Archive for março, 2011

Lamúrias

quinta-feira, março 24th, 2011

Pobre do zangão é o seu ultimo ato

O amor traiu-me não estava onde eu o havia posto

A tiquira acabou, infelizmente, mas o preto não, felizmente

Eu sou zen

Deixei de ser interessante

Flertei no bar mas não levei

Nem tudo flores nem  tudo espinhos  há o caule

Não me force a ser vulgar

O que é interessante me interessa  o que  não é me atrai

Cansou do meu cheiro não reclamo

Não deixo resto no prato

Brinco o ano inteiro no carnaval descanso

Talento fosse bom seria rápido

Nada a fazer senão refazer

Elas não ligam pra mim

Três é o ideal é minimamente variável

É preciso a casualidade

Carne sim é bom sempre

Prefiro algo mais elástico

Transformar transformando-se

Não queres passar a noite comigo?

Amargar o amargor do amargo

Não quer me dar o seu?

Mulher que trai é vagabunda homem que trai … é vagabundo também

Só me falta um lombo amigo

Toquei uma bronha em tua homenagem

Não é específico é genérico

Ninguém precisa de mais todo mundo precisa de menos

Dou-te o  quanto aguentares

Quanto mais visto melhor

Morri de vergonha ao ser expulso de casa

Tão linda assim logo de manhã

É necessário empurrar os limites do permitido

De íris na íris delírios

Já vi no que isso vai dar

Vagando em vão

Vamos ver se hoje eu consigo

Agora que  tô solto é que periga

Penso em você

Amassei os peitos da menina eles não se amassam

Assim não dá eu sou romântica

Eu dentro de  ti

O perfume que entra no meu quarto à noite podia ser você

Diga sim não diga não

Mais vale o que menos atrapalha

Pode ser o suficiente mas não o bastante

Por que preferir os desencontros?

Dou mas não sou fácil

Se você não quer nem eu

Acertei o tiro mas errei o alvo

Manda e eu não obedeço

Eu vou acabar com você

Esse negócio de homem e mulher é mesmo muito esquisito

A felicidade não se inveja

Ele sabe botar lá melhor que você mas eu boto bota porque eu deixo mas não sabe

Cristão é aquele de penacho alto

As palavras vem depois mas escrevem as imagens

Todo mundo quer servir-se do poder fingindo que a ele serve

O que eu faço por você eu faço por qualquer um tá bom mas faz por mim também

Eu  não quero namorar só quero te comer assim de vez em quando

A vida não distribui razoavelmente prêmios e castigos

Hidropônico é sempre melhor como o tomate por exemplo

Não prometo e nem cumpro

Eu quero que  você tenha essa ilusão de liberdade

Não quero  esquecer só não quero lembrar

Afinal um mais um é igual a quanto?

Sergio Santeiro (santeiro@vm.uff.br).

Desejos

quarta-feira, março 16th, 2011

Desejos (de Sergio Santeiro).

Ela olha pra trás de  viés como se quisesse ser acossada

Eu sou uma droga que você está dosando a sua conveniência

Nem sei se a moça quer eu quero

Embevecidos em plena praça das duas uma ou vais pra lista das minhas conquistas ou vou pra dos idiotas

Bambuzais ao longe sua voz ao vento aos meus ouvidos chega

Não vais querer discutir comigo na hora h

Distancias podem ser vencidas

Se é pra morrer pelo menos se viva com tesão

Quero ver você  desarmada

Não posso dar o  que não tenho

Na  primeira comi os três da sapatinha

Quero provar  até o fim este teu jeito de princesa

Tua boca tem que ser escrava do meu desejo

Estou treinando para encher de vulgaridades até os teus ouvidos

O que hoje é ruim amanhã pode ficar pior

Depois de trinta anos é engraçado estar sempre só

Precisava falar isso?

Benhê tá na hora da mamadeira

Na ética do interior observei todo mundo serve os mais velhos

Se engatar não para

Vai gozar por todos os poros mas vai comer na minha mão

Não sou o único que te cerca

Meta-se com a tua vida

Nem uma migalha de orgulho restou-me

O único pantagruel que quero no momento é aquela bem grudada em  mim

Olho no olho a gata brinca comigo

É pouco! Mas é o que você vai ter

Esse monte de janelas dando pra esse monte de janelas

O eclipse é quando o sol come a lua e ela engole o fogo dele

Eu dentro de tuas pernas

Quando se escreve não é um jogo de palavras é o seu jogo de palavras

É preciso cuspir para enterrar o cacete

Ninguém é mais nem menos que ninguém

Coração a bater na boca das meninas

Não a do próximo a da próxima pode

Não adianta prender é melhor soltar

Os de dentro somos os de fora

Lembranças aos aimers

Ninguém é de mais ou de menos que ninguém

Esmola ofende mas é necessária a quem recebe e a quem dá

Não atirem a primeira nem as seguintes nem a última simplesmente não atirem

Coisas sérias e outras nem tanto

Precisava de um rodízio de mais duas voluntárias

A mesa vira cama vira mesa vira cama vira mesa

Mais pede quem menos pode quem mais pode  menos pede toma

Esqueci de perguntar sua graça

Ninguém pode comer ninguém sózinho

Restos de ontem almoço de hoje

Rememos sem rumos sem remos

Elas não querem que eu tenha maus pensamentos

Elas não querem que eu tenha meus pensamentos

O barato da mulherada é me sacanear como se eu ligasse

Ao chegar vou rasgar tua fantasia

Sergio Santeiro (santeiro@vm.uff.br)