</a>&#8216; em julho último foi providencial, e introduz balizas importantes para o debate. O <a href="http://www.nupef.org.br/">Nupef</a> realizou recentemente <a href="http://www.nupef.org.br/igf/">evento preparatório para o IGF</a>, e em parceria com o <a href="http://www.direitorio.fgv.br/cts/">CTS da FGV</a> apresentou alguns <a href="http://www.culturalivre.org.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=302&amp;Itemid=40">elementos interessantes para o debate</a>. No governo, além da iniciativa do MinC em introduzir o tema no Fórum #culturadigitalbr, também o Ministério da Justiça e a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência estão desenvolvendo estudos para a construção de um marco civil para o ambiente digital.</p>
<p>Nossa proposta é agregar e documentar as iniciativas no tema de forma a qualificar o debate. Os interessados estão convidados a deixar comentários e referências, e seguir na conversa.</p>
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		<title>Cópia Privada e Gravame: a Experiência Internacional</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 21:37:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>josemurilo</dc:creator>
				<category><![CDATA[direito autoral]]></category>
		<category><![CDATA[cópia privada]]></category>
		<category><![CDATA[gravame]]></category>

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		<description><![CDATA[O Seminário Internacional sobre Direito Autoral, que faz parte do Fórum Nacional de Direito Autoral, foi promovido pelo Ministério da Cultura do Brasil em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Aconteceu nos dias 26, 27 e 28 de novembro de 2008, no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Seminário Internacional sobre Direito Autoral</strong>, que faz parte do <strong>Fórum Nacional de Direito Autoral</strong>, foi promovido pelo Ministério da Cultura do Brasil em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).</p>
<p>Aconteceu nos <strong>dias 26, 27 e 28 de novembro de 2008, no </strong><strong>Hotel Oásis Atlântico Imperial</strong>, na<strong> </strong>Avenida Beira-Mar 2500, Fortaleza &#8211; Ceará, Brasil.  <a href="http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2009/03/resumo_palestras_internacional.pdf" target="_blank"><em><strong>Acesse aqui ao resumo das palestras e dos debates</strong></em> (arquivo pdf)</a></p>
<p>Me pareceu interessante destacar aqui no Forum #culturadigitalbr esta mesa sobre <strong>&#8216;Cópia Privada e Gravame: a Experiência Internacional&#8217;.</strong> Acredito que o tema tem que ser explorado neste momento em que estamos refletindo sobre novos modelos para o marco regulatório do direito autoral, e a mesa de debate com especialistas promovida no Seminário Internacional em Fortaleza (CE) me parece uma boa referência no assunto.  <strong></strong></p>
<p><strong>Mesa 5: Cópia Privada e Gravame: a Experiência Internacional (<a href="http://video.google.com/videoplay?docid=1999182027281994426&amp;hl=pt-BR#">Link para o vídeo</a>)</strong> Conferencistas:</p>
<ul type="circle">
<li><strong>Pedro Farré López</strong>, Diretor de Relações Institucionais e Comunicação, da Sociedad General de Autores y Editores (SGAE)</li>
<li><strong>Rosely Boschini, </strong>Presidente da Câmara Brasileira do Livro, Brasil</li>
<li><strong>Tarja Koskinen Olsson</strong>, Advogada da Olsson &amp; Koskinen Consulting, Finlândia <em><a href="http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2008/12/apresenta_mesa5_tarja_olsson.pdf" target="_blank">[slides]</a></em></li>
<li><strong>Marcelo D’Elia Branco</strong>, Coordenador do Projeto Software Livre, Brasil</li>
<li><strong>Eric Baptiste</strong>, Diretor Geral da Confederação Internacional das Sociedades de Autores e Compositores (CISAC)</li>
</ul>
<p>Mediador: Conselheiro <strong>Kenneth Félix Haczynski da Nóbrega</strong>, Chefe da Divisão de Propriedade Intelectual do Ministério das Relações Exteriores do Brasil  <strong><em>Vídeo da Mesa 05 (com tradução simultânea):</em></strong></p>
<p>[There is a video that cannot be displayed in this feed. <a href="http://www.culturadigital.br/josemurilo/2009/09/06/copia-privada-e-gravame-a-experiencia-internacional/">Visit the blog entry to see the video.]</a></p>
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		<title>Queimando livros, legalmente</title>
		<link>http://www.culturadigital.br/josemurilo/2009/08/27/queimando-livros-legalmente/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 13:40:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>josemurilo</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[memória]]></category>
