O cheiro

Assim é melhor, é mais livre.

Por que ao invés de deixar
não me dás um cheiro . Nem unzinho!

E quando eu digo cheiro, não é um cheiro qualquer,
o cheiro que eu quero é um cheiro de mulher.

Aquele que emana de onde basta um olhar
pra que ele prenuncie o quanto vai gozar.

É assim que eu digo cheiro e muito gostaria de ver você cheirar.
Cheirar também o meu, cheirar, lamber, chupar.
Curvados um contra o outro, a boca cheia sem poder falar.

Falar pra que, se o corpo forte já está pedindo mais,
até que jorre e esparrame de boca em boca o melado.

Melou, lambuzou. Em 79 escrevi um poema:
“Lambuzei-me de sêmem
lambussêimem”

Pode ser que assim nunca seja
e  aí talvez nem queira mais saber de ti.
Acho que o olhar atrai, depois é só cheirando.

Não vale ficar de chororô. Ah! Não sei se devo.
Ah! Não sei se é bom. Como é que vai ficar?

Não me obrigue a ser vulgar, vai ficar …fudendo.
É claro que não é mais como em 79, mas um 69 dá gosto de fazer.
E tem uma vantagem, pode rolar mais tempo, mais tempo à vontade.

A outra, a cavalgada, também é boa de fazer, é boa e incontrolável,
tem a hora que não dá pra parar e nem dá pra maneirar,
a moça aguenta, ela dá um jeito e amacia o que vier.

Até pode reclamar um pouco, só vai me estimular.
Mas não gaste tudo, ainda tem a rapa do tacho.
Não é a tôa que eu te queria ver de bruços, ajuda a imaginação.

Imaginar voce, carinhosamente plantada
com as quatro patas apartadas o teu entre coxas erguido.
Fôsse em 79 terias menos trabalho, mas hoje vais ter paciência.

O bicho também erguido tem que estar
e ajeitando com jeito, com as duas mãos e os dedos,
o teu buraco ainda que róseo negro deixa escorregar.

Sei que podes suportar, até o talo, até os culhões, se desse.
O melhor dessa hora é que tudo pode, tudo cabe.
E o teu cheiro e o meu cheiro, quem sabe qual cheiro que é.

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