Menos

janeiro 20th, 2015 by Sergio Costa de Magalhães Santeiro

Mais
Desconhecem quem está a seu lado
Pouco se me dá se sou um cão ou um leão
Qualquer um ou um qualquer
Admiro o velho e o novo
Há 10 anos atrás o mundo sabia que eu batia um bolão
Hoje nem bolinha
É preferível a desavença aberta que a dissimulada
Mal não fez mal não faz
Não se tranca a porta ao futuro nem que ele já seja passado
6 empreiteiras faturam o país 5 famílias faturam a imprensa e a isto se chama democracia
Eu acho bonitinho cuidar das calcinhas da casa
Dou-me ao luxo de não fazer o que preciso fazer
Se ela escovou os dentes é porque ela foi namorar
A culpa não é minha
O mundo é engraçado constrói-se à base de massacres e reclama se alguém revida
Gostei muito eu galo na galinha do terreiro
Tenho prazer em dar prazer
Toda vez que você olha pra mim eu sinto como um beliscão
O teu corpo amatronado é meu sonho de consumo
Corrupção é a alma do negócio capitalista
A serpente de duas cabeças uma morde a outra afaga nunca perde
Muitas coisas feitas outras por fazer nenhuma a ser desfeita
Não se consegue viver no agora com a gnose de outrora
O da agricultura é como um boi de piranha
Por uma reforma radical do ensino: é só ensinar a jogar xadrez
Os governos dinheiro as mídias mentiras por que não emitir opiniões?
Lucidez é tudo que se precisa cartilha é tudo que é besteira
Quem tumultua é lacaio do imperialismo
Quem muito fala pouco faz
Sempre há questões de difícil solução
Confio em quem votei
Acham que se revoga o capitalismo por decreto?
Governos não podem ser revolucionários
Com o tempo as mulheres vão ficando diferentes
E os homens não? Não reparo neles
O nosso é um país existencialmente mestiço
Quem se considera de esquerda comece a pensar nas eleições municipais em 16 para não eleger a direita
Eu queria ser clássico
Mas não sou.

Brados

janeiro 13th, 2015 by Sergio Costa de Magalhães Santeiro

Não adianta querer mais do que se pode
Democracia é uma coisa muito simples é voto
Pé de asfalto não sabe pisar no mato
Bastava-me uma cabocla para me ordenhar de quando em vez
Vai ter que rebolar
Ninguém me autorizou sou folgado mesmo
Prefiro os retornos da pública que os da privada
Se a receita é boa não exagera no sal
Mais emprego mais salário e que se dane a recessão
Amatronada ocupa mais da metade da cama
Envelhecer é um bem triste é morrer cedo
Tudo que eu preciso é de uma negona que já prometeu que só quer esquentar o bule do café
O problema do jacto é que ele jacta-se
Vem dar pra mim
A poesia até calada fala
Num dá trela que urubu magro não pode com cavalo gordo
Pra quem há muito rala ralar não tira pedaço
Nem toda justiça é justa
O país quer voltar ao pré-industrialismo?
Indispensável a governabilidade é difícil
Fosse o bode que a mídia pinta ninguém ia brigar pelo poder
Nem manhoso nem caprichoso ambíguo
Demarco a vida na medida do meu alcance
A vida não tem segredo é só você se fazer presente
Não sou afetado
O Brasil é uma monarquia é cheio de princesas
E não é pra nada não é só pra ser
Vendeu ação e comprou dólar amanhã vende dólar e compra ação
O que pra mim faz diferença pra você não faz
É difícil chamar a si as forças do universo
Os deuses são uma invenção do homem para acreditar no inacreditável
Depois de idas e vindas chega uma hora em que é só contigo mesmo
Nomear o inimigo é fazer-lhe propaganda
Por ser humano às vezes a gente erra
O governo audiovisual inverte o bolsa família favorece os mais favorecidos
É circular as palavras
Pirâmides não servem ao povo é preciso municipalizar o país
Mais que menos e menos que mais
Quando chegar avisa
Faz! Desfaz! Refaz!

