quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

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Clique da Vez

Morro da Urca, Rio de Janeiro, 15 de março de 2009.
A cidade continua maravilhosa.

clique


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Os 10 Maiores Guitarristas

Tá faltando ele!

Tá faltando ele!

A Revista Time publicou uma lista dos 10 maiores guitarristas de todos os tempos:

01) Jimi Hendrix
02) Slash
03) B. B. king
04) Keith Richards
05) Eric Clapton
06) Jimmy Page
07) Chuck Berry
08) Les Paul
09) Yngwie Malmsteen
10) Prince

Porém, Slash e Eric Clapton. Inverteram as posições?


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A Verdadeira Mosca na Sopa

Foto de um futuro não muito distante: os últimos leitores da "ditabranda"

Foto de um futuro não muito distante: os últimos leitores da "ditabranda"

Vinte anos não são dez mil anos, mas esses últimos vinte anos me deram uma profunda sensação de que se passaram milênios. Apesar de já ter quatorze anos de idade na época de sua morte, não consigo recordar com exatidão da figura de Raulzito por minhas próprias lembranças. Claro que tenho toda a imagem de sua personalidade lapidada em minha mente, porém foi algo adquirido com o passar do tempo, com o passar do conhecimento sobre o músico, com a construção da lenda. Realmente parecem-me que passaram dez mil anos.

A irreverência e a poesia galhofeira de Raul Seixas deixaram lacunas insubstituíveis, mas agora vem um “jornalão” (desses que as vendagens estão naufragando) de São Paulo resolver utilizá-las sem o mínimo de pudor (clique aqui para ver a peça). Estarrece o mais cínico dos hipócritas.

É de conhecimento do público em geral (acho eu) a participação de tal jornal no apoio a governos totalitários que ceifaram tantas vidas em um dos períodos mais degradantes da nossa história. Pois nesses vinte anos sem (mas com) Raul, também completaremos vinte anos da primeira eleição direta para Presidente da República após o regime militar. Regime esse chamado de “ditabranda” por essa “independente” publicação.

Raulzito não merecia desonrosa homenagem. Logo ele, preso e torturado pelo Dops (Departamento de Ordem Política e Social), tendo de se refugiar nos Estados Unidos. Estão querendo desconstruir nossos ídolos, estão tentando desconstruir nossa história. Pois é, quando acabar os malucos somos nós!

Por isso, em tempo de informações manipuladas e contra moscas de origem duvidosa, eu digo: “Toca Raul!” (clique aqui para ver a verdadeira).


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Foolish Thoughts

David Frota

David Frota

Poeta poliglota, David nos leva a refletir, em seus pensamentos (nada) tolos, sobre a obscura alma humana.

War, what is it all about?
Fight and die for gold and honor won’t bring you joy.
There’s so much more to will, don’t need to kill a boy.
Along with time, we believe that people change.
Anyway, human nature always looks for revenge.

In a killing field I will never live.
But what do we expect our homelands to give?
Bullets and bombs annihilating our hearts,
While disturbed brains are keeping us apart.

Our countries must share only one mind,
Leave all that bloodshed behind.
Before we lose one more brother, without any disease,
Let’s take care of the other, hunt for love and peace.

Do you think imagining will lead you somewhere?
‘Cause if the answer is just blowing in the wind,
Be sure that will always be war out there.


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Fique no Brasil

Depois de ler o artigo do analista de mercado, Marshall Auerback, “America’s Biggest Economic Problem?”, eu enviei ao meu “tio” (na verdade, esposo de minha tia) o link original da análise (http://www.counterpunch.org/auerback08112009.html), e recebi a resposta logo depois.

Meu “tio” é estadunidense e conheceu minha tia quando morou aqui no Brasil por um tempo. Ele já viajou meio mundo, morou no Panamá, etc., muitas vezes devido sua profissão de pesquisador (biólogo no ramo de aquacultura). Atualmente mora em uma pequena cidade do Alabama, chamada Auburn (cidade dos grandes medalhistas-nadadores brasileiros).

Note em sua resposta que ele pode ser considerado um pouco conservador, mas o achei bem esclarecido, mesmo quanto o assunto é Brasil.

Eis a resposta dele:

“Nando, Auerback has a good feel for the present U. S. economic recession. What he writes is true, my only doubt about the article is his prediction of the future magnitude of our economic problem. Interesting will be Obama’s abilty to pass healthcare reform, which I believe is badly needed, in the face of our present economic problems and formidable tax burden on future generations due to government spending. I suggest that you stay in Brazil. The Brazilian economy may soon be stronger than the U. S. economy. Uncle Len”

Tradução meia-boca:

“Nando, Auerback tem uma boa idéia sobre a atual recessão econômica dos EUA. O que ele escreve é verdade, minha única dúvida sobre seu artigo é a sua predição da grandeza futura do nosso problema econômico. Interessante será a habilidade de Obama para passar a reforma da saúde, o que considero absolutamente necessária, face aos nossos atuais problemas econômicos e uma formidável carga fiscal sobre as gerações futuras devido à despesa pública. Sugiro que você fique no Brasil. A economia brasileira poderá em breve ser mais forte do que a economia dos EUA. Tio Len.”

