sábado, 26 de maio de 2012

FRENTE PELA CULTURA CATARINENSE

A Frente é uma articulação totalmente feita na sociedade civil entre os produtores culturais de Santa Catarina com forte atuação pela internet (todas ações são mobilizadas pela lista de debates frentedaculturasc@yahoogrupos.com.br).

Seu início, segundo o produtor cultural Rafael Pereira Oliveira em mensagem enviada na própria lista de e-mails “aconteceu em 1998, quando um grupo de artistas de teatro de Florianópolis vinha promovendo encontros periódicos para discutir o teatro na cidade e no Estado. Esse grupo passou a fazer encontros mais abrangentes, reunindo, durante os Festivais Isnard Azevedo, grupos teatrais de outras cidades, o que acabou por delinear-se como Fórum Permanente de Teatro. Em paralelo, vinha acontecendo na cidade, uma série de reuniões capitaneadas pelo Zeca Pires e a galera do cinema, que culminaram com a criação da Lei Estadual de Cultura.”

Em 2000, às vésperas das eleições municipais,  foi criado o “Fórum de Artistas, Técnicos e Produtores Culturais de Florianópolis” (vulgo Fórum Floripa), agregando pessoas e instituições que estavam envolvidas com as áreas de teatro, dança, música, letras, cinema, vídeo, artes plásticas e atividades artísticas populares. O “Fórum Floripa”  manteve por um bom tempo uma agenda de encontros que tinham como objetivo debater questões prementes ou mesmo ser um ponto de contato estre os diversos agentes. Mais tarde, veio a somar-se ao Fórum, um grupo de intelectuais que realizava uma série de encontros temáticos chamados “Conversas Culturais” que, em 2005 realizaram uma grande manifestação para as alterações na lei que cria o novo sistema de financiamento em Santa Catarina, esta mobilização transformou o Fórum Floripa na Frente em Defesa da Cultura Catarinense.


SEGURANÇA E COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA

A Rede Abraço, o Pontão de Cultura Digital Minuano, a Cooperativa de Gás realiizam articulação de formação para agentes sociais de bairros populares da zona noroeste em Porto Alegre e integrantes do projetos parceiros. A formação inclui curso de comunicação onde ocorrem oficinas de jornalismo comunitário e linguagem radiofônica produzindo materiais para mobilização e estratégia de cobertura para Conferência Municipal de Segurança.


REDE ABRAÇO

A REDE ABRAÇO de rádios é uma proposta democratizante, socializante e descentralizada de comunicação popular, que tem por objetivo dar visibilidade ao protagonismo hoje existente dentro das emissoras comunitárias por parte dos excluídos da grande mídia, bem como ampliar a atuação das próprias rádios dentro e fora da comunidade. A proposta é permitir a integração entre o movimento popular, social, sindical e cultural e o movimento das rádios comunitárias, formando uma rede popular de comunicação de amplitude estadual.


REDE SOCIAL TRABALHO CULTURA E SAÚDE – Vidas Paralelas

Criado em 2007 a partir do Projeto Vidas Paralelas, a rede, formada por Pontões e Pontos de Cultura para promover e fomentar ações que utilizem as diversas linguagens culturais para potencializar e democratizar o acesso às políticas de saúde em benefício da população,ampliando e qualificando os processos de promoção da saúde por meio de atividade culturais e a partir da construção simbólica. Videoconferências e oficinas de fotografia e vídeo são usadas para promover a formação através da tecnologia, além de debates e discussões sobre saúde,m trabalho e cultura.


PONTOS DE SAÚDE GHC

A Rede de Pontos de Cultura na área da Saúde, que iniciou sua atuação em 2009, tem como foco ações culturais que envolvam a promoção da saúde e o intercâmbio entre o fazer cultural. Alguns desses pontos tem oficina de audiovisual que além de fazer o registro dos trabalhos do Ponto, tem um programa de formação de comunicadores visuais. É estimulada a participação especialmente entre os usuários do Grupo Hospitalar Conceição, mas todos os moradores da cidade podem participar, sejam adolescentes, adultos ou idosos, promovendo as trocas entre os mais diversos olhares sociais sobre a saúde.