Informes

dezembro 31st, 2014 by Sergio Costa de Magalhães Santeiro

O problema nem é o juro é o que se abjura

Convivi com os grandes sujeitos da minha época e sou um deles

Eu sei de onde vocês vieram esgueirando-se no caminho aberto por nossos filmes e nossa luta política

Renasçam

Os festivais da canção equivalem-se aos nossos de cinema nos anos 60

Fomos massacrados porque somos inconformes

E agora vem vocês meninos perdidos servindo o imperialismo que ocupa nossas telas

E agora são vocês que querem massacrar-nos

Cresçam e apareçam bedéis servis da burguesia financeira

Escrevereis nas vossas tumbas eu traí meus companheiros

Sobrevivemos vereis veremos

Viver é lindo patrulhar o próximo é feio

Beijo os pés de quem me antecedeu façam o mesmo

Vocês não sabem do que estão falando vocês não sabem o que estão matando

A saída é para a frente

Sujeito é quem se sujeita a nenhum sujeito

Para haver manifestação tem que haver unidade de proposta

Quem nada tem a perder pode botar tudo a perder

Os incluídos não querem incluir os excluídos

Quem determina o mérito é o mané do guichê

O problema é que tem muita gente querendo e outra gente não querendo

Não se dança à beira de fogueira

Sinto saudade de quando quase esquartejava a gata

Contra o ôba ôba e pelo obá obá

Pra minha tristeza descubro que não tenho mais energia pra comer o mundo

Pra que nos entendam é preciso aumentar paulatinamente a taxa de absurdo

A partir de domingo é que se espera a segunda feira

Vacilo porque os governos vacilam

O trabalhismo econômico é de direita o trabalhismo social é de esquerda

Para eles o cinema é só uma ilusão para nós é uma sombra da verdade

O bom é o que ela dá sem precisar pedir

Às vezes filme ruim é bom e filme bom é ruim

Não entrego a mão para salvar o pé

Minhas mulheres são compreensivas sabem que não adianta insistir

Sou filho da natureza ela não pode me fazer mal

Só não lava dinheiro quem não tem

Pra que serve os bancos?

A obra realizada tem suas vantagens um dia pinta

Se ficar parado o cão mija no teu pé

Só se for na minha

Reformas

dezembro 23rd, 2014 by Sergio Costa de Magalhães Santeiro

Aos 70 de idade 50 de cinema e 40 de universidade é sinal de nada mal
Onde lê-se não leia-se sim
É-de-tais e fest-e-vais é tudo a mesma choldra
É difícil lidar com essa gente mais nova eles não têm paciência
Pés-quisas se pelo menos fossem com as mãos
Se os interessados não se interessarem a roda não roda
Como você tem que ser fresca tenho eu que ser tempero
O fundamentalismo é uma resposta dos oprimidos à opressão
Educação não é plantar sementes é ver desabrochar as flores
A semente foi plantada pelo pai na mãe o resto é descendência
Se alguém estiver despirocado não diga isso pra ele
O que for seria
O que foi já era
Gosto de bolo não de bala
Eu te entendo mas dá pra você me entender também
Um sorriso desgarrado é melhor que um esgar
E eu achando que você estava dando mole
Mais um a ser literalmente carcomido
O problema é conformar-se de caber em cotas
Faz como? Compra feito
Curtas estrangeiros só com um clip brasileiro antes
Dinheiro brasileiro para estrangeiro só depois que o último dos nossos se fartá de mungunzá
Se for desistir recicla
Cogitar não mata
Se acertar é porque dei sorte
Cada um deve votar no que acredita
Não passo roupa passo é ferro na boneca
Um tanto de fetichismo não faz mal a ninguém
Colegas não deviam julgar o trabalho de colegas e trabalho não se julga respeita-se
Se digo sim é porque não digo não
Se esticar rebenta
Não joga lenha se não quiser incêndio
Depois do resultado não adianta alvoroço
O valor do ingresso devia ser igual a um coca-cola
Perca mas não se perca
Assim como não há povo há povos não há público há públicos
Não acirra alivia
Apoios ninguém recusa
As novas gerações são tímidas ante o poder na minha época não era assim
Não sopra a brasa.

