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	<title>Comentários sobre: Reconstrução</title>
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	<description>Só mais um blog do Cultura Digital</description>
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		<title>Por: Ale Praça</title>
		<link>http://www.culturadigital.br/milpalavras/2009/07/23/reconstrucao/comment-page-1/#comment-2</link>
		<dc:creator>Ale Praça</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 23:43:39 +0000</pubDate>
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		<description>A discussão ética sobre manipulação de imagens em documentários não é nova. Chris Marker e Bill Viola são grandes mestres do assunto (muito antes das ferramentas digitais aparecerem). Indo mais para trás, Leni Riefenstahl fez isso como ninguém em Triumph of the Will - o nazismo convertido em cenas poéticas. Por sinal, nos primórdios do cinema se usava muito de reconstituições para mostrar fatos &quot;reais&quot; - e o público aceitava como tal. 
O dilema nesse caso está menos na técnica usada, e muito mais na transparência e honestidade do documentarista. O diretor tem um compromisso com a audiencia de dizer que o que se vê é real (a diferença entre um documentário e um filme de ficção). Portanto, a &quot;manipulação&quot; de imagens deve ser indicada e ficar clara para o público como parte desse contrato implicito. Quando isso é quebrado (e a história mostra que a verdade invariavelmente acaba vindo a tona) quem sofre as consequencias acaba sendo o próprio documentarista que tem o seu bem mais importante indo pro lixo: a credibilidade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A discussão ética sobre manipulação de imagens em documentários não é nova. Chris Marker e Bill Viola são grandes mestres do assunto (muito antes das ferramentas digitais aparecerem). Indo mais para trás, Leni Riefenstahl fez isso como ninguém em Triumph of the Will &#8211; o nazismo convertido em cenas poéticas. Por sinal, nos primórdios do cinema se usava muito de reconstituições para mostrar fatos &#8220;reais&#8221; &#8211; e o público aceitava como tal.<br />
O dilema nesse caso está menos na técnica usada, e muito mais na transparência e honestidade do documentarista. O diretor tem um compromisso com a audiencia de dizer que o que se vê é real (a diferença entre um documentário e um filme de ficção). Portanto, a &#8220;manipulação&#8221; de imagens deve ser indicada e ficar clara para o público como parte desse contrato implicito. Quando isso é quebrado (e a história mostra que a verdade invariavelmente acaba vindo a tona) quem sofre as consequencias acaba sendo o próprio documentarista que tem o seu bem mais importante indo pro lixo: a credibilidade.</p>
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