Alto lá!

É preciso parar com essa baixa política do denuncismo e assédio aos governantes. São governantes, bolas! Tem que decidir os destinos das comunidades que os elegeram. Elegeram, bolas! Foram eleitos, não se promoveram com tapinhas nas costas. Foram à luta.

Não sou partidário,  sou comunista mas é um absurdo a carga que andam despejando nas costas de um politico reto, honesto, seis anos à frente da Prefeitura da Cidade. Como é que se pode querer que o dirigente faça? Acompanhar cada processo, listas tríplices de custos, orçamentos escassos, etc.etc? Vêr a competencia contábil dos cálculos e as folhas de serviços dos servidores?

E faz mais o que então? Dá pra tomar um cafezinho ou tá dificil? Godofredo fez uma gestão no mínimo digna evidentemente na medida dos escassos recursos publicos municipais – tudo à União! Ah! Mas com a água suja do pré-sal vai mudar!

Mudar pra quem? Uma, uma só, bosta de plataforma de futucar o mar vale a moradia e comida de tôda a população desabrigada no estado. O problema é que o município onde vivem e trabalham as pessoas e pagam os tributos e taxas federais, estaduais, municipais e na hora de repartir o esbulho vai pro fim da fila. Primeiro os tubarões federais, depois os estaduais e no final a merreca dos municípios, os poucos bafejados pelo lixo negro ganham merenda reforçada.

Notável liderança de sua categoria, tambem a minha, um educador, Godofredo Pinto não merece, ninguem merece, esse tratamento desrespeitoso. Falhas pode ter havido, ninguem é perfeito, nem o prefeito mas realmente empurrar aos tribunais meros desajustes banais de contas entre milhões e milhões de iniciativas executivas que é o que compete as dirigentes.

Mais respeito com os nossos eleitos. Tirem estas espadas em cima das nossas cabeças. Só quem passou a maior parte de sua vida sem eleições sabe o aprêço que temos que dedicar às gestões democráticas sejam elas as melhores ou as possíveis.

O que vale tambem na federal. É uma vergonha as tentativas de tirar da cena um dos três grandes líderes estudantis de 68. Só quem não os viu conclamar à resistencia democrática legítima, pacífica e ordeira em nossas passeatas na Maria Antonia, na Cinelândia e pelo país afora pode pensar em envolvê-lo em uma negociatinha de esquina mais vagabunda que a marolinha.

A vitoriosa defesa da economia brasileira frente a invasão do desastre americano é uma das grandes vitórias do governo Lula, a melhor gestão publica na história do país, que agora honrosa e honradamente se despede.

Se estamos legitimamente a comemorar a tomada do Alemão como se fôsse Montecastelo e se fica sabendo que a pacificação do Rio custaria apenas 1% de seus recursos é de perguntar-se por que não tudo?

E se é pra que se respeite nossos eleitos legítimos não custa lembrar que as  verdadeiras UPPs e, que saudades, foram os Cieps, essa extraordinária reinvenção do ensino e do verdadeiro resgate social. Mais Cieps e não se precisaria de mais ou menos UPPs.

O maior pecado político de quem hoje ganha 83% de inédita aprovação, nunca antes na história deste pais e cuíca do mundo, foi desbancar a vitória de Brizola na presidencia do país, adiada desde 64. Seria o Brasil do B, notável experiência para o mundo, o Brasil do Brizola, ensaiado na sua magistral administração municipal de Porto Alegre re-reeditada no governo do Rio.

Perdeu o Brasil, perdemos nós, e enquanto não se parar com esse perseguismo publico ainda muito mais teremos a perder. É hora de trabalhar junto pra frente, há muita coisa a fazer antes que se garanta o mínimo de 4 refeições diárias e um teto para si e todos os seus para todo e qualquer brasileiro nos seus municípios de moradia e trabalho.

A partir  daí, o mundo é o limite. Antes disso, nem vem que não tem, estarão apenas arranhando a nossa história.

Sergio Santeiro (santeiro@vm.uff.br).

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