domingo, 12 de fevereiro de 2012

Categoria » Syllaba

Foolish Thoughts

David Frota

David Frota

Poeta poliglota, David nos leva a refletir, em seus pensamentos (nada) tolos, sobre a obscura alma humana.

War, what is it all about?
Fight and die for gold and honor won’t bring you joy.
There’s so much more to will, don’t need to kill a boy.
Along with time, we believe that people change.
Anyway, human nature always looks for revenge.

In a killing field I will never live.
But what do we expect our homelands to give?
Bullets and bombs annihilating our hearts,
While disturbed brains are keeping us apart.

Our countries must share only one mind,
Leave all that bloodshed behind.
Before we lose one more brother, without any disease,
Let’s take care of the other, hunt for love and peace.

Do you think imagining will lead you somewhere?
‘Cause if the answer is just blowing in the wind,
Be sure that will always be war out there.


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Poema em linha torta (ou disfunção geosocial)

(Original de 24 de maio de 2004)

Ao perceber a silhueta redonda do globo (eu não me enquadro)
Ao deparar com a vida redonda do povo (eu não me enquadro)
Ao participar da conversa redonda das mesas (eu não me enquadro)
Ao ouvir a réplica redonda das certezas (eu não me enquadro)

Ao duvidar da segurança reta da crença (eu não me curvo)
Ao afrontar a refutação reta da ciência (eu não me curvo)
Ao questionar o axioma reto analítico (eu não me curvo)
Ao criticar o conceito reto holístico (eu não me curvo)

Ao passear na calçada quadrada das praças (eu não circulo)
Ao seguir a cadência quadrada das massas (eu não circulo)
Ao sentar na cadeira quadrada dos veículos (eu não circulo)
Ao escutar o discurso quadrado dos políticos (eu não circulo)

Ao escapar dos braços largos do mercado (eu não me afino)
Ao analisar a estupidez larga do passado (eu não me afino)
Ao acompanhar os passos largos da evolução (eu não me afino)
Ao avaliar as rédeas largas da população (eu não me afino)

Réguas e esquadros da geometria inexata do cotidiano
Compassos desregulados desenham estranhos meridianos
Da teimosa convivência nesse curto espaço euclidiano
Por certas linhas tortas, a vida, sempre continuando


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Quão penar!

(Original de 12 de maio de 2004)

A duras penas, reflete a primeira vogal na tela do micro
Poderei eu, livrar-me da consternação desse eterno mito?
Nunca pensara que tal movimento pudesse me fatigar tanto
Transformando minha amoral alegria em um lânguido pranto

Considero todos os milênios passados e a evolução humana
Vou buscar na seleção natural as causas dessa ignorância
O homem, afinal, ainda não se adaptou ao prático teclado
Essa máquina não nos é útil, tenho que voltar ao passado

Seguro uma caneta simples, dessas que compramos na banca
Nem vermelha, nem azul, sinto que agora há uma esperança
Mas a tinta parece coagular igual a cicatriz na epiderme
As idéias teimam em não jorrar, percebo o quão sou verme

Não adianta querer me lograr com esferográficas modernas
O lápis irá impor um bom ritmo nessas minhas mãos lerdas
Aperto um afiado apontador contra essa frágil ferramenta
Mais fácil quebrar-lhe a ponta que agir essa mente lenta

Que estupidez não ter visto, a solução está na leve pena
Grandes romances e épicos, certamente me livro da algema
Dizem que até amoladas espadas foram derrotadas por ela!
Pena, castigo, punição, sofrimento, que desgostosa cela!

Observo, porém, quanto é inútil culpar pobres utensílios
Meu dano foi nascer em um país que não educa seus filhos
Todavia tolice lhes digo acusando uma latitude diferente
Porque essa angústia já afligiu poetas mais inteligentes

Qual empecilho que faz não brotar essa impávida vontade?
Qual cadeado liberta o coração desse cinto de castidade?
Lembrei-me de uma burlesca metáfora que nos funde a cuca
“A arte de escrever é igual rapadura, é doce mas é dura”


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Ode à Segunda-feira

(Original de 10 de maio de 2004)

Segunda-feira, numa trôpega manhã, acordo tranqüilamente morto
A batida, que no meu peito se ouvia sã, agora não mais a ouço
Levanto minha carcaça fria da cama, como ainda se fora corpo
O dia primeiro da longa semana será como qualquer outro

A ducha fria, antes muito fria, não me treme mais o dorso
A toalha felpuda pendurada na pia, não me aquece mais o rosto
A pasta de dente verde-limão, não sinto mais o gosto
Tal como o café, o leite, o pão, a manteiga e o ovo

Colegas de trabalho que para mim sorriam, respondo-lhes meio rouco
Engraçado, eles não percebiam meu cadáver decomposto
Sento-me igual a um senil corsário, me coloco um pouco torto
Concentro-me no serviço diário, me pareço tolo e tosco

No almoço, feijão, e arroz farto, nada me parece estar ensosso
Garfo, faca, colher, copo e prato, tudo ali bem posto
Toda a comida na mesa estaciona, depois que saíra do forno
Pois meu estômago não funciona, assim como meu intestino grosso

Na volta para minha “botoeira”, me contento com o retorno
Mas algo me causa estranheza, ao ver todo aquele povo
“Estarão vivos realmente?”, me pergunto com certo nojo
Segunda-feira, numa noite quente, adormeço um pouco mais morto!


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In Your Mind

(Original de Junho de 1996)

I could tell you about the world
I could tell you about the love
I could tell you the price you pay
I could tell you what I say

I could tell you about everything, but you’d be surprised
Because all answers are just inside, inside in your mind

I could tell you about the sky
I could tell you about the life
I could tell you, the whole day
I could tell you what I say

I could tell you about everything, but you’d be surprised
You need nothing else if you quite trust in your mind

I could tell you about revolution
I could tell you about evolution
I could tell you about a better way
I could tell you what I say

I could tell you about everything, but you’d be surprised
And if you don’t wanna be all right, well, I don’t mind


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Just To Love You

(Original de Junho de 1996)

All my life I got used to do
Anything just to please you
Anyway, I’ll love you

Every night when I was in bed
All my minds made me very sad
Anyway, I’ll love you

Just to love you
Just to love you
I will live
Just to love you

I’ve never been like this before
I always would you more and more
Anyway, I’ll love you

Now I see love was in vain
But my heart can’t stand the pain
Anyway, I’ll love you

Just to love you
Just to love you
I will live
Just to love you


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