		<category><![CDATA[acesso]]></category>
		<category><![CDATA[bibliotecas]]></category>
		<category><![CDATA[digitalização]]></category>
		<category><![CDATA[direito autoral]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[política cultural]]></category>

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		<description><![CDATA[ Por James Boyle (Trad.: josemurilo)
Publicado no Financial Times em 8 dez. 2008


Certa noite eu estava pesquisando o catálogo online da Library of Congress (Biblioteca do Congresso dos EUA), buscando um livro de mais de 70 anos sobre política e mercado, quando meu filho se aproximou para observar. Ele tinha 8 anos de idade na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right"><span style="font-size: 130%"><span style="font-weight: bold;color: #990000"> </span></span><strong>Por James Boyle </strong>(Trad.: josemurilo)<br />
Publicado no <a href="http://www.ft.com/cms/s/0/c36c21c6-c534-11dd-b516-000077b07658.html">Financial Times em 8 dez. 2008</a></p>
<div>
<p><a href="http://www.thepublicdomain.org/"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt;float: left;cursor: pointer;width: 208px;height: 320px" src="http://1.bp.blogspot.com/_6Zckd2CR87s/SWfSLzYgWaI/AAAAAAAABp4/tc00OaWxbxU/s320/publicdomaincover1.jpg" border="0" alt="" /></a></div>
<p style="text-align: left"><strong>Certa noite</strong> eu estava pesquisando o catálogo online da <a href="http://www.loc.gov/index.html">Library of Congress</a> (Biblioteca do Congresso dos EUA), buscando um livro de mais de 70 anos sobre política e mercado, quando meu filho se aproximou para observar. Ele tinha 8 anos de idade na época, mas cresceu como uma criança da era da Internet. Ele perguntou o que eu estava fazendo e então expliquei que eu estava pesquisando sobre o livro de modo que eu pudesse encontrá-lo na biblioteca de minha universidade. &#8220;Por que você não pode lê-lo on-line?&#8221; Disse ele, chegando por cima do meu ombro e dando um duplo clique no título. Fez careta quando o link o levou apenas à outra página de informação sobre o livro. &#8220;Como é que você começa a ler o livro real?&#8221; Sorri ante seu pressuposto de que todas as obras de literatura estavam não apenas na Biblioteca do Congresso, mas disponibilizadas na net: disponíveis para qualquer pessoa com uma conexão à Internet em qualquer lugar do mudo.</p>
<div>Imagine o significado disso! Imagine o pequeno sublinhado azul sob cada título levando à íntegra do livro. Para meu filho isto faria perfeito sentido. O título do livro no catálogo e quando você clica no link, certamente estaria pronto para começar a lê-lo. Isso é o que ele aprendeu em sua experiência de clicar links. Porque não aqui? Era um velho livro, afinal, há muito sem qualquer chance de ser reeditado. Imagine ser capaz de ler os livros, ouvir a música, assistir os filmes &#8211; ou pelo menos a produção comercialmente indisponível que a Biblioteca decidisse que valia à pena digitalizar. Evidentemente esse é o tipo de coisa que a lei, em sua pujança, proíbe.</p>
<p>Tentei explicar isso. Eu mostrei a ele que havia algumas obras que podiam ser vistas online. Eu levei ele à seção de fotografias, para mostrar-lhe a riqueza histórica das imagens, mas ao invés disso me perdi na longa lista de restrições legais sobre as imagens, de tal forma que em muitos casos, somente pequenos e indistintos thumbnails eram mostrados àqueles que pesquisavam de fora da Biblioteca. Tudo por causa de &#8220;potenciais considerações legais&#8221;. O mesmo aconteceu com as canções folclóricas dos anos 20, e também com as primeiras experiências filmográficas.</p>
<p>A maior parte do material disponível on-line vem de tempo longínquo, antigo o bastante para estar livre das restrições de acesso estabelecidas na lei. Mas, na medida em que o direito exclusivo dura 70 anos após a morte do autor, (95 anos caso a obra tenha sido contratada comercialmente), tal período pode significar muito, muito tempo mesmo. Tempo suficiente, de fato, para manter inacessível quase toda a história do cinema. Tempo suficiente para bloquear quase a totalidade da cultura do século 20.</p>
