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Democracia Open Source – Como o universo online está transformando a política offline

Achei por bem recuperar um post que publiquei no  ‘Ecologia Digital’ em 7 de abril de 2004, e achei pertinente republicar aqui porque estamos pensando em trazer o Douglas Rushkoff para o Seminário Internacional do #culturadigitalbr, em novembro.

Seria ótimo ter algum feedback de vocês quanto à idéia de trazer o Douglas. Tenho trocado idéia com ele propondo arranjos para viabilizar uma participação interativa com o público do #culturadigitalbr.  Idéias são bemvindas.

Recentemente o Douglas lançou o ‘Life Inc.’, que apresenta uma reflexão interessante sobre o papel da moeda centralizada na manutenção de modelos inadequados ao desenvolvimento da colaboração e do compartilhamento. Falaremos mais deste livro por aqui. Por agora, aí vai a visão do Douglas sobre a possibilidade de se abrir o código da democracia.

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O site Demos publicou o ótimo “Open Source Democracy” de Douglas Rushkoff, e convida ao debate.

O autor destaca a ênfase na colaboração coletiva originária do movimento open source, que tem promovido com sucesso a inovação através do conhecimento compartilhado, e compara ao declínio da participação pública nos processos eleitorais tradicionais – que ainda são determinados pela influência da “velha mídia” e apresentam mínimas possibilidades de real interação.

A pergunta é: e se “abríssemos o código” de nossos sistemas democráticos para que pudessem melhor cumprir seus objetivos de participação inclusiva? A comunidade do software livre aprendeu que soluções emergem da interação e participação de muitos, e não de um planejamento central.

… nossa resposta renascentista para a imprensa é o computador e sua habilidade de agir em rede. Assim como a imprensa deu a todos o acesso à leitura, o computador e a Internet possibilita a todos o acesso à autoria. O primeiro Renascimento nos tirou da posição de recipientes passivos para intérpretes ativos. Nosso Renascimento atual nos tira do papel de intérprete para o papel de autor. Somos os criadores.

Enquanto programadores de jogos e não jogadores, criadores do testemunho e não crentes no testamento, começamos a acordar para o quanto da nossa realidade é uma fonte aberta e pronta para ser discutida. Aquilo que parecia um hardware impenetrável é na realidade software pronto para ser reprogramado. As histórias que usamos para entender o mundo parecem menos explicações e mais colaborações. Elas são grupos de regras, servem apenas para explicar os padrões históricos ou prever padrões futuros.
Open Source Democracy – Douglas Rushkoff

Em parceria com o Guilherme Barcellos, comecei a fazer uma tradução do texto e publiquei lá no Ecologia Digital.

Confira:  ‘Abrindo o Código da Democracia