Archive for agosto, 2011

Estradas

terça-feira, agosto 23rd, 2011

Até há um ano atrás eu era um hoje sou outro

O meu negócio é babar no teu babado

Ninguém se importa com o que eu digo

Piscar sim pestanejar não

Até aqui tudo bem

Queira-me bem que não lhe custa um tentém

O cinema é um reflexo da realidade distorcido pela ótica de seu realizador

É preciso não temer o amanhã

Carniça não  protege urubu

Nem boas mas pelo menos nem más notícias

Não se deve agir sem pensar

Diga me onde dói

Era a favorita do rei

Não importa o preço mas quero capricho no serviço

Uma volta a minha volta não me tira do lugar

Não era ela a que eu queria

Bacalhau no integral mais o verde e o vermelho pimentão no barro

Despreocupadamente se vive mais e melhor

O que hoje se perde amanhã se pode ganhar

Melhor faria requerer falência

Quando a máquina deixa o humano sobressai

Não é bom embebedar-se de perfume

Ainda falta

Mastro alto não melhora o naufrágio

Não teve jeito de ajeitar com jeito

Faz melhor quem espera menos

Fazer as contas não abate o débito

Pensei que era a saída era a entrada

Um dia pesado prenuncia a noite leve

Por onde andei não vi o que queria

Se a nódoa não sair acostume-se com ela

Mais vale quem menos aborrece

Vou esperar sentado

Estava de saída quando ela chegou

Olhar pra trás não pode é feio

Ninguém aguenta a gritaria nem a própria

Deixei passar porque a carga era pesada

Olhar de longe é mais bandeira

As mulha são um objeto interessante de se ver

Vi quando a cobra me armou o bote

Quem está fora não entra quem está dentro não sai

Traquejos

segunda-feira, agosto 15th, 2011

Nem sempre é a gente que ganha

Viver o máximo com o mínimo

O que é muito simples às vêzes fica muito complicado

Tem as que acham que putaria emporcalha até se emporcalharem babando na porcaria

Querer quase nunca é poder

Ao discordar do mestre ele está certo e você errado

Não queiras o que não tens

E nem tenhas o que não queres

Não tripudio comigo menos ainda com o próximo

Reivindico a complexidade

Se me vir agarrado nela aparta que é briga

Pensei que a compreensão anulava os desvios

Há que descobrir-se o que é bom  e o que é melhor

O  pássaro piou a pássara sorriu estavam namorando

Quando não se entende é legítimo fingir que entendeu

Um trago no  fumo traz uma multidão de sentidos

Verdes anos também merecem ser curtidos

Esqueci de jogar no lixo o presente com o passado

Por mais que demore a curva acaba por se encontrar

Todas as formas são possíveis

Quem não se cansa não descansa

Dou pra você o que você quiser

Ninguém vive o que  sonha

O calo sabe onde o sapato aperta por isso migrei para as sandálias

O ficcionista é o que exterioriza o seu mundo interiorizado

Viver um dia a cada dia

A cada um seu chapéu

Começou tem que acabar

Só vou  sossegar  quando uma lolita  atravessar de novo o meu caminho

Isto é o troco do que eu paguei

Tudo nem sempre  é possível

Uma questão se não se resolve me obceca

A mão que suspende é a mesma que abaixa

Passeei na ida e quis correr na volta

O caminho das pedras nunca será o  teu

Só vou cantar Vitória! quando a encontrar

Um outro dia só começa quando este acaba

Você disse que de vermelho só um detalhe eu vou botar o vermelho nos meus pés

Toleimas

quinta-feira, agosto 11th, 2011

Prefiro as coisas casuais

Você reluta em enrolar-se no meu rolo

A gente começa com jeito depois perde a paciência

Desandei a  falar quando dei por mim o último parceiro virava a esquina sem olhar pra trás