Orações

dezembro 16th, 2014 by Sergio Costa de Magalhães Santeiro

Melhor é quando eu aproveito

Tem que ser que nem barro que se molda

A mulherada usa tarja só para esconder o que tem de melhor

São as palavras que se contradizem

Não adianta ficar de olho na merenda do colega

É a precariedade que me faz feliz

Um ser acompanhado não é um desacompanhado

O que falamos é parte do que esquecemos

É o tal com o qual

Os mais novos devem precedência aos mais velhos

Tanta produção pra como sempre pífio resultado

Tô na campana dos próximos pra cultura

O capitalismo não dá nó sem prego

Brasileiros só podem aspirar a um pedaço do ar que respiram

No mundo de zebedeu cada um defende o seu

Bebi à tarde e aí não deu pra sair de casa

O que é socialmente criado não pode ser individualmente apropriado

As palavras não querem dizer quem quer é quem as usa

Não deixe que a cobra chegue perto

Quem não fez não fará

Sem contradição não há fogo

Nem tudo que se repete enjoa

Como se carrega a arma eu boto um maço na cartucheira

Alguém já imaginou um banco falido na presidência de uma república?

Ter e professar idéias

A vida universitária é só mais uma passagem em que a gente firma pé em alguma direção

Vê se não esquece a vassoura

Ninguém sabe de nada quanto mais de tudo

Traição não é conversa de casal

Abaixo o imperialismo: se o petróleo é nosso por que a cultura não é?

Cultura se acha na esquina nem precisa cavar brota

As meninas são inocentes ao atrair o desejo dos homens?

Só me mexo se me mexem

A religião o capital e o trabalho

Pés-quisas servem nem pra vender sabonete

Nada como uma boa noite

Talvez fosse o que eu queria

Não sei o que é melhor a simetria ou a assimetria

Além dos representantes as eleições indicam os desejos do país

Quem hoje não foi amanhã pode ser.

Cacos

dezembro 9th, 2014 by Sergio Costa de Magalhães Santeiro

O diabo é o pensamento único
Não pára não pára não
Se eu te pedir o um me dás os dois e se pedir os dois me dás os três
Já fui a quase tudo hoje vou a quase nada
Gosto de ganhar presentes
Quando você casar eu pinto a casa de dourado
Se eu disser que não fui eu alguém há de acreditar
O que eu quero não tem a menor consistência
Era bom pensar que não é hora de brincar mas se quiser
Pés-quisa serve pra nada a não ser engordar marqueteiro
O acaso não é poder
Negócio é lucro
Por que o cinema não é como o futebol e a música no seio do público
Dá-me o licor que em ti carregas e eu te darei o meu
Sou pela paridade a cada um nosso no mercado deles um deles no mercado nosso
Quando e quanto quiseres
Às vezes como demais bebo demais e durmo
Olhou-me como se quisesse comê-la
Se na bola não pisar vida mansa vou levar
Por algum motivo ou por motivo algum eu posso não fazer
Perguntar nem sempre é fácil responder nem sempre é difícil
Não vote em cobra vote e cobre
Aproveita que o pessoal está em campanha
Pouco se me dá com quem desfrutes tua praia
A humanidade pode não descender de um único casal
Como saber pra quem escrevo se não sei quem vai me ler
Cada estado podia ser um país
Mais rápido não dá
É preciso às vezes evitar a complexidade
Pareces um peixe no anzol
Melhor lenda viva que lenda morta
Não assedio prefiro ser assediado
Isto é o que me diverte
Sem malabarismos: é o capital contra o trabalho
O barato é a busca da beleza
Vivo de glórias como as que me concedes
É a perversão do capital frente à construção do trabalho
Por que a esquerda não se une e bota o imperialismo e seus asseclas pra correr
Unir é melhor que desunir
Somar pode subtrair não pode.

