mais um recorte da conversa:

Tentei pensar vários cenários e me lembrar de muito que já vi.
Os pontos que citei antes são mesmo os que considero mais importante para viabilizar um lab experimental: gente, ambiente, equipamento, sustento. Sozinho é viável até certo ponto e tem um monte de instituição de ensino que banca esse tipo de coisa. Acho que é muito mais difícil convencer de fazer algo que um monte de gente já faz do que propor um outro modelo, como eu disse que seria o primeiro produto. (tipo, uma galera que não quer estar na academia, mas é cheia de ideia e conhecimento, vamos bancá-los! acho bem difícil), se apoiar no discurso artístico também não convence, e já tem um monte de gente e edital bancando isso.
O ponto ao meu ver é bancar a pessoa, produtos ela vai gerar, mas isso fica meio injusto e não é isso que a pessoa em si quer também ao meu ver, porque como dito acima, sozinho se vai até certo ponto. Por isso deve-se bancar o ambiente antes de mais nada e permitir que todos usem.
Dois pontos cruciais:

  1. uma cultura digital experimental talvez precise de um ponto de cultura experimental ou pontão e de novo caimos em algo que já foi feito.
  2. como evitar as entidades proponentes, os atravessadores e coisas do tipo.

Então, resumindo, ao meu ver tem que abandonar o produto, não pode se basear em protótipos, em prováveis obras de arte, isso vai acontecer, mas não pode ser o fim, nem deve ter um fim, deve ser circular:interação entre as pessoas gera produtos, produtos geram interação entre as pessoas. Possibilitar que algumas pessoas impulsionem o espaço pro círculo produto-interação funcionar“.

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