Um bebê

Um bebê.

Quantos bebês nascem a cada segundo no mundo?  Não sei o que fazer com a humanidade vivente. Tá tudo dominado. É preciso que a humanidade assuma plenamente a plena sobrevivência de cada bebê. Yes we can.

 Não sei como resolver os conflitos e confrontos históricos entre etnias, povos, culturas, e poderes. O xeque mate do que chamamos civilização está posto. Quem triunfa? Quem explode a bomba?  A humanidade é também, ou devia ser, o grande e maior sucesso da criação como quer que ela tenha ocorrido.

 Seja uma explosão, seja um gás, a vida como a conhecemos, como nos conhecemos, existe, e é ela que vivemos a cada dia. Não vão querer que eu enumere a barbárie das sociedades civilizadas que se acham e exercem-se como donas do mundo. 

 Prefiro pensar nos nascituros. Cada um de nós quando nascemos somos um ser novo. Não somos, afora os atavismos genéticos, não temos nada que ver com os compromissos históricos que apartam o universo.

 Era preciso um acordo planetário de não transferirmos aos nascituros esse carma de ódio, de confronto e de extermínio que a todos nós contamina.. Cada nascituro, e quantos são na humanidade, tem o condão da vida nova, a que não deve reproduzir o de antes mas tem que inventar o amanhã.

 Nós os viventes somos os bebês que bem ou mal sobreviveram à fome, à peste, à guerra. Somos gestados e nascidos do mesmo modo, logo, logo, passamos a depender e a ser moldados por nossas condições de vida,  primeiro herdadas e depois construídas por nós mesmos.

 A tal ponto chegamos que, apesar de termos até o momento garantido a nossa própria sobrevivência pouco ou nada podermos fazer para garantir a sobrevivência da espécie. Por que temos que assistir pixotes toda a vida?

 O mal da humanidade é o descaso pela vida. Sobrepujamos a do próximo para garantir a nossa e depois deixamo-nos quedos a contemplar o desastre.  Se pensarmos, ficaremos aterrados pelas estatísticas, números inúmeros de vida morta. Se não pensamos , que diabo de natureza nos distingue do resto material do mundo.

 Assim como especulamos sobre a vida fora da Terra por que não batalharmos pela vida aqui embaixo, certamente muito mais poderíamos fazer.  Nada, a não ser uma primeva ferocidade tribal, explica o estranhamento de povos e pessoas até a violência e a morte. Muitas vezes quase sempre motivos fúteis e banais encobrem o manipular de uns sobre os outros.

 Estaria a humanidade viva condenada pelas correntes dos passados? Rompa-se as correntes. Pela vida, como diz um meu compadre, e se não der pra ser pra nós que já somos que seja pelo menos pros que ainda vão ser.  Paz e concórdia não devem ser sòmente letras de bandeiras, têm que ser o máximo empenho para que nos enterrem dignos.

Sergio Santeiro (santeiro@anaterra.mus.br).

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