Está agendado na minha pele

Estou me deixando levar mui prazerosamente por tua mão

Cortesã é a que sabe cortejar e ser cortejada

De como a verdade prevalece

As meninas podiam ser mais boazinhas

Faz cara feia mas é lindinha

Fosse comigo também fazia

A cavalo dado é de lamber-se os beiços

Levo na bolsa tudo o que não pode faltar

Ama-te a ti mesmo mais que ao próximo

Não sou candidato a nada mas gostaria de ter você por perto

Por onde anda toda aquela ternura

O pior é não saber perder

Ela vai pintar pra mim

Quem mais quer menos faz

É fácil levantar bandeiras difícil é  sustentá-las

Em qualquer lugar do mundo o que é estrangeiro é maléfico entrava o que é local

Estou adorando cortejar e ela adorando ser cortejada

Tudo precisa ser discutido os prós e os contra da liberdade

É preciso pensar de dentro pra fora e não de fora pra dentro

Ela é sapeca mas joga na retranca

Ela(s) sabe(m) o que faz(em)

Você é oral é o sem escrito

Ela tem a lingua enorme ela é linguaruda

Não! Mudei de idéia! Vou embora!

É a menina do rio bonita

Fui o primeiro a pedir ela não quis

Só as mulheres não podem achar chato porque se acharem é porque tem

A dona da festa achou que era a dona da festa

Você me quer mas eu não dou pra você

Um belo quarto uma bela cama e com chave por dentro

Tá difícil não, é difícil

Não se mexe em jogo que está perdendo pode ficar pior

Todo mundo me pergunta se eu ainda não transei com você

Não hás de querer-me mal

Então vem com tudo

Ao que me lembre era uma delícia

Um alguém procura outro alguém

Quando eu sanguessugo eu sugo sangue

Desculpe mas eu vou-me já

Melindres

quinta-feira, agosto 11th, 2011

Eu sim eu não eu talvez.
Muitas vezes eu não esqueço o que me é dito, muitas esqueço.
Amem-me.
Chamei-o um construtor de pirâmides ironicamente agora repito iconicamente.
Se você me levar eu vou.
Fiquem os intolerantes com a intolerância, fiquemos os tolerantes com a tolerância.
Antes de dormir não se esqueça de me fazer uma boa noite.
Sempre quis ser o que sou.
O mundo dá voltas e eu dou voltas no meu quarto.
Sempre fui lento… agora ainda mais
A vida é uma multidão de espelhos.
Foi em 71 no Festival de Brasília que minha cabeça voou
Nosso maior inimigo é a inércia do sistema.
Se eu mandar você faz.
Eu sou ligado em vós.
Eu só mato a cobra.
O ridículo me atrai.
Não se entrega o ouro ao bandido e nem ao mocinho.
Quanto mais rola mais arredonda.
Era uma exímia encantadora de serpentes.
Em breve o daqui a pouco já será antigamente.
Não é todo dia é só de quando em vez.
Entre o queimado e o aceso o fogo.
Tracei a primeira, quase a segunda, a terceira mandei esperar.
Não é pra se revelar o que escondido está.
A vida está pela hora da morte.
O que eu não puder fazer por mim eu não encomendo.
Nem tanto nem tão pouco.
Quero comer só um pouquinho.
Nunca o antes foi melhor que o agora.
Quero apenas ser mais eu nem mais nem menos que ninguém.
Tudo na vida fica melhor um terço menos.
Não se preocupem comigo eu não me preocupo.
A mão que acarinha não pode ser a mesma que fere.
Nada é fácil quando nos parece difícil.
Às vezes vai mesmo sem querer.
A onipotência é só o maior grau da potência.
Para um elefante um rato deve ser o que há de mais imponderável no universo.
Nem sei o peso da goiaba, o bom é que é gostosa.
Cada um se desincumbe do que lhe incumbem.
Velho é que nem carro, tem que ter revisão permanente senão fica no meio da estrada.
Perguntas são respostas.
Levei a cabrita pra comer o cabrito, até comemos, até gostou, mas a cabrita não era cabrita.
23/7/2011