<p>Mas não seria exatamente isto que a lei de direito autoral deveria fazer? Garantir o direito de restringir o acesso, de modo a permitir que autores possam cobrar pelo privilégio de sua concessão? Sim, de fato. O objetivo do sistema deveria ser o de prover o monopólio somente durante o tempo necessário para fornecer um incentivo à criação, e depois deixar a obra cair em domínio público, onde todos nós poderíamos então usá-lo, transformá-lo, construir sobre ele, republicá-lo como desejássemos. Na maioria dos casos, todo o dinheiro recuperado pelos proprietários em uma obra específica é realizado com apenas cinco ou 10 anos de direitos exclusivos. O restante do prazo é de muito pouca utilidade, exceto como uma espécie de bilhete de loteria, no caso da obra se revelar uma entre um milhão, e se estabelecer como favorita perene. O vencedor da loteria, dentre o milhão de outros autores, irá obviamente se beneficiar com o seu bilhete premiado. E se o bilhete em última instância é &#8220;grátis&#8221;, quem não iria aceitar? Mas o &#8216;bilhete&#8217; não sai de graça para o público. Eles se acostumaram a pagar preços altos pelas obras que continuam a ser exploradas comercialmente e, freqüentemente, pagam também o preço de indisponibilidade no caso das obras que não o são.</p>
<p>Pensemos em um caso de favorito perene; Harry Potter, por exemplo. Muito tempo depois de J.K. Rowling já ter virado poeira, vamos todos estar proibidos de criar trabalhos derivados ou publicar edições baratas, ou simplesmente reproduzi-lo por prazer. Eu sou um grande admirador do trabalho da Sra. Rowling, mas o meu palpite é que pouco incentivo adicional foi fornecido pelo fato de que o seu direito exclusivo de autor irá se extender por 70, ao invés de apenas 50 anos após sua morte. Alguns custos consideráveis são impostos aqui, em troca de uma pequena vantagem. E os altos custos recaem ainda mais fortemente em todas as outras obras, que não estão disponíveis em nenhuma parte, ou apenas em algumas pilhas de livros abandonados em alguma biblioteca.</p>
<p>Claro, existem algumas obras que ainda estão sendo exploradas comercialmente muito tempo após a sua publicação. É óbvio que os proprietários destas obras não gostariam de vê-los disponíveis gratuitamente on-line, mas mesmo para estas obras o direito exclusivo irá expirar eventualmente. Seria importante lembrar que no acervo da Biblioteca do Congresso (Library of Congress), ou no da British Library, existe um vasto e maravilhoso bolo de músicas e imagens e filmes e livros e revistas e jornais. Deve haver talvez um punhado de obras a partir das quais alguém ainda está a fazer algum dinheiro, e a grande maioria destas obras foram produzidas nos últimos 10 anos. Se pesquisamos as produzidas 20 anos atrás, talvez uma ou outra ainda demonstre algum valor comercial. Cinquenta anos? Já fica mais difícil de achar qualquer uma. Nós restringimos o acesso a todo o bolo, a fim de dar aos proprietários destas exceções suas devidas recompensas. Mas não podemos esquecer que este bolo significa quase a totalidade da cultura do século 20, e estamos a restringir o acesso a ele quando quase tudo poderia estar disponível.</p>
<p>Se você não conhece muito sobre direito autoral, você pode pensar que estou exagerando. Afinal, se ninguém tem qualquer interesse financeiro na execução das obras ou nós não sabemos quem é o proprietário dos direitos autorais, certamente a biblioteca seria livre para disponibilizar essas obras on-line. Não se aplicaria a máxima &#8220;se não há prejuizo, não há falta&#8221; (&#8217;no harm, no foul&#8217;) no mundo dos direitos autorais? Em uma palavra, não. O direito autoral é o que os advogados chamam um &#8220;regime de responsabilidade estrito&#8221; (“strict liability system”). Na medida em que é tão difícil saber exatamente quem é o proprietário dos direitos autorais (ou copyright) da obra, muitas bibliotecas simplesmente não irão reproduzir o conteúdo ou disponibilizá-lo on-line até que possam ter certeza de que o direito do autor tenha expirado &#8211; o que pode significar esperar por mais de um século. Eles não podem se dar ao luxo de assumir o risco.</p>
<p>O que está errado com este cenário? O direito autoral tem feito o seu trabalho incentivando a criação da obra. Mas agora atua como obstáculo, restringindo o acesso ao conteúdo àqueles que têm o tempo e os recursos para debruçarem-se sobre as pilhas de arquivos da nação. E o que nós estamos pensando em fazer? Estender os direitos de autor novamente? Pelo menos estes são os planos da União Europeia, que está propondo a prorrogação do prazo de proteção do autor para o caso de gravações de som. A marcha de extensão retroativa continua, e cada extensão é tão destrutiva a uma faixa cronológica de nossa herança cultural, que é como se estivéssemos queimando todas estas pilhas de conteúdo entesourado. Isto não é uma política cultural. Trata-se de uma anti-política cultural, da qual precisamos nos livrar o quanto antes.</p></div>
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