Tugúrios

dezembro 2nd, 2014 by Sergio Costa de Magalhães Santeiro

De como palinha virou palhinha
Eu não estou parado
Sou fã a melhor coisa do mundo é o futuro
Não gosto de homem
Por piores que sejam mulheres sempre cabem no meu barato
Você é muito delicada mandou-me chocolate aos pedacinhos
Eu ganho muita coisa só não ganho teu carinho
Só se aprende com experiência própria
Jura que tu pensa assim
O amor é de alguma forma bestial
Não se pode ser simples tem-se que ser múltiplo
Quanto mais se tem mais se quer
A paranóia do capitalismo que é o consumo a qualquer preço é ruim
Chapado tem que ter uma noção absoluta de destino
Se me distraio na rua posso errar a esquina
Antes de ser julgado pelos outros o teu comportamento te permite julgar a ti mesmo
O que terá se passado na cabeça do meu pai ao me ver tantas vezes prostrado pela vida
Prefiro comer em casa
A gente absorve e expele
Atirei o pau na gata mas a gata não correu quem ouviu admirou-se do berro que a gata deu
Galinha não o que posso é ser galo
Mais que tudo a poesia é fruto da imaginação
A quem isto serve a mim de desabafo
O que a mídia diz não se escreve e o que escreve não se diz
Cheguei a propor para a Constituinte: – É proibido o uso comercial de palavras estrangeiras
Essas pés-quisas não servem nem pra vender sabonete
O negócio é sair sem correr
Boa é a que se dá uma molhada ela fica viçosa
Nessa estrada eu já voltei
Si num juntá vai sobrá
Querer eu quero mas não pode
É melhor ignorar
Só acredito no mínimo
Gostei da precocidade mas aí descobri que tens um quadril de adulta
Sexo nem devia ser nomeado
Não sou de reclamar ausências
Você prefere assim firo
Não sei como encerrar meus 40 anos de vida letiva
E não se olhe pra trás
Assim escrevo.

Dissabores

novembro 25th, 2014 by Sergio Costa de Magalhães Santeiro

E despejam sobre nós o cúmulo de suas experiências
Como a barbaridade jurídica de um Pedro Aleixo ao proclamar o golpe de 64 como uma”contra-revolução de caráter preventivo”
E em nossos dias o “domínio do fato”que o Supremo entubou
Adoro cuidar de casa sem excessos como faxina
Não sou exemplo a não ser pelo fato de ser um cidadão comum
De quase perfeito fui promovido a melhor padrasto do mundo
Não preciso de poder preciso de potência
A esta altura da evolução humana é perfeitamente possível garantir 4 boas refeições a cada habitante do planeta
Se dá flores imagino que dê frutos
Pra ninguém nem pra mim sou exemplo
O meu é um puro sentimento de desejo e esquecimento
Cuspir fora o caroço
Pra massacrar o país com soja de exportação eles se mexem
Ou a eucaliptose bicho inútil
Não estou banalizando nem fazendo drama mas reconheço que tenho traços esquizóides
Sempre tive medo de perder-me em mim mesmo
Apesar do empenho de alguns companheiros os governos subestimam o poder das artes
O episódio do Gasômetro e o do Riocentro são coisa do pior terrorismo de Estado
Quem é esperto não joga
Friagem faz mal a velho
Não morrerei de miséria nem eu nem ela
Acho que o sol imprime um senso de vida nos alimentos
O problema é que ainda hoje os idiotas estão na primeira revolução industrial que é o vapor ou foi o tear
Quem está na chuva periga se gripar
E revogue-se a AP 470
O que há de intenção no que eu quero
Na minha época ouvia-se voz nas ruas
O problema de mulher é que só com uma já se está em minoria
Qualquer candidato promete o que vai fazer sem ver-se o que já fez
Se quiseres discutir o capitalismo predatório terás que fazê-lo no Congresso
Riofilme? Não sei se rio não sei se filmo
Gosto de pornografia não gosto de pornografia
Os primeiros também guerreavam entre si
Você pensou que eu não conseguiria
Com ela eu faço tudo
Com você não faço nada
Antes eu ouvia tenho idade para ser sua mãe agora eu digo tenho idade para ser seu avô
Eu não sou bonzinho
Há sempre algum intruso em nossas vidas
É minha culpa se querem usar meu corpo para seu próprio gozo

