Gostei muito de toda a condução, uma pena que FF não pôde ir e o Dalton não pôde ficar pra ver as perguntas e questionamentos da audiência moldando a conversa até chegarmos em boas sínteses e angústias necessárias pra nada ficar varrido pra baixo do tapete. Uma pergunta que ficou no quadro de giz (pelo menos sob meu ponto de vista): O que é rural?

Agora eu apagaria o quadro e perguntaria aqui mesmo pra começar: O que é Capital? (não precisa nem responder, muito menos achar que cabe a resposta, mas para além da tecnocracia imaginar qual o LASTRO que nos posiciona frente à frente e como fazemos trabalho e terra fértil valer mais que ouro ). A pergunta “Como incentivar o experimental?” acredito que já esta sendo respondida, e já não acho tão caótico tentar olhar no microscópio e telescópio pra calcular padrões deste universo em expansão.

E diretamente pensando em 1 projeto de metareciclagem (1 dentre infinitos padrões): quero transformar aqueles displays de caça-níquel apreendido pela PF em braços de matriz de leds para upgrade de guitarras digitais & toscolões.

Penso num projeto que envolve desde a logística de reciclagem de um objeto em abundância em nosso lixo eletrônico, passando pela eletrônica baixo nível aplicada em entrada e saída de sinais em matrizes binárias fazendo desenhos no braço desse instrumento, desenhando acordes e cordas, convertendo analógico em digital e digital em anologias musicais e ao fim do processo o objeto se torna um lastro do processo que reinicia um novo vetor em direção ao novo lastro fazendo levantar a discussão em torna da cultura em torno destes dígitos.

E para os mais na vertigem de não temer a discussão bipolar da diferença entre estética e uso:  VIDE ANEXO. Visualize o braço do violão “digital” em concerto – publicando em tempo real frases de nossa inteligência coletiva, notas do teatro geopolítico e flutuações no mercado financeiro. E também os “inofensivos e diletantes” nomes de acordes.

O padrão é caótico? Mas se para algum observador a forma esta completamente bastante nítida: Onde está a equação que integra esta forma? Ali naquele Conserto e além. E isso é só 1. pense na biotecnologia que limpa água.

P.S: O texto acima foi enviado por Glerm em uma troca de emails comigo e com os outros participantes da mesa realizada no FISL. Os comentários vieram como retorno do meu pedido para relatar sua visão das discussões lá suscitadas.

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