REDE PARANAVEGAR — PR

O objetivo geral deste programa é disponibilizar computadores com acesso à internet e correio eletrônico a toda a população do Paraná, e formar os “Agentes Locais de Inclusão Digital”, pessoas da própria comunidade que tenham interesse e capacidade de articulação com o seu meio. Completamente identificado com o Projeto Software Livre Paraná, o Programa de inclusão digital é baseado em padrões que garantam acesso universal e simplifiquem a utilização de equipamentos e programas. São consideradas prioritárias para as ações deste Programa as cidades de menor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) do Paraná. Assim como a Rede Beija-Flor e a Rede Vida de Telecentros, A Rede Paranavegar é fomentada pelos governos estaduais, mas quando as comunidades tem condições de gestionar os Telecentros, as estruturas e equipamentos são doados.


REDE VIDA TELECENTROS — RS

A criação de Telecentros identifica-se com as discussões efetuadas no Fórum de Desenvolvimento da Informática Gaúcha, o qual vem elaborando desde 1999 uma estratégia que tem na democratização da informação um dos seus pilares. Neste sentido, foram concebidos os projetos Via Pública (PROCERGS), constituído de pontos de acesso gratuito à Internet, e o Espaço Virtual-Portal (PROCERGS), quiosque de informação ao cidadão dentro das Universidades. Concomitante, a Secretaria de Estado da Cultura, através da Coordenação do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, em parceria com a PROCERGS, implantou, em 2000, pontos de acesso público à internet na Biblioteca Romano Reif (Porto Alegre – Vila IAPI), Centro Vida Humanístico (Porto Alegre – Eixo Baltazar) e na Biblioteca Pública de Caxias do Sul (Caxias do Sul – RS). Tendo em vista a enorme gama de aplicações que se abre para este projeto, identificamos a necessidade de articulação entre os vários órgãos governamentais e não-governamentais – Secretarias de Estado, agências de fomento, empresas governamentais, Universidades, iniciativa privada e terceiro setor. Assim, constituiu-se o Grupo de Trabalho Telecentros RS, sob a coordenação da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado, que tem por objetivo impulsionar os vários projetos de Telecentros no Rio Grande do Sul.


REDE BEIJA FLOR – TELECENTRO – SC

A Rede Beija-Flor atua fortemente em comunidades rurais e pesqueiras de Santa Catarina. Mais do que os recursos tecnológicos implantados nos telecentros há o fomento de atividades pedagógicas, cujo objetivo é permitir o exercício da cidadania. Nesse sentido, este programa governamental busca nos parceiros apoio para o desenvolvimento de ações visando responder às demandas das comunidades atendidas. São distribuídos materiais educativos e realizados encontros presenciais de formação, além do acompanhamento via internet. A Rede Beija Flor e o Programa GESAC, através dos implementadores do Sul desenvolveram parceria em 2008, realizando uma série de atividade de formação, que incluíram no programa a formação técnica e também a discussão sobre as possibilidades de acesso das TICs e a questão do


SEMENTES CRIOULAS

Tem na sua constituição Associações Comunitárias de Produtores, Cooperativas, Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA, Movimento dos Sem Terra – MST, Central das Cooperativas de Assentamento , Centros de Tecnologias Alternativas Populares que se organizam nos estados da região Sul e em outros do Brasil. O domínio sobre as sementes de interesse da agricultura familiar é a principal prioridade da rede, em defesa da liberdade de produção e biodiversidade. Acontecem encontros, discussões e feiras sobre as melhores formas de disseminação dessas sementes entre os trabalhadores rurais. A ASL criou em conjunto com demais entidades governamentais e não governamentais o Banco de Sementes Livres com o objetivo de articular os diversos setores em prol da agricultura familiar sustentável.


REDE REGIONAL DOS PONTOS DE CULTURA

A rede surgiu para articular os pontos na formação colaborativa sob a perspectiva da Economia Solidária, pensando a longevidade e sustentabilidade da intervenção cultural. No entanto, ainda é preciso garantir a compreensão da cultura como um direito humano e bem inalienável. Para tanto, é preciso superar as barreiras burocráticas sem que percamos o financiamento público, gestão pública e controle social. a rede fortalece a ação cultural dos pontos, possibilita a integração de seus membro e a complementação dos saberes através das trocas contínuas.