Sabores

novembro 18th, 2014 by Sergio Costa de Magalhães Santeiro

Vivemos numa ditadura burguesa
Se o Rio Grande do Sul ou São Paulo quiser agregar-se ao Uruguai o que é que o resto do país tem com isso?
Trabalho tem que ser pago à vista em moeda corrente que é a que paga o pão na padaria
Me faz gozar
Mais vale um rei deposto que um rei morto
É pra servir ao público e não servir-se dele
Como diz o nome a média ponderada é a mais equilibrada
Embucetado errou a curva
Sou o que sempre quis ser
Só se sente a falta quando falta
Quero ver você gargalhar na minha boca
O problema não é ter dinheiro é saber dispensá-lo
Descacetado errou o alvo
Por um lado acho que tens razão por outro acho que não
Casa é onde a gente sente cheiro de comida
Jovens demais pra tanta presunção e velhos demais pra tanta arrogância
Se tudo der certo sim se não não
Só fiz porque muito insistiu
Tentei evitar ela não deixou e me puxou por baixo
Como dizia-me meu pai faz só uma coisa por dia senão você fica nervoso e acaba não fazendo nada
Eu dou pra você
Tu é boa de cozinha?
É sinal de bom gosto
Não adianta olhar pra trás
O barato que nos ensinam os índios é que ninguém precisa de civilização para viver
Se não acabar com a mercantilização não adianta ter eleição os ricos levam
Um espírito inquieto não se aquieta
Pena que o espaço que abrimos para o audiovisual brasileiro tenha se tornado em mera festa de medalhas
Falta tino sobra ganância
Insistimos na intervenção do poder publico por nós eleito para garantir que nossos filmes cheguem ao nosso mercado para dialogarmos com os públicos e crescermos juntos
O poder público esbanja nossos recursos
E não impede o vandalismo imperialista nas telas telinhas e telões
Não é possível que se queira espremer os 150 filmes deste ano em apenas 5% de nosso mercado porque os 95% são monopolizados pelos estrangeiros
E também em todos os outros espaços como as tevês abertas ou fechadas privadas ou públicas todas são concessões publicas e nelas predomina o controle estrangeiro sobre nossos modos de vida
Somos formados desde o berço por essa invasão de imagens chulas e agressivas impondo um clima de violência que favorece a indústria armamentista norte-americana que a financia
O que esperar dos novos governos que se avizinham
Que deem um basta
Primeiro os de casa os seus eleitores e depois se sobrar o resto
Os caras tem a petulância de entrar na tua casa comer a tua comida e ainda mandar a conta
É ou não é?

Disfarces

novembro 11th, 2014 by Sergio Costa de Magalhães Santeiro

A esta altura da vida não tenho mais tempo para maiores complexidades
Não vou fazer das minhas as suas causas
Nem pobre nem rico remediado
Nem vou te contar sabe o cara não digo o nome vai que você conhece
Então vocês decidiram que eu sou um criminoso
Olharam uns papéis que nem seu avô sabia
E concluíram que sou um mal para a sociedade
Trancafiar-me em grades privar-me do convívio social
O tempo que foi necessário para se desfazer a intriga?
Aliás por que prisões
Salvo em casos de violência física a ninguém se deveria atribuir tal destino
Prisões são coisas medievais
Nem pra isso serve a tal da tecnologia?
Podem patrulhar-nos a todos sem que sequer notemos
A malfeitos deve-se dar alguma contenção nem tanto nem tão pouco
E o que o homem de bem o cidadão comum tem a ver com isso
Um homem de bem sente-se bem onde está bem
Conviver com conflitos sociais faz mal à cabeça aos pés e mãos
Na manhã de um belo dia tem-se que correr na ventania
Fez loucuras comigo e perdi o endereço
Inútil essa gente é inútil
Rima com fútil e outras coisas mais
Não adianta querer viver além do essencial
Sou culto inteligente delicado e grosseiro
Tão importante quanto saber entrar é saber sair
O pequeno comércio às centenas nos bairros aos milhares nas cidades
E a extraordinária capacidade do brasileiro em descolar uns trocados
O que é injusto não se justifica
O que é jovem precisa superar o que não é
O interesse da nação acontece nas urnas
Felizmente o brasileiro é crédulo
Não nos encanta a barbárie
Mas como enfrentá-la e derrotá-la
Meu negócio é viver o dia a dia não tenho validade para o futuro
É coisa de gente mal comida
Gastei umas boas gatas hoje gasto mais não
Infelizmente este talento eu perdi
Você é tão tão que a minha intuição é te tratar como homem
Sou nada só sou mais velho
Exigências não se discute exigências cumpre-se.