Desculpas

Ela disse que só vai se fôr casar
Eu disse que ela fôsse casar noutro terreiro!
A lingua rebolava para agradar
A quem espero que não me sirva!
Que foi? Ganhei castigo?
Não me estimula que eu desempaco
Curtir a bela frase não ajuda na real
Charme não foi suficiente pra eu  te  botar na minha cama
E se eu fervesse?!
Esbanjo a plenitude da solidão
E da só idade
O cabrito  que comi na esquina tava ótimo só me faltou a cabrita
Querer nem sempre é querer
Ao despertares vou te ver até perder de vista
Eu lembrava de você mais dengosa agora está mais atirada
Eu também não queria
Queria escrever-me em ti
A vida é abstrata
Exemplos é o que fica na  memória
Queria te ver aqui na minha nova casa velha ou velha casa nova
A que eu tenho não é a que eu queria
Nunca cotas em nada basta pôr em ordem de entrada em cena como nos letreiros
Acho que devia aguardar-se a CPI da remessa de lucros e depósitos estrangeiros da “burguesia nacional”
Levarei a cabrita pra comer o cabrito ou ela me levará não sei
Eu queria você sempre assim aos pouquinhos
A cabrita não me leva pra comer o cabrito
Acho que vou pagar uma puta em tua homenagem
Como me arrependo de tantas conversas entre nós ainda mais depois de tanto que prometes
Vou comer-te a têta esperto escorrego anca abaixo até morder-te o calcanhar
Falhei! Não consegui juntar cabrita e cabrito
Sergio Santeiro (santeiro@vm.uff.br).

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