Palavras de um americano.


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Pré-Lançamento do CD “Canoa Quebrada, Esquina do Mundo”

Figura ilustre e um dos reveladores de Canoa nos anos 70 e 80, Pablito revela toda a poesia da fórmula “banquinho, voz e violão”.



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Subscriptio das Novíssimas Cantoras

Interpretação fulgurante de eternos clássicos mundiais.

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Poema em linha torta (ou disfunção geosocial)

(Original de 24 de maio de 2004)

Ao perceber a silhueta redonda do globo (eu não me enquadro)
Ao deparar com a vida redonda do povo (eu não me enquadro)
Ao participar da conversa redonda das mesas (eu não me enquadro)
Ao ouvir a réplica redonda das certezas (eu não me enquadro)

Ao duvidar da segurança reta da crença (eu não me curvo)
Ao afrontar a refutação reta da ciência (eu não me curvo)
Ao questionar o axioma reto analítico (eu não me curvo)
Ao criticar o conceito reto holístico (eu não me curvo)

Ao passear na calçada quadrada das praças (eu não circulo)
Ao seguir a cadência quadrada das massas (eu não circulo)
Ao sentar na cadeira quadrada dos veículos (eu não circulo)
Ao escutar o discurso quadrado dos políticos (eu não circulo)

Ao escapar dos braços largos do mercado (eu não me afino)
Ao analisar a estupidez larga do passado (eu não me afino)
Ao acompanhar os passos largos da evolução (eu não me afino)
Ao avaliar as rédeas largas da população (eu não me afino)

Réguas e esquadros da geometria inexata do cotidiano
Compassos desregulados desenham estranhos meridianos
Da teimosa convivência nesse curto espaço euclidiano
Por certas linhas tortas, a vida, sempre continuando


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Quão penar!

(Original de 12 de maio de 2004)

A duras penas, reflete a primeira vogal na tela do micro
Poderei eu, livrar-me da consternação desse eterno mito?
Nunca pensara que tal movimento pudesse me fatigar tanto
Transformando minha amoral alegria em um lânguido pranto

Considero todos os milênios passados e a evolução humana
Vou buscar na seleção natural as causas dessa ignorância
O homem, afinal, ainda não se adaptou ao prático teclado
Essa máquina não nos é útil, tenho que voltar ao passado

Seguro uma caneta simples, dessas que compramos na banca
Nem vermelha, nem azul, sinto que agora há uma esperança
Mas a tinta parece coagular igual a cicatriz na epiderme
As idéias teimam em não jorrar, percebo o quão sou verme

Não adianta querer me lograr com esferográficas modernas
O lápis irá impor um bom ritmo nessas minhas mãos lerdas
Aperto um afiado apontador contra essa frágil ferramenta
Mais fácil quebrar-lhe a ponta que agir essa mente lenta

Que estupidez não ter visto, a solução está na leve pena
Grandes romances e épicos, certamente me livro da algema
Dizem que até amoladas espadas foram derrotadas por ela!
Pena, castigo, punição, sofrimento, que desgostosa cela!

Observo, porém, quanto é inútil culpar pobres utensílios
Meu dano foi nascer em um país que não educa seus filhos
Todavia tolice lhes digo acusando uma latitude diferente
Porque essa angústia já afligiu poetas mais inteligentes

Qual empecilho que faz não brotar essa impávida vontade?
Qual cadeado liberta o coração desse cinto de castidade?
Lembrei-me de uma burlesca metáfora que nos funde a cuca
“A arte de escrever é igual rapadura, é doce mas é dura”


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Ode à Segunda-feira

(Original de 10 de maio de 2004)

Segunda-feira, numa trôpega manhã, acordo tranqüilamente morto
A batida, que no meu peito se ouvia sã, agora não mais a ouço
Levanto minha carcaça fria da cama, como ainda se fora corpo
O dia primeiro da longa semana será como qualquer outro

A ducha fria, antes muito fria, não me treme mais o dorso
A toalha felpuda pendurada na pia, não me aquece mais o rosto
A pasta de dente verde-limão, não sinto mais o gosto
Tal como o café, o leite, o pão, a manteiga e o ovo

Colegas de trabalho que para mim sorriam, respondo-lhes meio rouco
Engraçado, eles não percebiam meu cadáver decomposto
Sento-me igual a um senil corsário, me coloco um pouco torto
Concentro-me no serviço diário, me pareço tolo e tosco

No almoço, feijão, e arroz farto, nada me parece estar ensosso
Garfo, faca, colher, copo e prato, tudo ali bem posto
Toda a comida na mesa estaciona, depois que saíra do forno
Pois meu estômago não funciona, assim como meu intestino grosso

Na volta para minha “botoeira”, me contento com o retorno
Mas algo me causa estranheza, ao ver todo aquele povo
“Estarão vivos realmente?”, me pergunto com certo nojo
Segunda-feira, numa noite quente, adormeço um pouco mais morto!


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