Aos creativecomonistas

Atenção, sois a vanguarda na rede mundial mas quase sempre a vanguarda
como na história menos recente do país afasta-se e compromete a
ascensão do movimento das massas ainda mais quando erroneamente se
alia aos invasores.

A rede livre todo mundo quer mas também aqui tem que ser a nossa
nativa e não a deles bancada pelos súbitos milionários multinacionais
da tecnologia da comunicação.

E mais: êsse tal progresso tecnológico desejável não pode apropriar-se
do inalienável direito autoral dos criadores artísticos que desde a
imortal Cacilda Becker gritamos: – É só o que temos, o nosso trabalho.

Há que se combinar êsses interesses sem açodamentos, respeitando a
todos, criadores e usuários, mas sobretudo sem tascar a nossa poupança
criativa. O país é grande, cabe todos nós, trabalhadores brasileiros,
primeiro. Depois de assegurar 4 refeições diárias e teto para todos,
talvez quem sabe sobrem para os gringos as migalhas que hoje são só o
que sobra pra nós.

A conciliação é possível e é pra isso que existem o estado e os
governos. Cautela e caldo de galinha é a receita ancestral para todos
os males. Conversemos, discutamos abertamente sem pé atrás e com a
história na frente.

sergio santeiro.

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