terça-feira, 29 de maio de 2012

Centro de Convergência de Novas Mídias

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O Centro de Convergência de Novas Mídias (CCNM) é um grupo de pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que atua também na extensão e ensino. O grupo foi selecionado no primeiro edital com o projeto  Rede de Inclusão e Letramento Digital – Rede.Lê, que já estava em andamento desde 2002 devido a uma parceria coma Secretaria Municipal de Educação de BH.

Em 2005 o grupo também aprovou o Pontão de Cultura da UFMG, cujo objetivo era o de criar ambientes virtuais “que auxiliassem os diversos grupos sociais a trocarem experiências entre si” (site CCNM). Sua área de atuação é ampla e por conjugar pesquisa e extensão o grupo destaca-se na produção de metodologias aplicadas. Atualmente, o CCNM é o Ponto representante de Minas Gerais na Comissão Nacional dos Pontos de Cultura. A seguir contamos um pouco do histórico do projeto e seus atuais trabalhos.
Quando a sede do projeto ainda era o Centro Cultural da UFMG o grupo foi procurado para colaborar no projeto das Bases de Apoio a Cultura (BACs), que reformulado tornou-se o Cultura Viva. O Centro de Cultural era referência na época, pois contava com um telecentro metareciclado, aberto ao público diverso do centro da cidade, abrigava projetos de dança afro e shows de artistas locais nas sextas a noite, além de ter um cineclube ativo com mostras semanais. Nesta época a Prof. Regina Helena era diretora do Centro Cultural da UFMG e por lá também começou a desenvolver a Rede de Inclusão e Letramento Digital – (Rede.Lê). Em 2003, firma-se a parceria com o Ministério das Comunicações, por meio do programa GESAC, para a instalação de 14 antenas, sendo nove em escolas da rede municipal de BH e o restante em outros projetos culturais de diversas áreas, como o Centro Cultural Tambolelê; o Conselho de Pais Criança Feliz, no Aglomerado da Serra; a comunidade dos Arturos, localizada em Contagem, a Escola Estadual Dona Francisca Josina, na região da Serra do Cipó; e a Associação do Patrimônio Histórico, Artístico e Ambiental de Belo Vale. A partir desta experiência o CCNM desenvolveu metodologias de letramento digital, que foram replicadas em outros projetos como a Caminhada Digital, ocorrido no Vale do Jequitinhonha em 2007 e 2008, e na alfabetização de jovens e adultos, em parceria com a Rede de Economia Solidária de BH. No primeiro edital do Programa Cultura Viva em 2004, são selecionados como Ponto de Cultura e integram a rede local que era composta por vinte projetos na época.
Em 2006, quando mudaram-se para o Edifício Central, por meio de uma parceria com a Rede de Economia Solidária da Prefeitura de Belo Horizonte e para o auditório da escola de engenharia, da Fundação Cristiano Otoni (FCO), todos também localizados próximo à Praça da Estação, no hipercentro de BH. O plano de trabalho do Pontão de Cultura do CCNM engloba a construção de um Centro Virtual de Memórias Compartilhadas (CVMC) juntamente aos grupos acima citados que receberam as antenas Gesac em 2003. Além disso o projeto também incorporou o projeto Gincana Cultural Digital, financiado pelo Programa de Extensão Universitária (ProExt Cultura). Atualmente, realizam com alguns Pontos de Cultura, como o Grupo NUC, pontos da Rede de Pontos Incubadora de Artes (da Fundação Municipal de Cultura) e grupos culturais a Gincana Contando Memórias que agregará os resultados das atividades propostas em um blogue.

Na área da pesquisa linha principal é a de culturas urbanas, englobando de memória e patrimônio à educação e tecnologia, comunicação mediada por computador, games e narrativas, entre outras. Destacamos a pesquisa que culminou no desenvolvimento do Jogo da Estrada Real, e a pesquisa sobre Tecnologia e educação: o uso do computador na sala de aula, em financiado pelo Fundo Regional para a Inovação Digital na América Latina e Caribe (FRIDA). Além destes o CCNM também colaborou com o projeto Interações Estéticas do Superficie.org intitulado Reações Visuais.O Grupo ainda tem parceria com o FórumDoc e agrega sua produção audiovisual na TVLê.

No momento, o laboratório do grupo, um estúdio livre local, está de mudança para o campus da UFMG, na sede da FUNDEP.


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